Inglaterra bate França e leva 3º lugar na Copa em jogo com 10 gols e recorde de Mbappé

Ingleses chegaram a abrir 4 a 0 no primeiro tempo, mas franceses reagiram; placar final foi de 6 a 4

A Inglaterra venceu a França por 6 a 4, neste sábado (18), em Miami, e terminou a Copa do Mundo na terceira colocação. Bukayo Saka marcou três vezes, enquanto Declan Rice, Ezri Konsa e Jude Bellingham completaram o placar inglês. Mbappé, duas vezes, Barcola e Dembélé fizeram os gols franceses.

A partida marcou a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa após 14 anos. Os Bleus foram dominados no primeiro tempo e chegaram ao intervalo perdendo por 4 a 0. Depois de quatro mudanças promovidas pelo treinador, a equipe reagiu, marcou quatro vezes na etapa final e chegou a ameaçar o resultado, mas a Inglaterra respondeu nos acréscimos.

Com os dois gols, Mbappé chegou a 22 em Copas do Mundo e se isolou como o maior artilheiro da história da competição.

Inglaterra abre vantagem cedo

A Inglaterra precisou de apenas dois minutos para abrir o placar. Doué errou um passe no campo defensivo, e Declan Rice recuperou a bola com liberdade. O volante avançou e finalizou de fora da área, sem chances para Maignan.

A França tentou responder aos dez minutos. Mbappé recebeu na entrada da área, e a sobra ficou com Cherki, que bateu forte para boa defesa de Dean Henderson. O time inglês, porém, seguia mais organizado e perigoso. Aos 17 minutos, Rice cobrou escanteio na medida, e Konsa subiu mais alto do que Rabiot para cabecear no canto esquerdo de Maignan.

Saka transforma vantagem em goleada

Aos 36 minutos, Saka marcou o terceiro. O atacante lançou Rashford em profundidade, Maignan defendeu a primeira finalização, e o camisa 7 aproveitou a sequência da jogada para empurrar a bola para a rede. Aos 45 minutos, Saka voltou a aparecer. O atacante recebeu de Eze nas costas da defesa e bateu no canto para fazer 4 a 0.

Deschamps muda quatro no intervalo

Insatisfeito com o desempenho, Deschamps promoveu quatro alterações durante o intervalo. Digne, Upamecano, Dembélé e Barcola entraram nos lugares de Theo Hernández, Konaté, Cherki e Doué.

As mudanças transformaram o comportamento da França. A equipe passou a pressionar mais alto, acelerou a circulação da bola e empurrou a Inglaterra para o campo defensivo.

Logo aos dois minutos do segundo tempo, Upamecano desarmou Watkins e avançou pelo meio. O zagueiro entregou para Olise, que encontrou Mbappé atacando o espaço. O camisa 10 finalizou de esquerda para diminuir. Seis minutos depois, Mbappé deu um grande passe em profundidade para Barcola. O atacante ganhou as costas de Quansah e bateu sem chances para Henderson: 4 a 2.

Aos 20 minutos, saiu o terceiro gol. Dembélé iniciou a jogada, Mbappé tabelou com Olise e recebeu dentro da área. O capitão finalizou de pé esquerdo para colocar a França definitivamente de volta na partida.

Os Bleus seguiram pressionando e tiveram oportunidades para empatar. Aos 29 minutos, Gusto cruzou na medida, e Olise chegou batendo de primeira, mas mandou para fora. Seis minutos depois, Mbappé e Dembélé participaram de uma boa construção coletiva e deixaram Olise livre dentro da área. O meia, porém, voltou a desperdiçar e finalizou para fora. Do outro lado, Watkins teve a chance de ampliar após jogada de Bellingham, mas demorou para finalizar e chutou em cima de Maignan.

Aos 39 minutos, Bellingham fez uma bela inversão para Morgan Rogers, que acionou Spence dentro da área. Gusto derrubou o lateral, e o árbitro marcou pênalti. Saka assumiu a cobrança e bateu cruzado no canto direito, enquanto Maignan caiu para o outro lado. O terceiro gol do atacante colocou a Inglaterra em vantagem por 5 a 3.

A França ainda conseguiu diminuir aos 50 minutos. Upamecano roubou a bola e encontrou Dembélé, que cortou Chalobah e finalizou de esquerda para marcar um belo gol. A esperança francesa, porém, durou pouco. Dois minutos depois, Rabiot perdeu a posse no campo de ataque, e Bellingham foi lançado em velocidade. O meia pedalou diante de Lacroix, carregou até a área, ameaçou a finalização e tocou por baixo das pernas de Upamecano para marcar um golaço e fechar o placar em 6 a 4.

✅ FICHA TÉCNICA

FRANÇA 4 x 6 INGLATERRA

🏆 Copa do Mundo — disputa do terceiro lugar

📆 Data: sábado, 18 de julho de 2026

📍 Local: Miami Stadium, Miami (EUA)

🥅 Gols: Declan Rice, 2′/1ºT; Konsa, 17′/1ºT; Saka, 36′/1ºT e 45′/1ºT; Mbappé, 2′/2ºT; Barcola, 8′/2ºT; Mbappé, 20′/2ºT; Saka, 41′/2ºT; Dembélé, 50′/2ºT; Bellingham, 52′/2ºT

⚽ ESCALAÇÕES

🔵⚪🔴 França

Maignan; Gusto (Koundé), Konaté (Upamecano), Lacroix e Theo Hernández (Digne); Rabiot e Zaïre-Emery; Olise, Doué (Barcola) e Cherki (Dembélé); Mbappé.

Técnico: Didier Deschamps.

⚪🔴 Inglaterra

Dean Henderson; Quansah (Reece James), Guéhi (Chalobah), Konsa e Spence; Declan Rice, Eze (Bellingham) e Morgan Rogers; Saka, Rashford (Watkins) e Toney (Elliot Anderson).

Técnico: Thomas Tuchel.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Canva

França e Inglaterra revivem rivalidade histórica na disputa pelo terceiro lugar da Copa

Seleções europeias se preparam para a disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo 2026

Se na Copa do Mundo de 2022, França e Inglaterra mediram forças numa fase de quartas de final, dessa vez, o roteiro é um pouco mais melancólico. Depois de serem derrotados nas semifinais para Argentina e Espanha, respectivamente, ingleses e franceses entram em campo neste sábado (18), em Miami, para disputar o terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026.

A melancolia de entrar em campo depois de perder a chance de fazer uma final de Copa do Mundo em nada se assemelha ao histórico de rivalidade entre França e Inglaterra. Franceses e ingleses são marcados, ao longo da história, por serem rivais implacáveis nos gramados, mas também fora das quatro linhas.

Dentro de campo, este será o quarto confronto entre Inglaterra e França em Copas do Mundo. Antes do duelo deste sábado, ingleses e franceses mediram forças três vezes, duas na fase de grupos e uma – a última, em 2022, no Catar – em um mata-mata. Nas duas partidas em fases de grupos, a Inglaterra levou a melhor. Em 1966 e 1982, os ingleses venceram por 2 a 0 e, depois, por 3 a 1, respectivamente. Já a França pode se gabar de que venceu o jogo de mata-mata, em 2022, por 2 a 1.

Já em jogos de Eurocopa, foram três encontros entre as seleções, todos em fases de grupos. Em 1992 e em 2012, foram dois empates — 0X0 e 1X1 — e, em 2004, a França saiu vencedora do encontro por 2 a 1.

Ao todo, considerando jogos oficiais por competições e amistosos, França e Inglaterra já mediram forças em 32 confrontos ao longo da história. Nestes números, quem tem a vantagem no duelo é a Inglaterra, que venceu 17 partidas. Os franceses conquistaram 10 vitórias, enquanto outros cinco jogos terminaram empatados.

Guerra dos 100 anos

Já no que se refere ao fora de campo, Inglaterra e França travam diversas batalhas ao longo de suas histórias. O duelo mais conhecido foi a Guerra dos 100 anos — que, curiosamente, não durou apenas 100 anos, se estendendo entre 1337 e 1453. O conflito se deu porque a Inglaterra tentou aproveitar uma vacância de poder do trono da monarquia francesa para tentar anexar o seu território e controlar o comércio da região de Flandres, forte na indústria têxtil no continente europeu.

Foi na Guerra dos 100 anos que Joana D’Arc, uma camponesa francesa, teve uma forte participação nas batalhas derradeiras — principalmente na Batalha de Orléans, em 1429 — que expulsaram os ingleses de alguns territórios franceses e que posteriormente culminaram com a vitória da França, em Castillón, em 1453, dando fim ao conflito.

Brexit

O último momento de tensão política entre França e Inglaterra aconteceu recentemente, no movimento de ‘Brexit’. Sendo assim, em 2020, o Reino Unido deixou a União Europeia, após cinco anos de discussões, referendos e um plebiscito.

Desse modo, a saída do Reino Unido do bloco econômico, em um primeiro momento, gerou uma tensão política entre França e Inglaterra. Posteriormente, a diplomacia das duas nações se reaproximou e, atualmente, têm uma relação de acordos nas questões de segurança, defesa e imigração.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Canva

Espanha leva juventude e Argentina aposta em Messi na decisão da Copa

Comentaristas veem equilíbrio na final e destacam pontos fortes

O vencedor da Copa do Mundo 2026 será conhecido domingo (19), na partida entre Espanha e Argentina, às 16h, em Nova York. O jogo reunirá as duas seleções no topo do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), com estilos semelhantes, e eventuais erros no gramado podem definir o campeão.

Olhando os detalhes, porém, os comentaristas da TV Brasil (EBC) observam pontos fortes e fracos em cada equipe.

Bruno Mendes destaca que a seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem, diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos, onde será o jogo. Para o comentarista, apesar de o estádio em Nova York ser climatizado, o fator climático exige mais do físico dos jogadores.

“São dois times muito técnicos, mas a média de idade, talvez, faça essa diferença”, analisou Mendes.

“Pode favorecer a Espanha ter um time mais jovem que, em tese, tem condições melhores de enfrentar o calor”, disse. “A Argentina vem de desgastes grandes nas últimas partidas, com duas prorrogações e um jogo anterior apertado. A Espanha não”, pontuou.

Por outro lado, a seleção argentina, além de jogadores mais experientes, tem Lionel Messi, o maior artilheiro da história das copas e o melhor jogador de futebol da atualidade. Ao criar lances, ele é o trunfo para a atual campeã vencer o bicampeonato e se tornar tetracampeã. O time venceu a Copa em 2022, no Catar.

“Messi é o responsável pelas principais jogadas, conhece bem o time e lidera”, acrescentou a comentarista da TV Brasil, a historiadora Rachel Motta, lembrando da participação do jogador nos dois gols da vitória contra a Inglaterra. Ela identifica ainda outra vantagem do time, a “raça”, que significa comprometimento e entrega até o apito final.

“Se nos basearmos nos números, será um confronto equilibrado”, avalia Motta, lembrando que os dois times já se enfrentaram 14 vezes, sendo uma em copa, com seis vitórias para cada lado e dois empates.

“Mas a Argentina joga com raça, que é difícil de traduzir, por isso, é uma final em aberto”, ponderou.

Se o vencedor for a Espanha, a equipe masculina igualará o feito da seleção feminina de futebol, atual campeã mundial, e se tornará bicampeã. A seleção masculina só ganhou a Copa uma vez, em 2010, quando venceu a Holanda por 1 x 0, na África do Sul.

Em campo, a Espanha contará com o jovem prodígio Lamine Yamal, que faz sua estreia na competição. Há dezoito anos, ele teve um primeiro encontro inusitado com a estrela albiceleste, Messi. O argentino, então com 19 anos, apareceu em uma fotografia para uma campanha beneficente dando banho em um bebê negro, que hoje é o artilheiro da Espanha Yamal.

Ganhando um time ou outro, o resultado se aproximará do ranking da Fifa, liderado pela Argentina, com a Espanha em segundo lugar. A seleção francesa e a Inglaterra, que disputam a terceira colocação, sábado, estão na terceira e quarta posição, respectivamente. “A zebra não chegou na fase final”, brincou Motta.

Além da taça, no domingo, serão anunciados os prêmios individuais, de melhor jogador, o Bola de Ouro, Luva de Ouro, para o melhor goleiro e a Chuteira de Ouro para o artilheiro. Messi lidera essa categoria, por ter marcado oito gols. Kylian Mbappé, da França, está logo atrás e pode superar o argentino durante a disputa de terceiro lugar. A França entra em campo contra a Inglaterra, sábado, às 18h, em Miami.

Maior Copa

Com a partida final, em Nova York, chega ao fim a primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ampliou o número de participantes para 48 seleções, permitindo a estreia de equipes como Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que fez história ao parar o ataque da Espanha e não tomar nenhum gol da agora finalista.

Os jogos no mundial foram marcados pela organização defensiva aliada à eficiência. Tiveram vantagem os times que conseguiram controlar o passe de bola sem deixar de marcar, o que não foi o caso do Brasil, eliminado nas oitavas de final. Nesta edição, contra-ataques rápidos e bolas aéreas foram decisivas.

A próxima Copa será entre 8 de junho e 21 de julho de 2030 e celebrará o centenário da competição. Os jogos serão na Espanha, Portugal e no Marrocos, mas a América do Sul também receberá partidas, celebrando os 100 anos do Mundial. Uruguai, Argentina e Paraguai devem sediar as partidas iniciais do Mundial.

Copa feminina

Antes disso, em 2027, o Brasil recebe a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Será a primeira vez do torneio na América do Sul que reunirá 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho. Os jogos serão em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre,  Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

Interessados já podem se cadastrar no site da Fifa para receber informações sobre ingressos, categorias e etapas da competição.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

“Chegar a cinco finais seguidas é impressionante”, diz Messi após vitória sobre a Inglaterra

Capitão argentino ressalta cinco decisões consecutivas e projeta confronto contra a Espanha pela Copa do Mundo

Lionel Messi afirmou nesta quarta-feira, em Atlanta, que considera impressionante a sequência da seleção argentina em finais de grandes torneios internacionais. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que garantiu a classificação para mais uma decisão da Copa do Mundo, o capitão destacou que a equipe chega à quinta final consecutiva, incluindo duas edições do Mundial.

Messi, maior artilheiro da história da Copa do Mundo com 21 gols em seis participações desde 2006, não marcou na semifinal, mas foi decisivo ao fornecer as duas assistências para os gols da vitória. O camisa 10 lidera a Argentina nesta edição com oito gols.

Segundo o jogador, o desempenho da equipe confirma a confiança que tinha antes do início da competição. “Sabia que estaríamos pelo menos entre os quatro primeiros e acabamos chegando a mais uma final. Acho que são cinco seguidas, duas de Copa do Mundo seguidas, é impressionante”, declarou.

O capitão também ressaltou o esforço coletivo. “As pessoas tinham dúvidas porque estávamos levando os jogadores ao limite, mas esse grupo, quando se reúne, sempre dá um extra. Os jogadores se inspiram uns nos outros e tiram o que não têm para dar o máximo”, disse.

Além das duas finais consecutivas de Copa do Mundo, no Catar e agora na América do Norte, Messi lembrou os títulos da Copa América e da Finalíssima contra a Itália, então campeã europeia. A Argentina defenderá o título conquistado em 2022 e buscará a quarta estrela no próximo domingo, contra a Espanha, no estádio de Nova Jersey.

Messi reconheceu a força do adversário. “É uma seleção enorme, com jogadores fantásticos e com uma filosofia de jogo que vem de muitos anos atrás”, afirmou. O jogador também incentivou os torcedores a valorizarem o momento. “Chegamos a uma final de Mundial de novo, colocamos a Argentina entre as duas melhores seleções. Há quatro anos somos campeões e voltaremos a disputar uma final. Agora, que seja o que Deus quiser.”

O camisa 10 destacou ainda o peso simbólico da vitória sobre a Inglaterra, em razão da rivalidade histórica entre os países. “Embora fosse um jogo de futebol, quando entramos em campo e o hino soou, foram sensações especiais. O grupo sentiu isso e sabíamos que não era apenas mais uma vitória, porque o povo argentino queria isso e nós também”, concluiu.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do Terra | Foto: Canva