Lula tem 43% e Flávio, 40%, em eventual segundo turno, aponta pesquisa Quaest

Levantamento indica que indecisos representam 4%, e brancos, nulos e quem declara que não vai votar somam 13%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 43% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que pontua 40%. O resultado significa empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados são da pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). Indecisos representam 4% e brancos, nulos e quem declara que não irá votar somam 13%.

Ambos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Na rodada anterior da pesquisa, publicada no dia 5 de agosto, o atual presidente tinha 44% e o candidato do PL, 39%.

Apesar dessa diferença, os resultados são diretamente comparáveis porque a metodologia é a mesma. A Quaest fez 2.004 entrevistas domiciliares entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06773/2026.

Lula ganha dos demais adversários que foram testados no segundo turno contra ele. Quem tem o melhor desempenho após Flávio é Ronaldo Caiado (PSD). O ex-governador de Goiás marca 37% contra 44% do atual presidente. Brancos, nulos e quem não votará são 14% e indecisos, 5%.

Em seguida, Renan Santos (Missão) aparece com 36% contra 44% de Lula, também em um hipotético segundo turno. Neste caso, os indecisos são 4% e brancos e nulos somam 16%.

Lula obtém a maior vantagem contra Romeu Zema (Novo). O petista registra 45% das intenções de voto contra 34% do ex-governador mineiro. Indecisos representam 5% e 16% responderam que votarão em branco, nulo ou não votarão.

O atual presidente lidera a corrida no primeiro turno. Lula tem 38% e Flávio, 31% das intenções de voto.

No segundo pelotão, há um empate técnico entre cinco candidatos. Renan e Caiado têm 4%; o escritor Augusto Cury (Avante) e Zema, registram 2%; e Samara Martins (UP), 1%. Indecisos são 10% e brancos, nulos e quem não votará somam 8%.

Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/PR e Geraldo Magela/Agência Senado

Quaest, 1º turno: Lula, 38%; Flávio Bolsonaro, 31%; Renan Santos, 4%; Caiado, 4%; Augusto Cury, 2%; e Zema, 2%

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (14) é a primeira encomendada pela Globo, em parceria com o jornal O Globo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra Lula (PT) com 38% das intenções de voto no 1º turno, e Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. A pesquisa é a primeira encomendada pela Globo, em parceria com o jornal O Globo, para as eleições de 2026.

Veja, a seguir, os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos:

Pesquisa Quaest com intenção de voto para presidente — Foto: g1

Pesquisa por segmentos

Por regiões

Por sexo

Por idade

Por renda

Religião

Posição política

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que a Quaest não mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, 51% estão indecisos. Veja os números:

Intenção de voto para presidente no 1º turno (espontânea) — Foto: Arte/g1

Veja outras perguntas incluídas na pesquisa:

A escolha do candidato é definitiva ou ainda pode mudar até a eleição?

Expectativa de vitória – quem os eleitores acham que venceria a eleição

Quem os eleitores acham que vai ganhar a eleição para presidente — Foto: Arte g1

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

PEC do fim da 6×1 terá prioridade na CCJ do Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania representa o próximo passo de análise da proposta; PEC deve ser encaminhada ao colegiado até segunda-feira

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, deve ser despachada para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado até segunda-feira (17).

O andamento ocorre mais de dois meses depois da aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados e só foi destravado após a terceira conversa entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta sexta-feira (14).

A próxima reunião da CCJ será durante a semana do esforço concentrado do Senado, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A última de deliberações antes do primeiro turno das eleições.

Interlocutores do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSDB-BA), afirmam que a PEC terá prioridade entre as pautas da Comissão devido ao grande apelo popular da proposta. No entanto, o parlamentar só pretende procurar Alcolumbre para discutir o assunto depois que a PEC chegar efetivamente à Comissão.

Um dos temas desta conversa será a escolha do relator da proposta. Ainda não há nomes definidos, mas aliados de Lula querem que o texto seja relatado por um senador integrante da base do governo para evitar mudanças significativas que façam a PEC retornar para análise da Câmara. A oposição também vai entrar na disputa.

A Comissão de Constituição e Justiça representa a primeira etapa de análise de PECs. O colegiado discute se os pontos do texto não ferem as cláusulas pétreas da Constituição. Só depois disso, a proposta é liberada para votação do Plenário do Senado.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Líder de oposição acusa ministro do STF de violar o sigilo da fonte ao autorizar busca contra investigados ligados a jornalista que publicou matérias sobre Dino

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, apresentou nesta quarta-feira (12) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi apresentado após Moraes autorizar uma operação da Polícia Federal (PF) contra Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima. Os dois são investigados por supostamente fornecer informações ao jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino.

Segundo o deputado, a decisão representa uma possível violação ao artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que garante o acesso à informação e o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

Pedido cita investigação sobre Flávio Dino

O caso envolve reportagens sobre o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino, que também é ministro do STF.

De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de São Luís, são suspeitos de fornecer informações ao jornalista.

Moraes autorizou a apreensão de armas, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos que possam ter relação com os crimes investigados. A decisão também permitiu que a Polícia Federal acessasse o conteúdo dos aparelhos e dados armazenados em serviços de nuvem.

PF apura repasse de informações restritas

Segundo a investigação, Cutrim teria usado o acesso fornecido pelo cargo público para consultar sistemas restritos e obter informações protegidas. Parte desse material teria sido enviada ao jornalista por meio do WhatsApp.

A Polícia Federal apura se as informações foram usadas em reportagens sobre veículos oficiais e placas reservadas ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão e ao governo estadual.

Diogo Diniz Lima é suspeito de participar da articulação. A investigação também apura uma transferência de R$ 100 mil destinada a Luís Pablo, mas depositada na conta de um terceiro.

A PF busca esclarecer se a movimentação financeira estava relacionada à atividade jornalística investigada.

Entidades criticam operação contra supostas fontes

Luís Pablo já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em março, também autorizada por Alexandre de Moraes. Ele é investigado por perseguição após publicar reportagens sobre Flávio Dino.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) manifestaram preocupação com a decisão mais recente.

Em nota conjunta, as entidades afirmaram que a medida cria um precedente perigoso e não teria amparo legal. As organizações destacaram que a Constituição Federal protege o sigilo da fonte jornalística quando ele é necessário para o exercício profissional.

O pedido apresentado por Cabo Gilberto é classificado como denúncia por crime de responsabilidade. O documento sustenta que a decisão de Moraes teria violado a garantia constitucional do sigilo da fonte.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Rosinei Coutinho | STF