Sem confirmação de Lula e Flávio, Record cancela debate

Segundo a emissora, houve incompatibilidade na agendas das campanhas dos presidenciáveis

A Record anunciou nesta sexta-feira (9) o cancelamento do debate presidencial previsto para domingo (11). A emissora informou ter tomado a decisão devido à “incompatibilidade de agendas” das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Após o primeiro turno, ambos os candidatos se comprometeram a participar dos debates televisivos. Anteriormente, a campanha do presidente Lula tinha adotado uma estratégia de não comparecer aos eventos, recusando convites por diversas vezes, como no debate da TV Globo, que foi cancelado às vésperas do primeiro turno.

À época, o petista optou por participar do podcast Flow, que foi transmitido no mesmo horário antes programado para o debate presidencial. Mas, desde o resultado desfavorável no primeiro turno, em que ficou atrás de Flávio por uma margem de quase quatro pontos percentuais, Lula tem defendido a realização de uma disputa direta.

“Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête, um contra um, é cada um podendo se explicar”, disse em reunião pública com a coordenação de sua campanha.

Já Flávio, desde o início da corrida presidencial, afirmou que só iria a debates se eles contassem com a presença de Lula. Chegou a confirmar sua presença na TV Globo, mas acabou cancelando de última hora “em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, conforme divulgou em suas redes sociais.

Agora, após o primeiro turno, confirmou que participará dos eventos. “Eu já queria ter participado de debates no primeiro turno com o Lula. Vou participar de debates, acho que são importantes. Eu sempre quis, eu quero comparar os programas de governo, eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo, e eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso desse debate”, afirmou.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Ricardo Stuckert/PR; e Vittor Sales/Flickr

Alcolumbre votará fim da escala 6×1 na quarta-feira (14)

Presidente do Senado pautou PEC para votação no primeiro turno; governo Lula tenta articular conclusão antes das eleições

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da proposta que acaba com a escala 6×1 e torna obrigatório ao menos dois dias de folga semanais para os trabalhadores sem descontos salariais.

A sessão será realizada de forma semipresencial, o que permite a participação à distância dos senadores.

“Cumpro, assim, o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental. Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção”, disse Alcolumbre em nota.

Por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto precisa ser aprovado por ⅗ do senadores (49) em dois turnos de votação. De terça (6) até quinta (8), o Senado realizou três das cinco sessões exigidas para que o texto pudesse ser votado. A previsão agora é fazer as duas restantes na próxima semana, o que já abre margem para aprovar a proposta no primeiro turno.

O impasse resta sobe como será a votação em segundo turno. Isso porque o regimento do Senado exige mais três sessões de discussão antes de uma nova votação.

De olho no problema, a base do governo Lula (PT) articula um requerimento para aprovar um calendário especial que encurte esse prazo e permita aprovar a medida antes de 25 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Integrantes da base governista também pretendem fazer um trabalho de convencimento de que a jornada e a escala de trabalho podem ser modificadas, ao mesmo tempo, com adaptações nas rotinas dos diferentes setores e, na sequência, também com a aprovação de regramentos específicos para algumas categorias.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

STF: Fachin diz que pretende arquivar inquérito das Fake News

Fachin respondeu pedido de Fux para ter acesso a documentos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pretende arquivar definitivamente o chamado inquérito das Fake News, procedimento de investigação que foi aberto em 2018 pela Corte.

A intenção de Fachin foi explicitada em um ofício encaminhado nesta sexta-feira (9) ao ministro Luiz Fux.

Ontem, Fux determinou que a secretaria do tribunal envie ao seu gabinete os processos sigilosos que estão em tramitação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme a decisão, a secretária judiciária deverá encaminhar todos os volumes, anexos, apensos e mídias que envolvem os inquéritos das Fake News e milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

Em ofício enviado a Fux, o presidente do STF informou que todos os procedimentos que foram abertos contra Bolsonaro, exceto o inquérito das Fake News, estão sem sigilo e podem ser consultados pelo gabinete do ministro.

Segundo Fachin, a presidência da Corte identificou 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito das Fake News.

Após verificar pendências e eventuais solicitações de diligências à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), Fachin espera determinar o arquivamento do inquérito.

Dessa forma, segundo o presidente, o acesso de Fux ao inquérito só será determinado após o fim da análise dos procedimentos.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

No mês passado, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, que foi aberto em março de 2019. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a abertura como forma de combater a veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator do caso. 

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Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Alejandro Zambrana/STF

Flávio Bolsonaro começa giro pelo Rio; Lula vai ao Nordeste tentar recuperar votos

Campanhas definem primeiras viagens do 2º turno e miram estados para ampliar votação; Sudeste será prioridade dos candidatos

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começam nesta sexta-feira (9) uma nova etapa da campanha presidencial com viagens para mobilizar eleitores e ampliar a votação no segundo turno.

Enquanto Flávio prevê compromissos no Rio de Janeiro e em São Paulo, Lula retoma os atos de rua pelo Distrito Federal e pelo Rio Grande do Norte, antes de concentrar esforços no Sudeste.

A escolha dos destinos reflete os resultados do primeiro turno e as estratégias traçadas pelas duas campanhas para as próximas duas semanas.

Flávio busca consolidar a votação em estados onde venceu e reduzir a vantagem de Lula no Nordeste. O petista pretende recuperar votos perdidos em relação a 2022 e reforçar a mobilização em regiões onde mantém apoio.

No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Flávio começa por Rio e São Paulo

A campanha de Flávio prevê compromissos no Rio de Janeiro nesta sexta e no sábado (10). O estado deu ao candidato do PL 53,01% dos votos válidos no primeiro turno, contra 39,41% de Lula.

Em São Paulo, onde Flávio recebeu 51,93% dos votos, o candidato também pretende mobilizar lideranças políticas. No domingo (11), está previsto um almoço com prefeitos da Grande São Paulo, organizado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Na segunda-feira (12), Flávio tem uma carreata prevista em São José dos Campos, no interior paulista. A campanha também avalia uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, mas a passagem ainda não está confirmada.

A concentração de compromissos no Sudeste segue a orientação apresentada pelo coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), durante reunião com parlamentares e governadores em Brasília, na quarta-feira (7).

Marinho explicou que Flávio não poderá visitar todos os estados e que a agenda será concentrada nos locais onde a campanha identifica maior possibilidade de ampliar a votação.

A orientação é que deputados, senadores e governadores assumam a mobilização em seus próprios estados, inclusive quando Flávio estiver em outra região. A campanha pretende aproveitar as estruturas eleitorais dos aliados e manter a distribuição de materiais, os comitês e a atuação nas redes sociais.

O Nordeste também está entre os alvos do PL. A equipe estuda viagens a capitais como Maceió, João Pessoa e Natal, onde pretende aproveitar o apoio de lideranças locais para diminuir a diferença em relação a Lula. As datas ainda não foram definidas.

Lula escolhe DF e Rio Grande do Norte

Lula começa sua agenda de rua nesta sexta-feira com uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao governo local.

A escolha reúne dois objetivos da campanha: ampliar a votação presidencial em uma unidade da Federação onde Flávio venceu e reforçar a candidatura de Grass, que disputa o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP).

No primeiro turno, Flávio recebeu 51,31% dos votos válidos no DF, enquanto Lula ficou com 38,11%. Na disputa pelo governo, Celina obteve 49,93% e Grass, 34,47%.

Já no sábado (10), o presidente deve seguir para Natal, no Rio Grande do Norte, onde participará de um ato ao lado de Cadu Xavier (PT), que disputa o governo estadual contra Allyson Bezerra (União).

O Rio Grande do Norte está entre os estados em que Lula manteve a liderança na eleição presidencial. O petista recebeu 59,75% dos votos válidos, contra 34,77% de Flávio. A estratégia é preservar essa vantagem e mobilizar os eleitores para o segundo turno.

A campanha petista planeja ainda uma sequência de viagens a Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo na próxima semana. Uma passagem pela Baixada Fluminense está em preparação, mas ainda não tem data definida. Os três estados concentram os maiores colégios eleitorais do país e deram vantagem a Flávio no primeiro turno.

A equipe avalia ainda novas viagens à Bahia e ao Ceará, possivelmente na semana seguinte. No primeiro turno, os dois estados deram vitória a Lula e são considerados importantes para ampliar a vantagem do petista no Nordeste.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert e Divulgação Vitor Salles