BTG/Nexus: Lula tem 47% e Flávio 43% no 2º turno

Presidente também aparece à frente de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), o petista soma 47% das intenções de voto, ante 43% do parlamentar.

A série histórica da pesquisa indica estabilidade nas intenções de voto no cenário de segundo turno. Nas últimas duas pesquisas, por exemplo, Lula se manteve com 47%, enquanto Flávio caiu de 44% para 43%.

Intenção de voto estimulado – 2º Turno – Série história Lula vs Flávio | Divulgação

Lula também lidera em outros cenários de segundo turno. Na simulação entre Lula e Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46% das intenções de voto, contra 42% do adversário. Já contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45%, enquanto Caiado tem 43%.

A maior vantagem do presidente entre os cenários testados ocorre na disputa contra Renan Santos (Missão). Lula alcança 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 39%. Nesse caso, 13% declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 2% não responderam.

Em relação à Zema, o ex-governador de Minas subiu de 38% para 42%, o mesmo ocorrido com Caiado, que viu as intenções de votos aumentar de 39% para 43%. Renan Santos também subiu nas pesquisas, saindo de 36% para 39%.

No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula lidera a disputa com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 33%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (6%), Renan Santos (5%), Romeu Zema (3%), Augusto Cury (2%) e Cabo Daciolo (1%). Brancos e nulos somam 6% e 2% não soube responder.

Nesta rodada, os nomes de Aécio Neves e Joaquim Barbosa foram retirados da simulação após a desistência de suas pré-candidaturas.

Intenção de voto estimulado – 1º Turno | Divulgação

Comparecimento

Questionados sobre o pleito, 89% dos entrevistados afirmaram que decidiram que irão comparecer às urnas, enquanto 6% afirmaram que provavelmente irão votar. Outros 4% indicam que não devem comparecer, dos quais 2% já decidiram que não irão votar ou apenas justificarão a ausência e 2% dizem que provavelmente não comparecerão.

Metodologia

A pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas, com 2.004 eleitores em todo o país. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01489/2026.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/PR – Vittor Sales/Flickr

Eleições: estratégias de Zema e Caiado tentam furar polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Com baixa rejeição, mas ainda pouco conhecidos nacionalmente, os dois pré-candidatos querem ampliar alianças e ganhar visibilidade

Quase 70% das intenções de voto estão concentradas entre opresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), segundo apontam as últimas pesquisas eleitorais divulgadas no país. Assim, os também pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) enfrentam o desafio comum de transformar a baixa rejeição em intenção de voto antes que a polarização domine de vez a corrida presidencial.

Especialistas afirmam que o principal obstáculo para os dois não é apenas crescer nas pesquisas, mas convencer eleitores, partidos e lideranças políticas de que ainda existe espaço para uma candidatura competitiva fora dos dois polos.

Na prática, as campanhas dos dois já começam a mirar esse objetivo. Caiado afirmou, nesta quarta-feira (23), que pretende buscar apoio de lideranças da federação formada por PP e União Brasil, apesar da decisão do grupo de adotar neutralidade na disputa presidencial. A declaração foi feita durante um encontro de prefeitos do União Brasil, em Goiânia.

Já Zema cumpre agenda nesta sexta-feira (24) e no sábado (25) no Rio Grande do Sul. Na capital gaúcha, ele tenta se reaproximar da direita e de aliados do PL após ter criticado duramente Flávio, por conta da revelação de seus laços com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Voto útil

Segundo o cientista político Marcio Coimbra, o grande obstáculo estrutural para a chamada “terceira via” não é a ausência de eleitores moderados ou descontentes, mas sim o chamado voto útil, determinado pela rejeição mútua que tanto Lula como Flávio sofrem.

“Para Zema ou Caiado superarem esse limite de votos, só há dois caminhos: ou um dos candidatos favoritos perde muitos eleitores, ou o público se convence de que eles têm muito mais chance de vencer no segundo turno”, avalia.

Apesar de aparecerem com índices de rejeição menores do que os de Lula e Flávio, Zema e Caiado ainda são pouco conhecidos fora de Minas Gerais e Goiás, respectivamente.

Segundo o especialista, a baixa rejeição muitas vezes apenas revela que parte do eleitorado ainda não conhece suficientemente o candidato para formar uma opinião.

“Quando o ganho de notoriedade ocorre de forma lenta e tardia, o eleitorado prefere se agarrar às lideranças tradicionais, transformando a baixa rejeição de nomes pouco conhecidos em um teto inexplorado e sem apelo de massa”, argumenta.

Narrativa nacional

A cientista política Mayra Goulart, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), avalia que tanto Caiado quanto Zema disputam espaço em um ambiente de polarização permanente, no qual candidaturas intermediárias precisam primeiro conquistar atenção para só depois disputar votos.

“A principal dificuldade de Caiado e Zema hoje não é apenas eleitoral, mas estrutural. Ambos enfrentam um ambiente em que a campanha começa muito antes do período oficial e é organizada por uma lógica de polarização permanente”, ressalta.

Ela lembra que candidaturas que conseguiram romper esse cenário — como as de Fernando Collor, Ciro Gomes e Marina Silva — cresceram em contextos políticos muito diferentes dos atuais.

Para Mayra, desde 2014, a polarização se consolidou em torno do PT e do bolsonarismo, fazendo com que o voto útil apareça cada vez mais cedo e concentre recursos, alianças e atenção nos candidatos considerados viáveis.

Na avaliação da pesquisadora, Caiado e Zema precisariam construir uma narrativa própria, nacionalizar suas lideranças e evitar serem vistos apenas como versões moderadas do bolsonarismo.

“Eles precisam explorar temas em que a polarização ainda não cristalizou posições, como pacto federativo, gestão pública, reforma administrativa, desenvolvimento regional e segurança pública. Deslocar a disputa dos temas identitários é uma das poucas formas de alterar a agenda eleitoral”, salienta.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução e Gabriel Pinheiro/CNI

Lula: quem interferir nas eleições “vai apanhar muito”

Presidente defende soberania brasileira em convenção que oficializou a chapa de Haddad ao governo de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras será rechaçada. Durante a convenção estadual da federação formada por PT, PCdoB e PV, em São Paulo, o petista declarou que “quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito”.

“E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. […]. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores. Quem vai decidir o destino de São Paulo são os eleitores de São Paulo”, afirmou.

Na sequência, Lula voltou a defender a soberania nacional e disse que o Brasil pretende manter boas relações com outros países, mas sem abrir mão da autonomia.

“O Brasil é soberano. O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor”, declarou.

As falas ocorreram durante a convenção estadual que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A chapa também será composta por Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) como candidatas ao Senado.

O discurso também ocorreu em meio a um novo atrito diplomático entre Brasil e Estados Unidos envolvendo o processo eleitoral brasileiro. O Itamaraty negou vistos a dois integrantes da administração do presidente Donald Trump que planejavam viajar ao país para discutir o sistema eleitoral.

Segundo reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, a Casa Branca preparava o envio de uma missão do Departamento de Estado para avaliar a lisura e a integridade das eleições brasileiras antes do pleito presidencial de 4 de outubro.

A publicação, baseada em relatos de quatro autoridades dos Estados Unidos e do Brasil, também relatou que a delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, cujos pedidos de visto foram rejeitados pelo governo brasileiro.

Ainda segundo o jornal, não estava claro quais medidas os representantes norte-americanos pretendiam adotar para avaliar o sistema eleitoral brasileiro nem quais autoridades ou instituições fariam parte da agenda da visita. O Brasil é frequentemente citado como referência na América do Sul pela rapidez na apuração dos votos, com os resultados sendo divulgados poucas horas após o encerramento da votação.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro ouvidos pela reportagem, sob condição de anonimato, avaliam que há uma atuação coordenada entre a iniciativa da gestão norte-americana e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

A avaliação ocorre após Flávio voltar a questionar o sistema de urnas eletrônicas ao afirmar, em discurso recente, que o equipamento utilizado no Brasil teria a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração, porém, é falsa.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Ricardo Stuckert

Caiado oficializa candidatura à Presidência neste domingo

Ex-governador de Goiás terá Gilberto Kassab como vice, numa chapa “puro-sangue” do PSD

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializa, neste domingo (26), a candidatura à Presidência da República. O evento ocorre pela manhã no bairro Bela Vista, em São Paulo.

A definição do nome de Caiado encerra a disputa interna do PSD pela candidatura presidencial, que também envolvia outros nomes da legenda: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Para o anúncio, devem se reunir dirigentes do PSD, parlamentares, lideranças estaduais e aliados políticos.

Além de confirmar a candidatura, Caiado deve apresentar as primeiras diretrizes da campanha para as eleições de 2026, em busca do eleitorado de centro-direita. O político disputará o pleito ao lado do presidente do partido, Gilberto Kassab, escolhido como seu vice, em uma chapa “puro-sangue”. A escolha do nome veio após fracassadas tentativas de aliança do PSD com outras legendas.

Nascido em 1949 no município de Anápolis (GO), Ronaldo Ramos Caiado é formado em medicina pela UFRJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), e tem especialização em ortopedia. O político é casado com a pré-candidata ao Senado por Goiás Gracinha Caiado (União Brasil), com quem tem quatro filhos.

Caiado também é produtor rural e histórico defensor do agronegócio brasileiro. Ele foi deputado federal por cinco mandatos (1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011, 2011-2015), além de senador eleito por Goiás com 47,57% dos votos em 2014. Também foi candidato à Presidência da República em 1989.

Alternativa à polarização

Caiado afirma que pretende apresentar uma alternativa ao cenário de polarização política no país, marcada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em declarações anteriores, o político também destacou a experiência acumulada em mais de três décadas de vida pública e defendeu propostas voltadas para segurança pública, equilíbrio fiscal, desenvolvimento econômico e fortalecimento do pacto federativo.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil