Lula diz que a eleição presidencial de outubro vai ser o último pleito da vida dele

Durante entrevista, petista afirma que pretende pescar após o término de um eventual quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (5) que a disputa presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito da vida dele. Em tom de brincadeira, o presidente disse que deseja pescar após o término de um eventual quarto mandato.

“Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador”, declarou.

O petista também falou sobre projetos do Executivo para combater a desinformação nas redes sociais. “Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais”, afirmou, em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

“A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime. Isso não é liberdade de expressão, é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca”, frisou.

Avanço das vacinas

O presidente também afirmou que conseguiu aumentar a cobertura vacinal durante o governo dele, apesar das desinformações veiculadas durante a pandemia de covid-19, ocorrida na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Ex-chefe de gabinete de Lula deixa campanha após receber pagamento de amiga de Lulinha

Marcola nega qualquer irregularidade, afirma que a operação foi privada e diz estar à disposição da Justiça

Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a equipe da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída ocorre após a divulgação de informações de uma investigação da Polícia Federal que apontam que o ex-chefe de gabinete do presidente recebeu um pagamento da lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.

Marcola havia deixado o cargo no Palácio do Planalto em 21 de julho justamente para integrar a coordenação da campanha presidencial. Agora, diante da repercussão do caso, optou por se afastar da equipe.

Uma fonte que trabalha na campanha de Lula confirmou à reportagem que Marcola pediu afastamento para cuidar da sua defesa. O ex-chefe de gabinete do presidente disse a aliados estar confiante por não ter cometido nenhum crime.

A transação financeira foi citada pela Polícia Federal no pedido de abertura de inquérito que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.

Segundo a investigação, uma das hipóteses é que o pagamento ao ex-assessor pudesse representar vantagem indevida para facilitar o acesso da lobista a integrantes do governo.

Em nota, Marcola negou qualquer irregularidade. Segundo ele, o dinheiro recebido foi um “empréstimo pessoal contraído e já quitado”, sem relação com sua atuação no governo.

“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou.

O ex-assessor de Lula disse que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e informou que quitou o empréstimo com uma transferência bancária de R$ 249 mil.

“Jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil, uma movimentação de natureza estritamente privada”, declarou.

Investigação da PF

A Polícia Federal investiga se Roberta Luchsinger atuou, em conjunto com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para “abrir portas” no governo federal e intermediar negócios junto a órgãos públicos.

As apurações apontam que a lobista esteve mais de 40 vezes em órgãos do governo federal entre 2023 e 2025, sem que suas visitas constassem nas agendas oficiais. Ela também manteve contatos frequentes com o Ministério da Saúde, área de interesse do empresário investigado.

A PF já instaurou dois inquéritos para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o Ministério da Saúde, o Palácio do Planalto e a Dataprev. Um terceiro procedimento foi distribuído ao ministro do STF Flávio Dino, que autorizou nesta semana a abertura de outra investigação envolvendo Lulinha.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Bolsonaro pede ao STF para receber os filhos no Dia dos Pais

Defesa solicitou autorização a Moraes para encontro excepcional neste domingo, apesar das restrições de visitas impostas ao ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de seus filhos no próximo domingo (9) para comemorar o Dia dos Pais.

Bolsonaro está em prisão domiciliar e quer autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro.

Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente afirmaram que a visita terá “caráter humanitário” para preservar os vínculos familiares. Bolsonaro está proibido de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias, que acaba em 17 de agosto.

No mês passado, a medida foi determinada pelo ministro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro está proibido de usar a internet, inclusive por meio de terceiros, durante a prisão domiciliar. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não pode divulgar manifestos eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice

Deputado federal venceu concorrência interna do PL, que terá chapa pura na eleição presidencial após partidos rejeitarem alianças

 

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) pelo candidato em coletiva de imprensa na sede do PL, em Brasília.

Com a escolha do parlamentar, Flávio confirma a formação de uma chapa pura ao Planalto, sem alianças com outros partidos.

“Vossa excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho e honrado. Estou aqui de cabeça erguida que, ao seu lado, marcharei para a gente transformar esse Brasil em um lugar justo e decente”, declarou Gaspar.

Antes do anúncio do PL, Alfredo Gaspar pleiteava uma vaga ao Senado, onde protagonizava disputa acirrada com Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) pelas duas cadeiras ofertadas por Alagoas.

O deputado agradeceu ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, pela confiança e disse que será “eternamente grato” pela escolha. Ele prometeu lealdade a Flávio Bolsonaro e afirmou que trabalhará no combate à corrupção e ao crime organizado e pela recuperação da economia.

Gaspar ainda mencionou o nome da senadora Tereza Cristina e da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, cogitadas para a vice, mas que foram barradas pelo PP e pelo Republicanos, respectivamente.

“O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que neste momento trouxesse um soldado do nordeste”, afirmou o candidato a vice.

Ao introduzir o seu companheiro de chapa, Flávio destacou a atuação de Gaspar como relator da CPMI do INSS e a origem nordestina do deputado.

“É uma pessoa que aprendi a admirar pela coragem, honestidade e sua história em frente à segurança pública. […] Que enfrentou e defendeu nossos aposentados na CPMI do INSS, pediu a prisão do Lulinha e representa o Nordeste de fato”, resumiu o senador.

O candidato a presidente também cumprimentou Tereza e Daniella e citou a presidente do Podemos, a deputada Renata Abreu, também cogitada para a chapa. Ele voltou a dizer que batalhou por coligações visando maior tempo de televisão, mas que isso não foi possível.

Dentro do PL, elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que será candidata ao Senado no Distrito Federal, e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, pré-candidata a deputada federal. Por último, ao senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, que auxiliou na escolha por Alfredo Gaspar.

Segundo Valdemar Costa Neto, Flávio e Marinho já cogitaram indicar Gaspar para vice há seis meses. O dirigente brincou com o fato de a notícia não ter “vazado” na imprensa. “Sempre foi um nome que eles falavam. […] Não tem um vice melhor para nós”, completou.

Quem é Alfredo Gaspar

Formado em direito, Gaspar teve trajetória como promotor de justiça e advogado antes de entrar na carreira política.

Aos 55 anos, ele é natural de Maceió e atuou como secretário de Segurança Pública de Alagoas durante o governo de Renan Filho (MDB).

Deputado federal em primeiro mandato desde 2023, Gaspar atuou em 2026 como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional que investigou fraudes por descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

O parecer dele pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e ex-ministros do atual governo e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a última sessão da CPMI, Gaspar se envolveu numa confusão com Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS). Após troca de ofensas com Lindbergh na sala de reuniões, o deputado petista e a senadora acusaram Gaspar de estupro de vulnerável, crime que ele nega ter cometido.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara