Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira será visto em todo o Brasil

Ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira

A partir das 23h34, hora de Brasília, desta quinta-feira (27), um eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o território brasileiro. O ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira (28), quando estará na fase mais obscura.

A astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento disse que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. 

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra”, explicou à Agência Brasil.

“A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”.

“No ano que vem, vamos ter dois eclipses só penumbrais. A Lua vai passar só pela penumbra e vai sair”, adiantou Josina Oliveira.

De acordo com a astrônoma, todos os eclipses ocorrem com Lua cheia e o formato depende do quanto ela vai entrar na sombra da Terra. 

“Se o plano de órbita da Lua em torno da Terra fosse o mesmo do plano de órbita da Terra em torno do Sol, toda Lua cheia teria eclipse, mas acontece que não, porque a Lua faz um plano de órbita que é inclinado em 5 graus em relação ao outro”, explicou.

Para ter uma boa observação do fenômeno é preciso paciência.

Segundo Josina Oliveira, ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, ainda não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua.

“A gente sabe que ela está lá, porque às 22h24 vai entrar na penumbra, mas entre 22h24 e 23h34, que é a hora que ela vai começar a entrar na umbra, a gente vai olhar para a Lua e vai ver iluminada igualmente. Não dá para perceber nenhuma diferença olhando para ela. Agora, quando for 23h34, aí começa a perceber a diferença”, explicou, acrescentando que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua.

“É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou.

Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. 

“Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”.

Nesse fenômeno de agosto, a fase parcial levará 3h18. Vai começar às 23h34, o máximo vai ser às 1h13, já do dia 28, e o final do eclipse parcial vai ser às 2h52.

Mesmo quem estiver em fuso diferente do horário de Brasília, subtrai a diferença e poderá observar o fenômeno no mesmo instante. 

“Quem estiver no fuso de menos 4 horas, diminui 1 hora dos horários [previstos para os movimentos]. O instante é o mesmo, mas a hora no relógio é diferente”.

Olho nu

Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, esse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. 

“No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou.

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”.

Admiração

Para a astrônoma, o fenômeno do eclipse envolve as pessoas por causa da admiração pelo céu, o que ajuda muito na divulgação e educação relacionadas a esses eventos.

“A gente tem muita ligação com escolas, projetos de educação de professores, de observação na praça e em várias cidades do Rio e do Brasil, o Ciência Cidadã, envolvendo as pessoas com a ciência através da astronomia, porque o céu é envolvente. Não conheço, em 47 anos de profissão, e nunca ouvi ninguém dizer que não gosta de olhar para o céu”, disse.

Transmissão

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail comunicacao@on.br.

Horários:



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Centro-Oeste tem três alertas ativos para chuvas e baixa umidade

Informações são do Instituto Nacional de Meteorologia

O Centro-Oeste, Sudeste e norte da Região Sul permanecem nesta quarta-feira (26) com alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Pode ocorrer tempestades especialmente no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

No Centro-Oeste do país há três alertas ativos. Um deles é amarelo de perigo potencial para tempestade no centro-sul do Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande.

Os outros dois avisos são para baixa umidade do ar, sendo um laranja de perigo no leste e nordeste de Mato Grosso, noroeste e norte de Goiás e outro amarelo de perigo potencial nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, e no Distrito Federal.

A temperatura mínima prevista é de 19 graus Celsius (°C) em Campo Grande e Brasília. A máxima chega a 39°C em Cuiabá.

Na Região Norte, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar chega ao centro-sul de Tocantins, incluindo a capital Palmas. Há previsão de pancada de chuva isolada no norte do Amazonas e do Pará e em Roraima.

Já no Acre, Rondônia e demais áreas do Amazonas e no Amapá pode ocorrer chuva isolada.

Os termômetros nas capitais marcam mínima de 22°C em Palmas e a máxima chega a 38°C em Porto Velho.

No Nordeste brasileiro, o dia é de poucas nuvens, com alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar no extremo sul do Maranhão, sul do Piauí e noroeste da Bahia. A umidade melhora em direção ao centro do Maranhão, grande parte do Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, e para as regiões norte e central da Bahia, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.

Há possibilidade de chuva isolada no leste de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No litoral da Bahia, a chuva isolada pode ocorrer durante a noite.

A temperatura entre as capitais será de 19°C a mínima, e 37°C a máxima, ambas em Teresina.

No Sudeste instabilidades provocam chuvas isoladas em São Paulo, Rio de Janeiro, triângulo mineiro e sul de Minas Gerais, pela manhã.

Durante a tarde, nessas regiões podem ocorrer chuvas mais intensas com trovoadas, inclusive no Espírito Santo. Durante a noite pode chover em todas as capitais da região.

A temperatura mínima será de 15°C em São Paulo, e a máxima pode chegar a 30°C em Belo Horizonte.

A Região Sul também está sob o alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas principalmente no Paraná e no centro-norte de Santa Catarina. No extremo sul do Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai, a nebulosidade aumenta com possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas o dia será de sol e poucas nuvens.

Nas capitais, a temperatura mínima prevista é de 11°C em Porto Alegre, e a máxima de 27°C também em Porto Alegre.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  José Cruz/Agência Brasil

Organização lança no Brasil movimento Um Dia sem Internet

Intenção é engajar 200 mil brasileiros simultaneamente

Sair da rotina da internet e das redes sociais de todo o mundo, incentivando, por outro lado, o tempo offline com qualidade, é o objetivo do primeiro Dia do Reset (Reset Day), que será lançado nesta quarta-feira (26), no Brasil, pela Outward Bound Brasil (OBB), organização educacional internacional voltada ao desenvolvimento humano por meio de experiências ao ar livre.

O dia será marcado pelo lançamento de um filme manifesto e a abertura de inscrições para a ação, que acontecerá no dia 26 de setembro próximo, em todo o país. A iniciativa é gratuita e baseada na escolha do que cada pessoa fará com a sua pausa das redes.

A intenção é engajar 200 mil brasileiros simultaneamente e registrar entre 250 mil a 700 mil horas desconectadas de redes e dispositivos por 24 horas. O conceito é Um dia. Redes Sociais fora do ar. Você dentro da vida.

O Dia do Reset foi criado pela Outward Bound nos Estados Unidos, em 2025, com o nome The Reset. A iniciativa convida jovens, famílias, escolas, empresas e comunidades a realizarem uma pausa voluntária das redes e dedicarem esse período à natureza, à convivência, às relações presenciais e à reconexão consigo mesmos.

Na edição inaugural nos Estados Unidos foram reunidos 51 mil participantes, resultando em 328 mil horas de desconexão digital.

Fundada em 1941, em Aberdyfi, no Reino Unido, a Outward Bound é pioneira na aprendizagem experiencial ao ar livre. 

A organização está presente em seis continentes, onde realiza experiências voltadas ao desenvolvimento humano. No Brasil, a OB está desde o ano 2000. 

A organização utiliza a natureza como parte central de sua metodologia, desenvolvendo programas para crianças, adolescentes, adultos, famílias, escolas, organizações sociais e empresas.

Ansiedade e depressão

Estudos mostram que, no Brasil, as pessoas costumam passar em torno de 116 horas por semana conectadas à internet, o que significa a média de 52 anos, 9 meses e 16 dias vividos de forma online. 

De acordo com estimativas, o Brasil seria o segundo país no mundo em tempo médio de uso de redes sociais.

O conselheiro da OBB Eduardo Becker chama a atenção para os números que o Brasil apresenta. 

“O Brasil figura sempre entre os primeiros lugares no tempo de uso de redes sociais, com 54% dos jovens tendo algum quadro de ansiedade ou pânico; 80% não fazem o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, alerta o conselheiro.

Becker avalia que o que se observa é uma pandemia silenciosa. E ressalta, no entanto, que o Dia do Reset não é contra a tecnologia

“Todos nós usamos a tecnologia. O evento só quer jogar luz sobre a questão do equilíbrio. É quando a gente usa a tecnologia de forma intencional ou quando ela está usando a gente. O que nós queremos é que as pessoas entendam que a tecnologia tem seu papel, mas que estar presente nos lugares, entender que a vida real é mais importante é uma questão de saúde”, disse Becker à Agência Brasil.

O diretor executivo da Outward Bound Brasil, Andreas Martin, conhecido por Fish, acrescenta que a proposta não é se desconectar da tecnologia, mas alcançar o equilíbrio e ter em mente que antes de sermos usuários digitais, somos pessoas. 

“E construir uma vida significativa exige tempo, presença e espaço para estar com o outro e consigo mesmo”, ressalta.

Escolha pessoal

A proposta do dia sem internet convida as pessoas a voltar ao dia a dia, e que cada participante que se inscrever escolha como vai preencher o tempo livre durante a ação, com caminhada, banho de rio, jogo em família, rodas de conversa. Algumas horas de contemplação offline são algumas sugestões.

Mais de 80 empresas já foram mobilizadas para o dia 26 de setembro. O movimento conta também com patrocinadores que financiam bolsas para jovens em situação de vulnerabilidade em programas educacionais da OBB. Escolas, empresas e famílias poderão organizar suas próprias atividades, cada uma no seu formato.

Apoiam a mobilização, entre outras personalidades, o pediatra Daniel Becker; o escritor e educador Ilan Brenman; Aretha Duarte, primeira mulher negra latino-americana a alcançar o cume do Everest; Gabriel Abdalla, idealizador da plataforma Reconecta; e Beto Pandiani, conhecido velejador brasileiro. 

O ponto de contato para a ocupação de espaços públicos é o coletivo Entre Parques.

O movimento disponibilizará pelo site oficial o acesso a materiais educativos e guias de atividades sugeridas.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  Joédson Alves/Agência Brasil

Salário do STF dá ‘condição média’ de vida, diz André Mendonça

Segundo o Portal da Transparência do STF, ministro recebe média mensal de R$ 26.004,16

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o salário de um magistrado proporciona uma “condição média” de vida, ainda que “muito acima” do restante dos brasileiros.

“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, afirmou Mendonça.

Apesar de não proporcionar uma “vida nababesca”, como descreveu o ministro, os magistrados são uma classe privilegiada. “Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, disse.

A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira (21) na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo o Portal da Transparência do STF, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano variaram de R$ 18.881,92 (abril e maio) a R$ 43.028,21 (janeiro), somando R$ 182.029,10 no período. A média mensal é de R$ 26.004,16.

No mesmo evento, o ministro falou sobre as dificuldades do trabalho na Corte. Os dois primeiros anos no STF, disse, “foram períodos de muita infelicidade”. Hoje ele vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”.

André Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é relator das duas investigações mais sensíveis em curso na Polícia Federal: a que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Gustavo Moreno/STF