Disputa presidencial no Distrito Federal apresenta empate técnico entre Flávio e Lula

Pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política mostra equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem de Caiado em cenário de segundo turno

A primeira rodada da pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política, realizada entre 11 e 15 de junho, indica que a corrida presidencial no Distrito Federal está tecnicamente empatada. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-08746/2026, ouviu 1.095 pessoas de forma presencial e apresenta margem de erro de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Na consulta estimulada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 34,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, soma 31,1%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 11,6%, desempenho superior ao observado em pesquisas nacionais. Romeu Zema (Novo) tem 2,7%, Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2,6% e Renan Santos (Missão) alcança 2,1%. Entre os entrevistados, 11,8% afirmaram que votarão em branco ou nulo e 3,9% não souberam responder.

Na consulta espontânea, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm a polarização. O presidente reúne 27,4% das intenções e o senador, 27,1%. Caiado aparece com 5,3%, Zema com 1,2% e Renan Santos com 1,1%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, foi citado por 0,9% dos entrevistados. Votos em branco ou nulos somam 13,2% e 20,8% não souberam responder.

Em cenários de segundo turno, Lula aparece em desvantagem. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 39% contra 45%. Em disputa com Caiado, o resultado seria 34,9% para Lula e 53,2% para o ex-governador goiano. Já contra Zema, o placar é de 39,2% para Lula e 40,3% para o adversário, dentro da margem de erro. Segundo Alexandre Garcia, CEO do OPINIÃO Inteligência Política, a alta rejeição ao presidente é determinante. O levantamento mostra que 53,9% dos eleitores do DF não votariam em Lula de forma alguma. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,5%. Caiado aparece com menor índice, 25,6%. Joaquim Barbosa registra 31,9%, Zema 33% e Renan Santos 36,7%.

O estudo também avaliou a influência dos pré-candidatos como apoiadores de outros nomes. Para 61,3% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro não altera a decisão de voto. No caso de Lula, o percentual é de 50,8%. Além da indiferença, há impacto negativo: 13,5% afirmam que não votariam em um candidato apoiado por Flávio Bolsonaro e 23,5% rejeitam nomes indicados por Lula. Por outro lado, 23,6% dizem que o apoio de Flávio Bolsonaro aumentaria a chance de voto, proporção semelhante à de Lula, com 23,2%.

A pesquisa reforça o cenário de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no Distrito Federal, mas também evidencia o espaço conquistado por Ronaldo Caiado, especialmente em simulações de segundo turno.

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado

Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Deputados afirmam que ministro do Supremo cometeu crime de responsabilidade

Deputados da oposição enviaram ao Senado mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (17).

Na denúncia, os parlamentares alegam que o ministro cometeu crime de responsabilidade. O documento enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pede a apuração dos fatos e a criação de uma comissão especial para análise, instrução e emissão de parecer sobre os fatos narrados.

A decisão veio dias após a Corte Suprema de Cassação da Itália divulgar um documento que expõe os motivos que levaram à decisão de anular a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, citando Moraes.

Segundo as autoridades, ele teria agido de forma parcial, por ter sido vítima dos crimes praticados pela ex-parlamentar no contexto da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), uma vez que um mandado de prisão falso em nome de Moraes foi inserido no site do órgão.

De acordo com os parlamentares, a gravidade institucional desse episódio não pode ser subestimada.

“A Corte italiana identificou elementos capazes de comprometer a confiança objetiva na neutralidade da atuação jurisdicional desenvolvida no Brasil, especialmente em razão da concentração de funções investigatórias e jurisdicionais em torno da figura do Ministro Alexandre de Moraes”, destaca o documento protocolado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB).

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

PLP dos combustíveis ajudou a travar urgência do PL da 6×1

Medo de nova “pauta-bomba” no PLP dos combustíveis teria contribuído para governo travar votações na Câmara e manter urgência do projeto da escala 6×1

O receio do governo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis foi um dos fatores para travar a pauta da Câmara e segurar a urgência do PL da escala 6×1 nas últimas semanas. O Planalto temia que a relatora, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), usasse o texto para ampliar benefícios ao agronegócio, criando uma nova “pauta-bomba”.

A proposta perdeu força com a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias. Nesta terça-feira (16), o líder do governo na Câmara e autor do projeto, Paulo Pimenta (PT), confirmou a intenção de retirar o PLP de tramitação caso o acordo internacional se consolide.

Com o cenário internacional favorável, o governo recuou e retirou, ainda pela manhã, a urgência do PL pelo fim da escala 6×1, permitindo a retomada das sessões ordinárias. A medida foi interpretada como um aceno ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se comprometeu a barrar outros projetos de alto impacto fiscal.

Motta já havia pedido a retirada da urgência do PL na semana passada, mas enfrentou resistência do Planalto. Aliados do governo justificavam que o projeto ajudava a pressionar a tramitação da PEC sobre o mesmo tema no Senado, utilizando uma regra criada em 2001.

Na prática, contudo, essa estratégia faria com que a PEC só fosse a voto após o vencimento do prazo de 45 dias da urgência, ou seja, a partir de 15 de agosto. O cenário colidia com as expectativas do próprio governo, que quer que o texto seja votado antes do recesso parlamentar, marcado para o dia 18 de julho.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caiado diz que Flávio perdeu espaço para enfrentar Lula

Ex-governador de Goiás critica pré-candidatura do PL após pesquisas eleitorais apontarem perda de apoio do filho de Jair Bolsonaro

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (15) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu espaço para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno das eleições de 2026. Para Caiado, é a candidatura dele que reúne mais condições em um confronto direto com o petista.

“O Flávio perdeu espaço no segundo turno para a candidatura do Lula”, afirmou durante um evento promovido pela revista Veja. “Qual é o candidato que se aproxima mais do Lula no segundo turno? É a minha candidatura. Ninguém discorda que essa chance, inicialmente, estava com o Flávio, mas hoje ele começa a se distanciar”, completou.

A avaliação do ex-governador de Goiás leva em conta as últimas pesquisas eleitorais, que apontam uma queda nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro. Nesta segunda, por exemplo, a nova pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou uma possível desidratação do senador tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa.

No cenário de primeiro turno com todos os pré-candidatos, por exemplo, Lula subiu de 40% da preferência, na pesquisa de 25 de maio, para um patamar de 42% das intenções de votos no levantamento atual. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 33% no mesmo período.

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados e também amplia a vontagem sobre Flávio Bolsonaro. Contra o pré-candidato do PL, por exemplo, o petista sobe de 47%, no último levantamento, para 49% das intenções de voto agora. Já o senador do PL manteve os 43% que possuía na última pesquisa.

O desgaste do filho 01 de Jair Bolsonaro ocorre após a divulgação das conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil