Flávio Bolsonaro afirma que STF ‘parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional’

Pré-candidato à Presidência acredita que o Supremo comete ‘interferências’ no processo eleitoral

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (22) que o STF (Supremo Tribunal Federal) “parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional” e acusou o tribunal de interferir no processo eleitoral do país. A fala aconteceu durante o evento com presidenciáveis, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília.

“É inaceitável que, nesse país, ainda sejamos submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo com decisões do Congresso. O Supremo hoje parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional, a todo momento um ou outro naquela Corte querendo definir no processo eleitoral quem pode ser candidato e quem não pode”, disse Flávio.

Ao falar do Supremo, Flávio deu exemplos do que considera “canetadas” feitas pela Corte ao longo dos anos.

“Quando nós aprovamos a redução do IPI em 35%, uma canetada de um ministro do Supremo também tentou revogar isso, alegando que era de cunho eleitoral, quando nós estávamos remando e respirando em função do pós-pandemia. Também, a título de exemplo, ontem foi eleito Arthur Henrique, novo governador de Roraima, concorrendo sub judice, porque, numa canetada, o ministro Flávio Dino entendeu por bem mudar o prazo de desincompatibilização”, pontuou.

Críticas ao governo Lula

Durante seu discurso, o pré-candidato também fez duras críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enxerga como “vexame” a forma como o governo brasileiro está lidando com a política externa.

“Um governo pródigo, irresponsável e que trata as pessoas que geram emprego no país como criminosos. Um vexame internacional e colocando ideologia acima dos interesses do povo brasileiro”, comentou.

Além disso, Flávio comentou que, se eleito, vai priorizar uma relação amigável com os Estados Unidos e que, inclusive, pediu para o presidente americano, Donald Trump, não taxar produtos brasileiros.

“Nós vamos ter um governo pragmático nas relações internacionais. Não dá para, a todo momento, provocar a maior democracia do mundo [EUA] com ofensas, ameaçando o dólar e acusando o governo de ser fascista. Inclusive, eu pedi aos EUA que não houvesse tarifação, pois as empresas brasileiras não aguentariam mais.”

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Beto Barata/Agência Senado

Caiado fala em ‘mexicanização’ e economia ‘invadida pelo crime’ se Brasil continuar com o PT

Ex-governador de Goiás participou de evento da CNI que contou também com as presenças de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema

O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência Ronaldo Caiado disse, nesta segunda-feira (22), que caso não haja um combate mais efetivo ao crime organizado, sobretudo nas fronteiras, o Brasil passará por um processo de “mexicanização”.

“As pessoas falam que o Brasil vai virar uma Venezuela. Estão enganados. O Brasil, se continuar com o PT, vai virar uma mexicanização, onde a economia formal vai ser toda invadida pelo crime”, disparou o pré-candidato.

“Se não abrir os olhos, amanhã tem pessoas representando aqui, como se tem no Congresso, na Justiça, no Ministério Público, defensor daqueles que acham que o dinheiro, ao ser lavado dentro da economia formal, passa a ser explicável”, completou.

As declarações foram feitas durante participação no evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília.

Além de Caiado, compareceram ao encontro os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas não participou. O petista cumpre agenda no Rio de Janeiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Caiado evita avaliar situação de Flávio Bolsonaro, mas critica ‘presunção de inocência’

Pré-candidato diz que cada político deverá ‘se explicar’; também disse que para mudanças, ‘tem que ter exemplo’

O ex-governador de Goiás e pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) evitou comentar as apurações do também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ligado ao caso Master, mas criticou que políticos usem da “presunção de inocência” na disputa eleitoral.

O termo, usado quando uma pessoa não pode ser considerada culpada até que haja uma sentença, foi afastado pela avaliação de que políticos eleitos “devem dar o exemplo”.

“Para fazer mudanças tem que ter exemplo de vida, autoridade moral e coragem pessoal para poder resgatar o país que está na mão do crime, narcotráfico e corrupção”, afirmou.

Questionado se a colocação se referia a Flávio Bolsonaro, Caiado afastou a possibilidade e dise que não cabe a ele levantar pefis de pré-candidatos.

“Para estar na cadeira da Presidência e poder promover essas mudanças, e enfrentá-las, a pessoa não pode recorrer ao benefício da presunção de inocência. Agora, não cabe a mim levantar o perfil de cada pré-candidato. Cada um deva se explicar. Essa é uma condicionante que vejo como primordial na disputa de eleições de 2026″, disse.

A colocação de ter que se explicar foi a mesma adotada por Caiado quando áudio entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e Flávio Bolsonaro, veio à tona.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Gabriel Pinheiro/CNI

Prisão domiciliar de Bolsonaro vence nesta semana; veja quais são os próximos passos

Em março, o ministro Alexandre de Moraes limitou contatos políticos, restringindo as visitas a familiares, advogados e médicos

O prazo de 90 dias estabelecido para a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidenteJair Bolsonaro acaba nesta semana. Autorizado em 24 de março pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o benefício temporário expira no próximo dia 25.

Ao conceder a medida em março, o ministro limitou contatos políticos de Bolsonaro, restringindo as visitas a familiares, advogados e médicos. Moraes pode prorrogar a prisão domiciliar do ex-presidente para evitar articulação política antes das eleições.

Com o encerramento do prazo fixado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a defesa do ex-presidente devem se manifestar antes da palavra final de Moraes.

O ministro poderá optar por alguns caminhos principais: a prorrogação do recolhimento domiciliar por igual período, a revogação da medida, mantendo apenas restrições mais brandas, ou o agravamento das sanções.

Moraes também deve exigir uma nova perícia médica oficial para embasar a decisão. A defesa de Bolsonaro já sinalizou que pedirá ao STF a prorrogação do prazo devido à persistência e agravamento de seus problemas de saúde.

Entretanto, a arma encontrada em blitz na semana passada também pode influenciar decisão de Moraes sobre o assunto.

Relatórios médicos semanais enviados ao Supremo apontam que, nos últimos dias, o ex-presidente sofreu uma piora considerável em crises de soluço crônico, necessitando de doses extras de medicamentos que atingiram o limite terapêutico de segurança.

Pena

O ex-presidente cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e comando de organização criminosa.

Antes de receber o direito ao regime domiciliar temporário, ele estava preso no 19° Batalhão da Polícia Militar, ala conhecida como “Papudinha”, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Acontecimentos

Nesses 90 dias, Bolsonaro operou o ombro direito no dia 1º de maio, no Hospital DF Star em Brasília. A cirurgia durou cerca de 5 horas e ocorreu sem complicações.

Em outro momento, pediu autorização para a entrada de técnicos responsáveis pela manutenção de um elevador em sua residência. Dias depois, pediu para receber a funcionária de um cartório e até um cabelereiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ton Molina/STF