Trump diz que Lula é uma “pessoa muito volátil” em entrevista

Presidente americano fez a declaração ao “The Axios Show” e disse não se importar com o brasileiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o presidente Lula é uma pessoa muito volátil em uma entrevista para o âncora do “The Axios Show”, Marc Caputo.

“Eu vi o Brasil, o líder que eu conheço um pouco. Ele é uma pessoa muito volátil”, afirmou Trump a Caputo. O apresentador, então, comenta que o Republicano “não é fã do [presidente] Lula.”

“Eu não penso nele, para ser honesto com você. Eu realmente não penso nele. Eu não poderia me importar menos”, respondeu o presidente americano. E acrescentou: “Mas ele é um tipo de pessoa diferente agora. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi muito volátil e tudo bem.”

Encontro na cúpula do G7 na França

Os dois líderes se encontraram em Évian-les-Bains, na França, na quarta-feira (17). Um vídeo obtido pelo ICL Notícias mostrou Trump cumprimentando Lula, dizendo: “Tudo bem? Bom trabalho.” Lula não se pronunciou sobre o breve encontro.

Na noite anterior, terça-feira (16), o analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, apurou que os dois haviam se encontrado e trocado cumprimentos.

Durante coletiva de imprensa, Trump disse a jornalistas que a situação política no Brasil se tornou perigosa. Na ocasião, o presidente americano disse que havia ficado sabendo sobre a prisão de “Bolsonaro Jr.”, se referindo ao ex-deputado Federal, Eduardo Bolsonaro. Na fala, Trump pareceu confundir Eduardo com o irmão e senador, Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência do Brasil.

Posteriormente, o presidente Lula, ao falar com jornalistas, disse que não solicitou uma reunião bilateral com Trump para falar sobre tarifas “porque estamos negociando”. O brasileiro disse, ainda, que em sua visita a Trump na Casa Branca em maio desse ano, ele apresentou um documento sobre o combate ao crime organizado, mas ficou surpreso quando o Departamento de Estado dos EUA designaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva

Imprensa internacional liga caso Master ao governo Lula após ação contra Jaques Wagner

Veículos destacam que escândalo atinge o entorno do Planalto às vésperas das eleições e enfraquece discurso contra a oposição

A inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, entre os alvos da nona fase da Operação Compliance Zero repercutiu em veículos da imprensa internacional, que destacaram a aproximação das investigações do caso Master com o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As publicações consideraram que o episódio amplia o alcance institucional do escândalo e reforça seu potencial de influenciar as eleições de outubro. Esta é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula.

A agência Reuters classificou o escândalo do Master como uma “bola de neve” de corrupção que atinge cada vez mais atores políticos. Também destacou a longa relação entre Lula e Jaques Wagner, que inclui passagens por ministérios e o período em que o senador governou a Bahia.

A rede de notícias Al Jazeera, do Catar, afirmou que a fraude bancária atingiu “ambos os lados do espectro político brasileiro” e pode influenciar as eleições.

Também lembrou a divulgação de áudios nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial, pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar um filme sobre a trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na Argentina, o jornal Clarín ressaltou que a presença de Jaques Wagner entre os investigados aproxima o escândalo do governo federal em um momento em que o presidente busca a reeleição. “Lula, que admitiu ter se encontrado com Vorcaro em 2024, prometeu que o caso seria investigado ‘até as últimas consequências’”, diz a reportagem.

O jornal relembrou que a crise teve origem após a liquidação do Banco Master e evoluiu para uma apuração sobre vínculos entre Daniel Vorcaro e uma série de autoridades. Destacou ainda os efeitos do caso sobre a campanha de Flávio Bolsonaro, apontando que o senador perdeu pontos nas pesquisas após as revelações sobre o financiamento do filme.

Apoio de aliados

A Bloomberg afirmou que aliados do presidente passaram a defender publicamente Jaques Wagner após a divulgação das informações sobre a operação. Foi o caso do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Segundo a reportagem, eles reconhecem maior dificuldade em associar o escândalo exclusivamente a adversários políticos depois que a investigação passou a envolver figuras ligadas ao governo.

A agência Associated Press frisou que as apurações sobre o Master e as relações de Vorcaro têm “atingido diversos políticos brasileiros a poucos meses das eleições gerais de outubro.”

Suspeitas sobre o senador

A nona fase da Operação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira (18), teve Jaques Wagner como alvo principal de busca e apreensão. A PF suspeita de que ele tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões, por meio de uma empresa ligada a familiares. Em contrapartida, o político teria atuado em favor do Banco Master no Congresso Nacional.

A assessoria do senador divulgou nota afirmando que ele não agiu em benefício do Master e está à disposição das autoridades. “O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas”, diz trecho do comunicado.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Disputa presidencial no Distrito Federal apresenta empate técnico entre Flávio e Lula

Pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política mostra equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem de Caiado em cenário de segundo turno

A primeira rodada da pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política, realizada entre 11 e 15 de junho, indica que a corrida presidencial no Distrito Federal está tecnicamente empatada. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-08746/2026, ouviu 1.095 pessoas de forma presencial e apresenta margem de erro de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Na consulta estimulada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 34,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, soma 31,1%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 11,6%, desempenho superior ao observado em pesquisas nacionais. Romeu Zema (Novo) tem 2,7%, Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2,6% e Renan Santos (Missão) alcança 2,1%. Entre os entrevistados, 11,8% afirmaram que votarão em branco ou nulo e 3,9% não souberam responder.

Na consulta espontânea, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm a polarização. O presidente reúne 27,4% das intenções e o senador, 27,1%. Caiado aparece com 5,3%, Zema com 1,2% e Renan Santos com 1,1%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, foi citado por 0,9% dos entrevistados. Votos em branco ou nulos somam 13,2% e 20,8% não souberam responder.

Em cenários de segundo turno, Lula aparece em desvantagem. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 39% contra 45%. Em disputa com Caiado, o resultado seria 34,9% para Lula e 53,2% para o ex-governador goiano. Já contra Zema, o placar é de 39,2% para Lula e 40,3% para o adversário, dentro da margem de erro. Segundo Alexandre Garcia, CEO do OPINIÃO Inteligência Política, a alta rejeição ao presidente é determinante. O levantamento mostra que 53,9% dos eleitores do DF não votariam em Lula de forma alguma. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,5%. Caiado aparece com menor índice, 25,6%. Joaquim Barbosa registra 31,9%, Zema 33% e Renan Santos 36,7%.

O estudo também avaliou a influência dos pré-candidatos como apoiadores de outros nomes. Para 61,3% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro não altera a decisão de voto. No caso de Lula, o percentual é de 50,8%. Além da indiferença, há impacto negativo: 13,5% afirmam que não votariam em um candidato apoiado por Flávio Bolsonaro e 23,5% rejeitam nomes indicados por Lula. Por outro lado, 23,6% dizem que o apoio de Flávio Bolsonaro aumentaria a chance de voto, proporção semelhante à de Lula, com 23,2%.

A pesquisa reforça o cenário de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no Distrito Federal, mas também evidencia o espaço conquistado por Ronaldo Caiado, especialmente em simulações de segundo turno.

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado

Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Deputados afirmam que ministro do Supremo cometeu crime de responsabilidade

Deputados da oposição enviaram ao Senado mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (17).

Na denúncia, os parlamentares alegam que o ministro cometeu crime de responsabilidade. O documento enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pede a apuração dos fatos e a criação de uma comissão especial para análise, instrução e emissão de parecer sobre os fatos narrados.

A decisão veio dias após a Corte Suprema de Cassação da Itália divulgar um documento que expõe os motivos que levaram à decisão de anular a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, citando Moraes.

Segundo as autoridades, ele teria agido de forma parcial, por ter sido vítima dos crimes praticados pela ex-parlamentar no contexto da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), uma vez que um mandado de prisão falso em nome de Moraes foi inserido no site do órgão.

De acordo com os parlamentares, a gravidade institucional desse episódio não pode ser subestimada.

“A Corte italiana identificou elementos capazes de comprometer a confiança objetiva na neutralidade da atuação jurisdicional desenvolvida no Brasil, especialmente em razão da concentração de funções investigatórias e jurisdicionais em torno da figura do Ministro Alexandre de Moraes”, destaca o documento protocolado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB).

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil