Figurinhas falsas da Copa do Mundo: Procon apreende mais de 2 mil cards

Orientação é redobrar a atenção ao adquirir figurinhas e álbuns do campeonato

Figurinhas falsas da Copa do Mundo
Orientação é redobrar a atenção ao adquirir figurinhas e álbuns do campeonato (Foto: Procon-GO)

O Procon Goiás apreendeu 324 pacotes de figurinhas falsas da Copa do Mundo, com indícios de falsificação, em fiscalização realizada nesta terça-feira (23/06), em dois estabelecimentos do Setor Central, em Goiânia. Ao todo, foram recolhidos 2.268 cards comercializados como compatíveis com o álbum oficial do mundial.

Os pacotes eram vendidos a R$ 4, valor um pouco abaixo do praticado no mercado. Durante a ação, os fiscais identificaram características visuais semelhantes às figurinhas oficiais, mas encontraram diferenças na qualidade do papel e da impressão, o que indica que se tratava de produtos não oficiais. Também não foi apresentada nota fiscal dos itens.

Além da apreensão, a fiscalização verificou que a rede social de uma das lojas anunciava o álbum como se fosse original. A prática pode configurar propaganda enganosa, já que pode induzir o consumidor ao erro sobre origem, autenticidade, qualidade e procedência da mercadoria.

Como identificar figurinhas falsas da Copa do Mundo

Figurinhas falsas da Copa do Mundo
Consumidor deve conferir informações do fabricante e distribuidor nos pacotes (Foto: Procon-GO)

O Procon Goiás orienta o consumidor a redobrar a atenção ao comprar figurinhas e álbuns da Copa do Mundo. A recomendação é priorizar bancas, papelarias, livrarias e estabelecimentos reconhecidos, além de conferir se o produto traz informações claras sobre fabricante e distribuidor.

Alguns sinais podem indicar falsificação, como diferença na qualidade da impressão, tonalidade das cores, acabamento, textura do papel e preços muito abaixo dos praticados no mercado. Erros ortográficos também merecem atenção no momento da compra.

Cuidados na compra de figurinhas pela internet

Nas compras on-line, a orientação é adquirir produtos apenas em lojas autorizadas. Sites confiáveis costumam ter cadeado na barra de navegação e endereço iniciado por https://.

Também é importante verificar avaliações de outros consumidores e desconfiar de anúncios que prometam produtos raros ou coleções completas por valores incompatíveis com os praticados no mercado.

Figurinhas falsas da Copa do Mundo
Fiscais identificaram encontraram diferenças na qualidade do papel e da impressão do material apreendido (Foto: Procon-GO)

Alô Valparaíso/* Com as informações do Procon-GO | Foto: Procon-GO

Prefeitura inaugura nova sede do Programa Primeira Infância no SUAS

Unidade será aberta no Jardim Céu Azul e oferecerá atendimento às famílias acompanhadas pelo programa

A Prefeitura realizará, na próxima segunda-feira, 29 de junho, às 16h, a inauguração da nova sede do Programa Primeira Infância no SUAS. O espaço está localizado na Rua 76, Quadra 155, Lote 14, no Jardim Céu Azul. A cerimônia será aberta à população, que poderá conhecer a estrutura preparada para ampliar o atendimento às famílias beneficiadas.

O Programa Primeira Infância no SUAS integra a rede pública de serviços socioassistenciais organizada pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O objetivo é garantir proteção social e acompanhamento às famílias em situação de vulnerabilidade, com foco no desenvolvimento das crianças. A nova unidade reunirá equipes socioassistenciais e contará com recursos para fortalecer o trabalho já realizado no município.

Segundo a administração municipal, o investimento busca qualificar os serviços oferecidos e ampliar o cuidado com a primeira infância. O SUAS atua em todo o país por meio de programas, projetos e benefícios voltados à proteção social, e a inauguração da nova sede representa mais uma etapa na consolidação dessas ações no município.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

59% apoiam classificar PCC e CV como terroristas

Levantamento do Datafolha também revela rejeição à atuação americana em território nacional sem autorização do Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (23) aponta que 59% dos brasileiros concordam total ou parcialmente com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Por outro lado, 22% discordam totalmente e 11% em parte.

Apesar do apoio à medida adotada pelo governo americano, a maioria da população rejeita uma eventual atuação dos Estados Unidos contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização das autoridades nacionais. Segundo o levantamento, 74% são contrários a esse tipo de intervenção.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que a decisão dos Estados Unidos é amplamente conhecida pela população. Ao todo, 83% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Entre eles, 35% disseram estar bem informados sobre o assunto, enquanto 37% afirmaram estar mais ou menos informados.

Enquanto isso, 13% responderam que não souberam da classificação e 11% souberam, mas estão mal informados. 5% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Os resultados refletem a preocupação dos brasileiros com o avanço do crime organizado no país. Em dezembro do ano passado, outra pesquisa Datafolha mostrou que a segurança pública aparece entre os principais problemas nacionais, sendo citada por 16% dos entrevistados. O tema ficou atrás apenas da saúde, mencionada por 20%, e à frente da economia, com 11%.

Além disso, uma pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Datafolha, apontou que quase 70 milhões de brasileiros percebem a presença do crime organizado — como tráfico de drogas, facções ou milícias — no local onde moram.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados

790 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.

O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.

>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:

Os peixes e invertebrados aquáticos são classificados em outra lista também atualizada neste ano e divulgada no mês de abril.

A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

Proteção da biodiversidade

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirma Capobianco.

O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil