Buscas sobre eleições crescem 170% desde início da campanha

Segundo a plataforma Google Trends, pesquisas sobre candidatos cresceram e disputa presidencial concentra quatro em cada dez consultas sobre concorrentes

As buscas relacionadas às eleições de 2026 dobraram no Google desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto, segundo dados do Google Trends. No mesmo período, as pesquisas sobre candidatos cresceram 170% no Brasil.

O levantamento mostra que a disputa presidencial concentra a maior parte do interesse dos usuários. Quatro em cada dez buscas que começam com a expressão “candidatos a…” estão relacionadas à eleição para presidente.

As pesquisas por “candidatos a presidente” registraram volume quatro vezes maior do que as buscas por “candidatos a senador” no período analisado.

Brasileiros também pesquisam sobre outros cargos

Apesar da concentração de interesse nos presidenciáveis, os eleitores também buscaram informações sobre candidatos e funções dos demais cargos em disputa.

Entre as dúvidas mais pesquisadas sobre deputados federais estão quem são os candidatos, quanto ganha um parlamentar, quantos votos são necessários para a eleição, quais são suas atribuições e qual é a diferença entre deputado federal e deputado estadual.

No caso dos deputados estaduais, os usuários procuraram informações sobre salário, número de votos necessários, requisitos para candidatura, quantidade de vagas e diferenças em relação ao cargo de deputado federal.

As pesquisas sobre senadores incluem dúvidas sobre o número de vagas em cada estado, a quantidade de senadores eleitos, as atribuições do cargo, o salário e o funcionamento da votação para o Senado em 2026.

Também aparecem entre as consultas relacionadas aos governadores perguntas sobre os candidatos, os salários, as atribuições do cargo e os atuais governadores de estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará.

Confira o ranking de buscas sobre as Eleições 2026, segundo Google Trends

Deputado federal

  1. Quais os candidatos a deputado federal?
  2. Quanto ganha um deputado federal?
  3. Deputado federal são quantos?
  4. Quantos votos precisa um deputado federal?
  5. O que faz o deputado federal?
  6. Posso votar em deputado federal de outro estado?
  7. Quantos deputados federais têm no Brasil?
  8. Tiririca é deputado federal?
  9. Qual a diferença entre deputado estadual e federal?
  10. Quanto custa um deputado federal?

Deputado estadual

  1. Quanto ganha um deputado estadual?
  2. Quantos votos precisa para ser deputado estadual?
  3. O que faz um deputado estadual?
  4. O que precisa para se candidatar a deputado estadual?
  5. Qual a diferença entre deputado estadual e federal?
  6. Quem são os candidatos a deputado estadual?
  7. Quantas vagas para deputado estadual?
  8. Quem ganha mais deputado federal ou estadual?
  9. Posso votar em deputado estadual de outra cidade?
  10. Quantos deputados estaduais por estado?

Senador

  1. Quantos senadores serão eleitos?
  2. Quais são os candidatos a senador?
  3. Senador ganha quanto?
  4. O que um senador faz?
  5. São quantos senadores por estado?
  6. Flávio Bolsonaro é senador?
  7. Michelle Bolsonaro é candidata ao senado?
  8. Quantos senadores têm no Brasil?
  9. Posso votar em senador de outro estado?
  10. Voto para senador, como funciona 2026?

Governador

  1. Quais os candidatos a governador?
  2. Caiado foi governador?
  3. Quem é o governador de São Paulo?
  4. Quem é o governador de Minas?
  5. Quanto ganha um governador?
  6. Quem é o governador do Rio de Janeiro?
  7. Cleitinho é candidato a governador?
  8. Quem são os candidatos a governador do Paraná?
  9. Quais são os candidatos a governador de São Paulo?
  10. Quem é o governador do Ceará?

Presidente

  1. Augusto Cury é candidato a presidente?
  2. Augusto Cury apoiou quem para presidente?
  3. Quem são os candidatos a presidente 2026?
  4. Quanto ganha um presidente?
  5. Quem é Renan Santos candidato a presidente?
  6. Quem está na frente na pesquisa para presidente?
  7. Com quantos anos pode ser presidente?
  8. Quantas vezes Lula foi presidente?
  9. O que faz um presidente?
  10. Pablo Marçal vai se candidatar a presidente?



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Se eu for eleito, as regras do STF serão outras, afirma Caiado

Candidato do PSD à Presidência propôs uma reforma no sistema judiciário

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (4) que, caso seja eleito, a reforma do Judiciário será feita. Em sabatina ao UOL e Folha de São Paulo, o presidenciável disse que a desordem institucional nunca foi uma rotina no STF (Supremo Tribunal Federal). “Assumindo o governo, sem dúvida alguma, as regras serão outras”, disse.

Caiado voltou a defender regras como a exigência de uma idade mínima de 60 anos para ministros do STF, além de uma janela de quatro anos para que ex-ministros possam atuar na advocacia e oito anos para qualquer pretensão política.

“É com isto que nós daremos ao Supremo aquela condição de voltar a ter pessoas que realmente passam ali a ter uma discussão de altíssimo nível do ponto de vista jurídico”, disse.

Em relação à crise institucional que o Supremo enfrenta hoje, o candidato defendeu que todos os sigilos devem ser quebrados, “para que não haja um golpe à democracia”.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/PSD

Caiado endurece discurso e sobe o tom contra o STF em nova propaganda eleitoral

Candidato do PSD reforça discurso de segurança pública e apresenta propostas contra facções e feminicidas

O novo conjunto de peças da propaganda eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD) mostra uma mudança importante de estratégia em relação ao primeiro programa apresentado pelo candidato. Se a estreia na televisão procurou sobretudo apresentar Caiado ao eleitor nacional como um gestor experiente, associando sua trajetória aos resultados obtidos em Goiás, agora a campanha começa a explorar com mais intensidade uma persona de candidato de enfrentamento.

A mudança aparece de forma mais evidente no filme de cerca de dois minutos, dedicado quase integralmente à segurança pública. A peça começa com uma provocação sobre o significado da liberdade no Brasil e rapidamente desloca o foco para a criminalidade.

Caiado questiona onde está a liberdade de quem vive sob o domínio de facções criminosas e milícias e pergunta onde está a soberania do país.

O candidato, então, apresenta propostas de forte apelo punitivista. Entre elas estão a construção de 40 presídios de segurança máxima, a retirada de traficantes de regiões de fronteira e da Amazônia e a chamada “reconquista do território nacional”.

A peça também propõe uma espécie de “Lei do Terrorismo Doméstico” para punir agressores de mulheres e defende o confisco de seus bens.

É uma comunicação bastante diferente daquela utilizada na estreia. Em vez de gastar boa parte do tempo explicando quem é Caiado, a nova produção procura responder “o que Caiado fará” — e o faz a partir de uma agenda que dialoga diretamente com o eleitor conservador: combate ao crime organizado, endurecimento das penas, feminicídio, fronteiras e narcotráfico.

Da segurança pública para o confronto com o sistema

Na pílula de 30 segundos, a campanha abandona o formato de apresentação de propostas e parte para o ataque. Caiado afirma que uma “banda podre” comanda o Brasil há 20 anos e está “corroendo o Brasil por dentro”. Na sequência, cita uma denúncia envolvendo a Suprema Corte e questiona: “O que está acontecendo? Que contratos são esses? Que relações são essas?”.

No trecho mais estratégico, entretanto, Caiado coloca Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo campo de cobrança, afirmando que os dois não darão as respostas necessárias e “também têm que se explicar”. A escolha reforça uma tentativa que já vinha aparecendo na campanha: não se posicionar simplesmente como mais um nome da direita na disputa contra Lula, mas como alguém que pretende cobrar explicações de todos os lados.

Essa estratégia ganhou combustível com a crise envolvendo o STF e as novas revelações relacionadas ao Banco Master. A própria campanha confirmou que as novas inserções foram pensadas para explorar o episódio e elevar o tom das críticas ao Supremo.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/PSD

Flávio Bolsonaro usa crise no STF para chamar apoiadores aos atos do 7 de Setembro

Presidenciável participou de agenda no interior de São Paulo com Tarcísio de Freitas

O presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, participou de uma agenda ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Carlos, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (4). Durante o evento, Flávio usou a crise no STF para convocar apoiadores para o ato que vai realizar no feriado da Independência (7 de Setembro), na Avenida Paulista.

“Todos nós aqui (estamos) muito preocupados com os rumos que um ou outro ministro do Supremo acabam tentando levar o nosso Brasil”, disse Flávio Bolsonário a jornalistas.

“A primeira coisa a fazer é: todos nas ruas no dia 7 de setembro, aqui na Paulista e em todo o Brasil, para protestarmos contra tudo isso que está acontecendo aí”, completou.

Ele voltou a dizer que, depois das revelações desta semana, é “inadmissível” que o ministro Alexandre de Moraes continue no STF. “Nós esperamos que o próprio pleno do STF autorize que ele seja investigado oficialmente.”

Flávio ainda criticou os critérios para indicação de ministros e sinalizou que irá nomear magistrados contra o aborto e contra as drogas.

Sucessão

Ainda durante a coletiva concedida, Flávio apontou que Tarcísio é um bom nome para sua sucessão em 2030, caso ele seja eleito.

“Sem dúvida alguma, Tarcísio é um dos grandes quadros que nós temos na centro-direita. Botou ferrovia para tudo que é lado. É uma pessoa que fez história como ministro da Infraestrutura do presidente Bolsonaro. Assim como tem vários outros quadros também”, afirmou o senador.

O candidato disse que o foco de momento é ser eleito presidente e reeleger Tarcísio em São Paulo no primeiro turno. Vale lembrar que Flávio Bolsonaro prometeu propor o fim da reeleição se eleito.

Alcolumbre

Ainda sobre o caso Banco Master e os pedidos de impeachment contra ministros do STF que tramitam no Senado, Flávio Bolsonaro acusou Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, de tentar proteger Alexandre de Moraes.

“O Davi Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com sua autoproteção”, afirmou. “Ele [Alcolumbre] se equivocou ao querer proteger um amigo em vez de proteger a instituição. Está perdendo uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade do Senado e devolver o Supremo ao povo”, concluiu.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado