Seu cérebro realmente descansa aos fins de semana? Entenda

Especialista explica por que atividades comuns de lazer podem não proporcionar a recuperação mental e emocional necessária

Após uma semana intensa de compromissos, muitas pessoas aguardam ansiosamente a chegada do fim de semana para descansar. No entanto, atividades frequentemente associadas ao relaxamento, como maratonar séries, navegar pelas redes sociais ou permanecer disponível para demandas profissionais, podem não atingir a recuperação mental e emocional necessária.

Segundo o psicólogo Filipe Colombini, o cérebro precisa de pausas para reduzir o estado constante de alerta que marca o dia a dia.

“Muitas vezes confundimos distração com descanso. Embora algumas atividades sejam prazerosas, elas continuam exigindo processamento de informações, tomada de decisões e contato constante com estímulos. Isso faz com que o cérebro processe informações sem parar, dificultando uma recuperação efetiva”, explica.

Quando o lazer não gera recuperação

Assistir a vários episódios de uma série em sequência, usar vários aplicativos, acompanhar notificações em tempo real ou verificar mensagens de trabalho durante o fim de semana são atividades que continuam exigindo atenção e processamento cognitivo.

De acordo com Colombini, o problema não está em realizar essas práticas de vez em quando, mas não usufruir nunca de alguns momentos para uma verdadeira desconexão. “O cérebro precisa de períodos em que não esteja respondendo a demandas o tempo todo. Quando permanecemos conectados sem pausa, consumindo informações ou resolvendo pendências, o organismo continua em estado de alerta, mesmo que estejamos fora do ambiente de trabalho”, diz.

“Essa dificuldade em desacelerar pode fazer com que muitas pessoas iniciem uma nova semana já cansadas, sem a sensação de recuperação que o período de descanso deveria proporcionar”, acrescenta o especialista.

O impacto da hiperconectividade

As tecnologias em todos os momentos do dia tem aumentado o problema. Smartphones e redes sociais oferecem estímulos contínuos, que mantêm o cérebro em atividade mesmo durante os momentos que seriam destinados ao ócio.

Para Colombini, esse excesso de estímulos pode contribuir para sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga mental e sensação persistente de esgotamento.

“O descanso é essencial para a recuperação. Ele não acontece apenas porque paramos de trabalhar. É preciso criar espaço para que a mente respire, um tempo em que ela possa desacelerar, digerir as experiências do dia, organizar os pensamentos e recuperar as energias emocionais e mentais”, explica.

Aprender a descansar também faz parte do autocuidado

Muitas pessoas encontram dificuldade para desacelerar sem sentir culpa ou a necessidade de estar sempre ocupadas. Por isso, desenvolver uma relação mais consciente com o próprio tempo livre tornou-se um importante desafio para a saúde mental.

Colombini explica que o primeiro passo é compreender que descanso não significa apenas interromper tarefas profissionais, mas permitir que o cérebro tenha momentos genuínos de recuperação.

“Aprender a descansar de verdade é um exercício que exige consciência e prática. Pausar sem culpa pode parecer difícil para muita gente, mas é justamente nessas pausas que o corpo e a mente encontram o equilíbrio necessário para seguir em frente. Cuidar do descanso é, também, uma forma de cuidar de si”, afirma o psicólogo.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Pexels

Vale a pena trabalhar por aplicativo? Estudo mostra impactos da jornada, custos e direitos

Apesar da renda mensal próxima à média, ganhos são menores quando se leva em conta a jornada e as despesas da atividade.

O motorista de aplicativo pode até olhar o valor depositado na conta no fim do mês e achar que ganhou mais do que outros trabalhadores. Mas, quando o cálculo considera o tempo dedicado ao trabalho, o cenário é outro.

Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que a renda desses profissionais é pressionada por jornadas mais longas, custos elevados para manter a atividade e um modelo em que grande parte dos riscos recai sobre o próprio motorista.

Segundo a pesquisa, o ganho médio mensal dos motoristas de aplicativo chega a R$ 2.996. O valor fica acima do salário mínimo federal, que atualmente é de R$ 1.621, mas ainda abaixo da renda média dos brasileiros considerando todas as fontes de rendimento, que alcançou R$ 3.367 em 2025.

Enquanto a jornada média dos trabalhadores em geral é de 39,3 horas por semana, motoristas de aplicativo trabalham cerca de 44,8 horas. Com isso, o rendimento por hora fica 8,3% menor do que o de quem atua fora das plataformas.

O levantamento faz parte de um diagnóstico mais amplo sobre o trabalho por aplicativos no Brasil, especialmente no transporte de passageiros, que concentra a maior parcela desses profissionais.

Atualmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham por plataformas digitais no país. Quase 60% delas atuam no transporte de passageiros.

A ideia de que esse modelo garante liberdade e flexibilidade, um dos principais argumentos das empresas, é questionada pelo estudo. Na prática, esses trabalhadores têm pouca influência sobre decisões relevantes da atividade, aponta o TST.

O estudo aponta que o controle não desapareceu, apenas mudou de forma. Em vez de um chefe supervisionando de perto, entram em cena sistemas de avaliação, notas e rankings.

Esses mecanismos podem influenciar diretamente a quantidade de corridas recebidas e, consequentemente, a renda. Motoristas que recusam muitas viagens ou recebem avaliações baixas podem ter menos oportunidades na plataforma.

Outro ponto destacado pelo TST é que praticamente todos os custos da atividade ficam com o trabalhador. Combustível, manutenção do carro, seguro, impostos, alimentação e até a internet utilizada no trabalho saem do próprio bolso.

Segundo a pesquisa, a falta de clareza sobre esses gastos pode criar uma percepção equivocada sobre a renda gerada pela atividade.

O impacto aparece também no endividamento. Dados citados no levantamento indicam que 92% dos trabalhadores de plataformas estão endividados.

Em alguns casos, as próprias empresas oferecem linhas de crédito aos motoristas. Assim, o trabalhador passa a depender do aplicativo não apenas para gerar renda, mas também para quitar dívidas que podem ser descontadas diretamente dos seus ganhos.

A falta de proteção trabalhista é outro ponto destacado pelo estudo. A maioria desses profissionais não tem acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego ou aposentadoria garantida.

Sem essa proteção, qualquer imprevisto pode interromper a fonte de renda, explica o TST. Uma doença, um acidente ou até um problema mecânico no carro pode deixar o trabalhador sem ganhos, já que as plataformas não oferecem uma rede de proteção equivalente.

Além disso, motoristas estão expostos diariamente a riscos como acidentes de trânsito e violência urbana, sem garantias de assistência em situações desse tipo.

A pesquisa também destaca a dificuldade de organização coletiva dos trabalhadores. A comunicação com as plataformas costuma ocorrer por canais automatizados, como chatbots, e decisões como bloqueios nem sempre oferecem espaço para contestação.

Para os autores do estudo, o modelo atual de trabalho por aplicativos transfere custos, riscos e responsabilidades aos trabalhadores.

O TST destaca que a discussão precisa ir além da existência ou não de vínculo empregatício e incluir medidas que garantam condições mínimas de trabalho, remuneração adequada e proteção para esses profissionais.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Canva

Desenrola MEI pode beneficiar 3,5 milhões de empreendedores, mas exige planejamento

Especialistas dizem que o sucesso da renegociação depende de controle do fluxo de caixa e planejamento financeiro

O Desenrola MEI, novo programa de renegociação de dívidas de microempreendedores individuais, pode ajudar a situação fiscal e o acesso ao crédito, mas, por si só, não resolve os problemas financeiros do negócio, segundo especialistas.

Para o advogado e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), Fernando Moreira, o programa pode ser um instrumento importante para reorganizar a vida financeira do microempreendedor, “desde que seja utilizado como parte de um processo de reestruturação do negócio, e não apenas como um alívio momentâneo do caixa”.

O especialista explica que a renegociação reduz juros, amplia prazos e permite regularizar pendências, mas destaca que, se o empreendedor continuar gastando mais do que fatura ou mantiver problemas de gestão, “o programa apenas posterga a inadimplência”.

Na avaliação do mestre em Finanças e professor do Ibmec Brasília, Renan Silva, além da renegociação, é essencial entender a origem do endividamento para evitar que o problema se repita. Segundo ele, o empreendedor deve identificar se a dívida surgiu por uma emergência, por investimentos que não deram retorno ou pela incapacidade das vendas de gerar caixa suficiente para cobrir os custos da empresa. “Desta forma, ele aprende com a experiência para transformar uma situação futura semelhante em uma potencial oportunidade com uma nova postura de mercado”, afirma.

Antes de aderir, é preciso avaliar

Os especialistas também recomendam cautela antes da assinatura do acordo. Para Fernando Moreira, o primeiro passo é verificar se as parcelas cabem no orçamento, mesmo nos períodos de menor faturamento. Ele orienta que o empreendedor avalie não apenas o desconto oferecido, mas também os juros, o prazo e o custo total da renegociação.

“Não adianta conseguir um bom desconto e, poucos meses depois, perder o acordo por falta de capacidade de pagamento”, ressalta.

Renan Silva acrescenta que o empresário precisa ter controle rigoroso do fluxo de caixa antes de assumir qualquer compromisso financeiro. Segundo ele, muitos empreendedores acreditam conhecer a situação da empresa apenas pela intuição.

“É imprescindível que o empresário procure ajuda para melhorar o controle do fluxo de caixa, obter indicadores de desempenho financeiro e realizar projeções para visualizar os impactos da renegociação no futuro”, explica.

Regularização amplia acesso ao crédito

Outro benefício apontado pelos especialistas é a melhora da situação fiscal do MEI, que pode facilitar o acesso ao crédito e a participação em oportunidades de negócios.

Fernando Moreira afirma que a regularização melhora a avaliação do empreendedor perante instituições financeiras, aumenta as chances de conseguir financiamentos em melhores condições e facilita a emissão de certidões exigidas para contratos e licitações.

Renan Silva destaca que novas linhas de crédito podem ajudar na expansão da empresa, mas faz uma ressalva: “O capital deve ser usado para expansão da empresa e não para cobrir gastos operacionais do dia a dia”, afirma. Ele também recomenda priorizar linhas subsidiadas, como as oferecidas pelo BNDES e pelos fundos constitucionais de financiamento.

Erros pós-renegociação

Depois de renegociar as dívidas, o maior desafio passa a ser manter a disciplina financeira.

Segundo Fernando Moreira, muitos empreendedores voltam a cometer erros, como misturar finanças pessoais e empresariais, deixar de controlar o fluxo de caixa e assumir novas dívidas antes de estabilizar o negócio.

“A renegociação deve ser encarada como uma oportunidade para reorganizar a gestão financeira. Quem cria disciplina e acompanha receitas e despesas reduz significativamente o risco de voltar à inadimplência”, afirma.

Na mesma linha, Renan Silva avalia que o principal erro é não conhecer profundamente a operação da empresa. Para ele, é fundamental acompanhar a rentabilidade do negócio, entender o comportamento do fluxo de caixa, conhecer as necessidades dos clientes e manter uma reserva financeira para enfrentar períodos de dificuldade.

Desenrola MEI

O programa, lançado no início de julho pelo governo federal, promete descontos de até 70% para débitos inscritos na Dívida Ativa da União e pode beneficiar cerca de 3,5 milhões de empreendedores.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da R7 | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Mega-Sena sorteia R$ 35 milhões neste domingo em primeiro concurso após mudança

Com a mudança, as apostas agora podem ser feitas até as 22h do sábado, nas casas lotéricas e pela internet

As seis dezenas do concurso 3.033 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 11h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 35 milhões, o primeiro após o anúncio da mudança das datas de sábado para domingo.

A medida possibilita, ainda, a comercialização de bolões nos canais eletrônicos, aos domingos, até as 10h45, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

Ampliação do prazo

A partir de agora, com o novo prazo, os sorteios dos concursos regulares das modalidades lotéricas, que eram realizados aos sábados, passam a ocorrer aos domingos, às 11h.

Com a mudança, as apostas agora podem ser feitas até as 22h do sábado, nas casas lotéricas e pela internet no Portal Loterias Caixa.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Há, ainda, a opção de deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por dois, quatro ou oito concursos consecutivos (Teimosinha).

Cada jogo de seis números custa R$ 6. Quanto mais números o apostador marcar, maior o preço da aposta e maiores são as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil