Campanhas de Lula e Flávio exploram a crise do STF para desgastar adversário

Petistas e aliados do senador cobram fim de sigilo: governistas miram Dark Horse, enquanto oposição quer abertura de inquéritos das fake news

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a adotar uma estratégia em comum nesta nova fase da disputa eleitoral: pressionar pela quebra de sigilos de investigações que estão sob a alçada do STF (Supremo Tribunal Federal).

No caso do governo, a pressão foi para que a Corte derrubasse todas as restrições de sigilo relacionadas ao filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção ganhou relevância política para o PT por envolver o adversário Flávio Bolsonaro em negociações relacionadas ao financiamento da cinebiografia.

Também estão no radar possíveis apurações envolvendo aliados e outras fontes de recursos para bancar o filme, entre elas uma investigação relacionada a emendas.

Do lado de Flávio, o movimento é semelhante, mas com outro alvo. O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), acionou Fachin para pedir a quebra de sigilos de outros inquéritos que tramitam no STF: os relacionados às fake news, à chamada milícia digital e às emendas secretas.

Oposicionistas também defendem a retirada de sigilos do processo que apura fraudes nos desvios do INSS. Nesse cenário, a maior aposta é centrada a buscar novos elementos que associem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, no esquema de fraudes.

A estratégia ganha contornos com a proximidade eleitoral. Dos dois lados, há aposta para emplacar investigações que podem produzir efeitos eleitorais durante a campanha, há quase 20 dias do primeiro turno. Ao mesmo tempo, podem evitar que informações parciais ou com recortes específicos sejam usadas por adversários.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro e Ricardo Stuckert/PR

Flávio: fim de sigilo no caso Dark Horse tem ‘impacto zero’

Candidato do PL disse estar “tranquilo” sobre inquérito que investiga filme autobiográfico do pai e cobrou informações sobre INSS, Lulinha e Moraes

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (12) que o fim do sigilo no caso que investiga o financiamento do filme “Dark Horse” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tem “impacto zero”.

A produção retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação do senador, a divulgação das informações permite que a população avalie os dados e tenha confiança nos candidatos.

“Graças a Deus o sigilo foi afastado e tudo está aí às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse, que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo. Eu acho que o impacto é zero. […] Nada melhor do que a luz sobre as trevas para que tudo venha à tona e a população possa fazer seu juízo de valor”, declarou a jornalistas durante um ato de campanha no interior do Rio de Janeiro.

Neste sábado (12), Flávio participou de agendas em Cabo Frio, Macaé e Campos dos Goytacazes. No fim da tarde, o candidato tem um comício previsto em Itaperuna.

O senador também defendeu a retirada de sigilos em investigações que envolvem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito das fake news.

“Agora eu estou aguardando a retirarem o sigilo também do INSS. Eu quero saber o quanto de dinheiro que foi roubado dos aposentados foi parar na conta do Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, chefe de gabinete do Lula, abriu para o filho [do Lula] fazer negócios dentro do governo. Eu quero saber todas as arbitrariedades e perseguições que o Alexandre de Moraes fez dentro do processo das fake news”, disse.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Caiado diz que passou a noite bem e deve sair do hospital amanhã

Ex-governador de Goiás enfrenta pneumonia, mas já planeja retomar agenda de campanha

O candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou em suas redes sociais neste sábado (12) que passou a noite bem e que deve sair do hospital no domingo. O presidenciável pretende retornar sua agenda de campanha já na segunda-feira.

Caiado foi diagnosticado com pneumonia na noite desta quinta-feira (10). Inicialmente, nota médica apontou quadro clínico compatível com faringite aguda. Contudo, uma tomografia de tórax confirmou que o diagnóstico era, na verdade, pneumonia.

O ex-governador de Goiás está internado em hospital na capital paulista desde a quinta-feira (10).

Passei a noite bem e acompanhado da minha Gracinha. Estou cada vez melhor, firme e me recuperando. Se Deus quiser, amanhã estarei em casa e segunda de volta às agendas pelo Brasil. Agradeço de coração cada mensagem de carinho!

— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) September 12, 2026

A equipe de Caiado afirmou que a internação, a princípio, tinha o objetivo de “acelerar a recuperação para retomar o mais breve possível os compromissos da agenda de campanha”. Ele está sob os cuidados da cardiologista goiana Ludhmila Abrahão Hajjar, médica de confiança de Caiado.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

TSE rejeita por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal

Ex-candidato à presidência da República está inelegível até 2032

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (11), rejeitar o registro da candidatura de Pablo Marçal à presidência da República. Os sete ministros votaram pelo indeferimento do pedido de Marçal e seu partido, o PRTB.

O voto da relatora, ministra Estela Aranha, foi seguido pelos ministros Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli.

Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

Além disso, o Ministério Público Federal, responsável por pedir ao TSE a negativa da candidatura, disse que o Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido. Ele estava filiado ao União Brasil.

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Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Pablo Marçal/Instagram