PSD fará convenção para lançar Caiado à Presidência em SP dia 26 de julho

A um mês de convenção, sigla ainda tem indefinição sobre vice, mas quer tom de “chá revelação” para anúncio

O PSD marcou para o dia 26 de julho sua convenção para oficializar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O evento acontecerá na sede da legenda na capital paulista.

A um mês da convenção a sigla ainda não definiu quem será o vice na chapa de Caiado. Estrategistas do PSD defendem que a data sirva como um “chá revelação” para o nome escolhido. Também evitam qualquer anúncio sobre a chapa durante a Copa do Mundo, diante da dificuldade de disputar a atenção do eleitorado.

Uma ala da sigla resiste à ideia de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, ocupar a posição, por entenderem que o ideal seria compor com outro partido aliado em busca de mais capilaridade regional e tempo de TV.

Entre as opções, foram cogitados nomes como Romeu Zema, que é pré-candidato à Presidência pelo Novo, e Silvia Abravanel, que é filiada ao PSD e filha de Silvio Santos (1930-2024). Mas tanto Zema quanto Silvia são opções pouco viáveis hoje, segundo fontes na sigla.

Quem também escolheu a capital paulista para oficializar sua candidatura foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O evento acontece em 25 de julho. Já o PT fará a convenção para lançar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 1° de agosto.

Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Trump compartilha artigo que vê Brasil como ‘próximo teste’

Texto publicado no veículo conservador ‘Newsmax’ aponta suposta onda de realinhamento político na América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em sua rede social Truth Social um artigo que descreve uma suposta onda de realinhamento político na América Latina e aponta o Brasil como o “próximo grande teste” desse movimento. O texto, assinado pelo jornalista John Gizzi, foi publicado na segunda-feira (22) no veículo conservador “Newsmax”.

O artigo toma como ponto de partida a vitória do conservador Abelardo de la Espriella na Colômbia. Segundo a análise, o resultado “representa mais do que uma simples mudança política”, sendo “o capítulo mais recente de um amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”.

O autor descreve o presidente eleito como um advogado milionário, admirador de Trump, de Ronald Reagan e de Margaret Thatcher. Sua campanha, de acordo com o texto, teria se baseado na promessa de uma política de “mão dura” contra o crime organizado, em contraste com o governo anterior, acusado de “buscar negociação” com grupos armados.

Na sequência, o artigo amplia o recorte regional ao citar a “eleição” de Keiko Fujimori, no Peru, como parte desse mesmo movimento. O texto afirma que a candidata conservadora estaria eleita, embora ela ainda não tenha sido oficialmente declarada vencedora, mesmo com mais de 99% das urnas apuradas.

Em um dos trechos mais enfáticos, o autor sustenta que “Trump está se consolidando como uma figura hemisférica moderna”, cuja influência ultrapassaria as fronteiras dos EUA. Em outra passagem, apoiadores são descritos como alguém que o compararia simbolicamente a Simón Bolívar, em referência ao líder das independências latino-americanas.

A comparação é controversa do ponto de vista histórico. Bolívar teve papel central nas independências da América do Sul no século 19, liderando guerras contra o domínio colonial espanhol e defendendo a criação de Estados soberanos, em um projeto político ligado à ruptura com o sistema colonial.

O artigo também menciona um suposto eixo institucional emergente, chamado “Escudo das Américas”, atribuído ao entorno de Trump. A iniciativa reuniria países em cooperação contra cartéis, tráfico de drogas e imigração irregular, por meio de troca de inteligência e ações coordenadas.

Na parte final, o texto lista quatro países como “desafios restantes” desse movimento regional: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. Sobre o caso brasileiro, afirma que “as atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e potência política da região”, apresentando o país como o próximo grande teste do alinhamento descrito.

O trecho dedicado ao Brasil menciona ainda a polarização política interna, afirmando que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam se articulando em torno de seu filho para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O artigo também sugere que a disputa eleitoral “está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro”, sem apresentar evidências.

Ao concluir, o texto retoma a tese central de uma mudança estrutural no continente, afirmando que as recentes vitórias na região seriam “a mais recente evidência de que uma poderosa corrente política está se movendo pelo hemisfério”. O autor reconhece, no entanto, que esse “ressurgimento conservador permanece incompleto”, citando países como Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Governo enviará PL à Câmara, nesta semana, para aumentar limite do MEI

Executivo discutiu com Motta texto que deve chegar amanhã à Casa

O governo federal se comprometeu a enviar, nesta quarta-feira (24), à Câmara dos Deputados, um projeto de lei (PL) para aumentar o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), atualmente fixado em R$ 81 mil de receita anual, ou R$ 6.750 ao mês.

A medida deve elevar também o limite de contratados pelo MEI para, pelo menos, dois funcionários. Hoje, o limite é de um funcionário com carteira assinada.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo está em processo de construção da proposta de mudanças para os MEIs.

“Será encaminhado ao Congresso [projeto] alterando o limite do MEI que vai beneficiar os microempreendedores de todo o país. Será uma conquista enorme para os pequenos empreendedores”, disse, em rede social.

O governo tem argumentado que o teto do MEI está sem reajuste há anos, o que prejudica o desenvolvimento dos negócios. O último reajuste ocorreu em janeiro de 2018.

Nesta terça-feira (22), Guimarães se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para discutir a tramitação da matéria.

Motta afirmou que o texto deve ser discutido em comissão especial antes de seguir ao plenário. Segundo ele, o texto do Executivo chega à Casa amanhã.

“Estamos buscando um texto que garanta o equilíbrio fiscal e atenda a necessidade dos microempreendedores”, disse.

Os trabalhadores autônomos que conseguem se enquadrar nos limites de faturamento do MEI têm vantagens em relação a tributos e encargos previdenciários.

Se o faturamento superar o teto atual de R$ 81 mil anual, o autônomo passa a ser enquadrado como microempresário (ME), sendo tributado pelo regime do Simples Nacional.

Comissão da Câmara

Na Câmara, já há uma comissão especial que discute o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108 de 2021, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), aprovado no Senado.

O projeto propõe aumentar o teto de receita do MEI para R$ 130 mil, além de prever mudanças no regime do Simples Nacional.

PEC da 6×1

O projeto sobre reenquadramentos dos MEIs ganhou força durante a tramitação, na Câmara, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

Como a PEC 221 de 2019 reduz a jornada de trabalhadores, as lideranças partidárias e do governo passaram a articular mudanças no MEI para permitir mais contratações nesse regime tributário simplificado.

Aprovada na Câmara dia 27 de maio, a PEC do fim da 6×1 segue travada no Senado pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Lula cria plataforma para coibir roubos de celulares e vendas ilegais

Presidente assinou nesta terça decreto do “celular seguro”

O presidente Luiz Inácio Lula assinou, nesta terça (23), um decreto que transformou o Projeto “Celular Seguro” em política pública permanente. A legislação criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma plataforma para reunir informações de aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o País.

“A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do governo federal, dos governos estaduais e também muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, disse o presidente no anúncio em São Paulo.

O presidente defendeu a medida para reduzir a violência no País.

“A gente quer punir quem rouba, a gente quer punir quem vende, a gente quer punir o crime organizado. Mas é importante que você tenha mais cuidado ao utilizar o celular porque é um patrimônio seu”.

Contra a cadeia criminosa

O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, explicou que a iniciativa representa uma mudança na estratégia de combate aos crimes patrimoniais relacionados a dispositivos móveis. “Essa é uma nova etapa de um programa que vai combater efetivamente o roubo, furto e toda a cadeia criminosa que envolve os celulares”, disse. 

A plataforma deve reunir dados do Programa Celular Seguro, boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis, operadoras de telefonia, sistemas nacionais de segurança pública, Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI) da Anatel e ABR Telecom. Inicialmente já há informações com mais de 3,3 milhões de aparelhos aptos à recuperação. 

“A plataforma é um cadastro negativo, é o Serasa dos celulares roubados”, disse o secretário. Uma das inovações do programa é o chamado “Modo Recuperação”. A ideia é que o IMEI (número de registro do aparelho) permaneça ativo e passe a ser monitorado nacionalmente. O governo explica que, quando uma nova linha telefônica for habilitada no dispositivo, o sistema identificará a utilização do aparelho e iniciará o fluxo de recuperação.

O governo poderá identificar aparelhos com registro de roubo ou furto em utilização e encaminhar notificações aos usuários para devolução voluntária e regularização da situação junto às autoridades policiais.

Ferramenta de consulta

Uma novidade é a criação de uma ferramenta pública de consulta. Isso porque, antes de adquirir um celular de terceiros, qualquer pessoa vai poder verificar, no aplicativo ou portal do Celular Seguro, se o aparelho possui algum registro de restrição.

A consulta será feita a partir do número IMEI e retornará apenas duas possibilidades: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”. A ideia é que a recuperação dos aparelhos seja realizada pelas Polícias Civis dos estados. A tecnologia que inspira a nova fase já foi adotada no Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará. 

Ele explicou que o trabalho é fazer a integração nacional das informações. O secretário acrescentou que há, em média, 1 milhão de celulares roubados por ano no Brasil registrados via boletim de ocorrência. Inclusive, o próprio governo considera que pode haver subnotificação. 

“O celular hoje traz identidade e aplicativos bancários, por exemplo. Ninguém vive mais sem celular (…) A gente percebeu que existe um mercado que muita gente lucra milhões com o comércio ilegal de celular roubado, com a fraude digital e com outros crimes”, afirmou. 

Consciência

A aposta do governo também é recuperar telefones roubados com o consumidor final. Com um banco de informações, as pessoas que compram celulares, de forma informal, poderão verificar se trata de um aparelho que não foi roubado ou perdido. O Banco Nacional de celulares com restrição terão informações de todas as unidades da federação. 

“Quando uma pessoa devolver um celular com restrição, estará desestimulando o crime e salvando a vida de alguém que não vai ser mais assassinado num assalto, que não vai ter mais um bem subtraído”, disse o secretário nacional de segurança pública.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Ricardo Stuckert/PR