Termina nesta quinta o prazo para solicitar voto em trânsito; saiba como fazer

Medida possibilita que eleitores votem mesmo estando fora de suas zonas eleitorais

Eleitores que estarão longe de suas zonas eleitorais, seja no primeiro ou no segundo turno das eleições neste ano, têm até esta quinta-feira (20) para solicitar o voto em trânsito, medida que permite o voto em outra localidade.

A medida vale para qualquer eleitor que esteja em dia com a Justiça Eleitoral e se encontre fora de seu município de referência — portanto, fora de sua zona eleitoral — durante o período eleitoral.

Como solicitar?

O pedido pode ser feito pela aba Autoatendimento Eleitoral no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), caso o eleitor já tenha sua biometria cadastrada; para quem não possui, é possível o atendimento presencial em qualquer cartório eleitoral, basta apresentar um documento oficial com foto.

Orientações na inscrição

O eleitor deve informar o município e o local onde deseja votar no momento da inscrição, além de informar se o pedido vale para o primeiro turno, para o segundo ou para ambos. No entanto, antes de confirmar a escolha, é importante conferir se há vagas disponíveis no local.

É possível escolher duas localidades diferentes para cada turno, mas as regras podem variar.

Quem estiver em outro município no mesmo estado poderá votar para todos os cargos eletivos: deputados federal e estadual, senador, governador e presidente da República. No caso de eleitores que estiverem em outro estado,ou de brasileiros que residem no exterior, mas estarão no Brasil no período eleitoral, somente será permitido o voto para presidente.

A relação dos locais de votação para quem solicitou o voto em trânsito será divulgada nos respectivos sites dos tribunais regionais eleitorais e será atualizada até o último dia de cadastro (20 de agosto).

É possível desfazer o pedido?

O dia 20 de agosto é também o último dia para cancelar a solicitação de voto em trânsito; após essa data, caso haja um imprevisto e o eleitor acabe permanecendo no seu local de referência, não será possível exercer o voto e, além disso, deverá justificar a ausência no processo eleitoral.

Voto em trânsito X Tranferência Temporária de Seção Eleitoral

Existem duas formas de votar fora de sua zona eleitoral. O voto em trânsito é feito quando um eleitor se encontra fora do município de origem. Já o TTE (Transferência Temporária de Seção Eleitoral) atende a situações específicas, como expediente de trabalho durante as eleições ou necessidades que exigem uma melhor acomodação.

No caso do TTE, o prazo para solicitar vai até 28 de agosto.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Caiado diz que país não pode dar mais 4 anos ao mesmo governo sem resolver infraestrutura

Candidato do PSD criticou atraso de malha ferroviária durante fórum da CNT

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (19) que o Brasil usa menos de 40% da malha ferroviária que possui. A declaração foi dada durante sua participação no 11º Fórum CNT de Debates, em Brasília.

Segundo o candidato, o país tem cerca de 32 mil quilômetros de ferrovias, mas apenas entre 10 mil e 12 mil quilômetros estão de fato em operação.

Caiado também citou a Ferrovia Norte-Sul como exemplo de obra que, segundo ele, começou há cerca de 40 anos e ainda não foi totalmente concluída.

O candidato afirmou ainda que países como China e Estados Unidos têm redes ferroviárias bem maiores que a brasileira, da ordem de 150 mil e 200 mil quilômetros, respectivamente.

Investimento baixo

Para ele, o investimento em infraestrutura no Brasil é insuficiente diante dessa demanda. Ele afirmou que o investimento soma 0,89% do PIB no nível federal, percentual que sobe para 1,7% quando somados os aportes de estados e municípios.

Ao comentar o cenário eleitoral, Caiado disse que o Brasil não pode dar mais quatro anos a ‘esse governo’, em referência ao atual governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, que segundo Caiado não encara os problemas estruturantes da economia, como a infraestrutura.

Polarização

O candidato, que tenta se viabilizar entre eleitores descontentes tanto com Lula quanto com o bolsonarismo, relacionou o atraso nos investimentos de ferrovias, portos e aeroportos à polarização do debate eleitoral, que, na avaliação dele, afasta a discussão pública de temas concretos.

Caiado também citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek como referência de liderança voltada a esse tipo de projeto.

“Vocês conseguem imaginar o que teria sido do Brasil se tivéssemos tido cinco governos como o dele (Juscelino Kubitschek), com a visão de políticas estruturantes?”, questionou.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Reprodução PSD

Caiado propõe campanha nacional para recuperar ‘cultura vacinal’ e afastar ‘teses malucas’

Campanha busca combater informações falsas e recuperar a confiança nas vacinas

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira, 18, a retomada do Brasil enquanto referência na cobertura vacinal. O ex-governador de Goiás, que é médico, apresentou propostas para a área da saúde na sede do PSD, em São Paulo.

O Brasil já foi referência à imunização. O Brasil já foi um país que era usado como aquele que conseguiu debelar todas as doenças virais numa capacidade de atingir quase 90% da população com cobertura vacinal. Hoje nós estamos vivendo sérios problemas em relação a isso”, afirmou o candidato em encontro que foi transmitido ao vivo no YouTube.

Se eleito, Caiado promete uma campanha ao lado do Ministério da Saúde para que a população “volte a respeitar a carteira vacinal do aluno”.

Na visão do ex-governador, a ausência do governante em debates sobre vacina abre brecha para o fortalecimento das “teses mais malucas do mundo”.

O plano de governo apresentado pela campanha traz o tema como uma das 15 ações da área da saúde. O documento defende recuperar “a cultura vacinal” e preservar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com meta de atingir e sustentar ao menos 95% de cobertura nas vacinas prioritárias até 2030.

Entre as medidas listadas está a busca ativa de pessoas com vacinação atrasada, a aplicação de vacinas em escolas e a integração do registro de vacinação ao prontuário eletrônico, para identificar em tempo real regiões com baixa cobertura.

O texto também prevê fortalecer a produção nacional de vacinas e imunobiológicos, com o Instituto Butantan e a Fiocruz como “âncoras” de uma estratégia de menor dependência externa.

A proposta de vacinação está enquadrada, no plano, dentro da reorientação mais ampla do Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção: o documento propõe substituir a lógica de tratar doenças já instaladas por um modelo de identificação precoce de riscos, com atenção primária fortalecida e acompanhamento contínuo de pacientes crônicos.

Caiado defende transformar o SUS em um sistema digital e interoperável, com prontuário eletrônico único integrando atenção primária, hospitais, laboratórios e farmácias. A proposta prevê um aplicativo nacional para o cidadão acompanhar vacinas, exames, consultas e posição em filas, além de centrais de comando para gerir leitos e vagas ociosas em tempo real. O documento também prevê modernizar hospitais estratégicos com gestão digital e uso de inteligência artificial como apoio à decisão clínica, “com validação, transparência, supervisão profissional e auditoria”.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/Flickr Ronaldo Caiado

Pablo Marçal reafirma candidatura à Presidência apesar de decisões de inelegibilidade

Empresário afirma que aguardará análise de recursos da Justiça Eleitoral e mantém intenção de disputar o pleito

O empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) declarou nesta terça-feira (18), em entrevista ao SBT News, que pretende manter sua candidatura à Presidência da República até o fim, mesmo diante das decisões que o tornaram inelegível. Segundo ele, a definição sobre sua situação eleitoral ainda depende da análise de recursos pela Justiça Eleitoral.

Marçal teve o nome incluído no sistema da Justiça Eleitoral nos últimos minutos do prazo para registro de candidaturas, no sábado (15). O candidato acumula três condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que resultaram em declarações de inelegibilidade. Durante a entrevista, afirmou possuir certidões que permitiram o registro e destacou que ainda existem recursos possíveis. Também criticou a demora da Justiça Eleitoral na análise de casos envolvendo candidatos.

Posição sobre eventual inelegibilidade

Questionado sobre a possibilidade de ser declarado definitivamente inelegível, Marçal evitou indicar apoio a outro candidato ou a seu vice, Leonardo Avalanche. Ele afirmou que sua prioridade é derrotar o PT e retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência, mas não confirmou apoio a nenhum dos nomes já colocados na disputa.

O empresário disse que gostaria de disputar a eleição sem partido e sem vice, embora a legislação eleitoral exija a apresentação de candidatura acompanhada de vice-presidente. Ele explicou que Avalanche é o dono do partido e que, se pudesse, escolheria outra pessoa para ocupar a vaga. Segundo Marçal, uma disputa judicial envolvendo o comando do PRTB teria dificultado sua filiação à legenda.

Questionamentos sobre o vice Leonardo Avalanche

Durante a entrevista, Marçal também foi questionado sobre suspeitas de ligação de Avalanche com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Reportagens publicadas em 2024 levantaram dúvidas sobre uma possível relação do presidente do PRTB com integrantes da facção criminosa.

Marçal afirmou não ter certeza sobre a existência de qualquer vínculo e defendeu que sejam apresentados inquéritos ou processos, caso existam. Disse ainda que não está “pondo a mão no fogo” por Avalanche e reiterou que, se tivesse liberdade de escolha, indicaria outro nome para a vice-presidência.

Críticas ao governo e financiamento da campanha

Ao longo da entrevista, Marçal rejeitou o rótulo de “candidato meme” e declarou que pretende financiar a campanha sem utilizar recursos próprios ou públicos. Ele afirmou que sua candidatura representa uma tentativa de romper o que chamou de “ciclo” de governos do PT.

O empresário voltou a criticar o governo Lula, mencionando temas como endividamento público, Correios e situação econômica do país. As afirmações não foram detalhadas ou acompanhadas de propostas específicas durante a conversa.

Expectativas e próximos passos

No encerramento da entrevista, Marçal reafirmou sua intenção de permanecer na disputa enquanto houver possibilidade jurídica. “Eu estou firme até o fim”, declarou. Em outro momento, disse que pretende ser “o Davi que vai derrubar o Golias”.

A situação eleitoral do candidato ainda depende da análise da Justiça Eleitoral, que segue o calendário estabelecido para o julgamento dos registros de candidatura. Eventuais decisões desfavoráveis podem ser contestadas por meio dos recursos previstos na legislação.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/Youtube