Eleitores com mais de 60 anos já são 23,2% do eleitorado e têm prioridade nas urnas; entenda

Grupo cresceu 74% em 16 anos e conta com voto facultativo a partir dos 70

Grupo que mais cresce nos últimos anos, a legislação eleitoral garante aos eleitores com 60 anos ou mais atendimento prioritário nas seções de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

Para os eleitores com 80 anos ou mais, a prioridade é absoluta, o que garante que sejam sempre os primeiros a votar, independentemente do horário de chegada.

Os eleitores com 60 anos ou mais correspondem hoje a 23,2% do eleitorado brasileiro. O grupo, batizado por pesquisadores de Geração Prateada, cresceu cinco vezes mais rápido que o eleitorado geral nos últimos 16 anos, segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados a partir de números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com corte em março de 2026.

Entre 2010 e 2026, o eleitorado total cresceu 15%. No mesmo período, o número de eleitores com mais de 60 anos aumentou 74%, passando de 20,8 milhões para 36,2 milhões de pessoas.

O avanço acompanha a mudança no perfil demográfico do país. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de idosos na população total passou de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 202.

Direitos do eleitorado idoso

A legislação eleitoral garante aos eleitores com 60 anos ou mais atendimento prioritário nas seções de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

O grupo também tem direito a medidas de acessibilidade e a recursos e tecnologias assistivas que facilitem o exercício do voto.

Acompanhantes de eleitores com 80 anos ou mais têm prioridade assegurada pela Lei 14.364/2022. A Justiça Eleitoral é obrigada a oferecer tratamento digno e respeitoso a esse eleitorado.

Voto facultativo ou obrigatório

No Brasil, o voto é obrigatório dos 18 aos 69 anos. É facultativo para maiores de 70 anos, analfabetos e jovens de 16 e 17 anos.

As abstenções do eleitorado em geral subiram nas últimas eleições, de 19,4% em 2014 para 20,9% em 2022.

O movimento entre os idosos foi oposto. Entre eleitores com 60 anos ou mais, a abstenção caiu de 37,1% para 34,5% no mesmo período, uma queda de 2,6 pontos percentuais.

Entre os maiores de 70 anos, para quem o voto não é obrigatório, a retração foi ainda maior, de 63,6% para 58,9%, uma queda de 4,7 pontos.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Caiado: gasto do governo ficará limitado de 40% a 50% do crescimento do PIB

Compromisso para controlar despesas e reduzir juros é destaque em evento político

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira, 18, que, caso seja eleito, os gastos do governo federal ficarão limitados a um patamar de 40% a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “O Estado brasileiro não pode continuar gastando como está, porque é o gasto do governo que faz a taxa de juros subir. (…) É uma emenda à Constituição, que encaminharei no primeiro dia, dizendo que o meu gasto está limitado a 50% – ou 40%, nós não terminamos ainda a conta – do PIB”, declarou o ex-governador de Goiás, durante o evento “Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil”, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.

Caiado comentou ainda sobre a proposta defendida pela Unecs de desonerar o primeiro salário mínimo pago a trabalhadores, com custo fiscal estimado pela entidade em R$ 130 bilhões: “Acho que a proposta que vocês querem ouvir é se eu vou dar conta de conter as despesas do Brasil para baixar os juros primeiro.”

Também participaram do evento os candidatos Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, enviou o seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), sob a alegação de “agendas em Minas Gerais e o tempo de deslocamento para a capital federal”.

Convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Bruno Varani/PSD

Brasil terá 11 Lulas e 22 Bolsonaros nas urnas de 2026

Candidatos usam sobrenome do ex e atual presidente brasileiro nas urnas; confira alguns nomes

O número de candidatos que se apropriaram do sobrenome Lula ou Bolsonaro mudou nestas eleições. No caso de Lula, o total caiu de 14, em 2022, para 11 no pleito atual. Bolsonaro subiu: de 19 para 22, segundo consulta feita pela reportagem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Entre os nomes deste ano, estão Bolsonaro da Shopee, Bolsonaro Sergipano e Negona do Bolsonaro. Já os Lulas são Lula da Tapioca, Lula do Bem e Lula Tio do Biscoito.

Confira nomes:

Sobrenome Lula:

Sobrenome Bolsonaro:



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Campanha de Renan Santos anuncia ex-secretário do governo Lula para equipe econômica

Ex-secretário de Orçamento Federal no governo Lula, Paulo Bijos ajudou a formular plano que prevê economia de R$ 1,1 trilhão em cinco anos

O ex-secretário de Orçamento Federal Paulo Bijos foi anunciado como futuro integrante da equipe econômica do presidenciável Renan Santos (Missão), caso o candidato seja eleito. A informação foi confirmada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) nesta terça-feira (18), durante evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília. Segundo o parlamentar, Bijos foi responsável pela elaboração da proposta de governo que prevê economia de R$ 1,1 trilhão em cinco anos e R$ 3,3 trilhões em dez anos.

Renan Santos afirmou que pretende oficializar o nome de quem será seu ministro da Fazenda em até 15 dias. A proposta de ajuste fiscal apresentada pelo candidato inclui cortes de salários em carreiras do Judiciário e do Executivo, como diplomatas, além da revisão de privilégios de grandes grupos empresariais. Entre as medidas, estão a desindexação do salário mínimo em relação à Previdência, ao abono salarial e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), bem como a desvinculação da receita dos pisos da educação e da saúde, que passariam a ser corrigidos pela inflação.

Durante o evento, Kim Kataguiri destacou que a mudança busca adequar os investimentos às necessidades demográficas locais. Segundo ele, a diferença entre o envelhecimento da população e a redução do número de jovens exige maior flexibilidade na destinação de recursos, permitindo que municípios invistam mais em saúde ou em educação conforme a realidade de cada região.

Paulo Bijos deixou o Ministério do Planejamento em julho de 2024, quando foi requisitado de volta pela presidência da Câmara dos Deputados para atuar como analista legislativo da Consultoria de Orçamento da Casa. Sua saída ocorreu a menos de dois meses do envio do Orçamento de 2025 ao Congresso e surpreendeu a então ministra Simone Tebet, que tentou reverter a decisão sem sucesso. Bijos é servidor da Câmara e estava cedido para a pasta até ser chamado de volta pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

A saída de Bijos do Ministério foi interpretada como um revés para Tebet, que contava com sua atuação na elaboração do Orçamento. Na época, a ministra recebeu um ofício requisitando o retorno do servidor e não conseguiu impedir a decisão. O episódio evidenciou a disputa interna por quadros técnicos entre o Executivo e o Legislativo.

Renan Santos cumpre uma série de agendas com o empresariado nesta terça-feira em Brasília. Além do evento da UNECS, o candidato participa de encontro com a Frente Parlamentar de Ambiente de Negócios e de debate promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Em seus discursos, tem reforçado a defesa de medidas de ajuste fiscal e a promessa de anunciar em breve o nome de seu futuro ministro da Fazenda.

A proposta de Renan, elaborada por Bijos, prevê cortes de gastos e revisão de benefícios considerados privilégios. O plano também sugere mudanças estruturais na forma como o orçamento público é vinculado a áreas específicas, como saúde e educação, buscando maior flexibilidade na gestão dos recursos. Segundo a equipe do candidato, as medidas poderiam gerar economia significativa ao longo da próxima década.

Até o momento, Paulo Bijos não respondeu aos contatos da imprensa para confirmar sua participação em uma eventual equipe de Renan Santos. A reportagem tentou contato por ligação e mensagem de WhatsApp, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Folha de SP | Foto: Reprodução/Youtube