Brasil encerra Internacional de parabadminton com 8 medalhas de ouro

No CT Paralímpico em São Paulo, equipe soma 39 medalhas

O Brasil encerrou, neste sábado (1º/08), a disputa do Internacional de parabadminton no CT Paralímpico em São Paulo. A delegação nacional somou com 39 medalhas, sendo oito de ouro, 11 de prata e 20 de bronze.

O grande destaque foi a paranaense Kauana Beckenkamp. Ela ficou com três medalhas de ouro. No individual, foi campeã da classe SL3 (comprometimento em membros inferiores). Na final, superou a indiana Tulika Jadhao por 2 sets a 0 (22/20 e 21/9).

Nas duplas mistas SL3/SU5, ao lado do sul-mato-grossense Yuki Roberto Rodrigues, venceu na decisão o paulista Rogério Oliveira e a paranaense Edwarda Oliveira por 2 sets a 1 (21/17, 16/21 e 21/15).

Kauana, nas disputas de duplas femininas SL3/SU5, ao lado da amazonense Mikaela da Costa Almeida, enfrentaram Tulika Jadhao (Índia) e Beatriz Monteiro (Portugal) e venceram por 2 sets a 0, com parciais de 23/21 e 21/17.

Ainda neste sábado, o Brasil foi ouro e prata em mais três disputas ao longo do dia.

Na classe WH2 (cadeirantes), o ouro foi do paulista Júlio Cesar Godoy, que venceu o paraense Victor Rocha Amorim por 2 sets a 0 (21/13 e 21/14).

A maranhense Ana Carolina Coutinho Reis foi campeã na classe SL4 ao vencer Edwarda Oliveira por 2 sets a 0, (com parciais de 21/5 e 21/16). Rogério Oliveira foi ouro na SL4 (deficiência em membros inferiores) ao vencer o mexicano Maximiliano Avila Sosa por 2 a 0 (21/14 e 21/13).

Marcelo Conceição foi campeão ao lado de Júlio Godoy nas duplas WH1/WH2 ao vencer o brasiliense Amauri Alves Viana e o mineiro Rômulo Henrique Sousa. Na partida mais disputada do dia, Marcelo Conceição venceu o japonês Shoichiro Eguchi por 2 sets a 1, com parciais de 17/21, 26/24 e 29/27.

A delegação brasileira na competição contou com 97 representantes e, a partir de 4 de agosto, o time verde e amarelo disputa o Internacional do Peru, em Lima.

Confira todas as medalhas brasileiras:

Ouro

Individuais

Duplas

Prata

Individuais

Duplas

Bronze

Individuais

Duplas

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Esporte, superação e sustentabilidade marcam a 8ª Corrida do Meio Ambiente em Valparaíso de Goiás

Evento reuniu centenas de atletas, premiou corredores em diferentes categorias e reforçou sua tradição como uma das principais provas de rua do município.

A manhã deste domingo (26) foi marcada pela realização da 8ª Corrida do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de Valparaíso de Goiás. A prova reuniu centenas de atletas e corredores amadores em um percurso de 6 quilômetro, se consolidando consolidando um dos eventos esportivos mais tradicionais do calendário municipal.

Criada em 2017, a Corrida do Meio Ambiente vem crescendo a cada edição. Ao longo dos anos, o evento ampliou o número de participantes e passou a atrair corredores de diferentes municípios da região. Nesta edição, além do percurso de 6 quilômetros, os participantes contribuíram com a doação de alimentos não perecíveis e garrafas PET durante a retirada dos kits, unindo a prática esportiva a ações de solidariedade e incentivo à preservação ambiental. A competição contou com premiações nas categorias Geral, Pessoas com Deficiência (PCD) e Faixa Etária.

Esporte que inspira

A campeã da categoria Feminino 40 a 49 anos, Suzana Santos Carvalho, é um exemplo de como a corrida pode transformar vidas. Há um ano e nove meses no esporte, ela conta que começou a correr por diversão, incentivada por amigas, e, aos poucos, passou a superar novos desafios, evoluindo de provas com menos de cinco quilômetros para percursos de 6, 7, 8 e 10 quilômetros.

“A corrida representa uma vitória, uma conquista e uma superação a cada quilômetro vencido. Cada prova que participei conta uma história de sucesso que vivi”, compartilhou. Agora, seu próximo objetivo é completar a primeira meia maratona, de 21 quilômetros.

Suzana participou pela primeira vez da Corrida do Meio Ambiente de Valparaíso de Goiás e descreveu a emoção de conquistar o lugar mais alto do pódio: “A expectativa era conseguir um lugar no pódio, mas conquistar o primeiro lugar foi surreal. Quando soube da classificação, fiquei sem acreditar. Só caiu a ficha quando fui chamada ao pódio. Vibrei, pulei e comemorei muito. Foi uma felicidade imensa.”

Segundo a atleta, a conquista foi resultado da dedicação aos treinos realizados com a equipe Atikas Run, de Valparaíso de Goiás, que se preparou justamente no percurso onde a prova foi disputada: “Treinar exatamente no percurso da corrida fez toda a diferença. Esse resultado é fruto de muito treino, dedicação e do trabalho desenvolvido com a equipe.”

Ao longo de oito edições, a Corrida do Meio Ambiente deixou de ser apenas uma prova esportiva para se tornar um evento que reúne diferentes gerações em torno do esporte, da superação e do cuidado com o meio ambiente. Uma tradição que cresce junto com a participação da comunidade.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa

Ferran Torres sai do banco para devolver a Fúria ao topo após 16 anos

Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.

Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.

Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.

Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.

E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.

A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.

Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.

Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.

Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.
 

Futebol? Teve pouco

Depois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.

A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.

Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.

Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.

Ataque contra defesa

A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.

Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.

Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo. O atacante Ferran Torres – que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal – conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.

A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária. Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino – outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo – teve a chance de concluir na pequena área. O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.

Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo. Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.

Aos 52, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua. O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.

Tentativa de pênaltis

A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis. Dibu precisou trabalhar logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.

Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.

Aos 12, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave. Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma – sim, nenhuma – dos argentinos até aquele momento.

Para a história

A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para colocar a Espanha à frente.

O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos sete minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.

Somente aos nove minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.

Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Homenagem a Pelé marca o show do intervalo da final da Copa do Mundo

Intervalo de Argentina X Espanha teve mix de astros pop, K-pop e homenagem para Pelé

A grande decisão da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha, realizada neste domingo (19), não reservou emoções apenas com a bola rolando. O aguardado show do intervalo transformou o gramado em um palco monumental por cerca de 11 minutos, reunindo os maiores nomes da música global. Além das performances coreografadas e dos grandes sucessos, o espetáculo ficou marcado por uma emocionante e histórica homenagem a Pelé.

Esta é a primeira edição do torneio realizada após o falecimento do Rei do Futebol, ocorrido em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo, devido à falência de múltiplos órgãos provocada pela progressão de um câncer de cólon. A celebração ao eterno camisa 10 começou com projeções de suas imagens na campanha do tricampeonato de 1970 e contou com uma colaboração entre a banda Coldplay e os Muppets. O tributo relembrou a clássica mensagem de despedida do craque no Cosmos: “Love, love, love” (amor, em português).

Show do intervalo na final da Copa do Mundo

Após a emocionante abertura, o gramado foi tomado pela energia de Madonna e Shakira, que ditaram o ritmo pop da grande final. A rainha do pop levantou o público com o clássico Music e faixas do álbum Confessions on the Dance Floor II, contando com a participação especial dos craques brasileiros Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho no palco. Logo em seguida, a estrela colombiana uniu forças com o nigeriano Burna Boy para incendiar o estádio com Dai Dai, um dos maiores sucessos da trilha sonora oficial da Copa do Mundo 2026.

O espetáculo de 11 minutos também reservou momentos históricos com o fenômeno do K-Pop, BTS, que quebrou o hiato do grupo em uma performance avassaladora do megahit Dynamite. Na sequência, Justin Bieber marcou seu retorno aos palcos com a introspectiva Everthing Halleujah; embora a escolha da faixa melancólica tenha dividido a opinião dos fãs que esperavam por hits mais dançantes, a reunião de tantos astros consolidou o show do intervalo como um marco memorável na história dos Mundiais.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da R7 | Foto: Canva