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Moraes libera visita de irmão, sogros e cunhadas a Bolsonaro

Parentes poderão visitar ex-presidente sem precisar de autorização da Justiça, mas dentro de dias e horários determinados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de forma permanente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do irmão dele, Renato Bolsonaro (PL), candidato a deputado federal por São Paulo, dos sogros e das cunhadas. Bolsonaro é réu por tentativa de golpe e cumpre prisão domiciliar desde março, após um episódio de broncopneumonia.

Moraes havia determinado que o ex-presidente só poderia receber advogados, médicos, fisioterapeutas e os filhos, com exceção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente. As demais visitas precisariam de autorização prévia do Supremo, à exceção da ex-primeira-dama Michelle, da filha Laura e da enteada Letícia, que moram na mesma casa.

Agora, o irmão, os sogros e as cunhadas fazem parte do rol de Michelle. Eles não precisam pedir autorização à Justiça, mas as regras de visita devem ser respeitadas: às quarta-feiras e sábados, em um dos horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.

Na teoria, Michelle terá agora mais tempo para dedicar-se à campanha ao Senado pelo DF.

Irmão

Renato Bolsonaro é empresário e ex-capitão do Exército. Nas redes sociais, se apresenta como “irmão do eterno presidente Jair Bolsonaro”. Será a sexta eleição em que participa, sem jamais ter sido eleito: em 2024, Renato tentou disputar a Prefeitura de Registro (SP), mas terminou em segundo, com 29,82% dos votos.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A execução da pena começou em novembro de 2025, inicialmente na sede da Polícia Federal e, depois, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, na área conhecida como Papudinha, em Brasília.

Em julho, Moraes proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias. O senador recorreu, mas a Procuradoria-Geral da República foi favorável a manter a proibição.

A restrição foi determinada depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita à mão pelo pai e leu o documento em live no YouTube. Segundo Moraes, a divulgação desrespeitou a medida cautelar que impede Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. O ministro também proibiu todas as visitas ao ex-presidente com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.

O senador foi formalmente incluído como advogado de defesa do pai em março de 2026, o que lhe dava acesso irrestrito ao ex-presidente antes da decisão de Moraes.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/Facebook

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