Quaest GO: Vilela tem 37%; Marconi 20%; Wilder 12%

No segundo turno, Daniel Vilela tem vantagem de 25 pontos percentuais contra Marconi Perillo; na disputa para o Senado, Gracinha Caiado lidera com 21%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta (27) para o governo do Goiás mostra Daniel Vilela (MDB) com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 20% de Marconi Perillo (PSDB).

Na sequência aparecem Wilder Morais (PL), com 12%, e Luis Cesar Bueno (PT), que marca 4%. O restante dos candidatos não chegam a 3% das intenções. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 20% não souberam responder.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado no fim de julho, Daniel Vilela, o atual governador do estado, tinha 37% das intenções. Por sua vez, o ex-deputado federal Marconi Perillo marcava 21% e o senador Wilder Morais 11%.

Leia o cenário estimulado completo:

Segundo turno

A pesquisa mostra que Daniel Vilela venceria os adversários em um possível confronto direto no segundo turno. Contra Marconi Perillo, o governador tem vantagem de 25 pontos percentuais. Leia os cenários abaixo:

Cenário 1

Cenário 2

A Quaest entrevistou 804 eleitores do Goiás de 23 a 26 de agosto. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos em um intervalo de confiança de 95%. O número de registro na Justiça Eleitoral é GO-06186/2026.

Senado

Há duas vagas em disputa para o Senado neste ano. Conforme a Quaest, Gracinha Caiado (União Brasil) lidera a corrida pela primeira delas, com 21% dos votos. Há outros quatro candidatos empatados tecnicamente na disputa pela segunda cadeira.

Leia abaixo o cenário completo:

Aprovação do Governo

A Quaest também perguntou aos eleitores sobre a avaliação do governo de Daniel Vilela. Leia abaixo:



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Divulgação/ Facebook @danielvilelaoficial e @marconiperillo

Miss perde título após anunciar gravidez

Lara Marina Soares, do Espírito Santo, foi destituída do título de Miss Brasil Supranational 2026; organização cita descumprimento de contrato

A modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, perdeu o título de Miss Brasil Supranational 2026 após descobrir que está grávida. Ela contesta a decisão dos organizadores do concurso.

A história começou em fevereiro deste ano, quando Lara subiu ao palco em Pernambuco e conquistou o título nacional. Natural de Afonso Cláudio, na região serrana do Espírito Santo, ela passou a representar o Brasil em competições internacionais.

Em junho, Lara participou do Miss Supranational, realizado na Polônia, e terminou a disputa na terceira colocação. Durante a competição, ela ainda não sabia que estava grávida.

Modelo descobriu gravidez após voltar ao Espírito Santo

A confirmação da gestação ocorreu depois que Lara retornou ao Espírito Santo. Ela percebeu mudanças no próprio corpo, decidiu fazer um teste e descobriu a gravidez.

A notícia marcou o início de uma nova fase na vida da modelo, mas também trouxe consequências para a carreira. A destituição do título de Miss Brasil Supranational foi anunciada na última terça-feira pelo Concurso Nacional de Beleza, responsável pela competição.

Organização cita descumprimento de contrato

Segundo o concurso, Lara descumpriu obrigações previstas em contrato que seriam incompatíveis com a manutenção do título. A organização afirmou que a decisão segue o regulamento da competição e os instrumentos jurídicos aplicáveis.

Lara, porém, contesta a decisão e afirma que encerra esse ciclo com orgulho da trajetória construída até agora. Aos 20 anos, a modelo também declarou que a história que começa com a maternidade é a que ela mais deseja viver.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Reprodução

Relator da CCJ do Senado vota a favor da PEC do fim da escala 6×1

CCJ votará texto na próxima semana

O senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou, nesta quinta-feira (27), o relatório da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais no Brasil.

Como o próprio parlamentar já havia anunciado anteriormente, ele manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e rejeitou as 12 emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto será apreciado pelo colegiado na próxima semana, durante o último esforço concentrado do Congresso Nacional para a votação de matérias legislativas antes das eleições, no dia 4 de outubro.

>> Veja o que prevê o texto da PEC:

A manutenção do texto como veio da Câmara evita que eventuais alterações da proposta pelos senadores obrigassem o retorno da matéria para uma última análise dos deputados.

A tramitação da matéria, aprovada no fim de maio na Câmara, só foi destravada há pouco mais de 10 dias, após uma reaproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Já nesta última quarta-feira (26), um almoço entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), selou a pauta de votação para o esforço concentrado da próxima semana.

Apesar de garantir a votação da PEC do fim da escala na CCJ, o presidente do Senado foi cauteloso e não prometeu que o texto possa ser votado em Plenário.

Na Câmara, a PEC do fim da escala, que tem forte apelo popular, foi aprovada em dois turnos por amplas margens de votação: 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

A previsão é que a CCJ do Senado vote o texto na próxima quarta-feira (2). Se a comissão aprovar o parecer, a PEC ainda precisará passar pelo Plenário do Senado em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis em cada votação.

Argumentos do relator

Um dos principais argumentos apresentados por Omar Aziz para manter o parecer favorável à PEC é o de que as jornadas superiores a 40 horas atingem principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade.

O parlamentar usou estatísticas de uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseada em informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023, que apontam que 80% dos vínculos com jornada superior a 40 horas têm salário contratual de até dois salários mínimos, enquanto 90% recebem até três salários mínimos.

Também sustentou que mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou menos cumprem jornada superior a 40 horas semanais, proporção que cai para 53% entre os de ensino superior completo.

“A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral”, argumentou.

Aziz também defende a mudança como forma de reduzir os efeitos negativos de jornadas extensas. O parecer afirma que períodos maiores de descanso contribuem para a recuperação física e mental, além de reduzir a exposição a situações de adoecimento e acidentes de trabalho.

O relator rejeitou todas as emendas apresentadas, incluindo aquelas que buscavam manter a jornada de 44 horas semanais, permitir jornadas superiores às 40 horas por meio de negociação coletiva, alongar o período de transição para a nova jornada ou adiar a entrada em vigor dos dois dias de repouso semanal.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  Lula Marques/ Agência Brasil

STF adia retomada do julgamento sobre uberização

Corte priorizou julgamento sobre regra do Marco Civil da Internet

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (27) a retomada do julgamento sobre a validade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego na relação entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais, a chamada uberização. A nova data do julgamento ainda não foi definida.

O caso estava pautado para a sessão de hoje, mas não foi analisado porque o plenário deu prioridade para iniciar o julgamento que envolve a regra do Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014) que determina que os provedores de internet só podem entregar dados de tráfego dos usuários para investigações mediante decisão judicial.

A uberização será julgada em duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

Tramitação

Durante a tramitação do processo, a Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte, que entende não haver relação de emprego formal com os entregadores.

A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

Antes do início do julgamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou Supremo parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  Bruno Peres/Agência Brasil