Evento promove o acolhimento, a informação e a valorização da amamentação

“Mamaço 2026” será realizado neste domingo (23), das 10h às 12h, no SESI Lab, com programação voltada à valorização da amamentação e à importância da rede de apoio

A campanha Agosto Dourado ganha um momento especial neste domingo (23), com a realização do evento “Mamaço 2026”. Das 10h às 12h, o SESI Lab recebe mulheres, bebês, famílias, profissionais de saúde e a sociedade em geral para uma manhã de informação, acolhimento e valorização da amamentação.

A programação inclui a exposição fotográfica Do Mamá ao Papá: a jornada da alimentação saudável, espaços para registros, atividades culturais para famílias e bebês e orientações de profissionais de saúde sobre aleitamento materno.

Agosto Dourado

O leite materno é considerado o alimento padrão-ouro para os bebês. Rico em nutrientes e anticorpos, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, protege contra infecções e alergias e está associado à redução do risco de doenças crônicas ao longo da vida, como hipertensão, diabetes e obesidade. A amamentação também favorece o desenvolvimento cognitivo e fortalece o vínculo entre mãe e bebê.

Durante o mês de agosto, a campanha intensifica as ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reforçando que a amamentação é uma responsabilidade compartilhada e depende de uma rede de apoio acolhedora.

Rede de apoio

No Distrito Federal, a rede conta com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta, que oferecem apoio às famílias e contribuem para que recém-nascidos vulneráveis tenham acesso ao leite humano doado, com qualidade e segurança.

As equipes multiprofissionais dos locais orientam as mães sobre o manejo da amamentação e auxiliam na prevenção e no tratamento de dificuldades como ingurgitamento mamário, fissuras e problemas na pega, contribuindo para o estabelecimento e a manutenção do aleitamento materno.

Os endereços, horários de funcionamento e demais informações sobre os bancos de leite humano e postos de coleta estão disponíveis aqui e no portal Amamenta Brasília. O atendimento nesses locais é gratuito e não necessita de agendamento.

Serviço:
“Mamaço 2026 – Agosto Dourado”
Data: domingo (23 de agosto)
Local: SESI Lab – Setor Cultural Sul – Lote 1 – ao lado da Rodoviária do Plano Piloto
Horário: 10h às 12h



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação Agência Brasília

Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais

Com a persistência das condições e sem previsão de precipitações para as próximas semanas, equipes de prevenção e combate se mobilizam para proteger unidades de conservação

O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate.

Região registra índices baixos de umidade relativa do ar, com temperaturas mais altas durante a tarde; condição aumenta risco de incêndios | Imagem: Divulgação 

As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada.


Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica.

No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais.

Ações de prevenção 

Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs).

A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios.

Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem.

Operação Verde Vivo 

A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones.

Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones.

Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano.

Impacto ambiental e legislação

Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d’água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa.

Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil

A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital.

A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental.

Orientações

Recomenda-se hidratação constante durante todo esse período de seca | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

 A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública.

► Evitar o uso do fogo
Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas.

► Descarte seguro
Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias.

► Cuidados com faíscas
Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes.

► Cuidados de saúde
Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h.

► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Brasília teve maior aumento de área urbanizada do país em três anos, diz IBGE

Capital teve 72,08 km² incorporados ao espaço urbano entre 2019 e 2022, ocupando segundo lugar na lista de municípios brasileiros com maior extensão de áreas urbanizadas.

Brasília foi a cidade com a maior expansão absoluta de feições urbanizadasentre os municípios brasileiros entre 2019 e 2022. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 72,08 km² incorporados ao espaço urbano no período.

O crescimento foi mais que o dobro do registrado por São Luís (MA), que teve a segunda maior expansão, com 35,76 km². Os dados são do mapeamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, divulgados nessa terça-feira (18) pelo IBGE.

Com a expansão, a capital federal passou da terceira para a segunda posição entre os municípios brasileiros com maior extensão de áreas urbanizadas do país, chegando a 662,54 km² em 2022.

O levantamento feito pelo IBGE permite acompanhar a evolução da urbanização e comparar as transformações ocorridas entre 2019 e 2022, a partir da interpretação visual de imagens de satélite.

O que são feições urbanizadas?

As feições urbanizadas são formadas pela soma de três espaços:

O IBGE também usa o conceito de feições morfologicamente identificadas, queocorrem quando são acrescentados loteamentos vazios.

Ranking

No ranking dos municípios brasileiros com maiores extensões absolutas de feições urbanizadas, Brasília atingiu 662,54 km², ficando atrás apenas de São Paulo, que apresentou 922,41 km² de feições urbanizadas.

O Rio de Janeiro, que ocupava a segunda posição em 2019, passou para o terceiro lugar, com 644,36 km² em 2022.

Densidade

De acordo com o IBGE, a classificação por densidade das feições está ligada ao nível de ocupação humana da área.

Feições de áreas urbanizadas, outros equipamentos urbanos e vazios intraurbanos podem ser classificadas como “densas” ou “pouco densas”.

🔎 As áreas densas apresentam edificações próximas e poucos espaços livres, enquanto as pouco densas têm construções mais espaçadas (veja imagem acima).

Participação no conjunto

Em relação à área territorial (5.760,78 km²) do DF, 662,54 km² ou 11,5% eram de feições urbanizadas em 2022 – maior percentual do país quando comparado às outras unidades da federação – e 1,2 ponto percentual acima do registrado em 2019 (10,3%).

No entanto, apesar da elevada proporção de seu território ocupado por feições urbanizadas, Brasília respondeu por apenas 1,30% das feições urbanizadas do país em 2022, ficando entre as 13 unidades da Federação cuja participação foi inferior a 2%.

“Isso significa que embora o DF tenha uma grande concentração de feições urbanizadas em relação ao seu próprio território, sua participação no conjunto de áreas urbanizadas no Brasil é pequena”, afirma o IBGE.

A pesquisa

Segundo o IBGE, o mapeamento das áreas urbanizadas revela o ritmo e a intensidade com que áreas naturais ou rurais são convertidas em padrões urbanos.

“O principal objetivo é mapear e mensurar as formas urbanas e sua distribuição em todo território nacional, para retratar a evolução do fenômeno urbano. A pesquisa fornece dados essenciais para o planejamento urbano, para a implementação de infraestruturas públicas, impactando nas análises de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, diz o instituto.



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Como doar e receber nos bancos de leite humano do DF

Rede conta com 14 bancos de leite e seis postos de coleta; doadoras podem receber orientação especializada e solicitar coleta domiciliar

A Rede de Bancos de Leite Humano do DF presta atendimento às famílias e viabiliza a doação de leite para recém-nascidos internados que necessitam do alimento. Além de realizarem a coleta, o processamento e a distribuição do leite doado, os bancos de leite humano atuam no fornecimento de orientações sobre amamentação. As equipes auxiliam mulheres em situações como ingurgitamento mamário, fissuras nos seios e dificuldades na pega do bebê, colaborando para a manutenção do aleitamento.

O DF conta com 14 bancos de leite humano e seis postos de coleta nas unidades públicas e suplementares. O leite pasteurizado é destinado prioritariamente a recém-nascidos internados, especialmente prematuros, de baixo peso ou com condições clínicas graves, segundo critérios técnicos das equipes neonatais.

Quem pode doar

A doação pode ser feita por mulheres que estejam amamentando, produzam leite além da necessidade do filho e apresentem boas condições de saúde. É necessário não utilizar medicamentos ou substâncias incompatíveis com a doação e preencher os critérios do cadastro da equipe técnica.

O cadastramento pode ser realizado no banco de leite humano mais próximo, pelo telefone 160 (opção 4), pelo site ou pelo portal. Nesses canais estão disponíveis informações sobre documentos necessários, endereços e horários de funcionamento.

Coleta domiciliar

Após o cadastro, é possível solicitar a coleta domiciliar. O serviço é organizado por região e disponibilidade de atendimento. Os bancos de leite disponibilizam gratuitamente os frascos de vidro esterilizados e as instruções para retirada, armazenamento e conservação. A orientação inclui higienização das mãos, proteção de cabelos, nariz e boca, uso de recipientes esterilizados e identificação de cada frasco com o nome da doadora, data e horário da extração. O leite precisa ser congelado imediatamente após a coleta.

Após o recolhimento, o material é transportado sob controle de temperatura e passa por etapas de seleção, classificação, análises físico-químicas e microbiológicas, pasteurização e reavaliação antes da liberação, conforme os protocolos exigidos.

A doação pode ser feita por mulheres que estejam amamentando, produzam leite além da necessidade do filho e apresentem boas condições de saúde | Foto: Divulgação



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília