6×1: Acordo de Lula e Alcolumbre prevê apenas CCJ; plenário fica para depois das eleições

Comissão deve analisar o texto durante o esforço concentrado da próxima semana

O acordo anunciado pelo presidente Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avançar na proposta que acaba com a escala 6×1 na próxima semana inclui a votação da matéria apenas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A análise em plenário, porém, ficou para depois das eleições, segundo o que foi acertado entre os presidentes das duas Casas.

A PEC que reduz a jornada de trabalho já foi aprovada pela Câmara e está em tramitação na CCJ do Senado. A comissão deve analisar o texto durante o esforço concentrado da próxima semana.

O fim da escala 6×1 foi um dos temas discutidos em encontro de Lula com Motta e Alcolumbre, nesta quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada. Também estiveram na pauta a PEC da Segurança Pública, o marco legal dos minerais críticos e a medida que trata da chamada “taxa das blusinhas”.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Ricardo Stuckert

Igualdade salarial e saúde materna: confira planos de governo voltados às mulheres

Combate ao feminicídio aparece entre as principais pautas; Renan Santos é o único que não propõe medidas específicas para mulheres

As propostas para as mulheres ocupam espaços diferentes nos programas de governo dos principais candidatos à Presidência da República. Enquanto alguns planos dedicam capítulos inteiros ao tema, outros concentram as medidas em áreas como segurança pública e saúde.

A seguir, veja as principais propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Lula

No programa de Lula, as políticas para as mulheres são apresentadas nos planos de segurança, trabalho, saúde e cuidados. Na área de violência, o plano prevê a continuidade do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, a conclusão de 30 Casas da Mulher Brasileira e de 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira, além da ampliação das Salas Lilás.

Também estão previstas ações de monitoramento de agressores e reforço do combate à violência e ao assédio no ambiente digital.

Outra proposta é manter a aplicação da Lei da Igualdade Salarial e exigir planos de ação das empresas que apresentarem diferenças de remuneração entre homens e mulheres. O programa também prevê incentivo ao empreendedorismo feminino, qualificação profissional e estímulo à participação de mulheres em áreas de ciência e pesquisa.

Na saúde, o petista propõe ampliar o acesso a métodos contraceptivos, fortalecer a prevenção e o diagnóstico de câncer de mama e colo do útero e avançar nas políticas de redução da mortalidade materna, com atenção especial às mulheres negras e às que vivem em áreas rurais e remotas.

O plano também prevê a distribuição gratuita de absorventes e medicamentos essenciais.

Flávio Bolsonaro

No programa de Flávio Bolsonaro, as propostas estão reunidas principalmente no programa Brasil por Elas. Na segurança, o plano prevê monitoramento em tempo real de agressores que utilizam tornozeleiras eletrônicas e medidas mais rígidas para condenados por feminicídio e violência contra mulheres.

A autonomia financeira aparece no programa Ganha, Ganha, que prevê benefícios relacionados ao histórico de qualificação, regularidade financeira e poupança, que poderiam ser convertidos em melhores condições de crédito.

Já a Escola Brasil por Elas ofereceria cursos de IA (inteligência artificial), programação, marketing digital e finanças.

O plano também prevê um banco de currículos para aproximar mulheres de empresas, além da ampliação das vagas em creches. Onde não houver disponibilidade na rede pública, a proposta é oferecer um voucher para utilização de creches privadas credenciadas.

Na saúde, Flávio quer ampliar exames preventivos e o uso de unidades móveis e telemedicina para atender mulheres de áreas rurais e comunidades ribeirinhas. A proposta inclui ainda uma Central da Mulher, física e digital, para concentrar serviços de saúde, assistência, emprego e orientação jurídica.

Outro destaque é a prioridade para que imóveis adquiridos por programas habitacionais tenham a documentação registrada preferencialmente em nome da mulher, com o objetivo de ampliar seu patrimônio e segurança financeira.

Ronaldo Caiado

O programa de Ronaldo Caiado propõe um Pacto Nacional pelo Fim do Feminicídio, com integração de dados entre União, estados e municípios e metas de redução dos crimes. O plano também prevê alertas digitais, botão de emergência, patrulhas especializadas e monitoramento eletrônico de agressores de alto risco.

A proposta inclui ainda a ampliação de abrigos e centros de atendimento integrado, com serviços policiais, jurídicos, de saúde e assistência psicossocial. Em casos de violência, Caiado prevê medidas de apoio econômico às vítimas, como aluguel social, vagas em creches, qualificação e acesso a crédito.

Na saúde, o programa amplia o olhar para diferentes fases da vida da mulher, incluindo planejamento reprodutivo, prevenção de câncer, endometriose, climatério, menopausa e saúde mental durante a gestação e o pós-parto.

A redução da mortalidade materna também é apontada como prioridade, especialmente entre mulheres negras, indígenas e residentes em áreas remotas.

Para aumentar a autonomia financeira, Caiado propõe fundos de garantia, mentoria e educação financeira para empreendedoras, além de incentivo à presença feminina em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Romeu Zema

O programa de Romeu Zema apresenta uma abordagem mais concentrada em duas áreas: combate à violência e saúde materna.

Ele propõe ampliar as Delegacias da Mulher com funcionamento 24 horas, fortalecer as Patrulhas Maria da Penha e expandir as Salas Lilás. O plano também prevê mais casas-abrigo e centros de referência para mulheres vítimas de violência, com equipes capacitadas para atendimento especializado.

Na saúde, a principal proposta específica é garantir acesso ao pré-natal completo para todas as gestantes, independentemente da região onde vivem. A medida busca reduzir complicações durante a gestação e o parto e melhorar as condições de saúde da mãe e do bebê.

Renan Santos

Entre os programas analisados, Renan Santos é o que apresenta menor número de propostas direcionadas especificamente às mulheres. O chamado Livro Amarelo não possui um capítulo ou conjunto de medidas voltado exclusivamente ao público feminino.

A principal menção aparece na área da saúde, ao destacar que as mulheres estão entre os grupos que mais demonstram insatisfação com os serviços do setor. As demais propostas do programa são apresentadas de forma geral para a população, sem políticas específicas de gênero.

O plano prevê medidas estruturais em áreas como segurança, saneamento, habitação e saúde, mas sem estabelecer metas ou programas próprios para mulheres, como fazem os demais candidatos.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Ricardo Stuckert/Divulgação, Vittor Sales/Divulgação e Gabriel Pinheiro/CNI

Caiado nega ter feito proposta para Zema desistir da disputa presidencial

Político afirma que não há negociações entre os partidos para a retirada do candidato do Novo

O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira, 25, que não está negociando a desistência de Romeu Zema (Novo) da disputa pela Presidência.

Segundo a Jovem Pan, aliados de Caiado admitiram a existência de tratativas entre membros do PSD e do Novo para uma eventual desistência de Zema na disputa pelo Palácio do Planalto. Nessa hipótese, segundo os interlocutores ouvidos pela emissora, Zema concorreria ao Senado por Minas Gerais e apoiaria Caiado na disputa à Presidência.

Caiado negou a hipótese e disse “respeitar” seu adversário. “Não existe nenhuma conversa nesse sentido.”

A fala ocorreu antes da participação do pessedista em um fórum com candidatos à Presidência e ao governo de São Paulo promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

Neste domingo, 23, antes do debate promovido pela Band, pelo Estadão e por um pool de veículos, Caiado criticou o ex-governador de Minas pela ausência no encontro.

Ao criticá-lo pela desistência , o goiano afirmou que essa postura só poderia ser explicada pela hipótese do candidato do Novo estar renunciando à campanha. Ainda assim, afirmou desconhecer planos de Zema nesse sentido.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Divulgação/PSD

Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad

Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS

O candidato ao governo do estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) diz ser favorável à investigação do suposto vazamento de informações sigilosas sobre o processo que apura o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, nas fraudes no INSS.

“Você não pode cometer um crime pra investigar outro crime, porque você não vai chegar no fim do processo, ele vai ser anulado, e você não vai conseguir condenar a pessoa”, disse.

Atendendo a um pedido da defesa de Lulinha, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que a Polícia Federal investigue os vazamentos. Segundo Haddad, o governo federal tem se mantido neutro sobre a investigação.

“O governo federal não tá mexendo um dedo pra trocar ministro, superintendente, delegado geral… tá todo mundo trabalhando. Inclusive, com a liderança do ministro André Mendonça, que está muito empoderado pra fazer que precisa ser feito”, falou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (24), no comitê de sua campanha, em São Paulo.

Para ele, a investigação precisa avançar, independentemente dos envolvidos e dos resultados.

“Vamos deixar a investigação seguir, e condenar ou absolver de acordo com as provas que forem levadas ao inquérito, levadas ao processo, que tá tudo bem […]. Pra nós, o que importa é fazer justiça, doa quem doer, seja quais forem os resultados”, concluiu.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Divulgação/PT