Entrega de cartões de programas sociais beneficia 168 famílias em Valparaíso

Ação contemplou beneficiários previamente selecionados que não haviam retirado os cartões em etapas anteriores

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás realizou, na manhã desta terça-feira (22), a reentrega de 168 cartões remanescentes de programas sociais do Governo de Goiás. A ação foi destinada exclusivamente às pessoas que já haviam sido selecionadas para receber os benefícios, mas não conseguiram retirar os cartões nas entregas anteriores.

Ao todo, foram entregues 35 cartões do Mães de Goiás, quatro do Dignidade, três do Goiás + Inclusivo e 126 do Goiás Por Elas. A iniciativa representa mais uma etapa da parceria entre o município e o Governo do Estado para ampliar o acesso das famílias em situação de vulnerabilidade às políticas de proteção social.

Durante a entrega, o vice-prefeito Waguinho destacou a participação das famílias e a importância da atuação conjunta entre as diferentes esferas de governo. “Muito feliz de encontrar aqui a casa cheia. Vão ser entregues aqui quase 200 cartões, que é muito importante essa parceria do governo federal, do governo do estado, para com a nossa cidade. Estamos trabalhando e muito em prol de melhoria de vida e qualidade de vida da nossa população”, afirmou.

Entre os benefícios entregues está o Mães de Goiás, que concede auxílio financeiro mensal de R$ 300 para mães em situação de vulnerabilidade social que tenham filhos de 0 a 6 anos. O Dignidade oferece R$ 300 mensais, durante 11 meses, para pessoas idosas de 60 a 64 anos em situação de vulnerabilidade social. Já o Goiás Por Elas disponibiliza auxílio de R$ 300 a R$ 350 para mulheres em situação de violência doméstica.

Também foram entregues cartões do Goiás + Inclusivo, iniciativa integrada ao Goiás Social que oferece auxílio financeiro mensal de R$ 500 a famílias em situação de extrema pobreza ou vulnerabilidade que possuem crianças ou adolescentes com deficiência.

O prefeito de Valparaíso ressaltou a importância de políticas voltadas às famílias que mais precisam e destacou a atenção às mães atípicas do município. “Nós termos condições de atender as mães atípicas da nossa cidade é uma conquista muito grande”, declarou.

O prefeito também reforçou a necessidade de ampliar a divulgação dos programas sociais para que mais famílias possam ter conhecimento e acesso aos benefícios disponíveis. “Nós queremos poder ajudar cada vez mais vocês, queremos poder fazer com que as famílias da nossa cidade tenham acesso a mais dignidade”, afirmou.

A representante dos programas do Governo do Estado, Noilma Gonzaga, orientou os beneficiários sobre a importância de manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico). Segundo ela, a atualização das informações é fundamental para que as famílias continuem sendo identificadas e tenham acesso aos benefícios para os quais atendem aos critérios.

Os auxílios representam um importante suporte para as famílias beneficiadas, contribuindo para o custeio de despesas do dia a dia e ajudando a garantir mais segurança, autonomia e qualidade de vida para quem mais precisa.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Valparaíso de Goiás realiza Dia D de vacinação antirrábica

Ação realizada no último sábado (19) promoveu a proteção de cães e gatos contra a raiva e contou com a participação dos tutores em diferentes regiões do município.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no último sábado, 19 de setembro, o Dia D de vacinação antirrábica em todas as unidades de saúde do município. A mobilização teve como objetivo ampliar a proteção de cães e gatos contra a raiva, contribuindo para a prevenção da doença e para o cuidado com a saúde dos animais e da população.

Durante a ação, os tutores puderam levar seus cães e gatos à unidade de saúde mais próxima de suas residências para receber a vacina. Para aqueles que não possuíam a carteirinha de vacinação do animal, as equipes disponibilizaram um novo cartão.

Ao todo, 9.296 doses da vacina antirrábica foram aplicadas durante o Dia D. Desse total, 7.761 doses foram destinadas a cães e 1.535 a gatos, ampliando a cobertura de proteção dos animais em diferentes regiões de Valparaíso.

POPULAÇÃO PARTICIPA E DESTACA A IMPORTÂNCIA DA AÇÃO

A mobilização contou com a participação dos moradores, que aproveitaram a oportunidade para manter a vacinação dos seus animais em dia.

“Levei a minha cachorrinha na UBS da Etapa B e deu tudo certo. Super rápido e tranquilo o atendimento”, relatou uma tutora que participou da ação.

Outro morador também destacou a importância da iniciativa para a saúde dos animais e da população: “Orgulho do nosso município, vamos vacinar, é muito importante! Valparaíso sempre cuidando da saúde.”

A vacinação antirrábica é uma das principais formas de prevenção da raiva, doença grave que pode afetar animais e seres humanos. A iniciativa reforça a importância da responsabilidade dos tutores e da participação da comunidade nas ações de saúde pública.

Com a realização do Dia D, o município amplia as oportunidades de acesso à vacinação e incentiva o cuidado responsável com os animais. O resultado de 9.296 doses aplicadas demonstra a participação dos tutores e a mobilização das equipes de saúde em diferentes regiões de Valparaíso.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Escudo das Américas anuncia sanções contra PCC, CV e outras organizações

Medida foi um pedido direto do governo Trump; documento foi assinado nesta terça-feira (22) e atinge 24 grupos

Os países membros do “Escudo das Américas” assinaram nesta terça-feira (22) um acordo para designar formalmente facções acusadas de narcotráfico, incluindo o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como “ameaças compartilhadas” e aplicar sanções contra os grupos.

Segundo a declaração, os países pretendem impor, conforme suas respectivas legislações e obrigações internacionais, o congelamento de bens, restrições de imigração e de vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que conscientemente forneçam apoio material aos grupos, incluindo suporte logístico.

O documento afirma que a primeira ação conjunta do Escudo das Américas será voltada a 24 organizações classificadas no documento como “organizações narcoterroristas transnacionais”.

A declaração conjunta foi assinada pela Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trindade e Tobago.

Segundo os países assinantes, a medida tem como objetivo “fortalecer a resiliência do Hemisfério Ocidental por meio dos três pilares do Escudo das Américas: Econômico, de Segurança e de Coordenação Multilateral”.

A movimentação foi um pedido direto do presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião com os estados-membros.

“Portanto, hoje, peço a todas as nações do Escudo das Américas que designem formalmente os narcoterroristas como ameaças comuns à estabilidade e apliquem sanções severas contra todas as 24 organizações terroristas estrangeiras designadas pelos EUA”, afirmou.

“Até eu chegar, ninguém designava nada. Vocês estavam por conta própria. Mas agora vocês não estão mais sozinhos”, acrescentou.

Na declaração, os países declararam a intenção de assinar um pedido conjunto ao presidente do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para solicitar uma reunião de consulta sobre a criação de um Órgão de Consulta nos termos dos Artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio).

Caso a reunião seja convocada, os países pretendem participar em nível ministerial para discutir a adoção de uma resolução que promova e facilite ações coletivas contra organizações narcoterroristas.

Os integrantes do Escudo das Américas que não são atualmente partes do Tratado do Rio declararam apoio à iniciativa e afirmaram que pretendem contribuir de acordo com suas respectivas obrigações jurídicas.

Veja os grupos alvos das sanções

A lista inclui, além do PCC e do Comando Vermelho, grupos que atuam em diferentes países das Américas. Veja:

  1. Mara Salvatrucha (MS-13)
  2. Trem de Aragua
  3. Carteles Unidos
  4. Cartel del Golfo (Cartel do Golfo)
  5. A Nova Família Michoacana
  6. Cartel do Nordeste
  7. Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG)
  8. Cartel de Sinaloa
  9. Gran Grif
  10. Viv Ansanm
  11. Los Lobos
  12. Los Choneros
  13. Bairro 18
  14. Cartel de Los Soles
  15. Clã do Golfo
  16. PCC (Primeiro Comando da Capital)
  17. CV (Comando Vermelho)
  18. Assassinos Chone
  19. Os Viagras
  20. Cartel de Juárez (La Línea)
  21. Grupos dissidentes das FARC, incluindo FARC-Estado Mayor Central, FARC-Segunda Marquetalia, ou seus nomes alternativos, afiliados e grupos sucessores.
  22. ELN
  23. Sendero Luminoso (Sendero Luminoso)
  24. Los Tiguerones

O que é o Escudo das Américas?

A aliança, que também é conhecida como “Coalizão das Américas contra os Cartéis”, começou com 12 países membros e já alcançou 19 integrantes.

O foco declarado da aliança é combater o narcotráfico, que, segundo os Estados Unidos, tem origem na América Latina e atravessa o continente para abastecer o território americano com drogas, por meio de grupos criminosos organizados – os cartéis.

Além disso, a iniciativa serve para reforçar a narrativa sobre segurança na fronteira sul dos Estados Unidos, incluindo o combate à imigração ilegal.

Operações conjuntas e tropas estacionadas

A aliança funciona principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.

“É esse modelo de operação que está agora servindo como exemplo para essas outras operações militares”, explicou a editora de Internacional.

Além das operações coordenadas, três países já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em solo latino-americano: Colômbia, Equador e Paraguai. Outros países da região estariam em vias de negociar acordos semelhantes com os Estados Unidos.

Toda essa movimentação faz parte do que foi descrito como um plano para fortalecer a primazia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental.

Veja a íntegra da declaração

Nós, Chefes de Estado e de Governo participantes do Escudo das Américas, declaramos conjuntamente nossa intenção de fortalecer a resiliência do Hemisfério Ocidental por meio dos três pilares a seguir do Escudo das Américas: Econômico, Segurança e Coordenação Multilateral.

Para esse fim, declaramos conjuntamente nossa intenção de empreender as seguintes ações, em conformidade com nossas respectivas obrigações legais internacionais e internas:

Defender nossas economias mediante o fortalecimento da cooperação econômica; a exploração de mecanismos de análise de investimentos; a salvaguarda das cadeias de suprimento de minerais críticos por meio de fontes diversificadas e confiáveis; e a promoção de regulamentações sobre fornecedores confiáveis ​​para infraestrutura digital, aplicadas de forma não discriminatória. Reconhecemos que uma segurança duradoura requer desenvolvimento econômico, empregos estáveis ​​e oportunidades tangíveis para a população, e que a soberania econômica é defendida com sucesso quando o capital que entra em nossas nações é transparente e verificável.
Defender a governança democrática contra redes armadas de narcoterrorismo, incluindo a coordenação de sanções, designações e ações financeiras contra terroristas e criminosos; a expansão das forças de segurança pública civis; e o fornecimento de assistência humanitária e de comunicação para defender a vontade popular.
Defender e promover o respeito mútuo pela soberania nacional e pela autodeterminação de cada nação por meio de fóruns multilaterais, para coordenar e promover objetivos e propostas comuns, tais como catalisar ações internacionais de aplicação da lei contra grupos criminosos organizados transnacionais ou buscar reformas necessárias nas organizações multilaterais.
Para promover esses três pilares, os Estados participantes pretendem fortalecer a cooperação por meio de um maior compartilhamento de inteligência; facilitar o acesso, quando apropriado, a tecnologias e capacidades de segurança; promover o treinamento e o desenvolvimento profissional de recursos humanos; e ampliar o intercâmbio de melhores práticas. Os Estados participantes também pretendem aprofundar a cooperação em questões de investimento e economia, bem como fortalecer a consulta e a coordenação de posições comuns sobre temas de interesse compartilhado em fóruns regionais e multilaterais.

Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — que colocam em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta sob os pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo. Assim, declaramos nossa intenção de impor, conforme aplicável e em conformidade com nossas respectivas obrigações legais internacionais e internas: o congelamento de ativos; e restrições de imigração e de vistos para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilidade criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a essas organizações, entre outras medidas. Esta primeira ação conjunta concentrar-se-á nas 24 organizações listadas abaixo, independentemente da denominação que recebam em cada um de nossos países.

Para viabilizar esses objetivos, pretendemos subscrever um pedido formal ao Presidente do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos, solicitando uma reunião de consulta para decidir sobre a criação de um Órgão de Consulta, nos termos dos Artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio). Uma vez convocada a reunião formal do Órgão de Consulta, pretendemos participar em nível ministerial para avaliar a adoção de uma resolução que promova e facilite a ação coletiva contra organizações narcoterroristas, no âmbito do Tratado do Rio. Os Estados participantes do “Escudo” que não são atualmente partes do Tratado do Rio declaram seu apoio a esta iniciativa e expressam sua determinação em contribuir para ela, em conformidade com — e na medida do possível segundo — suas respectivas obrigações jurídicas internacionais e internas, inclusive mediante a participação no Órgão de Consulta, na medida permitida pelo seu Regimento Interno.



Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva

Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF

Ministro questiona relatórios de inteligência da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro do STF Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) com o objetivo de atingi-lo e acusá-lo de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. 

Mendonça acusou Moraes de praticar ele próprio abuso de autoridade e direcionamento de investigação, ao ter solicitado à Polícia Federal, de ofício, ou seja, sem provocação, uma série de relatórios de inteligência contra o relator do caso Master. 

“Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, acusou Mendonça. 

O ministro enviou a manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (22), último dia do prazo para que apresentasse sua defesa no processo em que Moraes pediu uma investigação contra Mendonça. 

O processo foi aberto por Fachin após Moraes ter tornado público um relatório de inteligência da PF com conjecturas a respeito da condução das investigações da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias que teriam sido praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

O documento sugere que Mendonça, na condição de relator, tenha direcionado as investigações para atingir desafetos políticos. Segundo ele, o relatório não é datado nem assinado, tampouco traz estampado o timbre da PF. Outros cinco relatórios do tipo foram encaminhados pela corporação a Moraes. 

“São ‘relatórios’ sem qualquer identificação de autoria, com múltiplas advertências quanto à sua ausência de validade probatória, com avaliações críticas sobre a maneira como as equipes de investigação da Polícia Federal conduzem os inquéritos e um Ministro da Corte promove a supervisão judicial dos procedimentos nos quais é relator”, escreveu Mendonça em sua defesa. 

O ministro apontou que Moraes não demonstrou como soube da existência de tais relatórios, tendo inserido seu nome no Inquérito das Fake News sem suspeita prévia. Mendonça afirmou que o colega usurpou a competência do plenário para investigar ministros do Supremo. 

“Em verdade, o que se verifica é a realização de atividade ilícita da Polícia Federal e a presença de evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade na tentativa de intimidar e obstruir a justiça”, escreveu Mendonça. 

Entenda

A crise entre os dois ministros teve início em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo sobre um relatório da Operação Compliance Zero segundo o qual Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter proximidade com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação, por exemplo, um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram extraídas do celular apreendido do ex-banqueiro. Os investigadores informaram que as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas. 

Em sua defesa, Moraes afirmou que a investigação da PF relatada por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios de inteligência da PF ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fellipe Sampaio/STF