INSS muda regra de empréstimo consignado; saiba o que fazer

Agora, quem não tiver biometria cadastrada nas bases governamentais poderá autorizar a operação sem reconhecimento facial

O INSS mudou as regras para a contratação de empréstimo consignado por aposentados e pensionistas. Agora, quem não tiver biometria cadastrada nas bases governamentais poderá autorizar a operação sem reconhecimento facil.

A mudança foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana, três meses após o reconhecimento facial ter se tornado obrigatório para o consignado.

A nova regra consta da Instrução Normativa PRES/INSS nº 213, de 17 de agosto de 2026, assinada pela presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira.

Quem pode fazer consignado sem biometria?

A dispensa vale para aposentados e pensionistas que não tenham biometria disponível nas bases governamentais para validação da imagem. Nesses casos, a autorização do empréstimo poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com: +Login da conta gov.br; +Dados da conta bancária.

Como autorizar o consignado sem reconhecimento facial

O procedimento deve ser realizado pelo aplicativo Meu INSS. Para desbloquear o empréstimo, o usuário precisa: 1. Informar CPF e senha; 2. Acessar “Do que você precisa?”; 3. Digitar “Bloquear / Desbloquear”; 4. Escolher o serviço; 5. Seguir as orientações apresentadas no aplicativo. O Meu INSS também oferece serviços como requerimentos, perícias médicas, benefícios e calculadoras de aposentadoria.

O que mudou no empréstimo consignado do INSS?

Em maio de 2026, o INSS havia estabelecido novas regras para o crédito consignado, incluindo a exigência de reconhecimento facial. A nova instrução permite que a autorização seja feita pelo Meu INSS quando não houver biometria disponível nas bases do governo.

A norma também estabelece que benefícios concedidos a partir de 1º de abril de 2019 permaneçam bloqueados para crédito consignado por 90 dias, contados da Data de Despacho do Benefício (DDB).

O que a nova regra determina para a portabilidade do crédito consignado?

No caso de portabilidade, a instituição consignatária proponente deverá confirmar a operação em até 20 dias após a autorização do titular do benefício. Se isso não ocorrer, a operação será cancelada.

A nova norma do INSS ainda prevê a interrupção dos descontos e dos respectivos repasses quando as instituições consignatárias não enviarem os documentos ou informações exigidos.

Além disso, os dados estruturados referentes ao depósito dos valores das operações de crédito consignado deverão ser enviados em até sete dias úteis após a contratação.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Divulgação

Não cabe mais energia solar na rede. O plano do ONS para evitar blecautes

Esquema prevê desligamento seletivo de até 3 GW de minigeração remota para evitar blackouts quando os demais recursos para conter excesso de energia estiverem esgotados

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) prepara para o fim deste ano um esquema automático de corte de geração solar distribuída para reforçar a segurança do sistema em situações de excesso de energia, quando os demais mecanismos de controle já tiverem sido esgotados.

A medida, batizada de Erag (Esquema Regional de Alívio de Geração), foi detalhada pelo diretor de planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, durante a terceira edição do MinutoMega Talks, realizado pela MegaWhat.

O conceito é inspirado no Erac, o Esquema Regional de Alívio de Carga, usado para cortar automaticamente parte do consumo em situações críticas e impedir que uma perturbação se transforme em um apagão de grandes proporções.

No caso do Erag, a lógica é inversa: em vez de cortar carga, o sistema reduzirá a geração. Segundo Zucarato, o mecanismo será acionado apenas depois de esgotada uma sequência anterior de medidas. Primeiro, o ONS reduz o máximo possível da geração centralizada (grande porte) sob seu controle. Depois, executa o plano de gestão de excedentes nas usinas Tipo III. Se, mesmo assim, o sistema continuar com excesso de geração, entra em cena o novo esquema.

“O ONS apelidou de Erag, Esquema Regional de Alívio de Geração, que é basicamente: cortou tudo que dava na geração centralizada, executou o plano de gestão de excedentes nas usinas Tipo III e o sistema ainda está com excesso de geração”, afirmou.

A ideia é instalar a proteção na chamada minigeração remota, de forma automática e seletiva, procurando reduzir geração sem atingir o consumo dos clientes. Segundo Zucarato, o desenho em estudo considera a possibilidade de alocar 3 GW de capacidade no Erag, divididos em três estágios de 1 GW cada.

Hoje, a micro e a minigeração distribuída somam cerca de 50 GW de capacidade instalada no país, de acordo com o executivo. A expansão acelerada dessas fontes, principalmente de painéis solares, aumentou a dificuldade de operação do sistema em períodos de baixa demanda e elevada produção fotovoltaica.

Nessas situações, a geração distribuída reduz fortemente a carga líquida percebida pelo ONS, enquanto parte relevante dessa produção não pode ser observada ou comandada diretamente pelo operador.

“A geração distribuída traz um grau de complexidade porque falta observabilidade e controlabilidade”, disse Zucarato.

Segundo ele, o ONS vem trabalhando na criação de um sistema de operação mais coordenado, no qual o operador nacional atue em cascata com agentes responsáveis pelos recursos distribuídos.

“É onde o ONS vem já há bastante tempo trabalhando na necessidade de criar um sistema orquestrado de operação, em que você tem um operador centralizado em cascata com operadores dos recursos distribuídos, para que possa colaborar no despacho dos recursos distribuídos para facilitar o trabalho do ONS”, afirmou.

Última linha de defesa

O Erag funcionará como mais uma camada de proteção do sistema. A preocupação do ONS é que, em determinados momentos, a quantidade de energia injetada na rede seja superior à capacidade do sistema de absorvê-la. Quando isso ocorre, o operador precisa reduzir a produção de fontes controláveis para equilibrar geração e consumo.

O problema é que essa margem vem diminuindo à medida que a geração distribuída cresce. O próprio ONS já vem recorrendo ao Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, que permite reduzir a produção de usinas Tipo III conectadas às redes das distribuidoras quando há baixa demanda e elevada geração distribuída.

O plano funciona como uma linha adicional de defesa justamente porque essas usinas não estão sob o mesmo nível de controle direto exercido pelo ONS sobre grandes hidrelétricas, termelétricas, parques eólicos e solares centralizados.

“Se a gente precisar, para salvar o sistema de um blackout completo, a gente pode cortar, de forma controlada, carga, que é o cliente final do setor elétrico, o consumidor é o cliente final”, afirmou.

Dia dos Pais virou alerta

No Dia dos Pais de 2025, o sistema elétrico brasileiro chegou a uma situação crítica durante a tarde, quando a combinação de baixa demanda e forte produção de energia solar reduziu drasticamente a margem de manobra do ONS.

Naquele dia, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda do sistema. Para manter o equilíbrio, o operador reduziu a produção hidrelétrica e termelétrica e cortou 98,5% do potencial estimado de geração eólica e solar centralizada.

Ao final desse processo, restaram apenas cerca de 2 GW de geração flexível, aproximadamente 5% do total, como margem operacional.

Piloto até o fim do ano

Antes da implantação do esquema, o ONS pretende discutir o desenho operacional com as distribuidoras. Segundo Zucarato, está previsto para setembro um workshop com essas empresas para apresentar o plano e verificar sua viabilidade técnica e operacional.

O objetivo é implementar ainda neste ano um estágio do Erag em uma distribuidora, como projeto piloto. A experiência deverá servir para testar a capacidade de desligar de forma automática e seletiva blocos de minigeração remota em uma situação de emergência.



Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto:   Divulgação ONS

Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira

Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026

Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.

Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.

Adesão à paralisação

A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.

A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.

Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.

Negociações

A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.

O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.

No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.

A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Preço do etanol cai em 22 estados, sobe em dois e no DF, e fica estável em Roraima

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, preço médio do biocombustível caiu 0,76% na semana de 9 a 15 de agosto

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 22 estados, subiram em dois estados e no Distrito Federal (DF), e ficaram estáveis em Roraima na semana passada. Não houve cotação no Amapá. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,76% na semana, de R$ 3,94 para R$ 3,91 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço recuou 0,55%, a R$ 3,61 o litro.

A maior queda ocorreu em Minas Gerais onde o preço médio do biocombustível recuou 4,31%, para R$ 3,77 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,79 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,60 o litro, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,61 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 5,41 o litro.

Competitividade

O etanol está mais competitivo em relação à gasolina em 10 estados e no Distrito Federal na semana passada. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol apresentou paridade de 59,88% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme o levantamento. Os dados se referem ao período de 9 a 15 de agosto.

A paridade foi de 67,11% no Acre; 67,85% no Amazonas; 66,86% na Bahia; 64,19% no Distrito Federal; 64,21% em Goiás; 55,06% em Mato Grosso; 60,34% em Mato Grosso do Sul; 61% em Minas Gerais; 61,75% no Paraná; 67,94% em Santa Catarina e 56,85% em São Paulo.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Agência Brasil – Arquivo