Caiado diz que buscará apoio de lideranças do PP e União Brasil para candidatura ao Planalto

Ex-governador diz que respeita a decisão de neutralidade, mas pretende conversar com aliados das siglas

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado afirmou, nesta quarta-feira (23), que vai buscar apoio de lideranças da federação formada por PP e União Brasil, apesar da decisão do grupo de adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.

A declaração foi dada durante um encontro de prefeitos do União Brasil, em Goiânia. Caiado disse que respeita a posição da federação, mas pretende conversar diretamente com integrantes das duas legendas, com as quais afirma ter construído boa parte da trajetória política.

“Eu respeito decisão partidária. Eu não me intrometo em decisão partidária. O que eu vou fazer é exatamente buscar meus amigos. As pessoas que me conhecem, dentro desses partidos. São dois partidos irmãos. Em que ali eu vivi grande parte da minha vida política. Então eu buscarei essas lideranças, pedindo ali o apoio. Eles me conhecem e eu acho que terei a chance de poder trazer uma grande parte de todos eles pra apoiar a nossa candidatura”, declarou.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação

Flávio Bolsonaro publica vídeo pedindo desculpas e solicitando ajuda de Michelle em campanha

Senador afirmou que ambos são pessoas públicas e que momentos de desconforto são “explorados por opositores”; ex-primeira-dama curtiu a publicação.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (23) convidando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para “caminharem juntos na missão de defender o Brasil”. Na gravação, Flávio pede desculpas por “momentos que causaram desconforto”. Michelle curtiu o vídeo.

“Michelle, renovo aqui o convite para caminharmos juntos na missão de defender o Brasil e honrar. O nosso maior líder, que é Jair Messias Bolsonaro, que enfrenta um momento extremamente difícil que exige de todos nós, desprendimento, humildade, coragem e espírito de união para honrar o seu legado. Eu tenho a convicção que a gente compartilha do mesmo objetivo, trabalhar por um Brasil mais seguro, próspero e cheio de esperança. As portas estão abertas”, disse Flávio Bolsonaro.

A gravação foi publicada a poucos dias da convenção nacional partidária do PL, marcada para este sábado (25) em São Paulo. Flávio, que enfrenta resistência da federação do União-PP e do Republicanos a nível nacional, ainda não anunciou quem será seu vice.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse em entrevista ao jornal “O Globo” não esperar que a ex-primeira-dama participe do evento. Ainda assim, avalia que ela “tem tudo” para se eleger como senadora. Segundo ele, Michelle estaria disposta a se conciliar com Flávio desde que ele fizesse “alguma coisa” ou se manifestasse.

Flávio lida com um momento de crise na pré-campanha. A fala dele atacando as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (21) repercutiu entre aliados, que o alertaram sobre a possibilidade de perder votos de eleitores independentes com o discurso.

Além disso, veio à tona a informação de que o escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais, no valor de R$ 500 mil cada, para uma empresa que recebeu repasses do Banco Master.

Em uma publicação nas redes sociais, o senador afirma que não quis prestar serviços advocatícios para a empresa e que as notas foram canceladas. “Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por [Daniel] Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Estou tendo que explicar por que eu não recebi o dinheiro dessa empresa.”

Desentendimento

Há quase 1 mês, a ex-primeira-dama divulgou vídeos em suas redes sociais em que diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio. Nos vídeos, publicados na noite de 24 de junho, Michelle expôs uma briga com Flávio e diz que eles não se falavam desde o fim de 2025.

A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) — apoio criticado por Michelle.

“Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama.

“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, continuou.

Na época, Flávio citou o casamento de 16 anos e o fato de ser pai de duas filhas maravilhosas para afirmar que “nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”.

O senador afirmou que a família Bolsonaro “está passando por um momento difícil” e que entende a angústia de Michelle ao ver Jair “todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça”. Flávio afirmou que agendou uma reunião com lideranças femininas para o dia 1º de julho, em Brasília, e que havia convidado Michelle — que não esteve presente.

No vídeo publicado nesta quinta-feira, Flávio disse que, como ele e Michelle são pessoas públicas, seus “momentos que causaram desconforto” são “explorados” por “opositores”. Afirmou que nunca teve a intenção de desrespeitar ninguém, e pediu que seus apoiadores “olhem para frente neste momento”.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Reprodução

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro vão analisar participações em debates

Equipes devem focar no monitoramento de pesquisas para ‘medir a temperatura’ do cenário

O pré-candidato à reeleição à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda decide se vai participar dos debates eleitorais que começam em meados de agosto. Conforme apuração, a equipe de Lula vai avaliar “caso a caso” a presença dele. Já a definição, pelo menos por ora, da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) é de que o pré-candidato não deve ir aos debates em que Lula faltar.

Segundo o cientista político Márcio Coimbra, a ausência estratégica em um debate costuma ser calculada principalmente por candidatos que lideram as pesquisas.

“Comparecer ao estúdio significa tornar-se o alvo prioritário de múltiplos ‘franco-atiradores’ e assumir o risco de cometer gafes que possam ser exploradas exaustivamente pelos oponentes”, diz.

Nesses casos, a equipe avalia que o custo político de sofrer ataques combinados supera o ganho de imagem ou de exposição, e a decisão de se ausentar busca preservar a vantagem acumulada e canalizar esforços para agendas com público e discurso controlados.

No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, as pesquisas eleitorais ao longo da campanha podem funcionar como termômetro para a participação em debates.

Mais espaço para outros candidatos

Para Coimbra, um debate presencial sem as duas principais forças da disputa resulta em esvaziamento, além de sinalizar uma postura de soberba perante o eleitorado, abrindo margem para críticas.

Outros candidatos podem se beneficiar da ausência dos concorrentes mais fortes. “Essa vacância cria um palco valioso para confrontar projetos entre si, tentar capitalizar o descontentamento e disputar os votos das fatias que rejeitam os dois nomes no topo”, analisa o cientista político.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, em crítica à possibilidade da ausência de Lula aos debates, afirmou que vai a todos os que for convidado.

“Costuma falar em democracia, mas cogita não ir ao debate com outros candidatos. Eu estarei em todos, não vou fugir do confronto de ideias”, escreveu nas redes sociais.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert

Brasil tem quase 2 milhões de eleitores com deficiência, aponta TSE

Tribunal registra um crescimento de 42,5% em relação à última eleição

As eleições gerais deste ano contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência aptos a votar.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 1.963.551 pessoas têm algum tipo de deficiência, um crescimento de 42,5% em relação a 2022, quando esse número era de 1.377.787 pessoas.

Os tipos de deficiência incluem pessoas com dificuldade de locomoção, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, intelectual ou outras condições que demandem adaptações no local de votação.

Entre os eleitores com deficiência aptos a votar nas Eleições 2026, 45,46% do total se enquadram na categoria “outros”.

Aproximadamente 617 mil pessoas declararam ter deficiência de locomoção; 319 mil têm deficiência visual e mais de 182 mil têm deficiência auditiva.

Mais de 64 mil pessoas com deficiência informaram ter dificuldade para o exercício do voto.

Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o exercício do voto com autonomia e segurança.

O número de seções eleitorais principais com acessibilidade passou de 156.296 em 2022 para 223.587 este ano, um crescimento de 43%.

Quem necessita de um local de votação adaptado pode solicitar a transferência para uma seção eleitoral acessível, instalada em locais com rampas, elevadores e trajetos livres de obstáculos físicos, por exemplo.

Para isso, é necessário atualizar o cadastro junto à Justiça Eleitoral, informando a condição de deficiência ou mobilidade reduzida.

O pedido pode ser feito pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral ou presencialmente no cartório eleitoral.

O prazo para solicitar a transferência para uma seção acessível termina no dia 20 de agosto.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação/Agência Brasil