Anvisa proíbe 12 produtos de limpeza fabricados e vendidos sem autorização; veja marcas

Entre os itens proibidos estão alvejantes, tira-manchas e soluções à base de percarbonato de sódio. Medida foi publicada nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de 12 produtos de limpeza que eram vendidos ou fabricados sem regularização sanitária.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12).

Entre os itens proibidos estão alvejantes, tira-manchas e soluções à base de percarbonato de sódio.

Os seguintes produtos foram afetados pela decisão da Anvisa:

Segundo a agência, todos os produtos eram comercializados, expostos à venda ou fabricados sem regularização sanitária e por empresas sem autorização de funcionamento para a fabricação.

A resolução determina a retirada dos produtos de circulação e proíbe também sua propaganda e uso. As medidas valem para todos os lotes dos 12 produtos.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação.



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Divulgação

Doação de sangue: espera para quem fez tatuagem e piercing será menor

Candidatos com mais de 70 anos poderão continuar a doar

A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).

Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.

Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.

O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses. 

O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam “a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual”, protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.  

A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente. 

As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação. 

Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes. 

Doadores com mais de 70 anos

Idosos com ou mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite. 

O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia. 

Como doar sangue? 

>> Veja quais são os critérios para doar sangue: 

Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar. 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Farmácia Popular poderá oferecer exames e teleatendimento

Governo instalou grupo de trabalho para avaliar novos serviços; regulamentação publicada nesta quarta prevê reforço no controle de estabelecimentos credenciados

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (12) uma nova regulamentação do Farmácia Popular, prevendo a criação de um grupo de trabalho (GT) para ampliar o rol de serviços oferecidos no programa, como exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

O GT também deve estudar credenciamento de unidades em áreas consideradas vulneráveis, priorizando periferias dos grandes centros e observando critérios como densidade demográfica dessas regiões. Locais com dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, poderão contar com estruturas alternativas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

O governo federal ainda anunciou intenção de utilizar inteligência artificial para implementar identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, “reforçando o combate a fraudes”.

Segundo a pasta da Saúde, a nova regulamentação busca garantir a continuidade dos serviços, “agilizar processos e reforçar a segurança”. “A atualização da portaria do Farmácia Popular traz, de forma imediata, o aprimoramento do controle e monitoramento das unidades credenciadas, com foco na gestão de risco”, disse o ministério em comunicado.

Em caso de irregularidades, o novo modelo vai impor sanções administrativas “proporcionais à gravidade da situação” a estabelecimentos credenciados. Nos casos de risco alto e muito alto, haverá suspensão automática da adesão ao programa.

De acordo com o governo, o Sistema Autorizador de Vendas (SAV), plataforma responsável pela dispensação de medicamentos e insumos, “passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais”.

Mecanismos de acompanhamento incluem novas propostas de governança, reorganização de unidades credenciadas e atualização de procedimentos cadastrais.

O Farmácia Popular foi criado em 2004 pelo então ministro da Saúde e hoje senador, Humberto Costa (PT-PE), no primeiro governo do presidente Lula (PT).

Atualmente, possui 28 mil farmácias credenciadas e oferece 41 produtos de saúde gratuitos, entre remédios para asma, diabetes, doença de Parkinson e hipertensão, além de itens diversos, como absorventes higiênicos e fraldas geriátricas.

Conforme estimativa do ministério, o programa alcançou 27,3 milhões de pessoas em 2025 e está presente em mais de 4,9 mil municípios, contemplando 97% da população brasileira.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Ministério da Saúde anuncia novas regras para o Farmácia Popular; veja o que muda

Programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas, segundo dados da pasta

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (12) mudanças no Programa Farmácia Popular durante evento da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias), em São Paulo.

As alterações envolvem a modernização dos sistemas usados pelo programa e novas ferramentas para acompanhar possíveis irregularidades. O texto também prevê a criação de um grupo de trabalho para discutir a ampliação dos serviços oferecidos aos usuários.

Entre as possibilidades que serão avaliadas estão a oferta de exames, testes rápidos e teleatendimento nas unidades. As mudanças estão detalhadas em uma portaria publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

“Queremos dar um salto ainda maior na modernização digital desse programa”, afirmou Padilha, durante o evento.

Atualmente, o programa possui cerca de 28 mil farmácias credenciadas e oferece gratuitamente 41 itens, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes.

Segundo o Ministério da Saúde, o programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas.

Fiscalização e renovação das farmácias

Com as novas regras, uma possível irregularidade em farmácias credenciadas não levará automaticamente à suspensão. A medida adotada dependerá do risco identificado, e a suspensão imediata ficará restrita aos casos classificados como de risco alto ou muito alto. Ferramentas digitais e inteligência artificial serão usadas nesse acompanhamento para tornar o controle das unidades mais ágil.

O SAV (Sistema Autorizador de Vendas), utilizado para registrar as operações do programa, também será atualizado. A ferramenta receberá novos recursos digitais para aumentar a segurança e melhorar o acompanhamento das retiradas de medicamentos e outros produtos.

O governo estuda ainda usar biometria e reconhecimento facial para identificar os usuários, como uma forma de reforçar a segurança e ajudar no combate a fraudes.

As farmácias também terão que renovar a participação no programa a cada dois anos. De acordo com a portaria, quem perder o prazo poderá ter o acesso ao sistema suspenso até regularizar a situação. Caso a renovação não seja feita, a participação da unidade poderá ser cancelada.

Outra mudança é a possibilidade de ampliar o número de farmácias credenciadas em regiões que ainda têm pouca cobertura do programa. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a expansão deverá priorizar áreas vulneráveis e periferias de grandes centros.

Exames e teleatendimento

Um grupo de trabalho vai estudar a inclusão de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento de pacientes nas unidades.

O teleatendimento poderá envolver médicos, enfermeiros e nutricionistas. A proposta é usar a estrutura do programa para acompanhar pessoas que precisam de tratamento contínuo, como aquelas com hipertensão e diabetes.

Segundo Padilha, o formato ainda será detalhado pelo grupo de trabalho, que reunirá o Ministério da Saúde e representantes do varejo e da indústria farmacêutica. A oferta dos novos serviços dependerá também de avaliações técnicas e das necessidades de cada região.

A expectativa é de que as primeiras propostas sejam concluídas até o fim deste ano e possam começar a ser colocadas em prática a partir de 2027.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado