Operação nacional contra facções cumpre 274 mandados em 16 estados

Estão sendo cumpridas entre outras medidas 93 mandados de prisão

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.

Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.

As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).

Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).

Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Operação Corona/Polícia Federal

Polícia mira roubos de celulares por meio de anúncios online

Suspeitos criavam perfis falsos, utilizando identidades masculinas e femininas, para ganhar confiança de vítimas e marcar encontros em locais públicos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a operação Falso Comprador, contra uma associação criminosa investigada por roubar aparelhos celulares de alto padrão após atrair as vítimas por meio de falsas negociações pela internet.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Gama e Guará, com o apoio de outras delegacias da corporação e da Divisão de Operações Especiais (DOE).

As investigações apontam que o grupo agia de forma organizada e utilizava plataformas digitais de compra e venda para localizar pessoas interessadas em vender smartphones. Em seguida, os criminosos migravam a conversa para aplicativos de mensagens e simulavam uma negociação legítima.

De acordo com a polícia, os suspeitos criavam perfis falsos, utilizando identidades masculinas e femininas, para ganhar a confiança das vítimas e marcar encontros presenciais em locais públicos.

No momento combinado, os criminosos anunciavam o assalto ou pediam para analisar o aparelho e fugiam com o celular. Em alguns casos, quando a vítima ou familiares tentavam impedir a fuga, outros integrantes do grupo apareciam e faziam ameaças com facas e armas de fogo para garantir a escapada.

Um dos fatos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a ousadia da associação criminosa. Em uma das ocorrências, os suspeitos chegaram a oferecer à própria vítima a devolução do celular roubado mediante o pagamento de uma espécie de “resgate”.

As apurações também revelaram que os investigados já possuem antecedentes criminais por roubo, tráfico de drogas e porte de arma. Além disso, eles utilizavam as redes sociais para publicar fotos exibindo armas de fogo e entorpecentes.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma branca e de arma de fogo. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/PCDF

PF deflagra operação contra anúncios falsos que usavam imagem do governo federal

Criminosos usavam selos públicos e inteligência artificial para enganar internautas

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Ad Phishing, para aprofundar investigação sobre a veiculação de anúncios digitais fraudulentos que utilizavam a imagem do governo federal e de instituições públicas “para conferir aparência de legitimidade a páginas falsas na internet”.

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos, ao todo, nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Durante as investigações, foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos vinculados a dezenas de páginas e domínios distintos.

Segundo a PF, muitos deles utilizavam elementos visuais associados ao governo federal e a instituições públicas, além de conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial.

Os investigados podem responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro, sem prejuízo da apuração de outros crimes eventualmente identificados no curso das investigações, como estelionato, associação criminosa, falsidades e lavagem de dinheiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Polícia Federal/Divulgação

Uso de tecnologia leva foragido à prisão na capital

Reconhecimento facial levou à prisão foragido durante evento em Goiânia

O uso de tecnologia na segurança pública resultou na prisão de um homem com mandado de prisão em aberto durante um evento realizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, neste domingo (28/06). O suspeito, que tinha passagem por assédio infantil, foi identificado pelo sistema de reconhecimento facial e preso pela Polícia Militar em tempo real.

Ao comentar a ocorrência, o governador Daniel Vilela destacou a efetividade do monitoramento inteligente e afirmou que, em Goiás, “não tem para onde bandido escapar”.

A captura foi realizada por meio do sistema de biometria facial. Em publicação nas redes sociais, Daniel Vilela ressaltou que a tecnologia permitiu a identificação e a prisão do suspeito e afirmou que a ferramenta auxilia “a melhor polícia do país a enfrentar a criminalidade 24 horas por dia e 7 dias por semana”.

O governador também parabenizou as equipes envolvidas na ação. “Parabéns às nossas Forças por mais esta ação”, publicou.

Como o uso de tecnologia fortalece a segurança pública

Programa já contribuiu para o esclarecimento de mais de 1,4 mil ocorrências em Goiás (Foto: Secom)

O Governo de Goiás tem ampliado os investimentos em inovação aplicada à segurança pública, com foco em ferramentas de inteligência artificial, análise de dados e videomonitoramento. Entre as principais iniciativas está a expansão do programa IA Contra o Crime.

Desde que entrou em operação, em janeiro de 2026, o programa já contribuiu para o esclarecimento de mais de 1,4 mil ocorrências em Goiás.

Os resultados abrangem casos de homicídios, estupros, roubos, tráfico de drogas e combate às organizações criminosas. Atualmente, a ferramenta está presente em nove municípios, com 577 câmeras integradas a múltiplas bases de dados, como boletins de ocorrência, mandados de prisão, reconhecimento automático de placas veiculares e alertas em tempo real.

Expansão do monitoramento inteligente

A expansão do programa prevê a instalação de 5.012 câmeras e a integração de 194 novos municípios. A expectativa é que mais de 10 mil ocorrências sejam elucidadas com apoio da plataforma até o fim de 2026, ampliando a capacidade operacional das forças de segurança e fortalecendo as ações de prevenção e repressão qualificada ao crime.

Reconhecimento facial levou à prisão foragido durante evento em Goiânia (Foto: Secom)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom-GO | Foto: Secom-GO