Michelle Bolsonaro participa de carreata em Valparaíso de Goiás

Evento contou com presença de lideranças do PL e apoio à candidata Maria Yvelônia, que se recupera de acidente

A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo DF, Michelle Bolsonaro (PL), participou neste sábado (26) de uma carreata em Valparaíso de Goiás. A agenda eleitoral contou também com a presença da candidata a vice-governadora Ana Paula Rezende (PL) e da presidente do PL Mulher em Goiás, Ana Luísa Fleury. O ato teve como objetivo divulgar a candidatura de Wilder Morais ao governo estadual e reforçar o apoio à deputada federal Maria Yvelônia (PL), que está afastada temporariamente após sofrer um acidente de trânsito durante campanha.

Morte de Amilton Filho

A agenda foi mantida mesmo após a morte do deputado estadual Amilton Filho, de 41 anos, ocorrida nesta madrugada em um acidente de trânsito na BR-050, em Cristalina. Em razão da morte do parlamentar, integrantes da política goiana, como o governador Daniel Vilela, suspenderam atividades de campanha previstas para o fim de semana e manifestaram pesar pela perda.

Declarações das lideranças

Durante a mobilização, Ana Paula Rezende destacou a importância de manter ativa a campanha de Yvelônia, mesmo em sua ausência, e afirmou que o grupo busca ouvir as demandas das famílias da região e apresentar propostas para enfrentar os problemas locais. Ana Luísa Fleury ressaltou que a presença de Michelle Bolsonaro simboliza o apoio das mulheres do partido às candidaturas em Goiás e enviou mensagem de recuperação à colega.

Acidente de Maria Yvelônia

Maria Yvelônia sofreu um acidente em 17 de setembro, quando o trio elétrico em que estava capotou no Setor Anhanguera B, em Valparaíso. Segundo informações preliminares, o motorista teria perdido o freio ao realizar uma conversão, provocando o tombamento do veículo. A candidata sofreu ferimentos no rosto e no cotovelo, necessitando de cirurgia. Outras pessoas que estavam no carro foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros, sem ferimentos graves.

Yvelônia se apresenta nas redes sociais como candidata apoiada por Michelle Bolsonaro. A ausência da deputada federal na carreata foi marcada por manifestações de solidariedade das demais lideranças do PL, que reforçaram a continuidade de sua campanha enquanto ela se recupera.

Agenda política em Goiânia

Além da agenda em Valparaíso, o partido prepara outro ato eleitoral em Goiânia. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participará neste domingo (27) de uma carreata ao lado de Wilder Morais. A concentração está prevista para as 14h50, nas proximidades do Estádio Serra Dourada.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do Mais Goiás e do Diário de Goiás | Foto: Divulgação PL

Bets notificam clubes e avaliam contratos após proibição

Betano, Sportingbet e Superbet notificaram equipes sobre possíveis mudanças nos acordos; governo estuda linha de crédito para reduzir o impacto

Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro começaram a alertar as equipes sobre a possibilidade de suspender ou rescindir contratos, diante da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (25).

A MP prevê a proibição de apostas esportivas e jogos on-line no país. Os apostadores poderão retirar os saldos disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.

Segundo apuração, três das principais casas de apostas, Betano, Sportingbet e Superbet, notificaram clubes sobre possíveis mudanças nos acordos.

Entre os clubes estão São Paulo (Superbet), Flamengo (Betano), Palmeiras (Sportingbet), Vasco (Sportingbet) e Fluminense (Superbet). As conversas envolvem negociações ou encerramentos, mas não há confirmação de que algum contrato já tenha sido oficialmente rompido.

Em contato com a reportagem, o São Paulo afirmou não ter conhecimento do assunto e disse que não irá se pronunciar no momento. O Palmeiras afirmou que os contratos de patrocínio do clube são sigilosos e também não se manifestou.

O Flamengo, o Vasco e o Fluminense foram procurados pelo SBT News, mas ainda não responderam. O espaço segue aberto.

Bets dominam patrocínios e movimentam R$ 1 bilhão no Brasileirão

No Campeonato Brasileiro, 14 dos 20 clubes são patrocinados por empresas do setor de apostas, o que representa 70% das equipes da elite do futebol nacional. Somados, os valores de todos os contratos ultrapassam R$ 1 bilhão em investimentos do setor.

Um estudo produzido pela empresa LCA Consulting, em parceria com as duas principais associações do setor de apostas, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), mostra que, até 2017, os patrocínios dos clubes brasileiros eram dominados por empresas estatais, que respondiam por 80% do total. Esse número caiu para 70% em 2018 e para irrisórios 10% em 2019.

Desde então, esse cenário começou a mudar por dois motivos. A partir de 2018, as apostas on-line foram legalizadas no Brasil pelo governo do então presidente Michel Temer, o que fez com que esse segmento começasse a ganhar espaço.

Entre 2020 e 2021, a crise econômica tomou conta do país em razão da pandemia de covid-19, levando muitas empresas a romper parcerias com clubes e entidades. Nesses anos, 30% das equipes estavam sem patrocinador máster, enquanto 25% tinham parcerias com empresas de apostas.

O aumento foi gradual. Em 2022, 50% dos times tinham parcerias com empresas de apostas; em 2023, eram 60%; e, em 2024, 70%. Nesta temporada, o percentual chegou a 100%, justamente no ano em que o setor foi regularizado. Além disso, pela primeira vez no período analisado, não há nenhum clube da elite nacional com patrocinador máster estatal.

Ainda de acordo com o estudo da LCA Consulting, os valores dos patrocínios nos times da Série A subiram quase dez vezes nos últimos sete anos, desde a legalização do mercado. Em 2018, eles somavam R$ 295 milhões; neste ano, chegaram a mais de R$ 1,1 bilhão, superando o valor corrigido pela inflação no período, de R$ 700 milhões.

Valores anuais estimados dos patrocínios:

Qual será o impacto para as clubes?

A consequência para cada clube dependerá das cláusulas específicas dos contratos, afirma Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias e sócio do escritório Betlaw.

“Vai depender da natureza de cada contrato, mas, em princípio, diante de uma alteração regulatória relevante que suspenda a operação, as empresas deverão comunicar formalmente os clubes e demais parceiros sobre a suspensão dos contratos durante o período de impedimento”, disse.

Segundo o advogado, uma mudança regulatória que interrompa a atividade pode afetar contratos firmados sob as regras anteriores e gerar disputas sobre obrigações, pagamentos e compensações.

Lula deve se reunir com clubes após eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se reunir com dirigentes de clubes de futebol após as eleições para discutir medidas que possam reduzir o impacto financeiro provocado pelo fim das bets no Brasil.

Uma das alternativas em estudo é a criação de uma linha de crédito com juros mais baixos para os clubes. Também está em discussão a possibilidade de renegociação ou extensão do prazo para pagamento de dívidas das equipes com a União e bancos públicos. O BNDES pode participar do programa.

A proposta vem sendo discutida com a participação da CBF e de dirigentes de clubes. Ainda não estão definidos o valor dos recursos, os critérios para acesso ao crédito nem o formato final do programa.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

TSE vai exigir mais detalhes sobre pesquisas eleitorais de 2º turno

As novas diretrizes entram em vigor a partir do dia 5 de outubro, logo após a realização do primeiro turno

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passará a exigir informações mais detalhadas sobre os levantamentos realizados para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026.

As novas diretrizes entram em vigor a partir do dia 5 de outubro, logo após a realização do primeiro turno do pleito.

A nova diretriz do TSE passa a exigir o detalhamento da ordem das perguntas no questionário, medida apontada por especialistas como essencial para evitar viés em temas como intenção de voto e avaliação de governo.

Segundo a Justiça Eleitoral, a mudança não estabelece novas obrigações legais, mas aprofunda a transparência das informações já prestadas no registro prévio, que inclui contratante, custo, metodologia e amostragem, exigindo agora mais precisão sobre a população representada, o nível de confiança e a margem de erro.

A iniciativa partiu do presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, que deve enviar um comunicado oficial às empresas e institutos do setor nos próximos dias para formalizar as exigências.

Recuo

Em julho, o presidente do TSE chegou a propor a criação do “Selo Acurácia Eleitoral”. A iniciativa previa premiar e dar destaque público aos institutos cujas pesquisas mais se aproximassem do resultado final das urnas.

A proposta, contudo, enfrentou resistência do setor. A maioria dos institutos criticoua ideia, sustentando que levantamentos amostragem representam apenas o “retrato do momento”, e não um prognóstico do resultado, já que o eleitor pode mudar de voto até o dia do pleito.

Diante da repercussão negativa e de questionamentos técnicos, o tribunal recuou e abandonou o projeto.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Antonio Augusto/TSE

Desenrola 3.0: quem poderá renegociar dívidas com desconto

Nova fase do programa é voltada a débitos de até R$ 10 mil com cerca de dois a quatro anos e meio de atraso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na sexta-feira (25), em São Paulo, a medida provisória que cria a terceira fase do programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas, o Desenrola Brasil 3.0. A nova etapa prevê que o governo compre dívidas antigas com grandes descontos e repasse esse mesmo abatimento para quem está devendo.

A ideia é funcionar da seguinte forma: bancos, empresas de água, luz, telefonia, varejistas e outros credores poderão oferecer dívidas em leilões. As propostas serão classificadas de acordo com o desconto oferecido, que deverá ser de pelo menos 90%.

O desconto conseguido pelo governo será repassado integralmente ao devedor. A dívida poderá ser quitada à vista com o mesmo abatimento ou parcelada, com juros. As regras do parcelamento ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Quais dívidas poderão entrar?

O programa será voltado a dívidas bancárias e não bancárias, como contas de água, luz e telefonia e débitos no varejo.

Para entrar nessa etapa, a dívida deverá:

Os prazos são contados a partir de 25 de setembro de 2026. O Ministério da Fazenda ainda poderá estabelecer critérios de renda e definir quais grupos terão prioridade.

A participação também dependerá dos credores, que precisarão oferecer as dívidas nos leilões. As propostas com os maiores descontos terão prioridade.

Quantas pessoas podem ser beneficiadas?

A expectativa do governo é beneficiar até 15 milhões de pessoas nesta terceira fase. Até R$ 150 bilhões em dívidas poderão se encaixar nas regras do programa, mas isso não significa que todo esse valor será renegociado.

A estimativa é chegar a R$ 75 bilhões em dívidas efetivamente renegociadas, considerando que nem todos os credores e devedores devem participar.

O custo máximo para a União comprar essas dívidas será de R$ 15 bilhões. Os recursos serão previstos nos Orçamentos de 2027 e 2028.

Quando começa?

A medida provisória cria o programa, mas a renegociação não começa imediatamente.

O cronograma previsto pelo governo é:

Os leilões poderão continuar ao longo de 2027 e 2028.

Brasil tem 83,9 milhões de negativados

Dados do Tesouro Nacional mostram que 83,9 milhões de pessoas estavam negativadas em agosto. As dívidas com até cinco anos de atraso somavam R$ 592 bilhões.

Em média, cada pessoa tinha quatro dívidas, que juntas chegavam a cerca de R$ 7 mil. Mais da metade do valor total, 55%, correspondia a dívidas não bancárias, como contas de água, luz e telefonia e débitos no varejo.

A terceira fase dá continuidade às duas etapas anteriores do programa. Segundo o governo, elas já alcançaram 25 milhões de pessoas e somaram R$ 75 bilhões em dívidas renegociadas.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução INSS