Brasília recebe mais de 360 atletas na abertura do Campeonato Brasiliense de Canoa Havaiana

Competição no Iate Clube reforça o Lago Paranoá como referência nacional para a prática da modalidade em águas doces

O Lago Paranoá será palco, neste sábado (27) e domingo (28), da primeira etapa do Track&Field Experience Campeonato Brasiliense de VA’A Maratona, reunindo mais de 360 atletas no Iate Clube de Brasília. Organizada pela Federação Brasiliense de VA’A (FebVaa), a competição reforça o protagonismo da capital como um dos principais polos brasileiros da canoa havaiana em águas doces.

Após sediar o campeonato brasileiro da modalidade no primeiro semestre, Brasília volta a receber uma das principais competições do calendário esportivo nacional. O evento deve reunir cerca de 500 pessoas por dia entre atletas, equipes técnicas, familiares e espectadores, além de contar com transmissão ao vivo pelo canal da Confederação Brasileira de VA’A no YouTube.

Mais do que cenário para competições, o Lago Paranoá tem se consolidado como espaço de convivência, lazer e prática esportiva. As condições favoráveis de navegação e a crescente comunidade de praticantes transformaram Brasília em referência para a modalidade, que alia atividade física, contato com a natureza e preservação de uma tradição milenar.

O secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, destaca a importância da utilização do Lago Paranoá para atividades esportivas e de lazer. “O Lago Paranoá é um recurso do Distrito Federal muito importante. Iniciativas que promovam lazer e esportes no espelho d’água são essenciais para a sociedade brasiliense. A canoa havaiana cumpre bem esse papel, trabalhando a inclusão com pessoas de várias idades, homens e mulheres praticando esse esporte.”

A competição contempla categorias que vão do Infantil (até 12 anos) ao Master 70+, além de provas destinadas a paratletas, evidenciando o caráter inclusivo da modalidade | Foto: Divulgação SEL/DF

Modalidade reúne atletas de todas as idades

A competição contempla categorias que vão do Infantil (até 12 anos) ao Master 70+, além de provas destinadas a paratletas, evidenciando o caráter inclusivo da modalidade, que registra crescimento contínuo no Distrito Federal.

Conhecida internacionalmente como VA’A, a canoa havaiana tem origem nos povos polinésios, que utilizavam a embarcação para percorrer longas distâncias pelo Oceano Pacífico há mais de três mil anos. Atualmente, a modalidade se expandiu para diversos países, preservando características tradicionais e promovendo a integração entre esporte, cultura e meio ambiente.

“O Lago Paranoá é um recurso do Distrito Federal muito importante. Iniciativas que promovam lazer e esportes no espelho d’água são essenciais para a sociedade brasiliense. A canoa havaiana cumpre bem esse papel, trabalhando a inclusão com pessoas de várias idades, homens e mulheres praticando esse esporte”Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer

Segurança reforçada

A Federação Brasiliense de VA’A adotará uma série de protocolos de segurança durante toda a competição. Será obrigatório o uso de colete salva-vidas, apito, remo reserva e balde em todas as embarcações. O evento contará ainda com quatro embarcações de apoio motorizadas, equipes de resgate aquático, ambulância e suporte do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Para o presidente da FebVaa, João Marcelo Marins, o número de participantes demonstra a consolidação da modalidade na capital.

“Tanto a categoria infantil quanto a categoria estreante estão maiores do que nunca, demonstrando o forte crescimento do VA’A no Distrito Federal. Isso é motivo de alegria e orgulho e aumenta nossa responsabilidade como comunidade em manter elevados os protocolos de segurança. A ocupação do Lago deve ser democrática, positiva e segura.”

Serviço

Track&Field Experience Campeonato Brasiliense de VA’A 2026 – Maratona

Data: 27 e 28 de junho

Local: Iate Clube de Brasília

Entrada: Gratuita

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação SEL/DF

Zoológico de Brasília se prepara para receber girafas resgatadas

Animais foram retirados de esquema de tráfico e devem ser transferidos do Rio de Janeiro para o Distrito Federal

O Zoológico de Brasília iniciou obras de adaptação em seu recinto destinado a girafas para receber exemplares resgatados de um esquema de tráfico internacional de animais. A transferência dos animais, atualmente sob tutela do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em Mangaratiba, Rio de Janeiro, já foi definida pelo órgão. Ainda não há confirmação sobre o número de girafas que serão encaminhadas ao Distrito Federal.

De acordo com nota, as intervenções têm como objetivo adequar o espaço às necessidades biológicas e comportamentais dos futuros animais, seguindo critérios de bem-estar e manejo estabelecidos pelos órgãos competentes. As obras incluem aumento da altura do cercamento, melhorias nas áreas de passagem e alimentação, além de ajustes no acondicionamento. O recinto é o mesmo onde viveu Yaza, girafa que morreu em 2025 aos 21 anos. Desde então, o zoológico não recebeu novos animais da espécie.

O caso das girafas do Bioparque é considerado o maior crime de tráfico internacional de animais já registrado no Brasil. Em 2021, 18 girafas foram trazidas irregularmente da África do Sul e enviadas para quarentena no resort Portobello Safári, em Mangaratiba. Durante esse período, três morreram, o que levantou questionamentos de entidades de proteção animal. A investigação conduzida pela Polícia Federal resultou no indiciamento de responsáveis pelo tráfico e, quatro anos depois, três pessoas foram condenadas por maus-tratos, contrabando, falsidade ideológica e inserção de informações falsas em parecer técnico.

Atualmente, 14 girafas permanecem sob responsabilidade do Ibama em Mangaratiba. O órgão conduz tratativas com zoológicos interessados em receber os animais, com o objetivo de garantir condições adequadas de manejo e bem-estar. A chegada dos exemplares ao Zoológico de Brasília marca a retomada da presença da espécie na instituição, que desde a morte de Yaza não contava com girafas em seu plantel.

A transferência representa uma etapa do processo de redistribuição dos animais resgatados, que deverão ser encaminhados a diferentes instituições no país. O Ibama acompanha as adequações estruturais e técnicas necessárias para assegurar que os zoológicos estejam preparados para acolher os exemplares, em conformidade com normas ambientais e de proteção animal.

Yaza viveu no Zoológico de Brasília e morreu em 2025 – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Esquema de tráfico de droga de luxo é desmantelado no Gama

Ao todo, a PMDF apreendeu 70 gramas de maconha, três porções de skunk, 12 pedras de crack e uma porção de cocaína

Dois homens envolvidos com o tráfico de drogas no Setor Norte do Gama foram presos durante uma operação que aconteceu na última quarta-feira (24/6). 

Durante um patrulhamento tático na região, os policiais do GTOP 29 foram informados que um homem tinha acabado de sair de uma casa conhecida por ser um ponto de venda de drogas. Na abordagem, os policiais encontraram uma porção de ice — extração altamente concentrada e potente de maconha. 

O homem abordado informou que adquiriu a droga na residência que foi delatada aos policiais. Na abordagem ao proprietário da casa, os agentes encontraram outra porção do mesmo tipo de droga. 

Dentro do imóvel, ainda foram encontrados diversos tipos de entorpecentes escondidos em um dos quartos, além de materiais utilizados para o preparo e comercialização das substâncias. 

Ao todo, foram apreendidas 30 gramas de ice, 40 gramas de crumble (extrato da flor da maconha), três porções de skunk, 12 pedras de crack, uma porção de cocaína, uma balança de precisão e dois celulares. Os dois homens foram conduzidos à 20ª DP, onde foram adotadas as providências legais.

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Divulgação/PMDF

DF é referência nacional no tratamento e reabilitação de animais silvestres

Único no país, Hospital da Fauna Silvestre acolhe e acompanha casos graves oriundos de resgates

O Distrito Federal tem uma referência nacional no atendimento a animais silvestres: o Hospital da Fauna Silvestre, gerido pelo Instituto Brasília Ambiental, é o único do Brasil especializado nessa categoria de animais. 

Apenas neste ano, entre  março e junho, a unidade recebeu cinco animais em estado grave de saúde: uma jovem fêmea de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) em estado crítico e quatro cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), vítimas de atropelamentos e doenças associadas à proximidade com áreas urbanizadas. 

Vítima de atropelamento, fêmea de tamanduá-mirim, em estado crítico, recebe atendimento no Hfaus | Fotos: Caio Cavalcante/Hospital da Fauna Silvestre

“Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de serem reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação”Thiago Marques, coordenador do Hfaus

O coordenador do hospital, Thiago Marques, explica que os animais resgatados chegaram por meio de resgates feitos por órgãos públicos como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Corpo de Bombeiros e unidades do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama), vindos de áreas como Brazlândia, Planaltina, Floresta Nacional (Flona) e Luziânia. 

Contato com ambientes domésticos

Ele diz que alguns dos animais recebidos foram vítimas de atropelamento, outros apresentavam múltiplas fraturas, de menor e maior intensidade, ou zoonoses (doenças) oriundas do contato com ambientes domésticos.

“Quando os animais chegam ao hospital, eles passam pela avaliação dos clínicos. Eles recebem os animais e fazem o primeiro atendimento para depois encaminhar para os especialistas. Por exemplo, passam pelo ultrassom, cardiologista, também por cirurgiões e cirurgiões ortopédicos. Depois de toda essa avaliação, os animais seguem em tratamento junto aos médicos clínicos, diariamente”, explica.

Depois das cirurgias, há uma segunda etapa de atendimento dos animais. Marques afirma que um corpo de fisioterapeutas assume os cuidados em busca de acompanhar a evolução do quadro de cada um e avaliar as possibilidades do futuro deles. Segundo o coordenador do hospital, ainda é difícil precisar o futuro dos animais. 

Um dos quatro cachorros-do-mato atropelados continua em tratamento, com acompanhamento de fisioterapeutas

“Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de ser reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação”, afirma.

Marques reitera que a destinação final dos animais é feita pelos órgãos ambientais, Ibama e Brasília Ambiental. Casos como os desses animais e tantos outros ilustram os riscos enfrentados pela fauna silvestre em áreas sob intensa pressão urbana, sendo submetidos a acidentes em rodovias e vias urbanas até doenças relacionadas à interação cada vez mais frequente entre animais silvestres e ambientes domésticos.

O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, em reconhecimento ao trabalho de excelência do Hfaus, afirmou que a Câmara de Compensação do instituto aprovou a construção de uma nova estrutura hospitalar definitiva, em sede própria, com a proposta de ampliação dos serviços, como a reabilitação de animais a fim de “manter o compromisso de continuar atendendo com excelência à fauna silvestre”.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Caio Cavalcante/Hospital da Fauna Silvestre