Unidades Básicas de Saúde de Valparaíso recebem 36 televisões para ampliar estrutura da Atenção Primária

Equipamentos entregues em parceria com o Ministério da Saúde serão utilizados na capacitação das equipes e passam a integrar a estrutura das unidades básicas de saúde

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou a entrega de 36 kits compostos por televisões Smart 50″ DLED UHD e antenas, destinados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A iniciativa, em parceria com o Ministério da Saúde, amplia a estrutura das unidades e oferece novos recursos para a qualificação permanente dos profissionais da Atenção Primária.

Os equipamentos passam a integrar as UBSs e serão utilizados em treinamentos, videoconferências, cursos e demais ações de educação permanente em saúde, permitindo que as equipes tenham acesso contínuo a atualizações técnicas e aperfeiçoamento profissional. O investimento contribui para uma Atenção Primária mais preparada para atender às demandas da população, reduzindo a necessidade de encaminhamentos para os serviços de urgência e emergência.

Durante a entrega dos kits, realizada no Centro Integrado de Educação Infantil (CIEI), a secretária municipal de Saúde e primeira-dama, Luciana Mendes, destacou que a iniciativa faz parte da estratégia de fortalecer a rede básica do município.

“Essa é uma iniciativa do Governo Federal que vem fortalecendo a Atenção Primária para que ela seja mais resolutiva. Também tem tudo a ver com o nosso plano de governo, deixando as UBSs mais equipadas para que a população dependa cada vez menos da urgência e emergência”, afirmou.

Além dos kits tecnológicos, a Secretaria Municipal de Saúde também será contemplada com novas geladeiras e câmaras frias, que irão ampliar a capacidade de armazenamento de imunizantes e outros insumos essenciais utilizados pela rede municipal.

A chegada dos novos equipamentos representa mais um avanço na modernização das Unidades Básicas de Saúde, proporcionando melhores condições para a capacitação das equipes e contribuindo para um atendimento cada vez mais qualificado, eficiente e próximo da população.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Rouquidão persistente e feridas na boca podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço

Campanha Julho Verde chama a atenção para os sintomas da doença e reforça a importância do diagnóstico precoce

“Achei que seria apenas uma inflamação na garganta, mas saí do consultório com um diagnóstico que nunca tinha ouvido falar na vida: carcinoma”, relembra Jeziel Almeida. O paciente passou por uma laringectomia, cirurgia para a remoção parcial ou total da laringe, e reforça a importância de procurar atendimento médico diante dos primeiros sinais de alteração na saúde.

O relato integra as ações da campanha nacional Julho Verde, dedicada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. “Quando descobri a minha doença, ela já estava em estágio avançado. Sei que não é fácil parar, mas é preciso tirar um tempo para cuidar de si”, afirma Jeziel, que participou de uma ação de conscientização no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). 

Participantes da campanha Julho Verde, dedicada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, visitam paciente em hospital | Fotos: Divulgação

“Em estágios avançados, as cirurgias podem ser mutilantes e provocar mudanças profundas na qualidade de vida. Além da perda ou da dificuldade para falar, os pacientes podem enfrentar problemas para respirar e se alimentar, sem contar os impactos emocionais”Katia Regina Marchetti, oncologista do Hospital de Base do DF

A iniciativa reforça a importância de reconhecer precocemente os sintomas. Segundo especialistas, o câncer de laringe pode apresentar até 80% de chance de cura quando diagnosticado nos estágios iniciais. Oncologista do HBDF, Katia Regina Marchetti explica que sinais como feridas na boca que demoram a cicatrizar, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, sangramentos nasais e caroços no pescoço precisam ser investigados.

“Em estágios avançados, as cirurgias podem ser mutilantes e provocar mudanças profundas na qualidade de vida. Além da perda ou da dificuldade para falar, os pacientes podem enfrentar problemas para respirar e se alimentar, sem contar os impactos emocionais”, observa Katia.

A médica ressalta que o tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão entre os principais fatores de risco para a doença, embora ela possa acometer pessoas de diferentes idades e gêneros. Alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço também estão relacionados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), o que torna a vacinação uma importante medida de prevenção.

Acolhimento e troca de experiências

A programação foi dividida em dois momentos. O primeiro teve como foco o acolhimento de pacientes laringectomizados, promovendo a troca de experiências entre aqueles que já passaram pelo procedimento e se adaptaram à nova realidade e os que ainda estão em tratamento.

A fonoaudióloga Ana Gabriela Nobre explica que a proposta é fortalecer uma rede de apoio entre os pacientes, já que o isolamento e a solidão podem fazer parte desse processo. “Perder a voz é um baque muito forte. Tendo essa experiência em primeira mão, os pacientes antigos são as melhores pessoas para entender o que eles estão passando e oferecer apoio”, comenta.

A ação também levou mensagens de superação, música e acolhimento aos pacientes internados em tratamento oncológico no Hospital de Base. Em um segundo momento, a programação foi direcionada às equipes multiprofissionais da unidade, com orientações sobre cuidados, adaptação e assistência aos pacientes submetidos à laringectomia. 

Entre as medidas para evitar os cânceres de cabeça e pescoço estão medidas preventivas como a vacinação contra o HPV e visitas regulares ao dentista para avaliar a saúde bucal e identificar possíveis alterações

Uma nova forma de se comunicar

Jeziel Almeida utiliza uma laringe eletrônica, dispositivo que possibilita a comunicação oral para pessoas que perderam a voz em decorrência da cirurgia. A voz mecânica não diminui sua animação e simpatia, embora ele reconheça que o processo de adaptação foi difícil. “Sempre gostei muito de conversar, mas fiquei dois anos sem poder falar. Foi cruel, foi péssimo”, relembra. 

Hoje, Jeziel participa ativamente de grupos de apoio a pessoas laringectomizadas, compartilha sua experiência e incentiva outras pessoas a procurar ajuda médica diante dos primeiros sintomas. “Sempre busque uma opinião profissional. O ‘chá da vovó’ não funciona. Cada dia perdido é um dia a mais de avanço do câncer. Não perca tempo”, alerta.

Quando procurar atendimento

De acordo com a oncologista Katia Regina Marchetti, não existe um exame específico para o rastreamento dos cânceres de cabeça e pescoço. Por isso, consultas regulares ao dentista são importantes para avaliar a saúde bucal e identificar possíveis alterações.

Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, manter a vacinação contra o HPV atualizada e procurar atendimento diante de sintomas persistentes também são medidas importantes de prevenção e cuidado. “O nosso corpo não deve apresentar sintomas persistentes e sem explicação. Se algo não melhora com o tempo, procure atendimento médico”, recomenda Katia.

Em caso de suspeita, a população pode buscar atendimento inicial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou, em situações agudas, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Quando necessário, o paciente é encaminhado para avaliação especializada e continuidade do tratamento.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Canva

Saiba quando o intestino pede atenção médica

Especialista do Hospital Regional de Santa Maria explica como a saúde intestinal influencia o organismo, quais sintomas merecem atenção e quando procurar atendimento médico

Muito além da digestão, o intestino exerce um papel fundamental para a saúde. Conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano, ele é responsável pela absorção de nutrientes e influencia diretamente o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo.

Entre os problemas que podem afetar esse órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, condições que podem surgir por diferentes motivos e impactar significativamente a qualidade de vida. De acordo com o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Luciano Ambrosini, existem diferentes formas dessas doenças.

“Temos dois grandes grupos: as inflamações do intestino grosso, chamadas colites, e as inflamações do intestino delgado, conhecidas como enterites. Na prática clínica, as colites costumam ser mais frequentes. Entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica.

Atenção aos sinais

As manifestações podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção. Dor abdominal persistente, que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas.

“É importante procurar avaliação médica quando a diarreia se torna persistente, principalmente se houver presença de muco ou sangue nas fezes. Esses são indícios que precisam ser investigados”, orienta o especialista.

 O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas, médicos especializados em medicina interna.

Mudança de hábitos

O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal. O desconforto abdominal constante foi o que o levou a buscar ajuda médica. “O que mais me incomodava era a barriga estufada. Nunca imaginei que pudesse estar relacionada a uma inflamação intestinal. Resolvi procurar especialistas porque estava acima do peso e com vários exames alterados”, conta.

Há cerca de um mês, ele iniciou o tratamento e adotou mudanças importantes na rotina. “Comecei a praticar exercícios físicos e mudei completamente a alimentação. Cortei refrigerantes, massas, carne vermelha, açúcar e outros alimentos que estavam prejudicando minha saúde”, relata.

Além do tratamento, hábitos saudáveis são aliados importantes na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, beber água regularmente, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas contribuem para preservar a saúde do intestino. Sintomas persistentes, no entanto, nunca devem ser ignorados e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Saúde que vai além da digestão

Os impactos das doenças inflamatórias intestinais não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. Já a longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas.

O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg).

Luciano Ambrosini reforça que é importante procurar atendimento médico sempre que os sintomas intestinais persistirem ou interferirem na rotina. “Cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo. Afinal, quando ele funciona bem, o corpo inteiro sente os benefícios”, conclui o especialista.

O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal | Foto: Divulgação

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Canva

Prefeitura de Valparaíso promove roda de conversa sobre aleitamento materno

Encontro integra programação do Agosto Dourado e será voltado às gestantes do município

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), realiza no próximo dia 6 de agosto, às 13h, a 2ª Roda de Conversa – Agosto Dourado, iniciativa voltada às gestantes do município em alusão ao mês de incentivo ao aleitamento materno.

O encontro tem como objetivo oferecer um espaço de acolhimento, troca de experiências e orientações sobre os benefícios, os desafios e os cuidados relacionados à amamentação e à maternidade, contribuindo para a promoção da saúde materno-infantil.

A programação contará com a participação de uma equipe multiprofissional formada por obstetra, psicóloga, nutricionista, enfermeira, especialista em Banco de Leite e defensora pública, que abordarão temas relacionados ao aleitamento materno, aos cuidados durante a gestação e aos direitos garantidos às gestantes e puérperas.

O evento será realizado na sede do CIAM, e as vagas são limitadas. As interessadas devem realizar a inscrição por meio do link disponibilizado abaixo.

Serviço

2ª Roda de Conversa – Agosto Dourado

Data: 6 de agosto de 2026 (quinta-feira)

Horário: 13h

Local: CIAM – Avenida 15 de Junho, no bairro Valparaíso II

Inscrições: FORMULÁRIO 

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG