Troca de figurinhas pode atenuar alto custo do álbum da Copa do Mundo

Publicação tem raridades que podem passar de R$ 500 cada uma

O torcedor que quiser completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 vai ter que preparar o bolso. O torneio tem atualmente 48 seleções – em edições anteriores eram 32 – e com isso o número total de figurinhas subiu para mais de 980, a maior coleção lançada pela editora Panini.

Para o colecionador isso significa mais páginas, mais figurinhas e muito mais reais. O valor para completar o álbum no Brasil pode chegar a mais de R$ 7,3 mil para quem não gosta de trocar figurinhas e tem como meta completar álbum só comprando os pacotes. Cada um com sete unidades custa R$ 7. 

Mas tem outro caminho mais barato, como se juntar a colecionadores e amigos, ou ir a lugares específicos para trocar as figurinhas repetidas no formato de “um por um”. Nestes casos o custo pode cair até 80% e o gasto variar entre R$ 1.200 a R$ 1.700.

Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Lançado em maio, o álbum da Copa do Mundo tem figurinhas dos jogadores das 48 seleções participantes, 16 a mais que na última edição, no Mundial do Catar (2022)  – Joédson Alves/Agência Brasil

Em um mundo perfeito, sem nenhuma figurinha repetida – cenário quase impossível por conta da distribuição aleatória em cada pacote – o gasto é de R$ 1.004,90, somando o custo de 140 pacotes (R$ 980) ao valor do álbum brochura padrão (R$ 24,90)

O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras. Além das 980 figurinhas da coleção principal, o álbum tem outras 68 consideradas especiais: elas fazem pate da série Legends, que desperta grande interesse  dos fãs.

Trata-se de versões especiais de alguns dos principais jogadores do mundo com diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada. A última é a mais rara de todas e, segundo a Panini, só sai uma vez a cada 1.900 pacotes. Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior.

Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras, cujo valor pode passar de R$ 500 cada uma – Joédson Alves/Agência Brasil

Em plataformas de compra e venda, algumas versões de nível dourada já ultrapassam os R$ 500 e estão entre as mais caras desta edição. A busca por elas tem transformado os pontos de troca de figurinhas, para quem somente queria completar o álbum, em um espaço de muita negociação.

“[Nos pontos de troca] só ficou o pessoal mais desesperado para conseguir trocar essas figurinhas e muita gente querendo pagar valores altos”, disse o estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Guilherme Ferreira. “Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro”, acrescentou o universitário ao repórter Rafael Sofia, da Rádio da UFRJ.

Outra curiosidade desta edição está na diferença entre os retratados no álbum publicado pela Panini e a convocação oficial das seleções. O álbum foi lançado em maio, mas a produção da coleção teve início meses antes do anúncio da lista final de convocados de cada país participante.Alguns jogadores ficaram de fora, enquanto outros não jogarão.

No Brasil, Rodryigo, Éder Militão e Estevão ganharam figurinhas, mesmo fora da lista do técnico italiano Carlo Ancelotti por estarem lesionados Essa situação ocorreu também com outras seleções e mostra como o álbum registra o retrato de meses antes da competição.

Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior – Joédson Alves/Agência Brasil

Entre os ausentes, o nome que mais chama a atenção é o de Neymar Júnior. O camisa 10 da seleção brasileira não apareceu na primeira versão da coleção.

“A [ausência] do Neymar eu não acho um absurdo, ninguém sabia se ele ia ou não, provavelmente, não iria”, brincou o estudante da UFF. “Os outros, realmente, a Panini vacilou. O Rodrygo já estava fora da Copa há seis meses e foi para o álbum”, criticou.

Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a disputa segue também fora dos gramados, entre colecionadores que podem investir mais. É o caso do engenheiro Lucas Antonio Pinheiro que não quer saber de economizar. Ele só pensa em completar o álbum o mais rápido possível.

“Estamos com cerca de 50% do álbum completo e, até o momento, gastamos em torno de R$ 800. É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto”, disse Pinheiro.

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Para o colecionador Lucas Antonio Pinheiro, o o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa – Acervo Pessoal/Lucas Pinheiro

Além de gostar de futebol, o colecionador tem outra motivação para essa coleção. Ficou noivo um mês antes da abertura da Copa.

“A principal motivação é a oportunidade de construir uma memória junto de quem amamos. No nosso caso, eu e minha noiva Paula estamos colecionando juntos e temos aproveitado muito cada momento desse processo, especialmente as trocas de figurinhas”.

Lucas Pinheiro considera o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa.

“O que mais nos encanta é o ambiente que a Copa proporciona. Nas trocas, é comum ver pessoas de diferentes gerações reunidas em uma mesma mesa: crianças de 6 e 10 anos, jovens de 26 e adultos de 40 anos ou mais, todos compartilhando a mesma paixão. É uma experiência muito especial. Além disso, esta será a nossa primeira Copa do Mundo colecionando juntos, algo que certamente ficará marcado na nossa memória. E, claro, seguimos na torcida e cheios de esperança pelo tão sonhado hexa”, concluiu o engenheiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

IBGE abre nova seleção para preencher 1,4 mil vagas temporárias

Oportunidades são para os níveis médio e superior

As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a contratação temporária de 1.414 profissionais começam nesta quarta-feira (17) e seguem até as 23h59 de 15 de julho, no horário de Brasília.

Os aprovados atuarão nas operações do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e também no levantamento do Censo Nacional da População em Situação de Rua.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal da banca organizadora contratada, o Instituto Avalia.

Os contratos são temporários, com duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados até o limite de 48 meses, conforme a necessidade das operações.

Na semana passada, o IBGE abriu as inscrições para outro processo seletivo, que oferece 8.238 vagas para cinco cargos de nível médio: agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente operacional regional, agente censitário regional e agente censitário supervisor. 

Vagas

As 1.414 vagas são de nível médio e superior, sendo 1.020 vagas para o cargo de analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais para todos os cargos.

No quadro de vagas, há oportunidades para analista nas áreas de formação, como agronomia, assistência social, biblioteconomia, cartografia, ciência de dados, ciências contábeis, ciências sociais, design educacional, tecnologia da informação, economia, engenharia de produção, estatística, geografia, geoprocessamento, jornalismo, entre outras.

Também há oportunidades para atuação em gestão administrativa, infraestrutura, redes, produção audiovisual e webdesign.

Entre as atribuições previstas, destacam-se atividades de planejamento, coleta e análise de dados, elaboração de relatórios técnicos, desenvolvimento de sistemas, produção de conteúdo e apoio às equipes de campo, conforme a área de atuação.

Já o agente censitário de qualidade fará o controle e a verificação da qualidade das informações coletadas, supervisionará o trabalho dos recenseadores com o objetivo de assegurar o cumprimento dos padrões metodológicos do IBGE.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para a função de agente censitário de qualidade e R$ 37,50 para analista censitário.

O edital prevê isenção da taxa de inscrição no Processo Seletivo Simplificado para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), ou doador de medula óssea. 

A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre 17 de junho e 15 de julho.

O edital prevê reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência (PCD) e 30% para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas quilombolas, conforme a legislação vigente.

Remunerações

Os aprovados para o cargo de agente censitário de qualidade, que exige ensino médio completo, terão salário mensal de R$ 2.932. Já para as funções de analista censitário, que exigem nível superior em áreas específicas, a remuneração é de R$ 5.255,40.

Todos os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, além de auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais.

Provas

As provas objetivas serão aplicadas em 30 de agosto, em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Cada questão terá cinco alternativas, sendo apenas uma correta.

Os candidatos para o cargo de agente censitário de qualidade farão o concurso no período matutino. Para a função de analista censitário (todas as áreas), as provas serão no turno vespertino.

A versão completa do edital está disponível no portal da banca organizadora.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Balança comercial de Goiás registra superávit de US$ 803 milhões

Complexo soja liderou as exportações e impulsionou a balança comercial de Goiás, que registrou superávit de US$ 803 milhões em maio de 2026

A balança comercial de Goiás fechou maio de 2026 com saldo positivo de US$ 803 milhões, resultado da diferença entre US$ 1,305 bilhão em exportações e US$ 502 milhões em importações. Os dados são da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e confirmam o desempenho competitivo do estado no mercado internacional.

O resultado garantiu a Goiás a 8ª posição entre os estados brasileiros que mais exportaram no período. O principal responsável pelo desempenho foi o complexo soja, que respondeu por mais da metade das vendas externas goianas.

“O resultado de maio reforça a capacidade de Goiás de manter uma balança comercial sólida e competitiva, mesmo em um cenário de oscilações no mercado internacional. O desempenho das exportações demonstra a força dos nossos setores produtivos, especialmente do agronegócio, da indústria de alimentos e das cadeias ligadas à transformação”, afirmou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Segundo ele, o Estado segue trabalhando para ampliar mercados e apoiar quem produz.

O que impulsionou a balança comercial de Goiás?

Balança comercial de Goiás registra superávit de US$ 803 milhões
Soja segue produto líder das exportações em Goiás (Foto: Secom)

O complexo soja liderou a pauta exportadora em maio, com US$ 707,9 milhões em vendas ao exterior, o equivalente a 54,26% de tudo o que Goiás exportou no período.

A soja in natura respondeu sozinha por 45,31% das exportações estaduais.

Na sequência, destacou-se o setor de carnes, com US$ 265 milhões em vendas e participação de 20,34% nas exportações goianas. As carnes bovinas representaram 15,94% do total exportado pelo estado.

Também tiveram participação relevante as ferroligas, com US$ 82 milhões (6,31%); o ouro, com US$ 34 milhões (2,68%); e o açúcar, com US$ 24 milhões (1,91%).

Municípios lideram exportações goianas

Entre os municípios, Rio Verde registrou o maior volume de exportações em maio de 2026, com US$ 300,8 milhões, o equivalente a 23,06% das vendas externas do estado.

Na sequência aparecem:

China segue como principal destino das exportações

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações goianas, com US$ 673 milhões em compras, o equivalente a 51,58% do total exportado pelo estado em maio.

Também se destacaram:

Anápolis lidera importações em Goiás

No ranking das importações, Anápolis ocupou a primeira posição em maio de 2026, com US$ 224,5 milhões em compras internacionais, o equivalente a 44,72% do total importado por Goiás.

Em seguida aparecem:

O desempenho reforça a importância da atividade exportadora para a economia goiana, contribuindo para a geração de renda, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação da presença do estado no comércio internacional.

Complexo soja liderou as exportações e impulsionou a balança comercial de Goiás, que registrou superávit de US$ 803 milhões em maio de 2026 (Foto: Secom)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços – GO | Foto: Secom

Turismo cresce em Goiás e reforça geração de empregos e renda

Atividade turística cresceu 2,4% em abril, mantendo a trajetória de alta e reforçando o potencial de Goiás na geração de empregos, renda e oportunidades

O turismo cresce em Goiás e segue impulsionando a economia estadual. Em abril deste ano, o volume de atividades turísticas avançou 2,4% na comparação com o mês anterior, mantendo a trajetória positiva pelo segundo mês consecutivo. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (11/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado reforça a importância do setor na movimentação econômica do estado, com impactos na geração de empregos, renda e oportunidades para empresas ligadas à cadeia do turismo.

“O avanço do turismo em Goiás mostra que o setor de serviços segue como uma força importante para a economia do estado. Nosso trabalho é criar condições para que esse crescimento chegue a mais regiões, fortalecendo os negócios, gerando empregos e valorizando os diferenciais que fazem de Goiás um destino cada vez mais competitivo e atrativo para turistas e empresários do setor”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Como o turismo cresce em Goiás e movimenta a economia?

Cresce turismo em Goiás
Crescimento demonstra a capacidade do setor de estimular economia (Foto: Goiás Turismo)

A Pesquisa Mensal de Serviços investigou a receita bruta de empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja principal atividade é a prestação de serviços não financeiros.

O levantamento exclui os segmentos de saúde e educação e mede o desempenho econômico de diferentes áreas do setor de serviços, incluindo as atividades ligadas ao turismo.

O crescimento registrado em abril demonstra a capacidade do setor turístico de estimular a atividade econômica e ampliar oportunidades de negócios em diferentes regiões do estado.

Outros serviços também registram crescimento

Além do turismo, outros segmentos do setor de serviços apresentaram resultados positivos em Goiás.

Na comparação com abril de 2025, os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram alta de 6,4%, enquanto o grupo de outros serviços avançou 9,4%.

No acumulado do ano, os serviços de informação e comunicação cresceram 4,7%, mesmo percentual registrado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares. Já o segmento de outros serviços apresentou expansão de 6,4%.

Setor mantém trajetória positiva

Na variação acumulada dos últimos 12 meses, os serviços de informação e comunicação registraram crescimento de 4,9%.

Na sequência, aparecem os serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 3,5%. O grupo de outros serviços também manteve desempenho positivo, com avanço de 1%.

Os resultados evidenciam a continuidade do crescimento do setor de serviços em Goiás, com o turismo se consolidando como uma atividade estratégica para o desenvolvimento econômico do estado.

Cresce turismo em Goiás
Atividade turística cresceu 2,4% em abril, mantendo a trajetória de alta e reforçando o potencial de Goiás na geração de empregos, renda e oportunidades (Foto: Goiás Turismo)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Goiás Turismo | Foto: Goiás Turismo