Anvisa libera venda de medicamentos por plataformas como iFood e Rapp

Medida, no entanto, depende de regulamentação específica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) uma série de resoluções e medidas preventivas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos nas plataformas iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

Na última quinta-feira (6), a Anvisa já havia revogado a proibição da comercialização e da propaganda de medicamentos na plataforma Shopee.

Em nota, a agência destacou que as revogações não isentam essas empresas de cumprir integralmente a regulamentação sanitária aplicável e também não implicam autorização automática de comercialização de produtos farmacêuticos.

No comunicado, a Anvisa destacou que a aplicação da Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos aos consumidores, depende de regulamentação específica a ser editada pela própria agência.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

São Paulo lidera número de operações, com mais de 30 mil procedimentos

O volume de cirurgias plásticas mamárias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213.

Em 2020, ápice da crise sanitária causada pela covid-19, foram contabilizadas apenas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O cálculo inclui procedimentos indicados para reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama.

O levantamento mostra que, em dez anos, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de intervenção foram:

  1. São Paulo – 30.265 operações;
  2. Minas Gerais – 9.836;
  3. Rio de Janeiro – 9.115;
  4. Rio Grande do Sul – 6 mil;
  5. Bahia – 5.731.

Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.

O grupo inclui cirurgias com indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

Os dados mostram ainda 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.

Concentração no Sudeste

Estados do Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos feitos pelo SUS entre 2016 e 2025.

Sozinho, o estado de São Paulo concentrou um terço dos registros nacionais. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência. Entre as demais regiões, o Sul somou 9.098 internações; o Nordeste, 15.985; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

Ministério ampliou oferta em razão da alta procura

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A iniciativa passa a valer nesta terça-feira (4).

O serviço começou a ser ofertado em março, com uma média de 600 teleatendimentos mensais. A expansão, de acordo com o Ministério da Saúde, se fez necessária em razão da alta procura.

A ferramenta é oferecida por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Campanha Agosto Dourado reforça aleitamento materno como compromisso coletivo

Ações destacam a importância da rede de apoio para garantir o direito de mães e bebês à amamentação

Agosto é um mês dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno. Com esse objetivo, a campanha Agosto Dourado intensifica as ações de promoção, proteção e apoio à amamentação na rede pública. As iniciativas têm como foco sensibilizar toda a sociedade sobre os benefícios do leite humano, que se estendem desde os primeiros dias do recém-nascido até a vida adulta.

De acordo com a coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno do DF, Graça Cruz, a campanha busca disseminar informações essenciais para a saúde pública. “No mundo inteiro, realizamos ações de promoção do aleitamento materno para ensinar e reforçar os múltiplos benefícios do leite humano. Os nutrientes e fatores de proteção presentes no leite materno garantem uma base de saúde duradoura”, destaca.

A especialista enfatiza que o suporte durante o Agosto Dourado não deve ser direcionado apenas às lactantes, mas envolver gestantes, familiares, empregadores e a comunidade em geral. A proposta é desmistificar a ideia de que a amamentação é uma responsabilidade individual da mulher. “A amamentação é um direito que precisa ser assegurado por toda a sociedade. Isso envolve os serviços de saúde, a família e também os empregadores, que desempenham um papel fundamental ao apoiarem essa mulher no retorno ao trabalho para que ela continue amamentando”, pontua Cruz.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, devendo ser mantido de forma complementar com outros alimentos saudáveis até os dois anos de idade ou mais. “Para que a mulher consiga atingir essas metas, ela necessita de uma rede de apoio sólida e atuante”, reforça a coordenadora.

Atendimento

As mães que precisarem de apoio para amamentar ou que desejarem se tornar doadoras de leite humano podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um dos bancos de leite humano (BLH) espalhados pelo Distrito Federal.

Para obter suporte direto, tirar dúvidas ou agendar a doação de leite humano, as famílias podem acessar o portal oficial Amamenta Brasília. Além do site, a rede disponibiliza atendimento telefônico pelo Disque Saúde 160 (Opção 4) e o Portal do Cidadão para realizar o agendamento para doação de leite.

Agosto Dourado

A denominação “Agosto Dourado” foi definida pela OMS e pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (Waba) para simbolizar o “padrão ouro” de qualidade do leite materno — considerado o alimento mais completo e perfeito para a nutrição e imunidade nos primeiros meses de vida. No Brasil, o mês de conscientização foi oficializado pela Lei Federal nº 13.435/2017, reforçando que amamentar é um investimento em saúde pública com impactos para toda a vida.

As iniciativas têm como foco sensibilizar toda a sociedade sobre os benefícios do leite humano, que se estendem desde os primeiros dias do recém-nascido até a vida adulta | Foto: Divulgação

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação Agência Brasília