Flávio diz que não tem mais relação com Michelle Bolsonaro

Senador afirma que não assistiu a vídeo divulgado pela ex-primeira-dama para não se “contaminar”

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (15) que não mantém mais relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Com toda a franqueza, hoje em dia não tenho relação com ela. […] Espero que, em algum momento, todo mundo compreenda completamente que o inimigo do Brasil está do lado de lá, não aqui. Isso é uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro”, disse o senador em entrevista ao podcast Flow.

Flávio também afirmou que não assistiu ao vídeo divulgado por Michelle. Segundo ele, a decisão foi tomada para não se “contaminar”. Na gravação, a ex-primeira-dama o acusou de desrespeitá-la e humilhá-la. O episódio aprofundou o racha entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O senador ainda negou ter pressionado Michelle a participar ou se afastar da campanha presidencial. Segundo ele, a ex-primeira-dama será bem-vinda caso decida se engajar na disputa.

“Nunca pressionei para entrar para a campanha ou para não entrar. Vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu estou dando o meu melhor, eu sei qual caminho que eu tenho que seguir. Preciso de todo mundo. […] Obviamente que vai estar sempre com as portas abertas para todo mundo, não apenas ela, todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma”, afirmou.

Apesar do distanciamento, Flávio ressaltou que mantém respeito pela ex-primeira-dama em razão de sua relação com o ex-presidente.

“Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei. Se não fosse isso, certamente não teria chegado a esse ponto. A gente teria estancado antes. Mas eu respeito muito meu pai e a esposa dele. Jamais faria algo que o desagradasse”, declarou.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Vittor Sales e PL Mulher

Senado aprova MP com novas regras do frete mínimo rodoviário

Texto segue para sanção presidencial e pode ter trecho vetado

A poucos dias de perder a validade, a Medida Provisória (MP) 1343/26, que trata da fiscalização do piso salarial ou pagamento mínimo pelo frete rodoviário, foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Senado.

O texto reforça a fiscalização, tornando obrigatório o registro prévio das operações de transporte no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com dados como origem, destino, carga, valor e prazo de pagamento.

A MP precisava ser votada pelos senadores até 16 de julho para não caducar. A matéria agora segue agora para sanção presidencial.

Alterações

Os senadores promoveram alterações de redação no texto, com a justificativa de corrigir erros materiais e de técnica legislativa ao que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em junho. Os parlamentares retiraram a previsão de um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que percorrem longas distâncias.

O piso foi incluído durante a tramitação da MP na Comissão Mista que analisou o texto e no plenário da Câmara dos Deputados, mas os senadores consideraram que seria inconstitucional.

Durante a votação, os senadores mantiveram trecho incluído na Câmara que prevê anistia de multas aplicadas a caminhoneiros, transportadores de cargas e pessoas físicas e jurídicas por bloqueios de rodovias, após as eleições de 2022.

O perdão das multas não constava na medida editada pelo governo federal, e o trecho pode ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Punições

O texto aprovado nesta terça-feira determina, entre outros pontos, um escalonamento de sanções para quem contratar frete abaixo do mínimo legal. As novas regras também passam a valer para intermediadores e plataformas digitais que ofertem serviços abaixo do piso.

As penalidades previstas incluem multa de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, a suspensão do registro do transportador e o cancelamento do registro em casos de reincidência.

Além disso, A MP diz que a tabela com as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas deverá considerar os custos operacionais da atividade, como combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.  

Atualizações da tabela de frete

Pela lei, a atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Além disso, o reajuste deverá ocorrer quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.  

Outro ponto do texto é o que diz que a ANTT poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos.

A medida também transforma o CIOT em instrumento central de controle e fiscalização, vinculando a contratação do transporte ao registro prévio das informações essenciais da operação.

Entre as informações a serem registradas, estão os dados do contratante, do contratado e do subcontratado, quando houver, bem como a identificação da carga, a origem, o destino, o valor do frete pago, o valor do piso mínimo aplicável, a forma de pagamento e os demais elementos necessários à fiscalização da operação.

Além disso, o texto estabelece que a ANTT deverá impedir a geração do CIOT quando a contratação estiver em desacordo com o piso mínimo de frete aplicável.

Procargas 

Em relação ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), o texto traz a possibilidade de apoio para a renovação da frota de caminhões e implementos rodoviários, a capacitação de motoristas e a adoção de novas tecnologias e projetos voltados à saúde e à segurança dos profissionais do setor. 

Transportadores autônomos e cooperativas terão prioridade no acesso a financiamentos e incentivos previstos pelo programa.  

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

CEO da Nexus: terceira via tem demanda, mas falta oferta

Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 34%; apesar da demanda, eleitores não encontram nomes viáveis fora da polarização

A demanda por uma terceira via é significativa, mas o problema não está na procura, e sim na oferta, avalia o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski. Em entrevista ao Poder Expresso nesta segunda-feira (13), o especialista comentou os resultados da nova pesquisa BTG Pactual/Nexus, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto na corrida pela reeleição. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 34%.

Segundo Tokarski, o percentual de eleitores que preferem “nenhum desses”, ou seja, uma alternativa fora da polarização, subiu de 21% para 27% em 15 dias, atingindo o maior nível desde março. Apesar disso, ele destaca que esses eleitores não encontram hoje um nome competitivo. No cenário estimulado de primeiro turno, mais da metade não escolhe candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.

Cerca de um terço migra para Lula ou Flávio Bolsonaro, enquanto aproximadamente 20% optam pelo voto nulo ou permanecem indecisos. Atualmente, os nomes associados à terceira via somam 18% das intenções de voto.

“Quando esses eleitores analisam o cenário estimulado de primeiro turno, mais da metade não escolhe nomes como Caiado, Zema, Renan ou outros. Cerca de um terço acaba migrando para Lula ou Flávio Bolsonaro, enquanto aproximadamente 20% optam pelo voto nulo ou permanecem indecisos”, explica o CEO.

Numericamente à frente nesse grupo aparece o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, tecnicamente empatado com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%.

Na sequência, dentro da margem de erro, estão Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante), com 2% cada, e Aécio Neves (PSDB), com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou.

A pesquisa ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07981/2026.

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em disputa acirrada. O petista tem 47% das intenções de voto, contra 44% do senador, configurando empate técnico, repetindo o resultado do levantamento anterior.

Os dados também indicam que a viabilidade de uma terceira via pode depender de uma eventual unificação em torno de um único nome fora da polarização. Na preferência geral para a Presidência, 36% defendem a continuidade de Lula, 32% apoiam Flávio Bolsonaro ou um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e 27% preferem uma alternativa independente.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Flávio diz que Moraes tenta interferir nas eleições ao suspender visitas a Bolsonaro

Pré-candidato ao Planalto diz que ministro tenta influenciar a disputa eleitoral com medidas contra Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu as visitas do senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro e determinou a apuração de possível propaganda eleitoral antecipada. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio classificou a medida como uma tentativa de interferência no processo eleitoral.

Durante a live, Flávio afirmou que a decisão é “desproporcional, desarrazoada” e “infundada”. Segundo ele, Moraes pretende deixar o ex-presidente “incomunicável” e busca “uma desculpinha para tirar meu pai da domiciliar a qualquer custo”. O senador também questionou o fato de a restrição às visitas valer até após o primeiro turno das eleições e afirmou que a medida representa uma tentativa de influenciar a disputa eleitoral.

“[Moraes] quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da domiciliar a qualquer custo. É uma desculpa esfarrapada, sem pé nem cabeça, sem nenhum fundamento”, afirmou.

O senador também questionou o momento da decisão judicial. “Faltando duas semanas para as nossas convenções, quando será confirmado o meu nome como candidato à Presidência, por que, desta vez, ele resolve questionar se estou descumprindo alguma decisão? Isso é uma tentativa de interferência nas eleições”, declarou.

Comparação com Lula

Na live, Flávio comparou o tratamento dado pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro com o recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve preso, entre 2018 e 2019.

Segundo o parlamentar, Lula pôde manter comunicação política durante o período em que esteve na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

“Lula, quando estava cumprindo pena, escreveu 22 cartas. Ele podia fazer tudo. Lula pôde dar entrevistas, e Bolsonaro tem vários pedidos de entrevistas que Alexandre de Moraes simplesmente não despacha. Veja o critério que havia com Lula e veja o que acontece com Bolsonaro”, afirmou.

Flávio também voltou a defender a inocência do pai e criticou a diferença de tratamento entre os dois ex-presidentes.“O presidente Bolsonaro está pagando por um crime que não cometeu. Não podemos ter os mesmos métodos da esquerda”, disse.

Defesa jurídica

O senador afirmou ainda que atua como advogado do ex-presidente e informou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá se manifestar sobre a decisão.

“Querem me deixar incomunicável com o meu próprio pai, algo desproporcional e infundado. Eu atuo como advogado dele nos autos, e a OAB vai entrar no processo, porque um advogado pode conversar com o seu cliente”, declarou.

Presidente do STF

Flávio Bolsonaro também fez um apelo ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para que intervenha na atuação da Corte.

“Presidente Fachin, peço aqui que o senhor restabeleça a ordem na Suprema Corte. O senhor tem poder para isso. Olha o pandemônio jurídico que o Brasil vive hoje. Isso afasta investidores”, afirmou.

Segundo o senador, a insegurança jurídica prejudica o ambiente de negócios no país.

“Por causa dessa insegurança jurídica, não dá para fazer um plano de negócios de dez anos, porque a cada ano mudam os precedentes. Uma lei que existe hoje muda de entendimento de uma hora para outra”, declarou.

Flávio também afirmou que investidores estariam aguardando o resultado das eleições antes de decidir sobre novos aportes no Brasil.“Está todo mundo esperando a eleição deste ano para ver se investe ou não no Brasil”, disse.

Tarifas

Flávio atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo agravamento das relações entre Brasil e Estados Unidos. O senador afirmou que atuou para defender os interesses do país no exterior, enquanto acusou o presidente Lula de não buscar uma solução diplomática para evitar a imposição de tarifas. “Eu fui lá defender os interesses da nação, e o Lula não mandou ninguém para negociar”, afirmou.

O senador também criticou a política do governo em relação às facções criminosas e às relações internacionais. “Eu fui lá atrás de declarar as facções como terroristas, e Lula foi lá atrás de passar a mão na cabeça deles”, disse.

Na sequência, o senador responsabilizou o presidente por uma eventual taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos. “Está na cara que o Lula ataca os Estados Unidos. Se as tarifas vierem, a culpa é do Lula. Ele não está nem aí para o povo brasileiro, quer que as empresas quebrem”, declarou.

O parlamentar ainda afirmou que o presidente é o único interessado na adoção das tarifas e criticou a aproximação do governo brasileiro com a China. “O Lula é o único no Brasil que quer a taxação dos Estados Unidos”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o governo “lambe bota da China” e classificou a postura do presidente como “incompetente e irresponsável”.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil