Real Time Big Data: Daniel Vilela lidera disputa com Marconi Perillo na sequência para o governo goiano

No principal cenário estimulado de primeiro turno, a pesquisa apontou 43% dos votos para o atual governador do estado

A nova edição da pesquisa eleitoral do Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (9), investigou as intenções de voto para o governo do Goiás e mostrou que quem lidera a disputa é o atual governador, Daniel Vilela (MDB).

O candidato é seguido por Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), que, quando colocados contra Vilela em um possível segundo turno, também perdem a disputa para o atual chefe do Palácio das Esmeraldas.

Primeiro Turno

Segundo Turno

Senado

O levantamento também apurou como está a corrida para o Senado no estado, mostrando que Gracinha Caiado (União Brasil) é quem acumula o maior número de intenções de voto, com 23% do eleitorado.

Em seguida, aparecem Gustavo Gayer (PL), com 15%, e Gustavo Mendanha (PRD), com 13%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de julho, por meio de entrevistas com 1.600 pessoas. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número GO-03751/2026.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Montagem Secom-GO/Agência Senado

Flávio chama operação contra Bolsonaro de ‘constrangedora’ e diz que cria ‘cortina de fumaça’

Senador critica busca determinada por Alexandre de Moraes, que investiga supostas inconsistências na entrega de armas

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta quarta-feira (8) para comentar sobre a operação da Polícia Federal na casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a ação “foi muito ruim” e “constrangedora”, além de ter sido realizada na tentativa de “criar uma cortina de fumaça” para “apagar” a ida do senador aos Estados Unidos.

“Na minha percepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento em que eu estou aqui, trabalhando pelo Brasil. Para tentar dividir o noticiário com coisas negativas. […] Não tem mais boa-fé por parte de quem está nos acusando e nem o princípio constitucional de presunção de inocência funciona para o presidente Bolsonaro”, disse o parlamentar durante uma live.

Audiência nos EUA

No sábado (4), o parlamentar embarcou para Washington para participar da audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que discute a proposta de tarifas punitivas ao Brasil.

Em sua fala, o senador também associou a operação a uma tentativa de interferência nas eleições. “Eu sempre falo: não precisa ter medo de mim, só precisa me respeitar. Vai ter que me respeitar. Então, a todo momento, na canetada, tentando interferir nas eleições em vários locais do Brasil”.

Agora à noite, o governo brasileiro divulgou uma nota em que repudia a participação do senador Flávio Bolsonaro na audiência nos Estados Unidos.

Operação na casa de Bolsonaro

Por volta das 7h desta quarta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo o advogado de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, a ação, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nada foi encontrado.

A operação ocorre no âmbito do caso envolvendo o armamento registrado em nome do ex-presidente, que, por determinação de Moraes, deveria ter todos os itens recolhidos pelo Exército. Entretanto, na segunda-feira (6), os militares informaram que uma pistola e uma espingarda de Bolsonaro não estavam no endereço apresentado pela defesa.

Na decisão, o ministro detalha a justificativa da defesa de Bolsonaro, que alegou que uma das armas não encontradas, uma espingarda Maestro Arms Company, está guardada em uma loja de artigos bélicos no Rio Grande do Sul.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/ Instagram @flaviobolsonaro

Ibaneis desiste de candidatura ao Senado pelo DF: ‘Não vou concorrer a nada’

Ex-governador deixou o Palácio do Buriti em março para viabilizar disputa à Casa Alta do Congresso

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) desistiu da candidatura ao Senado nas eleições de 2026 nesta quarta-feira (8). “Não vou concorrer a nada”, disse Ibaneis à RECORD.

Em março deste ano, ele deixou o cargo para cumprir a regra de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral, com o objetivo de disputar uma vaga no Senado.

Eleito governador do Distrito Federal em 2018, Ibaneis foi reeleito em 2022 e comandou o Executivo local por dois mandatos consecutivos.

Desgaste

Em maio, Ibaneis Rocha publicou um vídeo nas redes sociais, ao lado de lideranças do MDB, em que indicou um desgaste na relação com a governadora Celina Leão, sua vice durante os dois mandatos à frente do Palácio do Buriti. Na gravação, Ibaneis afirmou estar “decepcionado” e falou em um “realinhamento de posições” dentro do partido.

“Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade daquilo que nós plantamos e de onde tiramos o desastre que existia no Distrito Federal. Infelizmente, ao longo desses últimos dias, nós temos tido muitas decepções. Isso não quer dizer rompimento, mas quer dizer um realinhamento de posições, porque o MDB é um partido grande e nós vamos nos manter como um partido grande”, declarou.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Justiça determina que Caiado reduza segurança pessoal de 51 para 4 PMs

Ministério Público de Goiás (MPGO) questionou na Justiça o número de policiais destacados para segurança de Ronaldo Caiado e familiares

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), terá de reduzir o número de policiais militares responsáveis pela segurança dele e de familiares. Em decisão liminar dada nessa segunda-feira (6/7), o juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiás, limitou o efetivo a quatro militares, atendendo parcialmente a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Caiado contava, até então, com um esquema de segurança formado por 51 policiais militares. O magistrado determinou que a equipe seja reduzida para quatro agentes no total, que poderão ser compartilhados entre o ex-governador e seus parentes, sem a formação de equipes exclusivas para cada um.

A ação foi proposta pelo MPGO, que acusa Caiado, a ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho, de improbidade administrativa. O MP questiona uma portaria assinada por Godinho que estendeu o benefício de escolta a familiares de ex-governadores e pediu o ressarcimento de eventuais danos ao erário.

Na decisão, o juiz entendeu que a proteção aos familiares pode ser mantida, mas dentro do limite legal de quatro policiais militares. Segundo ele, a extensão da segurança não autoriza a criação de estruturas paralelas ou ilimitadas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 300 mil.

“Caso seja necessária a proteção de familiares sem que haja a presença do ex-governador, será necessário o destacamento de policiais desse contingente de quatro”, escreveu o magistrado.

Para Vinícius Caldas, permitir equipes exclusivas para familiares retiraria policiais das ruas e geraria impacto indevido sobre os cofres públicos.

O juiz determinou, também, que a Secretaria da Casa Militar adeque o efetivo em até cinco dias e apresente um relatório detalhado com gastos relacionados à segurança de Caiado, incluindo despesas com diárias, passagens, hospedagens, combustíveis, veículos oficiais e aeronaves.

O que diz o governo de Goiás

Em resposta, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) alega que a proteção conferida ao ex-governador e familiares é prevista na Constituição do Estado e “não constitui benefício pessoal ou discricionário”.

“Trata-se de uma obrigação do Estado, prevista no artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Estadual, cujo entendimento é respaldado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz a nota enviada à reportagem.

A PGE-GO justifica, ainda, que a extensão da proteção aos familiares imediatos de Caiado “decorre do reconhecimento de que o núcleo familiar também pode estar sujeito a riscos em razão da atividade exercida pelo ex-chefe do Poder Executivo”, principalmente diante de eventuais ameaças por razões políticas, ideológicas ou relacionadas ao exercício do cargo.

“O efetivo utilizado é variável, atua em sistema de revezamento e é dimensionado conforme as necessidades operacionais, de deslocamento e de agenda, não havendo dedicação exclusiva dos profissionais do Estado de Goiás designados para essa atividade”, alega a PGE-GO.



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: José Cruz/Agência Brasil