Flávio: tamanho de ato no 7 de Setembro vai influenciar STF

Candidato do PL diz que parte dos ministros é suscetível à opinião pública e que presença massiva na Paulista pode ajudar a abrir investigação contra Moraes

Em live neste domingo (6) pelo Instagram com apoiadores, o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) disse que uma presença massiva de público no ato convocado para segunda (7) na Avenida Paulista pode influenciar na abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citado pela Polícia Federal (PF) em conversas por mensagem com o então banqueiro Daniel Vorcaro dias antes de sua prisão.

Isso porque, na avaliação de Flávio, parte da Corte é suscetível à opinião pública e pode ser decisiva para desempatar o julgamento que avaliará se investiga ou não o ministro, ainda sem data marcada.

“Sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular. Aquilo lá não pode ser um ambiente de proteção ao Alexandre de Moraes; tem que ser uma proteção da instituição, da democracia, da Constituição e do nosso país. Se tiver pouca gente nas ruas, eu sei que vai ter gente ali que vai acabar se sentindo encorajada a ceder ao sistema e votar no coleguinha para proteger o coleguinha, em vez de votar para proteger o Brasil”, disse Flávio em conversa com o youtuber Fernando Lisboa, candidato a deputado estadual por SP.

O ato na Paulista está previsto para às 15h e deve reunir, além de Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de candidatos da direita ao Senado e à Câmara.

O entendimento é que hoje a Corte tem ao menos três votos a favor de blindar Moraes – dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin – e dois contrários, de Luiz Fux e de André Mendonça. Como o próprio Moraes não participará do julgamento, a dúvida paira sobre os votos de Dias Toffoli, que tende a estar com o colega, e também de Kássio Nunes Marques, Cármen Lúcia e do presidente do STF, Edson Fachin.

Diante da maior crise da história da instituição, Fachin disse na sexta (4) que daria resposta “firme, proporcional e rigorosa” ao conflito. O presidente da Corte deu prazo de cinco dias para que as partes apresentassem manifestações tanto sobre o relatório apresentado contra Moraes quanto no pedido de investigação de Mendonça.

Moraes chegou a incluir o colega no chamado inquérito das fake news, que investiga ataques contra ministros da Corte e é relatado pelo próprio ministro, mas Fachin trouxe o caso para o gabinete da presidência.

A crise também envolve a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, já que seus chefes – respectivamente, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues – também foram citados nas conversas entre Moraes e Vorcaro. Gonet pediu a nulidade do relatório por entender que Mendonça extrapolou as funções de juiz e instaurou um procedimento para examinar como a PF produziu o relatório solicitado por Mendonça.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil