Dia dos Pais: por que é comemorado em agosto no Brasil?

A escolha não foi aleatória e tem relação com uma campanha publicitária de sucesso; conheça os detalhes por trás da celebração brasileira

Enquanto muitos países celebram o Dia dos Pais em junho, os brasileiros se acostumaram a comemorar a data no segundo domingo de agosto. A escolha, no entanto, não tem relação com o calendário religioso ou cívico, mas sim com uma bem-sucedida estratégia comercial criada há mais de 70 anos.

A ideia partiu de Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo e da Rádio Globo, em 1953. Na época, ele buscava uma forma de aquecer as vendas do comércio durante o mês de agosto, considerado um período fraco para os lojistas. A campanha deu tão certo que a data se consolidou no calendário nacional.

A origem da data

A primeira comemoração, batizada originalmente de “Dia do Papai”, ocorreu em 16 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, pai de Maria e, por isso, considerado o santo padroeiro dos pais pela tradição católica. A iniciativa foi lançada pelo jornal “O Globo”, com o objetivo de fortalecer os laços familiares e, ao mesmo tempo, incentivar a compra de presentes.

A campanha publicitária da época foi um sucesso e rapidamente ganhou a adesão de outras cidades e estados. A proposta de homenagear os pais em um dia específico foi bem recebida pela população, que transformou a celebração em um evento familiar importante.

Por que a mudança para o segundo domingo?

Nos anos seguintes, a data foi alterada para o segundo domingo do mês. O motivo da mudança foi puramente prático: garantir que a comemoração sempre caísse em um dia de descanso, facilitando as reuniões familiares e o movimento no comércio. A escolha seguiu a mesma lógica já bem-sucedida do Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, o que ajudou a consolidar o formato.

Dessa forma, o Brasil se tornou um dos poucos países a festejar o Dia dos Pais em agosto. A maioria das nações, como Estados Unidos e Reino Unido, segue a tradição de comemorar no terceiro domingo de junho. Outros, como Portugal e Espanha, celebram em 19 de março, dia de São José.

O que começou como uma estratégia para impulsionar a economia se transformou em uma das datas afetivas mais importantes do país. Hoje, a celebração está totalmente integrada à cultura brasileira, um momento esperado para reunir a família e prestar homenagens.

Buscas pelo Dia dos Pais crescem no Google

Com a proximidade da celebração, dúvidas sobre a data também ganham espaço nas pesquisas. Termos como “quando é o Dia dos Pais” e “Dia dos Pais 2026 data” aparecem entre as buscas relacionadas ao tema no Google Trends, ferramenta que acompanha o interesse dos usuários por diferentes assuntos nas buscas do Google ao longo do tempo.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/FreePik

Ninguém acerta Mega-Sena; prêmio acumula para R$ 165 milhões

Dezenas sorteadas foram: 16 – 21 – 24 – 31 – 43 – 54

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.041 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (6). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 165 milhões para o próximo sorteio.

As dezenas sorteadas foram: 16 – 21 – 24 – 31 – 43 – 54

– 88  apostas acertaram a quina e irão receber R$ 52.843,18 cada;

– 6.903 apostas acertaram a quadra e irão receber R$ 1.110,41 cada.

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (6), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa ou pela internet, no site ou aplicativo do banco.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

Meio de pagamento já responde por 20,5% das vendas no setor

O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou espaço principalmente entre pequenos estabelecimentos, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.

O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Embora a pesquisa de conjuntura seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes.

Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.

A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.

O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.

O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.

“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix em bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.

Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.

O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.

“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, concluiu Solmucci.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai, aponta pesquisa

Pesquisa da CNC mostra que a alta foi impulsionada pelo cartão de crédito; brasileiros comprometem quase 30% da renda com débitos

O indicador que mede a proporção de famílias que têm dívidas, em atraso ou não, chegou a 82% em julho, marcando o maior patamar já registrado pelo sexto mês seguido. Em junho, o índice era 81,6%; enquanto, em julho do ano passado, 78,5%.

Por outro lado, a parcela de famílias com dívidas atrasadas, a chamada inadimplência, recuou para 29,8% em julho. No mês anterior estava em 29,9%, ante 30% há um ano.

Em julho, o tempo médio de pagamento em atraso das contas ficou em 64,6 dias, mostrando trajetória de queda desde abril, quando estava em 65,1 dias.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta quinta-feira (6) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O levantamento é feito com 18 mil famílias de todo o país. São levadas em consideração dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

Orçamento comprometido

A pesquisa mostra que as famílias têm, em média, 29,5% do orçamento atrelado a dívidas. O tempo médio de comprometimento com dívida ficou em 7,2 meses. Um ano atrás, era de 7,1 meses.

A CNC ressalta que dívida não é necessariamente um comportamento financeiro negativo, uma vez que é uma forma de direcionar dinheiro para o consumo, o que aquece a economia como um todo.

Contudo, a instituição adverte que o índice de endividamento preocupa quando as famílias começam a apresentar dificuldade na capacidade de honrar os pagamentos.

O levantamento revela que o cartão de crédito é o grande responsável pelo endividamento das famílias, chegando a mais de 85% dos endividados. Confira:

Faixas de renda

Os números da CNC mostram que o endividamento está mais presente nas famílias de renda mais baixa: 84,9% dos lares que recebem até três salários mínimos têm dívidas.

Já nas famílias com renda superior a dez mínimos, a proporção diminui a 72%.

Em relação à inadimplência, a condição atinge 38,5% das famílias mais pobres e 15,1% das mais ricas.

Redução da taxa de juros

A pesquisa de endividamento foi divulgada no dia seguinte à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, que anunciou a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano.

Os juros estão mantidos em patamar elevado como forma de combater a inflação, uma vez que juro alto encarece o crédito e, consequentemente, desestimula o consumo.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a redução da taxa Selic é um passo importante para melhorar as condições de crédito, mas sem efeitos imediatos.

“A decisão de reduzir os juros básicos tende a contribuir para a diminuição do custo das novas operações de crédito e para a renegociação de dívidas em condições mais favoráveis”, avalia.

Fabio Bentes pondera que o “elevado comprometimento da renda” mostra que a recuperação da capacidade de consumo das famílias será gradual.

“A continuidade do processo de flexibilização monetária [queda dos juros], condicionada ao comportamento da inflação, poderá ajudar a aliviar o orçamento doméstico e reduzir a pressão financeira, principalmente sobre as famílias de menor renda”, prevê.

Projeção de alta

A CNC projeta que o indicador de endividamento das famílias deve seguir em alta nos próximos três meses, atingindo 82,6% em setembro. A mesma trajetória vale para o percentual de inadimplentes, fechando setembro em 30,3%.



Alô Valparaíso/* Com as informações da R7 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil