Após cancelamento, Caiado anuncia debates paralelos com candidatos do ‘segundo pelotão’

Candidato diz que já combinou com Renan Santos e que convidará Cury e Zema; debate presidencial foi cancelado por pool veículos

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, anunciou nesta quarta-feira (9) que pretende realizar “debates paralelos” com outros candidatos do segundo pelotão. A iniciativa acontece após o cancelamento do que seria o segundo debate presidencial deste ano, marcado para o próximo dia 14.

“Ontem à noite eu conversei com o Renan [Santos] e decidimos fazer um debate paralelo no próprio dia 14, já que caiu o debate desse dia”, afirmou Caiado, dizendo que convidará também Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) ainda nesta quarta.

O debate presidencial organizado por um pool de 11 veículos de imprensa foi cancelado nesta terça-feira (8) devido à ausência de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O debate para o Governo de São Paulo também foi cancelado após a não confirmação da presença do atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Compõem o grupo que havia se unido para a realização dos debates CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV.

Caiado criticou Lula e Flávio Bolsonaro e disse que os dois candidatos que lideram as intenções de voto não vão aos debates porque estariam “envolvidos com corrupção e não têm como fugir das perguntas”.

‘Dino virou imperador do Brasil’

O candidato também criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por conta da determinação do magistrado que estabeleceu a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão de Dino reverte a ordem do ministro André Mendonça, do STF, de afastamento de Andrei do comando da corporação.

“Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!”, escreveu Caiado, na rede social X.

Mais cedo, o ex-governador de Goiás defendeu o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e de Andrei, de seus respectivos cargos. Em entrevista à rádio Itatiaia, ele também informou que pedirá ao presidente do STF, Edson Fachin, a liberação de todas as informações dos processos relacionados ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/Campanha Ronaldo Caiado