ANP cria app para motorista conferir qualidade de posto de combustível

Aplicativo permite consumidor denunciar irregularidades

A partir desta segunda-feira (13), motoristas podem lançar mão de um aplicativo (app) para conferir a avaliação da qualidade de postos de combustíveis espalhados pelo Brasil. É possível também denunciar irregularidades.

A plataforma “ANP com VC – Postos” foi lançada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão público que regulamenta e fiscaliza o mercado de combustíveis no país, da produção até a comercialização final.

A plataforma pode ser acessada neste endereço e depois baixada no aparelho de telefone celular.

Pelo app o consumidor pode buscar informações de postos próximos a ele ou navegar por um mapa virtual.

Nota de 0 a 5

Todos os postos recebem notas de zero a cinco, que levam em conta o histórico de fiscalizações da ANP recebidas pelo estabelecimento nos últimos cinco anos.

As vistorias da agência avaliam questões como qualidade do combustível, se a quantidade fornecida pelas bombas é acurada e se há registro de prática de preços abusivos. Quanto mais recente uma possível punição, maior o peso negativo na nota final.

Para facilitar a visualização no modo mapa, os postos recebem cores relacionadas às notas, com graduação do vermelho (nota zero) ao verde (nota cinco 5).

Pelo próprio app, o motorista pode fazer denúncia diretamente à ANP, caso perceba indício de irregularidades na qualidade ou de preço abusivo.

O aplicativo fornece informações dos estabelecimentos, como endereço, CNPJ, quantas fiscalizações já recebeu, resultado das vistorias e qualidade das amostras analisadas. É possível também saber qual empresa fornece o combustível vendido pelo posto.  

De acordo com a ANP, a informação traz maior transparência, “já que mesmo postos que exibem marca comercial de uma distribuidora podem vender produto de outro fornecedor, como de uma usina de etanol, de transportador-revendedor-retalhista (TRR) ou mesmo de outra distribuidora, desde que informado de forma clara ao consumidor”.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Congresso se aproxima do recesso sem votar PEC 6×1 e PL da Misoginia

MP do Frete também não está na pauta da semana

O Congresso Nacional se aproxima do recesso parlamentar, previsto para começar neste sábado (18), sem concluir a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais. 

Aprovada na Câmara dos Deputados, em 27 de maio, com apenas 22 votos contrários, a PEC segue travada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O senador não despachou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e como não há sessão da comissão nesta semana, a análise da PEC deve ficar para o segundo semestre.

Misoginia

Na Câmara dos Deputados, a expectativa é para se votar o projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio e a discriminação contra mulheres pelo fato de serem mulheres. O PL 896 de 2023 equipara a misoginia à prática do racismo.

A assessoria da relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), informou à Agência Brasil que “tudo está encaminhado” para o PL entrar na pauta na quarta-feira (15).

Porém, o texto não foi incluído na previsão de votações da semana. A pauta de votações, contudo, pode sofrer alterações e a proposta pode ainda ser incluída na pauta de última hora.  

A urgência do PL que criminaliza a misoginia foi aprovada na Câmara no dia 1º de julho por 293 votos favoráveis e 158 contrários. No Senado o texto foi aprovado, por unanimidade, em março.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), ao reconhecer que a criminalização da misoginia divide o plenário, pediu que as bancadas recebam a relatora Tabata Amaral para construção de um “texto de consenso”.

“[Com a urgência sendo aprovada] nós vamos, ao lado das lideranças, com muita cautela, com muito respeito, construir o melhor texto possível.”, disse Motta.

A urgência ao projeto foi rejeitada pelos partidos Novo, Missão e o Partido Liberal (PL) que encaminharam contra a votação. A líder do PL Júlia Zanatta (PL-SC), argumenta que o tema não está maduro para votação. “Há várias divergências”, disse.

MP do Frete

Outro tema que pode ficar de fora da pauta do Senado desta semana é a Medida Provisória (MP) 1.343, de 2026, editada pelo governo federal e que altera a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviários de Cargas.

A MP perde a validade na quinta-feira (16). Mesmo assim, não foi incluída na pauta de votações pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A MP foi aprovada na Câmara no dia 17 de junho.

Inicialmente, o texto do governo federal busca fortalecer a fiscalização para cumprimento do pagamento do piso mínimo do frete dos caminhoneiros, além de prever a aplicação de multas de até R$ 1 milhão contra empresas que contratem motoristas autônomos por valores abaixo da tabela mínima do frete. 

Na Câmara, o texto sofreu alterações pelo relator Zé Trovão (PL-SC), que incluiu no texto uma anistia das multas dos caminhoneiros que fecharam rodovias em 2022.

Trovão ainda incluiu anistia para multas aplicadas contra quem descumpriu o pagamento do frete mínimo, instituída pela Lei 13.703, de 2018.

Câmara

A pauta de votações do plenário da Câmara na última semana antes do recesso parlamentar prevê a análise de 19 projetos, medidas provisórias e requerimento de urgência.  

Entre as MP, destacam-se as que abrem créditos extraordinários para os ministérios do Desenvolvimento Agrário; da Integração e do Desenvolvimento Regional; de Minas e Energia, e do Meio Ambiente.

Entre os projetos da pauta, estão o que autoriza a instalação de câmeras de reconhecimento facial nas estações ferroviárias e rodoviárias, no interior dos vagões das composições, em vias públicas e repartições públicas (PL 1.828, de 2023), assim como o projeto que prevê a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de quem abandonar animais na rua.

Senado

No Senado, a pauta do plenário prevê a análise de medidas provisórias, entre elas a MP 1.344, de 2026 que abre crédito de R$ 10 bilhões no orçamento para subsidiar parte do preço do diesel em função da guerra no Oriente Médio.

A MP 1.342, de 2026 também foi pautada no Senado com previsão de R$ 1,3 bilhão para ações emergenciais nos municípios de Minas Gerais atingidos pelas chuvas.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Fifa avalia expansão da Copa do Mundo com 64 seleções

Mundial de 2026 contou com 48 seleções pela primeira vez; Infantino fala em contemplar “o mundo inteiro, não apenas a Europa e a América do Sul”

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que uma nova expansão da Copa do Mundo, aumentando o número de seleções participantes para 64, será discutida após a edição deste ano.

A Copa de 2026, realizada no Canadá, no México e nos Estados Unidos, contou com 48 seleções pela primeira vez – uma decisão que foi duramente criticada antes do início do torneio.

À emissora de televisão suíça Blue Sport, Infantino defendeu a ampliação de 32 para 48 seleções e disse que o Mundial deve ser pensado para contemplar “o mundo inteiro, não apenas a Europa e a América do Sul”.

“Todas as nações devem ter o direito de sonhar em participar da Copa do Mundo. Dá para ver que a qualidade das seleções é extremamente alta e está ficando cada vez melhor, em todo o mundo”, disse.

“Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles perderão o incentivo para continuar melhorando”, completou Infantino.

A próxima edição da Copa, em 2030, será co-sediada por Marrocos, Portugal e Espanha. O torneio de 2034 será na Arábia Saudita.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Caiado: carta de Bolsonaro indica “fragilidade” de Flávio

Em mensagem divulgada neste sábado (11) pelo senador, ex-presidente aponta o filho como seu “porta-voz”

O pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a carta do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), é “um sinal de extrema fragilidade na campanha” do senador. A declaração foi dada a jornalistas durante agenda do ex-governador de Goiás, neste sábado (11), no Festival do Japão, em São Paulo.

Na avaliação de Caiado, a mensagem do ex-presidente teria sido uma resposta a um “pedido de socorro” de Flávio Bolsonaro ao pai, por não conseguir “explicar os problemas que estão ocorrendo”.

“Sabemos muito bem que um pai não nega um pedido de um filho. Agora, você tem que estar preparado para governar e para presidir um país. Você não pode recorrer a cada crise com a carta do seu pai”, observou Caiado.

O ex-governador afirmou ainda que o episódio indica uma “falta de credenciais” do senador para lidar com as crises que podem ocorrer durante um mandato de presidente.

“Você tem que ter condições de poder ter uma estrutura política, uma estabilidade emocional e ao mesmo tempo uma capacidade de poder superar as crises que amanhã venham acontecer. O problema é a falta de credenciais do pré-candidato em explicar os problemas que estão ocorrendo. Um pai não vai negar um pedido de um filho, mas não é este o problema. Neste momento, nós estamos discutindo a Presidência da República. A cada crise, uma carta. Foi um sinal de extrema fragilidade na campanha dele”, concluiu Caiado.

A carta de Bolsonaro

No último sábado (11), o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro divulgou, durante uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita a mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na qual ele se refere ao filho como seu “porta-voz”.

“O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato – e creio, o seu também –, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, escreveu Bolsonaro.

A iniciativa acontece em meio à crise provocada pelo vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no dia 24 de junho. Na ocasião, Michelle alegou ter sido maltratada e desrespeitada pelo enteado após divergências sobre articulações políticas do Partido Liberal (PL) no Ceará.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Secom-GO