Eleições: prazo para convenções partidárias começa nesta segunda-feira

Por meio delas, legendas divulgam oficialmente candidaturas e números

Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa.

Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet.

Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo.

Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos.

Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal).

Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional.

Partidos que já marcaram convenções nacionais

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Último post de Bolsonaro antes de restrição imposta por Moraes completa um ano

Ex-presidente compartilhou carta de republicano ligada à condenação antes de proibição de Moraes; texto citava tarifas

Há um ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro fazia o último post antes da restrição para publicar nas redes sociais, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O conteúdo, compartilhado também em um 17 de julho, contava com dois elementos que se repetem 365 dias depois: uma carta e Donald Trump.

Em 2025, o vídeo nas redes falava sobre contato feito por Trump a Bolsonaro. O texto alegava que há um sistema injusto contra o ex-presidente. Bolsonaro cita “desaprovação” de Trump, respondida por medida tarifária.

Um ano depois, proibido de usar redes, Bolsonaro é alvo de questionamentos por ter escrito uma carta que diz apoiar o filho Flávio Bolsonaro nas eleições. A defesa do ex-presidente diz que o comunicado escrito à mão e que diz “carta aos brasileiros” não foi feito para ser divulgado. Ainda assim, foi compartilhado por Flávio nas redes.

O período também coincide com um novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. O país vai implementar uma taxa adicional de 25% a uma série de produtos brasileiros. O governo prevê seguir com negociações, mas também avalia responder ao país com reciprocidade.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Congresso deve chegar à eleição sem definir regras sobre IA e big techs

Projetos para regulamentar inteligência artificial e alinhar cenário com grandes empresas seguem emperrados a menos de um mês do início de campanhas

O Congresso chegará à eleição sem bater martelo sobre a regulamentação da IA (Inteligência Artificial) ou criar regras específicas para as big techs.

A pauta chegou a ser discutida em reuniões de representantes de partidos na Câmara ao longo do 1º semestre, mas não avançou, apesar do interesse de governistas e do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

A avaliação de líderes partidários, em relatos à coluna, é de que o tempo de análise das propostas passou, e que a previsão eleitoral deve impedir um acordo para avanço da pauta durante o esforço concentrado de agosto. Dessa forma, as únicas regras ligadas à plataformas e uso de IA serão as orientadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sob reserva, um dirigente partidário considera que os textos podem até ser aprovados depois de outubro, a depender do impacto eleitoral que candidatos possam sofrer com o uso da IA nas eleições. A fase de campanha eleitoral começa em 16 de agosto.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da R7 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fim da 6×1 a PL da Misoginia: saiba quais pautas prioritárias estão travadas no Congresso

Câmara e Senado estabeleceram calendário com duas semanas presenciais até outubro, mas temas podem acabar sem votação

Paradas devido ao recesso parlamentar, as atividades no Congresso Nacional têm retorno previsto para a primeira semana de agosto. No entanto, com a proximidade das eleições, a tendência é de que os deputados e senadores não direcionem o foco às votações e que o semestre seja esvaziado no Legislativo Federal — ao menos até outubro.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que sessões presenciais ocorram de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O Senado seguirá o mesmo calendário, com duas semanas de esforço concentrado.

“O calendário será exatamente o mesmo adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude, de modo eficiente e harmônico”, declarou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na última sessão em plenário.

Sem avanços

A expectativa era de que projetos importantes tivessem um desfecho antes desse período. Porém, isso não se concretizou, e o risco é de que nada avance até as eleições.

No Senado, por exemplo, as PECs (propostas de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 e da segurança pública — consideradas prioritárias pelo governo federal — aguardam andamento.

A proposta que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e que reduz a jornada semanal para 40 horas está na gaveta do presidente do Senado desde 28 de maio, e não deve sair de lá tão cedo. O texto, defendido pelo governo, é uma aposta para eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Davi Alcolumbre, porém, sinalizou que essa mudança na Constituição Federal precisa ser debatida com “calma”, sem atropelar etapas e com passagem por ao menos uma comissão antes de ir a plenário. Assim, a pressão eleitoral não deve fazer com que o tema avance no Senado — exceto se a aguardada conversa entre o senador e Lula ocorrer nos próximos dias.

Já na Câmara, o projeto de lei que criminaliza a misoginia — ódio ou aversão às mulheres — vai pelo mesmo caminho: nos bastidores, o entendimento é de que essa e outras matérias de relevância, como a que estabelece regras para a atuação de big techs no Brasil, não sejam votadas neste ano.

Na fila

Na semana passada, a relatora do projeto que criminaliza o ódio às mulheres, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), tentou fechar um acordo para que a proposta fosse apreciada em plenário antes do recesso. Entretanto, parlamentares contrários ao texto não quiseram chegar a um consenso.

Além disso, há ainda 57 vetos presidenciais pendentes de análise pelo Congresso Nacional por falta de acordo. Davi Alcolumbre alegou que também não houve entendimento nesse sentido por parte dos líderes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal com o governo.

Confira as matérias prioritárias ainda não apreciadas:

Câmara dos Deputados

Senado Federal

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da R7 | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado