Bets notificam clubes e avaliam contratos após proibição

Betano, Sportingbet e Superbet notificaram equipes sobre possíveis mudanças nos acordos; governo estuda linha de crédito para reduzir o impacto

Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro começaram a alertar as equipes sobre a possibilidade de suspender ou rescindir contratos, diante da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (25).

A MP prevê a proibição de apostas esportivas e jogos on-line no país. Os apostadores poderão retirar os saldos disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.

Segundo apuração, três das principais casas de apostas, Betano, Sportingbet e Superbet, notificaram clubes sobre possíveis mudanças nos acordos.

Entre os clubes estão São Paulo (Superbet), Flamengo (Betano), Palmeiras (Sportingbet), Vasco (Sportingbet) e Fluminense (Superbet). As conversas envolvem negociações ou encerramentos, mas não há confirmação de que algum contrato já tenha sido oficialmente rompido.

Em contato com a reportagem, o São Paulo afirmou não ter conhecimento do assunto e disse que não irá se pronunciar no momento. O Palmeiras afirmou que os contratos de patrocínio do clube são sigilosos e também não se manifestou.

O Flamengo, o Vasco e o Fluminense foram procurados pelo SBT News, mas ainda não responderam. O espaço segue aberto.

Bets dominam patrocínios e movimentam R$ 1 bilhão no Brasileirão

No Campeonato Brasileiro, 14 dos 20 clubes são patrocinados por empresas do setor de apostas, o que representa 70% das equipes da elite do futebol nacional. Somados, os valores de todos os contratos ultrapassam R$ 1 bilhão em investimentos do setor.

Um estudo produzido pela empresa LCA Consulting, em parceria com as duas principais associações do setor de apostas, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), mostra que, até 2017, os patrocínios dos clubes brasileiros eram dominados por empresas estatais, que respondiam por 80% do total. Esse número caiu para 70% em 2018 e para irrisórios 10% em 2019.

Desde então, esse cenário começou a mudar por dois motivos. A partir de 2018, as apostas on-line foram legalizadas no Brasil pelo governo do então presidente Michel Temer, o que fez com que esse segmento começasse a ganhar espaço.

Entre 2020 e 2021, a crise econômica tomou conta do país em razão da pandemia de covid-19, levando muitas empresas a romper parcerias com clubes e entidades. Nesses anos, 30% das equipes estavam sem patrocinador máster, enquanto 25% tinham parcerias com empresas de apostas.

O aumento foi gradual. Em 2022, 50% dos times tinham parcerias com empresas de apostas; em 2023, eram 60%; e, em 2024, 70%. Nesta temporada, o percentual chegou a 100%, justamente no ano em que o setor foi regularizado. Além disso, pela primeira vez no período analisado, não há nenhum clube da elite nacional com patrocinador máster estatal.

Ainda de acordo com o estudo da LCA Consulting, os valores dos patrocínios nos times da Série A subiram quase dez vezes nos últimos sete anos, desde a legalização do mercado. Em 2018, eles somavam R$ 295 milhões; neste ano, chegaram a mais de R$ 1,1 bilhão, superando o valor corrigido pela inflação no período, de R$ 700 milhões.

Valores anuais estimados dos patrocínios:

Qual será o impacto para as clubes?

A consequência para cada clube dependerá das cláusulas específicas dos contratos, afirma Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias e sócio do escritório Betlaw.

“Vai depender da natureza de cada contrato, mas, em princípio, diante de uma alteração regulatória relevante que suspenda a operação, as empresas deverão comunicar formalmente os clubes e demais parceiros sobre a suspensão dos contratos durante o período de impedimento”, disse.

Segundo o advogado, uma mudança regulatória que interrompa a atividade pode afetar contratos firmados sob as regras anteriores e gerar disputas sobre obrigações, pagamentos e compensações.

Lula deve se reunir com clubes após eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se reunir com dirigentes de clubes de futebol após as eleições para discutir medidas que possam reduzir o impacto financeiro provocado pelo fim das bets no Brasil.

Uma das alternativas em estudo é a criação de uma linha de crédito com juros mais baixos para os clubes. Também está em discussão a possibilidade de renegociação ou extensão do prazo para pagamento de dívidas das equipes com a União e bancos públicos. O BNDES pode participar do programa.

A proposta vem sendo discutida com a participação da CBF e de dirigentes de clubes. Ainda não estão definidos o valor dos recursos, os critérios para acesso ao crédito nem o formato final do programa.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Festival Paralímpico Loterias Caixa promove inclusão e esporte para crianças e jovens em Valparaíso

Realizado no último sábado (19), evento reuniu participantes em atividades lúdicas e recreativas inspiradas em modalidades paralímpicas e marcou as celebrações pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou no último sábado, 19 de setembro, o Festival Paralímpico Loterias Caixa 2026. A iniciativa proporcionou uma manhã de esporte, integração e diversão para crianças e jovens do município, com atividades lúdicas e recreativas inspiradas em modalidades paralímpicas.

O festival aproximou participantes com e sem deficiência por meio do esporte, criando um espaço de convivência, participação e descoberta de novas possibilidades. A programação também contribuiu para destacar o potencial de cada participante e mostrar, na prática, como o esporte pode ajudar a superar barreiras e fortalecer vínculos.

A ação foi organizada pelo Desporto Escolar da Secretaria Municipal de Educação, sob a direção de Caio, com a atuação da equipe formada por Luciana, Igor, Daniela, Vivian e Daniel. O evento também contou com a presença do Projeto Revitalizando e reuniu familiares, profissionais e voluntários que contribuíram para a realização das atividades.

Estiveram presentes o prefeito Marcus Vinícius, a secretária municipal de Educação, Maria Rita, e a superintendente Telma Ribeiro, acompanhando a programação e celebrando junto aos participantes esse momento de inclusão e convivência.

A realização do festival também ganha significado especial neste 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data reforça a importância de ampliar espaços de participação, respeito, autonomia e acessibilidade, fortalecendo ações que contribuam para uma sociedade mais inclusiva.

Em Valparaíso, iniciativas como essa aproximam o esporte da educação e criam oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam habilidades, descubram novas potencialidades e vivenciem experiências de integração. Mais do que uma atividade esportiva, o festival mostrou que, quando há espaço para todos participarem, o esporte também se transforma em instrumento de inclusão.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Flávia Saraiva é ouro nas paralelas na Copa do Mundo 2026

Ginasta brasileira brilhou na série das assimétricas e ganhou o primeiro lugar no pódio na competição mundial, que acontece na Hungria

A ginasta Flávia Saraiva brilhou na final das barras assimétricas e conquistou a medalha de ouro na etapa da Hungria da Copa do Mundo de Ginástica Artística 2026. A brasileira alcançou, na manhã deste sábado (19), a nota de 13,366.

Completaram o pódio Tatum Drusch, dos Estados Unidos, com a prata e nota de 13,300, e Barbora Kundrat, da Eslováquia, que levou o bronze ao conquistar somatória de 13,233. A brasileira Lorrane Oliveira, também finalista nas assimétricas, foi a quarta colocada, com 13,166.

A seleção brasileira também contou com a presença de Caio Souza, na final das argolas. Porém, o ginasta sofreu uma lesão no bíceps braquial durante a apresentação, comprometendo sua performance. De acordo com a Confederação Brasileira de Ginástica, Caio está sob cuidados médicos e será poupado das finais que iria disputar no domingo (20), nas paralelas e na barra fixa. O atleta volta ao Brasil para realizar exames e seguir tratamento.

Já a medalhista de ouro, Flavinha, voltará à competição para mais duas finais no domingo. Ela é a atual campeã brasileira nos dois aparelhos.

Finais no domingo

Estrela da ginástica brasileira, Rebeca Andrade vai disputar a final da trave, também neste domingo, assim como Flávia Saraiva. No solo, além de Flavinha, a atleta Lorrane Oliveira também disputa a final.

No masculino, Lucas Bitencourt é finalista nas paralelas e Arthur Nory na barra.

Na próxima semana, a etapa de Paris (França) fecha a temporada da Copa do Mundo de Ginástica. Depois, os atletas já se preparam para mais uma maratona, o Mundial de Ginástica Artística 2026 em Roterdã (Holanda), que acontece entre 17 e 25 de outubro.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/Redes sociais

Brasileirão terá campanha de conscientização sobre doação de órgãos

Ação estará presente nos dez jogos da 27ª rodada da Série A

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (11) que a 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro contará com uma campanha de conscientização a respeito da doação de órgãos. A ação, feita em parceria com a fundação Pró-Rim, estará presente nos dez jogos desta jornada, que começa hoje com o clássico entre Coritiba e Athletico-PR, em Curitiba, e termina na segunda-feira (14) com o confronto entre Bahia e Remo, em Salvador.

A iniciativa, chamada “Um Sim pela Vida”, faz parte da agenda do Setembro Verde, período de mobilização pela doação de órgãos. O foco da campanha é incentivar o debate nas famílias sobre a importância desta atitude, já que, no Brasil, para que se doe órgãos e tecidos de uma pessoa que faleceu, é necessária a autorização dos familiares.

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, quase 50 mil pessoas aguardam pela doação de um órgão no Brasil, sendo quase 46 mil à espera de um rim.

A fundação Pró-Rim, criada em 1987, tem unidades nos estados de Santa Catarina e Tocantins e até hoje realizou mais de 2,1 mil transplantes de rins. Praticamente todos os pacientes tratados pela fundação vêm do Sistema Único de Saúde (SUS).



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Arte/Fundação Pró Rim