Caiado compara cenário eleitoral à ‘síndrome de Estocolmo’ ao criticar Lula e Flávio Bolsonaro

Ex-governador de Goiás destacou a alta rejeição dos dois adversários, registrada nas pesquisas

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, ironizou nesta sexta-feira (31), em Belo Horizonte, o desempenho de seus principais adversários nas pesquisas de intenção de voto. Na 43ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, o ex-governador de Goiás afirmou considerar “curioso” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderem a corrida eleitoral mesmo registrando elevados índices de rejeição.

Ao comentar o cenário, Caiado comparou a preferência do eleitorado pela dupla ao que chamou de “síndrome de Estocolmo”. “Como é que os dois mais rejeitados, que chegam a 50% de rejeição cada um, ainda estão com esse percentual no primeiro turno? Aí me vem a ideia do médico sobre aquela síndrome de Estocolmo. As pessoas, de repente, se apegam àqueles que estão tanto judiando o Brasil”, declarou.

Na sequência, o candidato afirmou acreditar que o eleitorado passará a priorizar o debate de propostas ao longo da campanha. Segundo ele, os dois adversários concentram esforços em ataques mútuos, enquanto temas como o custo de vida, a evasão escolar e o avanço das facções criminosas deveriam ocupar o centro da disputa eleitoral.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Michelle diz que anunciará decisão sobre candidatura na convenção do PL no domingo

Ex-primeira-dama afirma que medidas contra Jair Bolsonaro influenciam em decisão de disputar ou não vaga no Senado

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (31), que ainda não definiu se disputará uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Segundo ela, a decisão será anunciada durante a convenção do PL (Partido Liberal) no Distrito Federal, marcada para domingo (2), às 17h.

Durante entrevista coletiva, Michelle revelou que a definição depende de uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que as medidas cautelares impostas ao marido influenciam a decisão.

“Eu estou conversando com o meu marido ainda, até porque eu estou limitada, estou presa com o marido, o que impossibilita também de fazer campanha. E tudo que eu faço, eu gosto de fazer bem feito, então a gente deve definir até amanhã. Devo me pronunciar na convenção”, afirmou.

Apesar de não confirmar a candidatura, Michelle reconheceu que há expectativa dentro do partido para que ela dispute o cargo. “É uma expectativa do presidente e do nosso grupo estar apoiando a nossa senadora e nossos deputados federais”, declarou.

PL Mulher

Questionada sobre a decisão de deixar a presidência do PL Mulher, Michelle afirmou que considera esse ciclo encerrado, sem detalhar quais serão os próximos passos dentro da legenda.

No fim de junho, ela anunciou a saída do comando do segmento feminino do partido para se dedicar “integralmente” aos cuidados do marido, que está em regime de prisão domiciliar.

Estado de saúde de Bolsonaro

A ex-primeira-dama também comentou o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Segundo ela, o ex-presidente está bem e apresentou melhora do quadro de soluços.

Michelle também voltou a criticar as restrições impostas ao ex-presidente, especialmente em relação às visitas dos filhos. “Sobre as visitas, os filhos… é uma injustiça”, afirmou.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Alan Santos/PR

PF abre investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência em contratos da Saúde

Segundo a corporação, há indícios de favorecimento ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’

A PF (Polícia Federal) vai investigar uma suspeita de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em contratos do Ministério da Saúde para o fornecimento de cannabis. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nesta quinta-feira (30), a abertura do inquérito após pedido da PF apresentado na última sexta-feira (24).

Segundo relatório da corporação, há indícios de que Lulinha teria atuado para influenciar contratos da pasta em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a abertura da investigação causa “estranheza”, mas disse receber a decisão “com tranquilidade”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devolveu autonomia à Polícia Federal após o governo anterior.

“O ex-presidente Bolsonaro, como é de conhecimento público, mudou cinco diretores da Polícia Federal com o objetivo de blindar sua família, seus filhos e seus aliados, coisa que o presidente Lula jamais faria”, afirmou.

O advogado acrescentou que a independência da PF deve ser exercida com responsabilidade e criticou a abertura do novo inquérito. Segundo ele, a medida transmite a impressão de que a corporação estaria promovendo uma “fishing expedition” — expressão utilizada para se referir a uma busca genérica por provas sem indícios concretos.

Ainda de acordo com a defesa, as investigações sobre as fraudes no INSS não encontraram qualquer elemento que relacione Lulinha aos fatos apurados. “A notícia deveria ser que não acharam absolutamente nada. Nada, absolutamente nada, tem relação direta ou indireta com o Fábio”, afirmou Marco Aurélio de Carvalho.

O advogado também sustentou que o inquérito confirmará que Lulinha não tem qualquer relação com os negócios empresariais da empresária Roberta Luchsinger, que teria apresentado o filho de Lula ao “Careca do INSS”.

Procurada, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que não tem conhecimento do tema nem do pedido de abertura do inquérito.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução

Quaest em Goiás: 64% aprovam governo de Daniel Vilela, e 12% desaprovam

Pesquisa mostra também que avaliação positiva é de 53%, e a negativa, de 4%.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra que 64% dos eleitores de Goiás aprovam o governo de Daniel Vilela, enquanto outros 12% desaprovam. O levantamento mostra também como está a avaliação do governo do estado. Veja os números:

Como está a avaliação do governo:

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número GO-01701/2026.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Rômullo Carvalho/Secom de Goiás