Aposentada com Alzheimer é encontrada morta após 4 dias desaparecida

Rosinete Santos Pereira, 67 anos, desapareceu na quinta-feira (2/7), em Planaltina de Goiás. Corpo da aposentada foi encontrado em córrego

Rosinete Santos Pereira, conhecida como “Nete”, 67 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (6/7), em um córrego na região de Planaltina de Goiás (GO), Entorno do Distrito Federal. A aposentada, que era diagnosticada com Alzheimer, estava desaparecida desde a última quinta-feira (2/7).

Nete foi vista pela última vez no centro de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Planaltina de Goiás, por volta das 11h, quando estava acompanhada do marido. No entanto, ela saiu da supervisão do esposo e deixou o local.

Por volta das 17h, uma câmera de segurança registrou a mulher andando pela Quadra 5 Norte da cidade.

De acordo com Michael Santos, filho da vítima, a família recebeu relatos de que Rosinete também teria sido vista no dia em que desapareceu no Setor de Chácaras de Planaltina (GO).

Morte

O filho soube da morte da mãe ao buscar informações sobre atualizadas sobre a investigação do desaparecimento dela na delegacia da região.

“Chegou um senhor falando que queria registrar uma ocorrência porque havia encontrado um corpo na fazenda dele. A Polícia Civil foi lá para averiguar e, posteriormente, me confirmou que era o corpo da minha mãe”, afirma Michael.

De acordo com o filho de Nete, o corpo da vítima não tinha sinais de violência. A causa da morte será investigada pela Polícia Civil de Goiás.

Rosinete Santos Pereira, conhecida como “Nete”, 67 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (6/7)



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Reprodução

Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Artista de Ceilândia, de 56 anos, foi referência no rap, no grafite e no breaking e enfrentava um câncer

O rapper Rivas Alves, conhecido como Rivas Álibi e Kabala, morreu neste domingo (5), aos 56 anos. O artista enfrentava um câncer e teve a morte confirmada pela família nas redes sociais.

Rivas foi um dos maiores nomes da formação da cena hip-hop no Distrito Federal. Ligado a Ceilândia, atuou por mais de 4 décadas como rapper, grafiteiro e b-boy. Também integrou o grupo Álibi, um dos pioneiros do rap brasiliense, ao lado do irmão DJ Jamaika, morto em 2023.

Ele também foi um dos nomes ligados à Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika, espaço criado para preservar a memória do movimento, promover oficinas e valorizar artistas da cultura urbana. O local funciona próximo à estação Ceilândia Centro e se tornou ponto de encontro de artistas, educadores e coletivos da região.

Em entrevista ao projeto Peso 061, Rivas disse ter começado no hip-hop em bailes de funk e soul frequentados por jovens da periferia do DF no início dos anos 1980. Na época, segundo ele, o contato com a cultura hip-hop vinha principalmente pelos DJs, que conseguiam acessar lançamentos internacionais.

Nos últimos anos, Rivas também apresentava, ao lado de Rei, o Rap Total Podcast, dedicado à memória e aos debates sobre a cena musical de Brasília.

“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas! Rivas deixa um legado que vai além de sua arte e deixa lembranças, inspiração e a certeza de que seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória”, disse a família em nota.

Os familiares também agradeceram as mensagens de apoio recebidas durante o tratamento.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução

Mostra fotográfica em Brasília resgata luta de quilombolas em GO

Exposição Chão Ancestral faz parte do Festival Latinidades

Desde a adolescência, Walisson Braga era fascinado por fotografar a vida de familiares e moradores na comunidade quilombola Mesquita, na Cidade Ocidental (GO), onde nasceu e se criou. 

Hoje, aos 29 anos, o estudante de comunicação visual entende que registrar as imagens da luta do seu povo consiste em uma estratégia de resistência de um território reconhecido, mas que espera por titulação definitiva. Nesta semana, fotografias saídas de sua câmera podem ser vistas por mais olhares. 

A mostra “Chão Ancestral”, com 35 imagens dele e também dos amigos Luiz Alves e Webert da Cruz, está disponível em um local significativo para ele, a Rodoviária do Plano Piloto de Brasília. 

Um lugar por onde passa todos os dias quando vai para a universidade. Para pegar o começo da aula, sai de casa às 5h30 da manhã. 

“Passo pela rodoviária todos os dias. Agora, estão com fotos minhas. Espero que mais gente conheça a história do meu povo”.

Brasília (DF), 01/07/2026 - Na Rodoviária do Plano Piloto, a mostra
Mostra Chão Ancestral, na Rodoviária do Plano Piloto – Festival Latinidades/Divulgação

Ancestralidade

A exposição, que faz parte do Festival Latinidades, celebra os 280 anos do Quilombo Mesquita e a resistência principalmente de mulheres. Entre essas pessoas, a avó Elpídia Pereira, uma das matriarcas da comunidade. 

“Ela e tantas outras mulheres guardam saberes que devemos preservar. Devemos proteger a herança ancestral que é base do nosso modo de vida”, ressaltou Walisson.

Um modo de vida de preservação da área de cerrado onde vivem pelo menos 785 famílias, mais de três mil pessoas. 

Em dezembro do ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu que a área total do território é de 4,1 mil hectares, 80% maior do que a que ocupa atualmente. A expectativa é que a demarcação definitiva do território ocorra até o final deste ano.

Proteção

Segundo a liderança comunitária Sandra Braga o fato de não haver titulação possibilita que fazendeiros da soja se apropriem de terras que são da comunidade.

Um dos símbolos de resistência do lugar é a plantação do marmelo, que resulta em diferentes produtos, como a marmelada e a geleia. “As famílias têm em casa o pé de marmelo para celebrar nossa tradição”.

Festival Latinidades

A exposição de fotos integra o Festival Latinidades, que é considerado um evento de articulação e incidência pública protagonizado por mulheres negras. Nesta edição, um dos focos está na conscientização sobre a saúde mental na produção cultural.

Ainda nesta quinta-feira, no Museu Nacional da República, às 20h, haverá apresentação do Festival Humor Negro.

Entre outras atividades, na sexta (3), no mesmo local, estão previstas discussões sobre arte e saúde mental com as artistas Linn da Quebrada e Karol Conká e mediação de Val Benvindo. 

Outra atração é o lançamento do programa Descansa Nêga, do Fundo Agbara, em uma atividade coletiva de partilha sobre viagens , descanso e memórias afetivas. 

O Festival Latinidades terá seu último dia de atividades com uma palestra com a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra na Academia Brasileira de Letras e autora do romance Um Defeito de Cor, na organização cultural Universidade Afrolatinas.

A programação completa pode ser vista na página do festival.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Festival Latinidades/Divulgação

Polícia mira roubos de celulares por meio de anúncios online

Suspeitos criavam perfis falsos, utilizando identidades masculinas e femininas, para ganhar confiança de vítimas e marcar encontros em locais públicos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a operação Falso Comprador, contra uma associação criminosa investigada por roubar aparelhos celulares de alto padrão após atrair as vítimas por meio de falsas negociações pela internet.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Gama e Guará, com o apoio de outras delegacias da corporação e da Divisão de Operações Especiais (DOE).

As investigações apontam que o grupo agia de forma organizada e utilizava plataformas digitais de compra e venda para localizar pessoas interessadas em vender smartphones. Em seguida, os criminosos migravam a conversa para aplicativos de mensagens e simulavam uma negociação legítima.

De acordo com a polícia, os suspeitos criavam perfis falsos, utilizando identidades masculinas e femininas, para ganhar a confiança das vítimas e marcar encontros presenciais em locais públicos.

No momento combinado, os criminosos anunciavam o assalto ou pediam para analisar o aparelho e fugiam com o celular. Em alguns casos, quando a vítima ou familiares tentavam impedir a fuga, outros integrantes do grupo apareciam e faziam ameaças com facas e armas de fogo para garantir a escapada.

Um dos fatos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a ousadia da associação criminosa. Em uma das ocorrências, os suspeitos chegaram a oferecer à própria vítima a devolução do celular roubado mediante o pagamento de uma espécie de “resgate”.

As apurações também revelaram que os investigados já possuem antecedentes criminais por roubo, tráfico de drogas e porte de arma. Além disso, eles utilizavam as redes sociais para publicar fotos exibindo armas de fogo e entorpecentes.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma branca e de arma de fogo. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/PCDF