Caiado escolhe entorno de Brasília para dar largada à campanha presidencial

Candidato do PSD inicia agenda eleitoral com carreata por cinco cidades e encerramento em Luziânia

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, escolheu o entorno de Brasília para dar o pontapé inicial de sua campanha eleitoral. A largada está prevista para o início da manhã do domingo, 16 de agosto, poucas horas depois da abertura do prazo permitido pela legislação eleitoral para a realização de atividades de campanha.

Caiado deve percorrer de carreata cinco municípios da região: Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas de Goiás, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental. O encerramento da agenda está previsto para Luziânia, uma das maiores cidades do Entorno de Brasília e importante colégio eleitoral da região.

Ao fim do dia, o candidato também deve participar de uma festa religiosa em Niquelândia, no norte de Goiás. Na agenda do primeiro dia de campanha, Caiado estará acompanhado de candidatos a deputado estadual e federal da região, além de postulantes ao Senado. Entre eles está a ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, que também disputa uma vaga no Senado pelo União Brasil.

A escolha do entorno para iniciar a corrida presidencial não é casual. A região concentra cerca de 1 milhão de eleitores e tem peso político estratégico tanto para a disputa nacional quanto para as eleições estaduais de Goiás e do Distrito Federal.

Além de buscar votos para a própria candidatura, Caiado tem interesse direto no desempenho de dois aliados que disputam os governos de Goiás e do Distrito Federal. No DF, o candidato apoiado por ele é o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Em Goiás, o apoio é destinado ao atual governador, Daniel Vilela (MDB), que concorre à reeleição.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Instagram/@ronaldocaiado

BTG/Nexus: 1 em cada 3 eleitores está cansado da polarização

Pesquisa mostra equilíbrio entre antilulismo e antibolsonarismo e aponta que 36% estão cansados ou desconfortáveis com a disputa

A polarização política continua dividindo o eleitorado brasileiro, mas também provoca desgaste entre a população. A pesquisa da Nexus mostra que 65% dos brasileiros reconhecem a existência de uma divisão política no país, enquanto 36% afirmam estar cansados ou desconfortáveis com esse cenário. Apenas 17% dizem estar confortáveis com a polarização.

O levantamento também aponta um equilíbrio entre os dois principais polos. Em uma escala de 0 a 10, em que 10 representa concordância total com o sentimento “anti”, a média do antі-Lula é de 5,5, enquanto a do anti-Bolsonaro é de 5,1. Os resultados mostram ainda forte concentração nos extremos: 38% deram nota 10 para o sentimento anti-Lula, enquanto 30% deram nota 0. No caso do anti-Bolsonaro, 33% deram nota 10 e outros 33%, nota 0.

A partir do cruzamento das respostas, a Nexus identificou seis grupos de eleitores. Os bolsonaristas convictos representam 27% e são aqueles que se identificam com o antilulismo e rejeitam o antibolsonarismo. Os lulistas convictos somam 23%, com comportamento inverso.

Outros 23% são considerados não polarizados, por não se engajarem com nenhum dos dois sentimentos. Há ainda 8% que veem Bolsonaro como alternativa, 8% que se posicionam simultaneamente contra Lula e Bolsonaro e 6% que consideram Lula uma alternativa.

O levantamento mostra, portanto, que 50% dos eleitores estão concentrados nos dois grupos de maior identificação com os polos políticos, enquanto a outra metade se distribui entre eleitores não polarizados, alternativas e aqueles que rejeitam os dois lados.

Polarização varia conforme perfil

As diferenças também aparecem entre grupos sociais. Os evangélicos concentram a maior proporção de bolsonaristas convictos, com 35%, enquanto pessoas sem religião têm o maior percentual de lulistas convictos, com 36%.

Por escolaridade, 29% dos eleitores com ensino superior são lulistas convictos, enquanto o maior percentual de bolsonaristas convictos está entre aqueles com ensino médio, com 31%.

A renda também apresenta diferenças. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 33% são bolsonaristas convictos e 28%, lulistas convictos. Já entre os que recebem até um salário mínimo, 30% estão no grupo dos não polarizados.

Regionalmente, o Nordeste tem a maior concentração de lulistas convictos, com 27%, e de não polarizados, com 29%. O Sudeste registra a maior proporção de bolsonaristas convictos, com 32%.

Maioria reconhece divisão, mas está cansada

O sentimento diante da polarização muda conforme o perfil político. O desconforto é especialmente elevado entre aqueles que não aderem completamente a um dos polos: 59% dos que veem Lula como alternativa estão cansados ou desconfortáveis com a polarização, índice que chega a 51% entre os que consideram Bolsonaro uma alternativa.

Entre os eleitores convictos, o desgaste é menor, embora a percepção de que existe polarização permaneça elevada. O resultado sugere que, apesar de a divisão entre lulismo e bolsonarismo continuar sendo um dos principais eixos da política brasileira, uma parcela relevante do eleitorado demonstra fadiga com o conflito entre os dois campos.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Ricardo Stuckert/PR – Vittor Sales/Flickr

BTG/Nexus: Lula e Flávio empatam tecnicamente no 2º turno

Embora petista apareça numericamente à frente, os resultados estão igualados dentro da margem de erro do estudo

A nona rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno.

No principal cenário testado para a segunda etapa do pleito, Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico. Votos brancos e nulos somam 8%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu.

Em uma disputa contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), o cenário também é de empate técnico no limite da margem de erro: Lula registra 46% contra 42% do goiano, mesmo resultado apurado na edição anterior da pesquisa. Brancos, nulos ou nenhum somam 9%, e indecisos representam 2%.

Resultados 2° turno

Cenário 1

Lula (47%) vs. Flávio Bolsonaro (44%)

Nenhum/Branco/Nulo: 8% | NS/NR: 1%

Cenário 2

Lula (47%) vs. Romeu Zema (40%)

Nenhum/Branco/Nulo: 11%

NS/NR: 2%

Cenário 3

Lula (46%) vs. Ronaldo Caiado (42%)

Nenhum/Branco/Nulo: 9%

NS/NR: 2%

Cenário 4

Lula (46%) vs. Renan Santos (37%)

Nenhum/Branco

Nulo: 14% | NS/NR: 3%

1° turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%) e Romeu Zema (3%). Outros nomes somam 4%, enquanto brancos e nulos chegam a 5% e indecisos são 3%.

Metodologia

A 9.ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.001 eleitores por telefone (CATI) em todas as unidades da Federação, entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/PR e Saulo Cruz/Agência Senado

Flávio critica Moraes por barrar visita a Bolsonaro

Senador afirma que restrição “tem dia e hora para acabar” e acusa ministro de “tirar o direito de um pai de abraçar seus filhos”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, criticou neste sábado (8) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado negar o pedido para que ele e os irmãos visitassem o ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (9), Dia dos Pais.

“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, escreveu em publicação no X.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização excepcional para que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro visitassem o ex-presidente durante a tarde de domingo (9). Segundo os advogados, o pedido tinha finalidade “estritamente humanitária e familiar” e buscava preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos.

Ao negar a solicitação, Moraes citou uma decisão de 17 de julho que suspendeu as visitas ao ex-presidente por 30 dias, com exceção de atendimentos médicos, fisioterapêuticos e de seus advogados. No caso de Flávio, a restrição é específica e tem duração de 90 dias.

A medida contra o senador foi determinada depois que ele divulgou nas redes sociais uma carta escrita à mão por Bolsonaro. No documento, o ex-presidente designava Flávio como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Moraes considerou que a publicação violou as condições estabelecidas para a prisão domiciliar do ex-presidente, que incluem a proibição de divulgação, inclusive por terceiros, de manifestações nas redes sociais.

A defesa recorreu da decisão que suspendeu as visitas e argumentou que a restrição seria desproporcional. Os advogados também afirmaram que Bolsonaro não sabia que a carta seria publicada pelo filho e negaram que houvesse combinação prévia para a divulgação.

O recurso foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestará sobre a manutenção ou não da restrição.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado