Bebê nasce dentro de carro de aplicativo no Eixo Monumental

Parto inesperado mobilizou equipes do Samu-DF, nesta quinta-feira (18/6). Mãe e recém-nascido foram socorridos e passam bem

O trânsito do Eixo Monumental, no coração de Brasília, foi cenário de um nascimento inesperado, na manhã desta quinta-feira (18/6). Uma grávida, que tentava chegar ao hospital a bordo de um carro de aplicativo, entrou em trabalho de parto e deu à luz ao filho dentro do veículo, em meio aos carros e semáforos da capital.

O socorro começou quando pedestres e motoristas que presenciaram a cena acenaram para uma ambulância de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Distrito Federal (Samu-DF) que passava pelo local. Ao pararem o veículo, os socorristas encontraram Emanuelle Gama com o recém-nascido nos braços.

A técnica de enfermagem Karla Paulon iniciou os primeiros cuidados com a mãe e o bebê, enquanto o condutor-socorrista Welinson Nunes Menezes acionava a Central de Regulação Médica para pedir reforço. Em poucos minutos, duas motolâncias do Samu chegaram para apoiar os procedimentos pós-parto e a avaliação clínica da mãe e da criança.

“Foi uma experiência única no nosso serviço. Garantimos que a mãe e a criança fossem bem cuidadas. Conseguimos realizar o atendimento com brevidade e segurança”, relatou o socorrista Welinson Menezes. Após o atendimento de emergência na avenida, Emanuelle e o filho foram levados em segurança para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Emanuelle e o filho foram levados em segurança para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) | Foto: Divulgação/Samu-DF

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Divulgação/Samu-DF

Goiás mantém liderança nacional na produção de sorgo

Goiás alcançou 2,2 milhões de toneladas de sorgo: crescimento de 40,3% em relação à safra anterior

Goiás consolida mais um ano de liderança na produção de sorgo no país. De acordo com os dados do 8º levantamento de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de produção alcançou 2,2 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 40,3% em relação à safra anterior.

O resultado representa 29,3% da produção nacional do grão na safra 2025/26, estimada em 7,5 milhões de toneladas, mantendo o estado pelo oitavo ano consecutivo como o maior produtor do país.

Área de sorgo

Os dados também apontam que a área semeada com sorgo, para o mesmo período, deu um salto de 59,9%, atingindo 631,1 mil hectares frente aos 394,7 mil do ciclo anterior, com produtividade média estimada em 3,5 toneladas por hectare.

A forte expansão é motivada pela resistência do grão ao déficit hídrico e por sua adaptação à segunda safra, conhecida como safrinha. Devido ao seu alto valor nutricional, o cereal consolida-se com sua utilização direcionada principalmente para abastecer a indústria de nutrição animal.

“Goiás tem ampliado sua participação na produção nacional de sorgo de forma consistente, resultado da capacidade dos produtores de incorporar culturas que agregam competitividade ao sistema produtivo. Além de contribuir para a diversificação da segunda safra, o sorgo tem papel importante no abastecimento das cadeias de proteína animal e abre novas oportunidades para a agroindústria e a bioenergia no estado”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal.

O levantamento da safra 2025/26 confirma que Goiás permanece como o protagonista do sorgo no Brasil ao superar importantes polos agrícolas do país e liderar de forma isolada o ranking de produção, enquanto dita o ritmo de crescimento da cultura no cenário nacional. Essa eficiência goiana no campo foi determinante para que o estado alcançasse a marca de 30,7% dos 2 milhões de hectares destinados ao cultivo do grão em todo o país.

Cidades líderes

Essa força produtiva espalha-se pelo território goiano e já marca presença em 128 municípios, concentrando-se principalmente na região Sul e no entorno do Distrito Federal. Destacam-se as cidades de Cristalina e Rio Verde como as de maior protagonismo.

Os dois municípios são os maiores produtores de sorgo de todo o Brasil, respondendo juntos por 28,3% de toda a produção colhida no estado em 2024.

De acordo com dados da safra anterior reunidos na Plataforma Aroeira, o ritmo de expansão da cultura também é evidenciado pelo desempenho de novos polos, como Montividiu, que multiplicou a colheita quase 14 vezes em um ano (saltando de 3,6 mil para 49,5 mil toneladas), além do surgimento de novas lavouras em regiões como, São Domingos e São Miguel do Araguaia, entre outras. No quesito rendimento, Itapaci lidera a eficiência com a maior média do estado (4,0 t/ha), seguido por Rio Verde e Flores de Goiás (3,8 t/ha).

“Goiás reforça a presença estratégica para o agronegócio ao responder por uma parcela significativa da produção nacional. Os números e os avanços técnicos confirmam que a história de sucesso do sorgo no Brasil passa, obrigatoriamente, pelas lavouras goianas ao utilizar a safrinha como forma de impulsionar a produção da cultura”, conclui o secretário Ademar Leal.

Oportunidades

O segmento de bioenergia abre uma nova e promissora janela de projeção para o mercado goiano, na qual o sorgo ganha destaque crescente como matéria-prima para a produção de etanol. Goiás já é consolidado como o líder nacional na produção do tipo granífero e a expansão para o sorgo sacarino surge como uma oportunidade estratégica para o estado.

Em virtude da alta concentração de açúcares e ciclo produtivo curto, a variedade torna-se ideal para abastecer as destilarias locais durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. A integração é facilitada pela vantagem logística e operacional de aproveitar os mesmos equipamentos já utilizados nos canaviais para a mecanização da colheita goiana.

Essa sinergia industrial projeta um cenário de agregação de valor para o agronegócio de Goiás. A expansão do etanol a partir do cereal amplia a oferta de coprodutos de alto valor, como os grãos secos de destilaria, os Distillers Dried Grains (DDGs), que possuem elevado teor proteico e energético para a nutrição animal.

Ao conectar de forma inteligente as cadeias de biocombustíveis e de proteínas animais, o mercado goiano caminha para consolidar um sistema produtivo ainda mais sustentável, eficiente e economicamente diversificado, abrindo novas frentes de investimento para os produtores do estado.

Saiba mais

O informativo mensal Agro em Dados, publicação que integra informações dos maiores centros de pesquisa e bases de dados do agronegócio brasileiro, em sua 80ª edição tem a cana-de-açúcar como destaque.

A publicação está disponível para consulta em: https://goias.gov.br/agricultura/boletins-de-safra/.

Goiás mantém liderança nacional na produção de sorgo
Goiás alcançou 2,2 milhões de toneladas de sorgo: crescimento de 40,3% em relação à safra anterior (Foto: Lucas Eugênio)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – GO | Foto: Lucas Eugênio

Pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF passa a ser realizada a cada dois anos

Decreto publicado no DODF garante continuidade do levantamento que subsidia políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero

A pesquisa “Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal” passa a integrar oficialmente o calendário de produção de informações estratégicas do Governo do Distrito Federal. O Decreto nº 48.775, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (15), institui a realização bienal do levantamento, assegurando sua continuidade e fortalecendo o monitoramento da violência de gênero no DF.

Produzida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), a pesquisa tem como objetivo mensurar a violência contra a mulher, identificar suas diferentes formas e contextos de ocorrência, além de fornecer subsídios para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de violência.

Entre outras coisas, a pesquisa identifica situações de violência doméstica e familiar e investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero | Foto: Agência Brasília

De acordo com o novo decreto, a pesquisa deverá ser realizada a cada dois anos, com coleta de dados preferencialmente entre os meses de abril e outubro. A medida garante a produção contínua de informações qualificadas sobre um dos principais desafios sociais enfrentados pelas mulheres no DF.

O estudo utiliza metodologia específica para identificar situações de violência doméstica e familiar, considerando tanto a autodeclaração das vítimas quanto relatos de experiências compatíveis com os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha. Além disso, investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero, violência contra a mulher e avaliação das políticas públicas existentes.

A norma estabelece que o IPEDF será responsável pela coordenação metodológica da pesquisa, incluindo a elaboração dos instrumentos de coleta e a articulação com órgãos governamentais que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher. Já a Secretaria da Mulher ficará responsável pela articulação institucional e pelo suporte operacional necessário à execução do levantamento.

Outro aspecto previsto no decreto é a garantia de transparência dos resultados. Os relatórios deverão detalhar procedimentos metodológicos, critérios de coleta e eventuais limitações da pesquisa. Os microdados também serão disponibilizados ao público no portal do IPEDF, respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A institucionalização da pesquisa representa um avanço para a consolidação de uma base permanente de evidências sobre a violência contra a mulher no Distrito Federal, contribuindo para o aperfeiçoamento das ações de prevenção, acolhimento, proteção e garantia de direitos das mulheres.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Exposição no Museu Nacional marca lançamento do projeto #conectaMuN

Com abertura no sábado (20), a mostra reúne obras de importantes nomes da arte brasileira, do modernismo à produção contemporânea

A partir de sábado (20), o público poderá visitar as exposições Acervo-Vetor: um recorte dos 20 anos do Museu Nacional da República e O Nascimento do Tempo: a matéria em transformação e permanência, mostras que integram o projeto #conectaMuN e celebram as duas décadas de trajetória do Museu Nacional da República.

Com entrada gratuita, as exposições apresentam diferentes perspectivas sobre a coleção da instituição. Enquanto Acervo-Vetor reúne obras que ajudam a narrar a história do acervo e a pluralidade de sua produção artística, O Nascimento do Tempo propõe um percurso sensorial sobre memória, transformação e permanência, explorando as relações entre matéria, gesto artístico e passagem do tempo.

As duas mostras reúnem mais de 250 obras selecionadas entre aproximadamente 1.500 trabalhos que integram o patrimônio artístico do Museu Nacional da República. Muitas dessas obras permanecem preservadas na reserva técnica da instituição e raramente são vistas pelo público. Com o #conectaMuN, passam a integrar uma ampla ação de difusão cultural que amplia sua visibilidade e acesso.

O conjunto reúne trabalhos de importantes nomes da arte brasileira, do modernismo à produção contemporânea. Entre os artistas presentes estão Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Amilcar de Castro e Cícero Dias, além de representantes da produção contemporânea como Cildo Meireles, Lúcia Laguna, Karin Lambrecht e Marcelo Solá. A seleção contempla ainda artistas locais de destaque, como Adriana Vignoli, Antônio Obá e Raquel Nava.

O artista Di Cavalcanti tem obra no projeto #conectaMuN  | Foto: Reprodução/Secec-DF

A abertura acontece no dia 20, às 19h, e marca o lançamento oficial do #conectaMuN. O projeto amplia o acesso ao patrimônio artístico do Museu Nacional da República ao unir preservação, tecnologia e difusão cultural.

“Ao celebrar os 20 anos do Museu Nacional da República, o projeto amplia o acesso da população a um patrimônio artístico de enorme relevância para a cultura brasileira. Ao reunir preservação, tecnologia, acessibilidade e difusão cultural, a iniciativa fortalece o papel dos equipamentos públicos como espaços de encontro, conhecimento e formação cidadã, permitindo que mais pessoas tenham contato com obras que ajudam a contar a nossa história e a diversidade da produção artística do país”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto.

A abertura do #conectaMuN marca também o lançamento da plataforma digital do projeto, que reunirá as obras do Museu Nacional da República em ambiente virtual, permitindo consultas, pesquisas e experiências de fruição artística de forma gratuita e acessível. A iniciativa contempla ainda catálogo digital e impresso, jogo educativo em formato RPG, além da roda de conversa com os profissionais envolvidos. Todas as obras disponibilizadas digitalmente contarão com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso de pessoas com deficiência ao patrimônio artístico da instituição.

Um dos destaques da programação será a projeção mapeada na cúpula externa do Museu Nacional. Obras selecionadas da coleção serão exibidas na arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, transformando o monumento em uma grande galeria digital visível a partir da Esplanada dos Ministérios. A ação propõe uma nova forma de encontro entre arte, cidade e tecnologia, ampliando o alcance das obras para além das paredes do museu. A programação de abertura será encerrada com apresentação musical do cantor e violonista brasiliense Alysson Takaki e confraternização entre convidados e público. As exposições ficarão em cartaz no Museu Nacional da República até 19 de julho.

Exposições #conectaMuN Abertura

Abertura: 20 de junho (sábado)
Horário: 19h
Entrada gratuita
Local: Museu Nacional da República
Endereço: Setor Cultural Sul, Lote 2 Esplanada dos Ministérios
Exposição aberta para visitação De 20 de junho a 19 de julho
De terça-feira a domingo e feriados das 9h às 18h30

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Reprodução/Secec-DF