Petrobras anuncia aumento de R$ 0,19 na gasolina

Reajuste será compensado por ampliação de benefício federal, que sobe de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (9), um aumento de R$ 0,19 no litro da gasolina vendida às distribuidoras. O reajuste ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editar uma medida provisória e um decreto para conter o impacto da alta do petróleo no mercado internacional sobre os preços dos combustíveis.

Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,24 por litro.

A subvenção de R$ 0,44 por litro, que terminaria nesta quarta-feira, será substituída por uma desoneração de R$ 0,63. Na prática, o benefício concedido pelo governo aumentará R$ 0,19 por litro.

Esse valor compensa exatamente o reajuste anunciado pela Petrobras. Portanto, a medida não deverá provocar aumento equivalente no preço final da gasolina para o consumidor.

Medida tenta conter impacto da alta do petróleo

A decisão do governo ocorre em um cenário de encarecimento do petróleo no mercado internacional. A alta da matéria-prima pressiona os custos de produção e pode afetar os preços dos combustíveis no mercado brasileiro.

A medida provisória e o decreto estabelecem as regras para a nova política de compensação. O objetivo é reduzir o impacto imediato do reajuste sobre os consumidores e os setores que dependem do transporte rodoviário.

A gasolina A é o combustível produzido ou importado antes da mistura com o etanol anidro. Por isso, o preço anunciado pela Petrobras às distribuidoras não representa diretamente o valor da gasolina comum vendida nas bombas.

Preço nos postos pode variar

Mesmo com a compensação do reajuste, o preço final para o consumidor dependerá da formação de preços em cada etapa da cadeia.

Entre os fatores considerados estão os tributos, o percentual de etanol anidro, o transporte, as margens das distribuidoras e os custos dos postos.

A Petrobras informou que o novo preço médio de R$ 3,24 por litro será aplicado às distribuidoras. O valor efetivamente pago pelos consumidores será definido posteriormente pela dinâmica de cada mercado regional.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por app, diz IBGE

A Pnad Contínua mostrou que os motoristas de aplicativo possuem jornadas mais longas e recebem menos por hora trabalhada

No Brasil, 2 milhões de pessoas são trabalhadores por app, seja como fonte de renda principal ou secundária. Dentre esses, a maioria atuava no transporte de passageiros, cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Outras atuações incluem aplicativos de entrega de comida e produtos, utilizados por 585 mil pessoas sendo que, dentre elas, 376 mil eram entregadores, e os aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais, que eram usados por 313 mil trabalhadores.

Do total, a grande maioria tinha as plataformas digitais como principal fonte de renda, cerca de 1,8 milhão de pessoas, enquanto 182 mil tinham como fonte secundária.

Os dados são da Pnad Contínua referente ao ano de 2025, e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Plataformizados crescem

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores que trabalham com aplicativos cresceu em 36,8% entre 2022 e 2025. No início da série, cerca de 1,5% das pessoas ocupadas eram plataformizados. Já no levantamento mais recente, a parcela cresceu para 2%.

A grande maioria desses trabalhadores é composta por homens, com 84,4% do total, enquanto as mulheres representavam 15,6%.

A comparação entre os trabalhadores não plataformizados evidencia o desequilíbrio da categoria. Embora a maioria sejam homens, com 58,2% do total, o percentual de mulheres em ocupações “usuais” era de 41,8%.

Além disso, cerca de 47% das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais estão na faixa etária de 25 a 39 anos. Já entre os empregos “usuais”, a parcela é de 37,4% na mesma faixa etária.

A pesquisa também mostrou que, entre os plataformizados, prevaleciam pessoas com níveis intermediários de escolaridade, principalmente com ensino médio completo ou superior incompleto, totalizando 62,5% do total.

Precarização

O levantamento evidencia um cenário de precarização do emprego, com trabalhadores de aplicativos trabalhando jornadas maiores e recebendo menos por hora. Em 2025, o rendimento mensal médio para a categoria era de R$ 3.147, equivalente ao dos não plataformizados, que ganhavam em média R$ 3.148.

No entanto, os condutores de automóveis tinham um rendimento mensal, em média, um pouco mais elevado. O recorte considera os condutores de automóveis plataformizados, cerca de 45,9% do total, e os não plataformizados, cerca de 54,1%.

A renda média dos plataformizados foi de R$ 2.873, ou seja, R$ 68 superior aos não plataformizados, que recebiam R$ 2.805. No entanto, o primeiro grupo tinham uma jornada média de 45,9 horas semanais, 5,5 horas à mais que o segundo grupo, que tinha 40,4 horas.

O rendimento médio por hora, por sua vez, mostra que os condutores plataformizados recebiam R$ 14,4 por hora, R$ 1,6 inferior aos não plataformizados, que recebiam R$ 16.

A pesquisa mostrou, ainda, que apenas 34% dos trabalhadores por app contribuíam com o INSS, em comparação com 62,4% dos ocupados no setor privado.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Rádio Nacional e do SBT News | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Banco Central proíbe publicidade em comprovantes do Pix a partir de março de 2027

Nova regra também veta links e ofertas comerciais

Os comprovantes de pagamento do Pix não poderão incluir publicidade, ofertas comerciais, links externos nem qualquer conteúdo não relacionado à transação, decidiu o Banco Central (BC). A mudança foi publicada nesta quinta-feira (3) e faz parte de uma atualização das regras de experiência e segurança do sistema.

A nova norma começa a valer em 1º de março de 2027. Segundo o BC, o objetivo é garantir que o comprovante tenha a função de apenas registrar e demonstrar a operação realizada. A autoridade monetária pretende reduzir o risco de que o documento seja usado para aplicar golpes.

A atualização também modifica a forma como o usuário poderá contestar transações suspeitas pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O que muda?

A partir de março de 2027, os comprovantes emitidos pelas instituições que oferecem o Pix não poderão conter:

Na prática, o documento deverá ficar restrito às informações necessárias para identificar e comprovar o pagamento.

Para o BC, a retirada de links e conteúdos comerciais também diminui a possibilidade de o comprovante ser transformado em um caminho para páginas fraudulentas.

Contestação será revista

Outra parte importante da atualização envolve o MED, mecanismo usado para contestar transações do Pix relacionadas a suspeitas de fraude ou golpe.

A ferramenta está disponível nos aplicativos das instituições que oferecem o Pix desde outubro de 2025. Com as novas regras, o BC quer tornar o processo mais fácil de entender e fornecer mais informações para que os bancos possam analisar cada ocorrência.

As telas exibidas aos usuários deverão apresentar situações em linguagem mais próxima do cotidiano, permitindo que o correntista identifique com maior facilidade o tipo de golpe sofrido.

O MED também deverá permitir:

Essas informações poderão ser utilizadas tanto pela instituição financeira da vítima quanto pelo banco ou instituição que recebeu os recursos.

Validade do MED

O MED é destinado apenas a situações relacionadas a fraudes e golpes envolvendo o Pix. Ele não funciona como um mecanismo geral de reembolso para qualquer problema envolvendo uma compra ou transferência.

Por isso, a nova jornada do usuário deverá orientar quando o caso apresentado não se enquadrar nas regras do mecanismo.

Um exemplo de situação em que não cabe o MED é o desacordo comercial sem fraude, como:

Nessas situações, o usuário deverá procurar os canais de atendimento adequados, em vez de utilizar o MED como pedido de ressarcimento.

Prazos continuam iguais

Apesar das mudanças na experiência de uso, as regras gerais do MED permanecem as mesmas.

O consumidor tem até 80 dias a partir da data da transação para solicitar a devolução dos recursos em uma situação que se enquadre no mecanismo.

Depois da contestação, a instituição financeira tem até 11 dias para informar ao usuário se o pedido foi considerado procedente e sobre os próximos passos.

A devolução, porém, não é automática. Entre as condições, está a existência de recursos disponíveis na conta que recebeu o dinheiro e a aceitação da contestação pela instituição financeira do recebedor.

Contatos favoritos

O Banco Central também criou novos requisitos para a função que permite salvar contatos favoritos para pagamentos.

Para cumprir a exigência, as instituições financeiras deverão armazenar a chave Pix usada na transação.

Além disso, o usuário deverá receber um alerta caso seja alterada a identificação do recebedor associada à chave Pix que está salva.

A medida busca dar mais transparência ao usuário antes de novos pagamentos para contatos já cadastrados.

Quando começa?

As mudanças anunciadas pelo Banco Central entram em vigor em 1º de março de 2027.

Até lá, as instituições financeiras terão de adaptar seus sistemas às novas exigências. A atualização faz parte de um conjunto de medidas do BC voltadas a melhorar a segurança, a clareza das informações e o processo de contestação de transações no Pix.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado

Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea

A Caixa Econômica está oferecendo aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.

A medida é realizada por meio de contratação de crédito, no momento da transação. A CAIXA já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático, Pix por Aproximação via Google Pay.

O banco público informou que para os clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme relacionamento com o banco.

As condições da operação estão disponíveis no aplicativo do banco. O cliente pode concluir a transação e realizar a transferência Pix com uma autenticação, mas é necessário atualizar o App CAIXA para a versão mais recente.

“Antes da confirmação da operação, o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo comparar e avaliar de forma transparente o impacto da operação em seu orçamento. A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela CAIXA e depende da existência de limite disponível para contratação”, informou a Caixa.

Ainda de acordo com o banco, os clientes que ainda não têm a opção habilitada podem manter seus dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços da CAIXA para ampliar o relacionamento e destravar a funcionalidade em avaliações futuras, conforme os critérios de crédito e análise de risco adotados pela Caixa.

“O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira”, disse a Caixa.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil