Nova Carteira de Identidade atinge 60 milhões de emissões; veja como tirar

A substituição da atual carteira será obrigatória em 2028 para quem recebe aposentadoria, Bolsa Família, Gás do Povo, entre outros auxílios

A CIN (Carteira de Identidade Nacional) já está nas mãos de 60 milhões de brasileiros. A marca foi superada nesta sexta-feira (31), de acordo com informações do painel de dados do documento, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O novo documento substitui o antigo RG e conta com CPF como número único válido para todo o Brasil.

O número total de emissões equivale a 28,22% da população apta para ter o documento. O Acre é o estado mais avançado na emissão, com 38,21% da população já com a nova carteira.

O novo documento é considerado porta de entrada para os serviços públicos e benefícios sociais.

Quem recebe benefício como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, BPC, Gás do Povo, por exemplo, deverá tirar a nova carteira até o final de 2027.

A partir de 2028, o documento passará a ser obrigatório para esse público, e a base principal para o cadastro biométrico no país.

Para os demais, a substituição poderá ser feita até 2032.

Cronograma para o uso da CIN

Na concessão e renovação de benefícios sociais:

Como emitir

Para fazer a sua CIN, o primeiro passo é acessar o gov.br/identidade, clicar no serviço de agendamento em seu estado e depois marcar o dia e horário para realizar o processo de recolhimento da biometria e conferência de documentos nos Institutos de Identificação estaduais.

É necessário levar a certidão de nascimento ou de casamento para a emissão do documento, cuja 1ª via é gratuita.

Vantagens

Versão digital

A versão digital está disponível no aplicativo gov.br. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar esse aplicativo para baixar a CIN em formato digital. O processo é similar ao que já ocorre com a CNH.

Como fazer

A CIN também amplia a segurança da conta gov.br, pois a nova carteira facilita o acesso a uma conta ouro na plataforma do governo federal.

Atualmente, o gov.br possui mais de 175 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios.

Entre esses serviços estão a Assinatura GOV.BR, o Meu INSS, o Meu SUS Digital e a Carteira de Trabalho Digital.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/Governo Federal

Pix Pensão Alimentícia: entenda o que é e como solicitar

Veja o passo a passo de como aderir ao pagamento automático

Sancionada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei do Pix Pensão Alimentícia possibilita que, mediante determinação judicial, o pagamento mensal da pensão alimentícia seja feito de forma automática na conta da pessoa beneficiária.

A nova regra começa a valer a partir de julho de 2027 e ampliará os mecanismos de cobrança da pensão alimentícia, especialmente nos casos em que o desconto em folha de pagamento não for possível. Nesses casos, o valor poderá ser transferido mensalmente pelo banco, de forma automática, da conta do devedor para a conta do credor, mediante determinação judicial.

De acordo com a legislação até então em vigor, o pagamento dependia da ação voluntária do devedor, que podia ser tanto por transferência como por boleto ou desconto em folha.

Para viabilizar que o procedimento seja feito de forma automática, foram necessárias algumas alterações no Código de Processo Civil.

Entenda como funcionará o Pix Pensão Alimentícia

Quem pode solicitar:

Como solicitar:

Procure assistência jurídica:

Peça ao juiz a transferência automática

Informe os dados bancários

Aguarde a decisão judicial

O sistema passa a funcionar automaticamente

O pagador pode cancelar?

E se não houver saldo na conta?

Leia também

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Obras de infraestrutura avançam em Valparaíso de Goiás

De drenagem e pavimentação a calçadas e novos equipamentos públicos, município amplia investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana

Valparaíso de Goiás vive uma ampla frente de obras de infraestrutura que está transformando diferentes regiões do município. As ações incluem drenagem, pavimentação asfáltica, construção de calçadas e melhorias urbanas, levando mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores de bairros que aguardavam há anos por investimentos.

Por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, coordenada pelo vice-prefeito Waguinho, as intervenções avançam em bairros como Ipanema, Jockey Club, Vila Isabel, Marajó e Santa Rita, com serviços que buscam solucionar problemas históricos e melhorar as condições de circulação e acesso.

“Estamos levando infraestrutura para bairros que esperaram por essas melhorias durante muitos anos. Nosso objetivo é avançar cada vez mais, com obras que resolvam problemas, melhorem a mobilidade e tragam mais segurança e qualidade de vida para quem mora em Valparaíso. É um trabalho que precisa chegar a todas as regiões da cidade”, destaca o prefeito.

No Bairro Ipanema, as obras de asfalto, calçadas e infraestrutura representam uma mudança importante para os moradores. A pavimentação contribui para reduzir os transtornos causados pela lama e pela poeira, enquanto as novas calçadas ampliam a segurança e facilitam o deslocamento de pedestres.

No Jockey Club, as melhorias também acontecem em diferentes frentes. O bairro recebe obras de drenagem para auxiliar no enfrentamento dos alagamentos, teve sua unidade de saúde reformada e agora avança com a pavimentação asfáltica. São intervenções que atendem demandas antigas da comunidade e transformam a realidade de quem conviveu por décadas com ruas sem a infraestrutura adequada.

“Para quem mora aqui, é uma mudança que a gente esperava há muito tempo. Antes era lama quando chovia e muita poeira nos períodos secos. Ver a drenagem, a unidade de saúde reformada e agora o asfalto chegando mostra que o bairro está recebendo a atenção que precisava”, relata um morador do Jockey Club.

Outra frente de destaque está no Jardim Oriente, onde, em parceria com a Goinfra e com apoio do Governo de Goiás, está sendo realizada a pavimentação de 100% do bairro. O investimento é de R$ 5 milhões, com aplicação de asfalto CBUQ, garantindo uma pavimentação mais resistente e adequada ao tráfego. A obra representa um avanço importante para a mobilidade urbana e para a redução dos transtornos provocados por buracos, poeira e alagamentos.

O Jardim Oriente também recebe outros investimentos que ampliam a estrutura disponível para a população. Entre eles estão a construção de uma piscina semiolímpica coberta, uma nova praça com área de convivência nas proximidades da SANFRA e a implantação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que contará com equipamentos modernos e ampliará o atendimento especializado em saúde bucal para a população.

No Bairro Anhanguera, a infraestrutura urbana também ganha reforço com a construção de aproximadamente 1 quilômetro de calçada na Rua Carijós. A ação é realizada pela Secretaria de Infraestrutura em parceria com a Secretaria de Políticas Penais e Cidadania, coordenada pelo secretário de Políticas Penais, Sassá Sampaio, utilizando mão de obra carcerária.

Além de contribuir para a recuperação e qualificação dos espaços urbanos, a iniciativa amplia as condições de acessibilidade, segurança e circulação dos pedestres, transformando espaços que antes apresentavam dificuldades de deslocamento.

As diferentes frentes de trabalho fazem parte de um conjunto de ações voltadas à ampliação da infraestrutura urbana de Valparaíso de Goiás. Com investimentos em drenagem, esgoto, pavimentação e calçadas, o município avança na construção de uma estrutura urbana mais segura, acessível e preparada para atender às necessidades da população.

O trabalho segue em ritmo acelerado, levando obras para diferentes bairros e transformando demandas antigas em melhorias concretas para quem vive em Valparaíso.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Mais de 50% das mulheres dizem ter sofrido violência de parceiros

Somente 11% dos homens admitem ter cometido agressões

Mais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacionamento com homens declararam ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

Os resultados constam na pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira, feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, divulgada nesta quarta-feira (29).

O objetivo do estudo, que ouviu 1,5 mil pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do país, em abril de 2026, é apresentar um retrato atualizado de como a sociedade brasileira percebe a violência doméstica e familiar.

“A violência contra a mulher no Brasil segue em patamares alarmantes e crescentes: em 2025, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, e 155 mil denúncias de violência, o que equivale a 425 casos por dia”, diz Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Vera avalia que os números revelam não apenas a persistência de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais no ambiente doméstico, mas os desafios ainda enfrentados para a efetiva proteção das mulheres, mesmo depois de duas décadas da Lei Maria da Penha. 

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, é considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil.

O principal entrave apontado pelas mulheres para efetivar uma denúncia de violência doméstica e familiar é a sensação de impunidade, mencionada por 56% das entrevistadas. Em seguida, a lentidão da Justiça na condução dos processos relacionados à violência doméstica no Brasil é citada por 39%.

Além disso, a maioria das mulheres (77%) acredita que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens. A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força. A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por 3 em cada 4 mulheres.

Segundo as entidades que produziram a pesquisa, os resultados mostram avanços importantes promovidos pela legislação, mas indicam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural, e concluem que a superação desse cenário exige atuação articulada do Estado.

Conhecimento sobre a Lei

“Os dados mostram a Lei Maria da Penha como um mecanismo consolidado e reconhecido pela sociedade como essencial na proteção das mulheres. No entanto, o estudo também acende um alerta: a lei, isoladamente, não é vista como suficiente no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva.

A pesquisa conclui que, após 20 anos, a Lei Maria da Penha é amplamente difundida no Brasil e que praticamente toda a população conhece ou já ouviu falar dela. Metade das mulheres (49%) afirma conhecer bem a legislação. Apesar disso, 82% das brasileiras entendem que, sozinha, ela não é suficiente para enfrentar o problema de forma efetiva.

Sete em cada 10 mulheres sentem que essa lei tem impacto real na vida das mulheres e mais da metade (54%) se sente mais protegida pela existência da lei. Para 3 em cada 4 brasileiras, a lei faz com que elas se sintam mais conscientes sobre os riscos de sofrer violência.

A maioria das mulheres avalia que, antes da Lei Maria da Penha, havia maior impunidade e menor proteção às vítimas: 81% acreditam que predominavam a omissão diante da violência e a falta de acolhimento às mulheres, enquanto 64% consideram que as punições aplicadas aos agressores eram brandas.

Essa legislação é espontaneamente descrita pela maioria das brasileiras como destinada à proteção das mulheres. Nove em cada 10 mulheres (88%) afirmam conhecer a previsão da lei para casos de violência física, mas menos da metade (46%) conhece a inclusão da violência patrimonial entre as formas de violência previstas na lei.

As medidas protetivas de urgência presentes na lei são conhecidas por oito em cada 10 brasileiras (83%). No entanto, o conhecimento sobre as medidas de proteção patrimonial alcança apenas 38% dessas mulheres.

A diretora de pesquisa ressalta que uma parcela significativa da população ainda naturaliza comportamentos violentos em relacionamentos, sobretudo aqueles ligados a controle e vigilância.

“Isso é bastante preocupante porque, como mostra a pesquisa, a violência psicológica é a realidade mais frequentemente enfrentada pelas mulheres.”

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Freepik