Reforma e ampliação do CEPI Marajó são concluídas em Valparaíso de Goiás

Unidade escolar recebeu obras de modernização e passa a oferecer estrutura ampliada para estudantes do Ensino Médio em tempo integral

As obras de reforma e ampliação do Colégio Estadual em Período Integral (CEPI) Marajó, localizado no bairro Marajó, em Valparaíso de Goiás, foram oficialmente concluídas e entregues à comunidade escolar. Executada pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a iniciativa representa um importante investimento na infraestrutura da educação pública estadual.

A solenidade de entrega contou com a presença da secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, que representou o governador Daniel Vilela, e do prefeito de Valparaíso de Goiás, além de autoridades estaduais, municipais, profissionais da educação, estudantes e comunidade.

Com a modernização da estrutura física, o CEPI Marajó passa a oferecer um ambiente mais confortável, seguro e acolhedor para estudantes e profissionais da educação. A unidade, que atende principalmente alunos do Ensino Médio dos bairros Marajó e Santa Rita, agora dispõe de uma infraestrutura mais adequada para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e para o fortalecimento do ensino em tempo integral.

Durante a cerimônia, o prefeito destacou a importância da parceria entre o Estado e o município na ampliação dos investimentos voltados à educação. “Quero agradecer a nossa Seduc Goiás que proporciona os avanços necessários para que Goiás seja a melhor educação do Brasil”, afirmou.

A entrega da obra amplia as condições de ensino e aprendizagem, beneficiando toda a comunidade escolar com espaços mais modernos, funcionais e preparados para atender às necessidades de estudantes, professores e servidores.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Prefeitura de Valparaíso de Goiás reinaugura EMEI Lilian Angélica Pereira Chrisóstomo e amplia vagas na rede municipal

Unidade passa a oferecer uma estrutura mais moderna, segura e acolhedora, beneficiando estudantes, profissionais da educação e toda a comunidade escolar

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás entregou à comunidade a EMEI Lilian Angélica Pereira Chrisóstomo – Pedacinho do Céu, que passou por uma completa reforma estrutural. A modernização da unidade garante mais conforto, segurança e funcionalidade para alunos, professores e toda a comunidade escolar, proporcionando um ambiente adequado para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

A cerimônia contou com a presença da família Crisóstomo, do prefeito Marcus Vinicius, da secretária municipal de Educação, Maria Frazão, além de autoridades e representantes da comunidade. Durante o evento, foi destacado que a entrega representa a continuidade de um projeto iniciado na gestão do ex-prefeito Pábio Mossoró e concluído pela atual administração, que mantém a educação como uma das principais prioridades para o desenvolvimento do município.

A revitalização da escola integra um amplo programa de investimentos na infraestrutura da Rede Municipal de Ensino. A EMEI Lilian Angélica Pereira Chrisóstomo é a 9ª unidade escolar totalmente reformada pela atual gestão, iniciativa que contribuiu diretamente para a criação de aproximadamente 3 mil novas vagas na educação municipal, ampliando o acesso de crianças ao ensino de qualidade.

Mais do que renovar a estrutura física, a obra representa um investimento no presente e no futuro das novas gerações. Com espaços mais modernos, acessíveis e preparados para atender às necessidades da comunidade escolar, a unidade oferece melhores condições para o ensino, a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Lei que restringe uso de celulares já é adotada por 92% das escolas

Gestores relatam melhora na concentração e na convivência dos alunos

Após um ano de implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica, 92% das escolas brasileiras já implementam as novas regras. 

Antes da Lei Nº 15.100/2025, a permissão irrestrita do uso de dispositivos móveis por estudantes alcançava 13% das escolas e, atualmente, essa permissão plena não existe mais.

Os dados constam na Pesquisa Nacional do primeiro ano de implementação da legislação, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação. 

O levantamento foi realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o Instituto Alana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.

Durante a apresentação da pesquisa, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, afirmou que a aceitação da lei mostra que a restrição do uso de celulares sem finalidade pedagógica foi acertada, porque atrapalhava a rotina da escola.

“Diferente de outras leis que são natimortas, essa é uma lei viva, porque já está sendo internalizada. Muita lei no Brasil não pega. Se essa pegou, é porque havia um ambiente na sociedade preocupado com esse uso nocivo [do celular nas escolas]”, avaliou a secretária do MEC.

A rápida adesão à política pública, segundo o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, deve-se ao amplo apoio de diferentes espectros políticos, da imprensa, de especialistas em educação e dos responsáveis pelos alunos.

“As famílias e os educadores já percebiam que o uso de celular nas escolas estava prejudicando as crianças e os adolescentes e queria mudar o cenário, mas não conseguiam fazer isso de forma isolada.

Mizne considera natural o fato de apenas 8% ainda não estarem de acordo com a regra considerando o universo de mais de 140 mil escolas públicas em todo o país.

Pesquisa

Na pesquisa por amostragem, 8.189 gestores de escolas públicas e privadas de todas as 27 unidades da federação responderam aos questionários aplicados entre março e abril deste ano pelo Inep.

Após esta primeira etapa, os outros atores escolares, como coordenadores pedagógicos e professores, serão abordados nas próximas publicações para relatar suas percepções.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, enfatiza que a restrição do uso de celulares quando não tem fim pedagógico não deve ser vista como uma iniciativa isolada. 

“O resultado da pesquisa faz parte de uma constelação de estudos e preocupações sobre as transformações que estão ocorrendo no ambiente educacional. O regramento do uso do celular é parte de um grande contexto em que não se assiste passivamente às mudanças que estão ocorrendo.”

Outros resultados

Entre 92% dos gestores educacionais que informam que a lei já estava sendo implementada em suas instituições, 45% consideram o processo consolidado e 47% relatam que a implementação está em curso.

Como em quase metade das escolas que iniciaram o processo ainda não o finalizaram, a CEO da organização da sociedade civil sem fins lucrativos MegaEdu, Cristieni Castilhos, entende que há desafios importantes sobre como gerir a proibição dos celulares.

“As escolas têm testado protocolos e combinados para entender o que funciona melhor em cada realidade e em cada etapa de ensino, dependendo da idade e das características dos alunos das escolas.” A entidade trabalha para que 100% das escolas públicas do Brasil tenham acesso à internet de qualidade e possam usá-la para fins pedagógicos.

A Pesquisa nacional — 1º ano da Lei no 15.100/2025 mostra também que a restrição do uso em todos os espaços escolares (incluindo pátios e intervalos) mais que dobrou, saltando de 20% para 48%.

As respostas dos gestores indicam que a permissão focada estritamente em atividades mediadas por profissionais da escola ficou em 45% e era 43%, antes de 2025.

Impactos percebidos

No questionário, os gestores relatam melhorias na participação das crianças e adolescentes, na convivência e na concentração durante as aulas após a regulamentação do uso não pedagógi­co dos dispositivos móveis:

A secretária Kátia recordou que era frequente a reclamação dos gestores sobre os prejuízos nos processos de ensino e aprendizagem pelo uso sem critérios de smartphones em salas de aula, mas considera que a lei direciona os recursos digitais para aprendizagem, sem demonizar as tecnologias.

“As tecnologias são uma realidade acelerada, inclusive, pela inteligência artificial. Agora, é imperativo na educação que a gente faça, cada vez mais, um uso com intencionalidade pedagógica”, frisou.

A representante da MegaEdu, concorda que o caminho é usar a tecnologia de maneira intencional. “O Brasil deu um passo importante com a aprovação da lei. O próximo desafio é ter uma estratégia clara sobre como usar a tecnologia para melhorar a aprendizagem. Isso passa por equipar as escolas com a infraestrutura adequada e preparar os professores para que a tecnologia seja, de fato, mais uma ferramenta a serviço da educação.”

Saúde mental, socialização e convivência

Em relação à restrição ao uso não pedagógico dos celulares, a pesquisa mostra que:

Outra percepção de 86% dos gestores é de que a restrição ajudou a reduzir a ansiedade dos estudantes.

Sobre os conflitos, 88% concordam que a medida contribuiu para a redu­ção de conflitos, agressões digitais e cyberbullying e redução de agressões físicas na escola (55%).

Kátia Schweickardt fez a relação entre a restrição do uso dos celulares no ambiente educacional e a diminuição das violências entre estudantes. “As coisas são muito imediatas. Antes, quando um grupinho passava rapidamente a mensagem, um cara, com raiva, já ia dar um soco no outro. Agora, já está mais controlado ali [na escola].”

Brasília (DF), 30/06/2026 - Divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional do 1º ano da Lei nº 15.100/2025, que avalia a implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Foto: Allef Renan/Divulgação
Divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional do 1º ano da Lei nº 15.100/2025, que avalia a implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Foto: Allef Renan/Divulgação

Desafios de implementação

Entre as maiores dificuldades operacionais apontadas para a implementação da nova lei, 39% dos gestores escolares dizem que é conquistar a adesão dos jovens às novas regras.

Em 39% das respostas, o desafio é garantir infraestrutura para armazenar e guardar os aparelhos, com destaque para escolas públicas (45%) e privadas, 18%.

A especialista em educação Cristieni Castilhos nota que um dos problemas é saber qual protocolo adotar porque não é possível dizer a um aluno para não trazer o celular para a escola quando é esse contato com os pais e que contribui para a segurança dele. 

Outra questão é decidir se o celular fica na mochila ou se este deve ficar guardado em algum espaço escolar. “Nem todas as instituições têm essa estrutura e, além disso, ainda não há consenso de que retirar o aparelho dos estudantes seja, por si só, a melhor solução.”

E 31% dos gestores educacionais também relatam dificuldades na fiscalização contínua durante as aulas e intervalos.

Prioridades para melhorar

Entre as prioridades para consolidar a política, 67% dos gestores indicam a parceria com famílias para estabelecer limites de tempo de tela aos estudantes fora da escola.

O CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, considera que essa parceria é o ponto central, pois a escola, sozinha, não consegue atuar no uso de celulares dentro da casa do estudante.

“Os responsáveis não devem pensar que, com a proibição na escola, as crianças podem usar o celular livremente em casa, mas sim o oposto: questionar se a restrição que funcionou na escola não deveria também orientar o uso doméstico”, disse.

Outra informação do relatório indica que seis em cada dez gestores consideram os espaços de lazer, incluindo reformas em pátios e áreas de convivência, como prioridade para aprimorar a aplicação da nova lei.

E ainda: 49% dos gestores percebem a necessidade de educação digital e midiática no currículo e para 61% deles a forma­ção docente em mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar.

Sobre a Lei

A legislação que estabelece regras para o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos pessoais por estudantes nos estabelecimentos públicos e privados da educação básica restringe o uso durante aulas, recreios e intervalos.

O objetivo é proteger o bem-estar de crianças e ado­lescentes e preservar o ambiente escolar como espaço de aprendizagem, con­vivência e desenvolvimento integral.

No entanto, a lei permite o uso de celulares para fins pedagógicos, acessibilidade, condições de saúde e outros casos.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Estado de Goiás prepara escolas para períodos de calor intenso

Diante de alertas do Super El Niño e previsão altas temperaturas, Estado investe em aparelhos de refrigeração, placas solares e infraestrutura para garantir conforto aos alunos

A Secretaria da Educação de Goiás (Seduc) prepara as escolas da rede pública estadual para enfrentar os impactos do fenômeno Super El Niño, uma versão mais intensa do El Niño, caracterizada pelo aumento significativo das temperaturas.

A iniciativa tem como objetivo reduzir os efeitos do calor e proporcionar mais conforto térmico a estudantes e profissionais da educação durante as aulas, diante da previsão de que o fenômeno se intensifique e persista ao longo do segundo semestre deste ano.

Segundo o secretário-adjunto da Seduc, Gustavo Veiga Jardim, foram repassados recursos de forma descentralizada às unidades de ensino, por meio do Programa Equipar, para modernizar e melhorar a infraestrutura das escolas.

“Assim, cada unidade tem autonomia para adquirir equipamentos e materiais de acordo com suas necessidades, como aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros itens”, afirmou.

Outra importante ação foi a instalação de mais de 80 conjuntos de placas solares em unidades de ensino, reduzindo o consumo de energia e garantindo que os aparelhos de climatização fossem utilizados para garantir conforto térmico. Ainda, a aquisição de novas lâmpadas de LED e a manutenção dos equipamentos já em uso.

O secretário-adjunto também explicou que foi realizada a ampliação de áreas permeáveis e o aumento da arborização nos projetos das unidades de ensino, o que contribui para redução do calor.

“As áreas de paisagismo dentro das escolas atuam como um ar-condicionado natural, reduzindo a temperatura do ambiente em até 5°C”, informou Jardim.

Conscientização escolas

Projetos arquitetônicos das escolas agora priorizam a ampliação de áreas permeáveis e a arborização, promovendo conforto térmico natural
Projetos arquitetônicos das escolas priorizam a ampliação de áreas permeáveis e a arborização, promovendo conforto térmico natural

Na área pedagógica, foram realizadas ações de conscientização direcionadas aos alunos, explicando o que é o fenômeno El Niño, abordando as causas do aquecimento global e as formas de diminuir seus efeitos.

Como forma de priorizar a sustentabilidade, é incentivada a reflexão sobre poluição, desperdício e redução do uso da quantidade de água. Com isso, foram adquiridas novas torneiras de pré-lavagem para os banheiros das escolas da rede, que reduzem o desperdício de água em até 70% em comparação aos modelos convencionais.

El Niño

As mudanças climáticas têm ampliado os impactos do El Niño em diversas regiões do planeta. Especialistas apontam que o aumento da temperatura média global eleva a temperatura dos oceanos, criando condições que podem intensificar a atuação desse fenômeno climático.

Quando o El Niño se desenvolve em um contexto de aquecimento global, o calor adicional acumulado na atmosfera e nas águas oceânicas tende a potencializar seus efeitos. Em alguns casos, essa combinação pode resultar em episódios de grande intensidade, conhecidos como Super El Niño.

Estado prepara escolas para períodos de calor intenso
Diante de alertas do Super El Niño e previsão altas temperaturas, Estado investe em aparelhos de refrigeração, placas solares e infraestrutura para garantir conforto aos alunos (Foto: Seduc)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Seduc-GO | Foto: Seduc-GO