Gasolina com 32% etanol chega aos postos neste sábado (1º)

Aumento da mistura de álcool no combustível foi aprovado pelo governo este mês e ficará em vigor por pelo menos 180 dias

Entra em vigor neste sábado (1º) o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina vendida nos postos de combustível do Brasil. A medida eleva o teor de 30% para 32% (conhecido como E32) para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio em território nacional.

A alteração inicialmente deve durar 180 dias, mas pode ser prorrogada pelo mesmo prazo. Ela foi aprovada em 14 de julho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e que engloba ao todo 18 ministérios.

Segundo cálculos da equipe econômica, a mudança permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.

O governo afirma que o uso de uma parcela maior de etanol produzido no país reduz a dependência de combustíveis fósseis importados e a exposição às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Essa alteração era defendida pelo governo Lula (PT) com o argumento que diminui a exposição do mercado brasileiro às oscilações do petróleo, em alta desde a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã em fevereiro.

MPF pede suspensão

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a suspensão imediata do aumento de 30% para 32% do teor obrigatório de etanol na gasolina vendida no país.

O órgão questiona os estudos usados pelo governo para autorizar a nova mistura e busca manter o percentual anterior. Segundo o MPF, os testes foram produzidos originalmente para a adoção do E30 e consideraram combustíveis com até 32% de etanol por causa de uma margem de tolerância de dois pontos percentuais.

A ação argumenta ainda que o CNPE não teria comprovado a segurança da mistura para toda a frota brasileira. Ela diz que alguns veículos exigiriam avaliações específicas como automóveis antigos, carros sem motor flex, modelos importados e motos.

O documento cita como riscos o aumento da corrosão de peças metálicas, a degradação de mangueiras e vedações, o desgaste prematuro de bombas de combustível, falhas em sistemas de injeção, dificuldades de partida e aumento dos custos de manutenção.

Em resposta, o governo federal reforçou a segurança da nova mistura. O Ministério de Minas e Energia declarou que os testes foram coordenados pela pasta e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) com veículos leves e motocicletas considerados representativos da frota nacional.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Rombo das estatais federais atinge R$ 7,8 bi e bate recorde

Déficit no primeiro semestre é o dobro ante o mesmo período de 2025 e já supera o buraco de todo o ano de 2024; Correios são os principais responsáveis

As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 7,8 bilhões no 1º semestre de 2026. Foi o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2002.

Conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pela autoridade monetária, o rombo praticamente dobrou em relação aos R$ 3,9 bilhões registrados de janeiro a junho de 2025. Também ficou acima do maior déficit de R$ 6,7 bilhões de 2024, a maior cifra para um ano completo até então

Em junho, considerando também as companhias controladas por Estados e municípios, as estatais tiveram déficit de R$ 1,5 bilhão. No acumulado dos 12 meses encerrados, o resultado negativo desse grupo chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo o BC.

A série das estatais federais não inclui instituições financeiras públicas por terem operações voltadas à intermediação de recursos. Entre elas, estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Já a Petrobras foi retirada da série por ter mais autonomia para captar recursos e regras de governança semelhantes às de empresas privadas de capital aberto.

O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás e Emgepron.

Correios pressionam resultado

A crise financeira dos Correios é considerada um dos principais fatores de pressão sobre as contas das empresas controladas pela União. A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e o próprio governo avalia que o resultado deve continuar elevado em 2026.

A empresa de correspondências colocou em prática um plano de reestruturação que inclui redução de despesas, programa de demissão voluntária, mudanças nos planos de saúde e de previdência complementar, venda de imóveis sem uso e reajustes nas tarifas.

Em dezembro de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O Conselho Monetário Nacional também abriu espaço para que a companhia obtenha até R$ 8 bilhões adicionais em financiamentos garantidos pela União.

O governo ainda autorizou a estatal a ampliar sua atuação comercial, com a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de parcerias. A estratégia busca criar novas fontes de receita diante da queda de atividades tradicionais, como postagens internacionais e envio de correspondências.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, aponta que os Correios enfrentam simultaneamente perda de receitas e aumento de despesas. Entre as pressões estão gastos com pessoal, planos de saúde, fundo de pensão, precatórios, transporte e encargos provocados pelo atraso no recolhimento de tributos.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Caiado compara cenário eleitoral à ‘síndrome de Estocolmo’ ao criticar Lula e Flávio Bolsonaro

Ex-governador de Goiás destacou a alta rejeição dos dois adversários, registrada nas pesquisas

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, ironizou nesta sexta-feira (31), em Belo Horizonte, o desempenho de seus principais adversários nas pesquisas de intenção de voto. Na 43ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, o ex-governador de Goiás afirmou considerar “curioso” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderem a corrida eleitoral mesmo registrando elevados índices de rejeição.

Ao comentar o cenário, Caiado comparou a preferência do eleitorado pela dupla ao que chamou de “síndrome de Estocolmo”. “Como é que os dois mais rejeitados, que chegam a 50% de rejeição cada um, ainda estão com esse percentual no primeiro turno? Aí me vem a ideia do médico sobre aquela síndrome de Estocolmo. As pessoas, de repente, se apegam àqueles que estão tanto judiando o Brasil”, declarou.

Na sequência, o candidato afirmou acreditar que o eleitorado passará a priorizar o debate de propostas ao longo da campanha. Segundo ele, os dois adversários concentram esforços em ataques mútuos, enquanto temas como o custo de vida, a evasão escolar e o avanço das facções criminosas deveriam ocupar o centro da disputa eleitoral.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Michelle diz que anunciará decisão sobre candidatura na convenção do PL no domingo

Ex-primeira-dama afirma que medidas contra Jair Bolsonaro influenciam em decisão de disputar ou não vaga no Senado

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (31), que ainda não definiu se disputará uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Segundo ela, a decisão será anunciada durante a convenção do PL (Partido Liberal) no Distrito Federal, marcada para domingo (2), às 17h.

Durante entrevista coletiva, Michelle revelou que a definição depende de uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que as medidas cautelares impostas ao marido influenciam a decisão.

“Eu estou conversando com o meu marido ainda, até porque eu estou limitada, estou presa com o marido, o que impossibilita também de fazer campanha. E tudo que eu faço, eu gosto de fazer bem feito, então a gente deve definir até amanhã. Devo me pronunciar na convenção”, afirmou.

Apesar de não confirmar a candidatura, Michelle reconheceu que há expectativa dentro do partido para que ela dispute o cargo. “É uma expectativa do presidente e do nosso grupo estar apoiando a nossa senadora e nossos deputados federais”, declarou.

PL Mulher

Questionada sobre a decisão de deixar a presidência do PL Mulher, Michelle afirmou que considera esse ciclo encerrado, sem detalhar quais serão os próximos passos dentro da legenda.

No fim de junho, ela anunciou a saída do comando do segmento feminino do partido para se dedicar “integralmente” aos cuidados do marido, que está em regime de prisão domiciliar.

Estado de saúde de Bolsonaro

A ex-primeira-dama também comentou o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Segundo ela, o ex-presidente está bem e apresentou melhora do quadro de soluços.

Michelle também voltou a criticar as restrições impostas ao ex-presidente, especialmente em relação às visitas dos filhos. “Sobre as visitas, os filhos… é uma injustiça”, afirmou.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Alan Santos/PR