Edinho diz que Lula está ‘animado’ para confronto com Flávio no debate da Band deste domingo

Presidente do PT afirma que debate da Band será oportunidade para comparar propostas e cobrar explicações do senador do PL

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste sábado (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “animado” para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no debate da Band, marcado para domingo (18).

“O presidente está muito tranquilo. Está vendo as regras do debate. Vai se preparar. E o que mais queremos é o confronto direto. Queremos que o povo brasileiro possa saber o que representa o Flávio Bolsonaro, que mente o tempo todo”, declarou a jornalistas no QG da campanha.

Edinho também criticou as propostas econômicas do senador e fez referência ao que chamou de “tesouraço” de Flávio.

“São dois projetos distintos de país. Um que garante direitos dos trabalhadores e outro que tira direitos dos trabalhadores. E esses projetos têm que ser confrontados amanhã para saber o quanto o Flávio Bolsonaro mente. E ele vai ter que se explicar. […] Vamos desmascarar todas as mentiras do Flávio Bolsonaro e queremos que ele se explique”, disse.

A agenda de Lula neste sábado (17) e no domingo (18) foi reservada para a preparação para o debate da Band, marcado para as 20h (horário de Brasília). O encontro será o primeiro confronto direto entre o presidente e Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

Flávio, por sua vez, manteve os compromissos de campanha. Na manhã deste sábado, participou de um ato em Vitória (ES) e tem outro compromisso previsto para as 16h, em Salvador (BA). No domingo, o candidato do PL fará um ato pela manhã na Avenida Paulista, em São Paulo.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/YouTube @LulaOficial

Datafolha: 80% apoiam redução da maioridade penal

Apoio à medida chega a 89% entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e a 70% entre os de Lula (PT); pesquisa ouviu 2.520 pessoas em outubro

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é apoiada por 80% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). O levantamento mostra que a proposta tem apoio majoritário entre eleitores dos dois candidatos à Presidência da República, embora os percentuais variem conforme a preferência política.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 89% são favoráveis à redução da maioridade penal. Já entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o apoio é de 70%.

O Datafolha ouviu presencialmente 2.520 brasileiros de 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A opinião dos brasileiros sobre a maioridade penal permaneceu estável em relação à pesquisa realizada em junho. Na ocasião, 79% dos entrevistados eram favoráveis à redução. O índice passou para 80% em outubro, uma oscilação dentro da margem de erro.

A rejeição à proposta passou de 17% para 18% no mesmo período. Outros 2% não souberam responder, enquanto 1% se declarou indiferente à mudança.

Apesar do apoio majoritário, o percentual de brasileiros favoráveis à redução da maioridade penal permanece próximo do menor nível da série histórica do Datafolha, iniciada em 2003. O maior apoio foi registrado em abril de 2015, quando 87% dos entrevistados defendiam a medida e 11% eram contrários.

O que defendem Lula e Flávio Bolsonaro

A redução da maioridade penal voltou ao centro do debate político durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Na quinta-feira (15), durante sabatina na TV Globo, Lula afirmou ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração representa uma mudança em relação a posicionamentos anteriores do presidente.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, incluiu em seu plano de governo a proposta de reduzir a maioridade penal para 16 anos em qualquer tipo de crime e para 14 anos nos casos de crimes graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eleitores com mais de 80 anos têm prioridade absoluta nas filas

Veja quem tem prioridade para votar no primeiro turno de 2026

Em todo o país, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar neste primeiro turno das eleições 2026. E quem vai à urna precisa estar atento às regras de prioridade nas filas de votação. Quem tem mais de 80 anos tem prioridade absoluta. Isso significa que pode passar na frente dos demais eleitores, independentemente do horário que chegar.

O bancário aposentado Adalberto Brandão Ventura tem consciência plena desse direito.

“Aqui eu vou reclamar minha prioridade a hora que chegar lá. Só admito perder para as senhoras gestantes. Demorei a entender a diferença entre preferência e prioridade, mas agora eu entendo, estou chegando na frente de todo lugar.”

Segundo a Justiça Eleitoral, a prioridade dos 80 mais se estende também ao acompanhante do idoso. Têm prioridade também pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, pessoas doentes, autistas, obesos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e doadores de sangue. E ainda eleitores com 60 anos ou mais.

Apesar de o voto não ser obrigatório para quem tem mais de 70, o Washington Luiz de Oliveira fez questão de comparecer às urnas.

“São os próximos anos para os nossos filhos, né? Então, se nós votarmos errado, nós estamos condenando as gerações futuras.”

Também têm prioridade candidatos, juízes e auxiliares eleitorais, servidores da Justiça Eleitoral, promotores e militares ou agentes de segurança que estejam trabalhando durante a eleição.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai 9,7 pontos percentuais

Pesquisadora alerta que etarismo e barreiras físicas afastam idosos

A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos pelo movimento, o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026.

No eleitorado em geral, a abstenção em 2026 foi de 21,08%, o que significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de participar.

O voto é facultativo para eleitores com mais de 70 anos, assim como para os analfabetos e para os jovens com mais de 16 e menos de 18 anos. Na hora de votar, eleitores com mais de 80 anos têm prioridade nas filas das seções eleitorais.

A página da Corte que apresenta os resultados da eleição traz mais detalhes sobre o comparecimento às urnas dos idosos que têm voto facultativo: 

Mais eleitores idosos

A redução ocorreu em um cenário de expansão do eleitorado de mais de 70 anos, que passou de 14,9 milhões, em 2022, para 17,2 milhões de pessoas aptas a votar em 2026. O grupo cresce para 36,8 milhões de eleitores se forem considerados também os que têm mais de 60 anos.

Para a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, o aumento do comparecimento representa um avanço importante, porque é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política.

“Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro”, afirma Cléa.

A pesquisadora Adriana de Queiroz contou que, para entender o que está por trás do não comparecimento nessa faixa etária, o Movimento Voto 70+ conduziu a pesquisa exploratória Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral.

O estudo identificou três perfis entre os eleitores 70+ que deixariam de votar ou não tinham certeza se iriam comparecer às eleições de 2026:

“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, afirma Adriana, que é pesquisadora do Data8, centro de pesquisa, tendências, inteligência e inovação sobre a economia da longevidade.

Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2026 - A psicóloga Maria Lidia Gomes de Mattos vota na zona eleitoral do Colégio Estadual Amaro Cavalcante, no Largo do Machado. - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 A psicóloga Maria Lidia Gomes de Mattos é ajudada por outros eleitores para votar na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo turno

O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que dificultam o comparecimento às urnas. Entre eles, estão as limitações de mobilidade, a ausência de redes de apoio e o etarismo.

No segundo turno, o comparecimento dos 70+ continua a contar com um incentivo relevante: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Em 2026, a medida vale, inclusive, para os que não votaram no primeiro turno.

Brasília (DF) 05/08/2026 -Idoso usando celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Idoso usando celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

‘Vovó vota’

No segundo turno, o Movimento Voto 70+ promoverá também a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições. A iniciativa busca enfrentar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, ausência de redes de apoio e desestímulo familiar.

Em 2022, segundo dados reunidos pelo Data8, 64% das mulheres com mais de 70 anos não votaram, percentual dez pontos superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária. 

Por meio de um guia digital, a campanha reúne orientações práticas para organizar o deslocamento até o local de votação, conferir documentos e oferecer companhia às eleitoras que desejam comparecer às urnas.

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Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil