Caiado ataca Flávio e chama Eduardo de ‘Pateta’

Ex-governador de Goiás reagiu às declarações de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas e trocou farpas com Eduardo Bolsonaro que está nos EUA

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), subiu o tom contra integrantes da família Bolsonaro ao criticar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre as urnas eletrônicas brasileiras. Além de condenar o discurso, o ex-governador também ironizou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), a quem chamou de “Pateta da política brasileira”.

A reação de Caiado veio após Flávio Bolsonaro participar de uma reunião com embaixadores estrangeiros, promovida pela consultoria Novo Selo e pelo portal Brazilian Report, em Brasília. Durante o encontro, o senador afirmou que os Estados Unidos suspeitam de fraudes no sistema eletrônico de votação da Venezuela e associou essa desconfiança ao modelo utilizado no Brasil. Também declarou que as urnas brasileiras teriam origem semelhante às da empresa venezuelana Smartmatic.

As alegações já foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral, que considera falsas as afirmações sobre fraude nas eleições brasileiras e nega qualquer relação entre o sistema nacional de votação e a empresa citada.

Nas redes sociais, Caiado afirmou que a presença de representantes diplomáticos deveria ter sido aproveitada para fortalecer a economia brasileira.

“Quarenta e dois embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, publicou.

Troca de provocações chega a Eduardo Bolsonaro

O embate ganhou um novo capítulo após Eduardo Bolsonaro responder às críticas de Caiado. Morando nos Estados Unidos desde o ano passado, o ex-deputado afirmou que o político deveria se manifestar sobre a condenação de fazendeiros no processo que chamou de “golpe da Disney”, em referência às ações relacionadas aos atos antidemocráticos.

Caiado respondeu com uma enquete nas redes sociais perguntando qual personagem da Disney vive nos Estados Unidos, é atrapalhado e “sempre que abre a boca faz alguma besteira”. Na sequência, fez um ataque direto ao ex-parlamentar.

“A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos”, escreveu.

Disputa expõe divisão na direita

O episódio evidencia o distanciamento entre Caiado e o grupo liderado por Jair Bolsonaro. Enquanto o governador tenta consolidar sua candidatura ao Palácio do Planalto com um discurso voltado à economia e às relações internacionais, aliados do ex-presidente mantêm críticas ao sistema eleitoral brasileiro, tema que levou Jair Bolsonaro à inelegibilidade após decisão da Justiça Eleitoral.

A nova troca de ataques também reforça a disputa pela liderança do eleitorado conservador, cenário que deve marcar os próximos meses da pré-campanha presidencial.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução

Lula concentra esforços em Goiás na reta final da formação dos palanques estaduais do PT

Após definição em Minas Gerais, cenário político goiano é prioridade para a estratégia eleitoral de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na fase final da montagem dos palanques estaduais do Partido dos Trabalhadores para a disputa eleitoral de 2026 e concentra, neste momento, sua atenção em Goiás. O estado é considerado a principal pendência da estratégia nacional do partido, após avanços recentes em Minas Gerais.

A escolha de Patrus Ananias como candidato do PT ao governo mineiro, anunciada na última semana, marcou um passo importante na consolidação da chapa em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país. A definição do vice ainda está em negociação, com o nome do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares sendo o mais cotado. Coincidindo com essa decisão, Lula deve participar de um evento em Governador Valadares, na sexta-feira, relacionado às obras da BR-116. Embora a agenda seja institucional, ocorre poucos dias após a confirmação da candidatura petista no estado.

No sábado, o presidente segue para Campinas, em São Paulo, onde participará da convenção que oficializará a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista. Com Minas Gerais encaminhada e São Paulo avançando em sua composição, Goiás passou a ser o foco das articulações políticas do PT. Interlocutores da campanha avaliam que a definição no estado é essencial para concluir a estratégia eleitoral nacional.

A expectativa é que, após a resolução do impasse em Goiás, o partido finalize o desenho dos palanques estaduais, consolidando sua atuação em diferentes regiões do país para a disputa de 2026.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Real Time: Lula tem 45% contra 42% de Flávio no 2º turno

Presidente também aparece à frente de Renan Santos e Romeu Zema, e tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, estão em cenário de empate técnico nas eleições de 2026. Flávio conseguiu diminuir a margem de diferença para o petista nesta etapa, após subir dois pontos percentuais de junho para cá. É o que mostra a nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (21).

Na simulação contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula aparece com 45% das intenções de voto, ante 42% do senador. Brancos e nulos somam 8%, e 5% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Em relação à última pesquisa, de junho, Lula manteve o percentual, enquanto Flávio subiu 2%.

Lula também lidera em um eventual segundo turno com Romeu Zema (Novo), com 44% das intenções de voto, ante 38% do governador. O mesmo acontece numa possível disputa entre o presidente e Renan Santos (Missão), com o petista registrando 44% e o empresário 35%. Já com Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece tecnicamente empatado, com 43%, ante 44% do ex-governador.

Em relação ao primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto no cenário estimulado. O presidente é seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%, Renan Santos, com 9%, e Ronaldo Caiado, com 7%. Romeu Zema tem 2%, enquanto Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa (DC) aparecem com 1% cada. Nulos e brancos somam 3%, enquanto outros 3% afirmam não saber ou não responderam.

O estudo também analisou a segunda opção de voto dos eleitores dos principais pré-candidatos. Entre os eleitores de Lula, Ronaldo Caiado aparece como principal alternativa, com 9%, seguido por Joaquim Barbosa (DC), com 8%, e Augusto Cury (DC), com 6%.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado lidera como segunda opção, com 25%, seguido por Renan Santos, com 22%, e Romeu Zema (Novo), com 20%.

Entre os apoiadores de Renan Santos, Romeu Zema aparece como principal alternativa, com 20%, seguido por Ronaldo Caiado, com 18%, e Flávio Bolsonaro, com 17%.

Nos grupos de apoio a Caiado e Zema, o eleitorado demonstra maior proximidade com nomes do campo de centro-direita. Entre os eleitores de Caiado, Flávio Bolsonaro é a principal segunda opção, com 30%. Já entre os eleitores de Zema, Flávio lidera com 29%, seguido por Renan Santos, com 23%, e Caiado, com 22%.

Voto consolidado

O levantamento avaliou ainda a possibilidade de mudança de voto no primeiro turno. Entre os eleitores de Lula, 73% afirmaram que não trocariam de candidato mesmo diante de um cenário estratégico, enquanto 27% disseram que poderiam mudar. Já em relação à Flávio , 67% disseram que poderiam trocar de voto, enquanto 33% afirmaram que não.

Já os apoiadores de Ronaldo Caiado apresentam maior flexibilidade. Nesse grupo, 80% disseram que poderiam trocar de candidato caso percebessem que ele não teria chances de vencer o adversário mais rejeitado. O mesmo ocorre com Romeu Zema, com 82% do eleitorado admitindo a possibilidade de mudar de voto. No grupo de Renan Santos, esse percentual chega a 45%.

Propostas com maior apoio

Entre as propostas avaliadas, o fim do foro privilegiado para deputados e senadores aparece como uma das medidas mais bem recebidas pelos entrevistados. O tema foi considerado muito importante por 80% dos participantes.

A reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo mandato de 15 anos para ministros, idade mínima de 60 anos para indicação, fim das decisões monocráticas e possibilidade de impeachment automático com aprovação da maioria do Senado, foi considerada muito importante por 72% dos entrevistados.

Também recebeu apoio expressivo a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A proposta foi considerada muito importante por 54% dos participantes.

Por outro lado, propostas relacionadas à jornada de trabalho apresentaram divisão maior. O fim da escala 6×1 e a substituição pelo modelo 5×2 foi considerado muito importante por 34% dos entrevistados, enquanto 21% avaliaram a medida como pouco importante.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, com 2.000 eleitores em todo o território nacional. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob o número BR-05864/2026.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Polícia Federal decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo

Conclusão de processo disciplinar aponta que o ex-deputado não se reapresentou como escrivão; caso segue para o Ministério da Justiça

A Polícia Federal concluiu o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pediu ao Ministério da Justiça a sua demissão por abandono do cargo. Na sequência, o MJ deve publicar decisão.

Morando nos EUA há mais de um ano, o ex-parlamentar também foi condenado, pelo STF, a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes relacionados à coação no curso do processo.

Na decisão, ocorrida no último dia 16 de junho, o Supremo também determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal e decretou a inelegibilidade do réu por oito anos após o cumprimento da pena.

O ex-parlamentar afirma ser alvo de perseguição política e denuncia o que considera violações à liberdade de expressão no Brasil.

Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano.

Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio determinou que ele entregasse a carteira funcional e sua arma de fogo.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados