Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da TV brasileira, morre aos 95 anos em São Paulo

Aos 95 anos de idade, o autor de novelas ficou conhecido por seu trabalho em novelas como ‘Pantanal’ (1990), ‘O Rei do Gado’ (1996), ‘Terra Nostra’ (1999), ‘Velho Chico’ (2016) e ‘Sinhá Moça’ (1986/2004)

O Brasil perdeu, nesta terça-feira (7), um dos maiores nomes da dramaturgia nacional. Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, em São Paulo. O autor estava internado no Hospital HCor devido a complicações provocadas por uma insuficiência renal crônica, doença com a qual convivia havia cerca de três anos.

A informação foi confirmada à Quem pela assessoria de imprensa do hospital. Segundo o boletim médico, Benedito morreu na manhã desta terça em decorrência de complicações da insuficiência renal crônica (IRC).

Boletim de Benedito — Foto: Divulgação

Benedito foi casado por 56 anos com a atriz Marilene Leonor Barbosa, que morreu aos 75 anos de idade, em decorrência de um câncer, em 2014. Os dois tiveram quatro filhos: Edmara, Edilene, Ruy e Marcelo. Edmara e o filho, Bruno Luperi, já trabalharam em várias tramas da Globo, como Velho Chico, Pantanal e Renascer.

Benedito Ruy Barbosa passou por emissoras como Tupi, Excelsior, Record, Band, Manchete e Globo, e ficou conhecido por seu trabalho em novelas como Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999), Velho Chico (2016) e Sinhá Moça (1986/2004).

Raízes

O mais velho de cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa nasceu no dia 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo. Passou a infância na cidade vizinha, Vera Cruz, uma área de cafezais com grande concentração de imigrantes japoneses e italianos. Seu pai, Otávio Barbosa, fundou e dirigiu o jornal A Voz de Vera Cruz até morrer, aos 29 anos de idade, em 1942.

Benedito era criança quando o pai morreu e precisou arrumar um emprego para ajudar sua mãe, Aurora Medeiros Barbosa, que não tinha condições de sustentar a família. Seu primeiro trabalho foi como auxiliar de guarda-livros em uma firma comercial. Sem perspectivas de crescimento no interior do estado, foi morar sozinho em São Paulo, onde passou a estudar à noite e trabalhar durante o dia no escritório que a mesma firma mantinha na capital.

Mais tarde, quando estava mais estável financeiramente, buscou a família no interior e passarem a morar em um cortiço no bairro do Bom Retiro. Benedito complementava sua renda trabalhando como vendedor de verduras na feira e faxineiro em um banco. Depois, graças aos conhecimentos contábeis, conseguiu um emprego no Banco de Boston. Mais tarde, deixou o banco e voltou a trabalhar na firma comercial por alguns anos, em um escritório em Maringá, Paraná.

Inspiração rural

Durante a temporada na zona rural do Paraná, escreveu seu primeiro romance: Fogo Frio, que, em 1959, a convite de Oduvaldo Viana Filho, se tornaria peça de teatro dirigida por Augusto Boal no Teatro de Arena – vencedora do prêmio principal da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Em 1954, passou em um concurso promovido pelo jornal Estado de S. Paulo e foi contratado como revisor. Sua estreia como repórter aconteceu na editoria de Esportes do jornal Última Hora. Trabalhou ainda na Gazeta Esportiva e foi redator de publicidade da Radial Propaganda.

Nessa época, Fogo Frio virou sucesso de bilheteria e o rendeu um convite para trabalhar como roteirista na agência J. W. Thompson, passando a cuidar de todas as novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive.

Em seguida, contratado como autor pela multinacional, escreveu a novela Somos Todos Irmãos (1966), uma adaptação do romance A Vingança do Judeu, de J. W. Rochester, exibida pela TV Tupi. Trabalhou ainda na Excelsior e na Record, até ser contratado como assessor especial pela TV Cultura, em 1971.

Sucessos

Naquela ocasião, escreveu a novela Meu Pedacinho de Chão, que foi produzida em parceria com a Globo e exibida simultaneamente nas duas emissoras. Assinou contrato com a Globo em 1976 para escrever O Feijão e o Sonho, novela que deu início à sua bem-sucedida trajetória no horário das 18h.

Logo depois, vieram À Sombra dos Laranjais (1977), adaptação de peça homônima de Viriato Correia, e Cabocla (1979), inspirada em romance de Ribeiro Couto. Depois de uma curta passagem pela TV Bandeirantes, onde escreveu a novela Os Imigrantes (1981), voltou à Globo para fazer Paraíso (1982), Voltei pra Você (1983), De Quina pra Lua (1985), Sinhá Moça (1986) e Vida Nova (1988). Também dirigiu e reformulou os episódios do Sítio do Picapau Amarelo.

Em 1990, Benedito Ruy Barbosa foi para a TV Manchete, onde escreveu a novela Pantanal. O sucesso foi tão estrondoso que, logo depois, voltou à Globo para escrever uma novela das 20h sobre o interior baiano: Renascer (1993). Em 2000, trouxe à tona as raízes da cultura ítalo-brasileira ao mostrar a vida de dois imigrantes italianos que se apaixonam no navio rumo ao Brasil, mas são separados ao desembarcar no país, no final do século XIX, em Terra Nostra.

Benedito assinou ainda dois remakes de suas obras Sinhá Moça e Meu Pedacinho de Chão, em 2006 e 2014. Em 2016, assinou outra saga em parceria com Luiz Fernando Carvalho na direção: Velho Chico, trama que se passa na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino.



Alô Valparaíso/* Com as informações do O Globo | Foto: Reprodução

Férias escolares começam com programação cultural em museus e centros culturais do DF

Exposições, oficinas, aulas, espetáculos e atividades recreativas movimentam equipamentos públicos na primeira semana do recesso escolar

As férias escolares começaram com programação cultural no Distrito Federal. Ao longo da primeira semana de julho, museus, memoriais, bibliotecas e centros culturais recebem exposições, oficinas, aulas, espetáculos e atividades recreativas voltadas a públicos de diferentes idades. A iniciativa oferece opções de lazer para quem permanece na capital durante o recesso.

Entre as opções da programação está a abertura do projeto “Os Melhores do Mundo – Circuito 30 Anos – Especial Brasília”, na próxima quarta-feira (8), na área externa da Biblioteca Nacional. O espaço também recebe, até 31 de julho, a exposição Sertões, em cartaz no segundo andar. No Centro Cultural Três Poderes, os visitantes podem conhecer a exposição de longa duração sobre Tancredo Neves, no Panteão da Pátria, além da mostra permanente do Espaço Lúcio Costa, com a maquete do Plano Piloto, maquete tátil e croquis do urbanista.

Já o Espaço Oscar Niemeyer apresenta a exposição Niemeyer por Niemeyer – Kadu Niemeyer, enquanto o Museu da Cidade segue com sua exposição permanente. O Memorial dos Povos Indígenas também integra a programação das férias com a exposição Conexões Ancestrais e a mostra BDW 26 – Brasília Design Week, em cartaz até 12 de julho. No Museu de Arte de Brasília (MAB), o público poderá visitar a exposição de longa duração do acervo da instituição, além das mostras Marés e Respiro, de Ingrid Haubrich, Rejuntes Afetivos, de Isabel Becker, e Demãos Bordadas, da GPS Foundation, inaugurada no dia 3 de julho.

O Espaço Cultural Renato Russo oferece uma agenda voltada à formação artística e à inclusão social. Na terça (7) e quarta-feira (8), o público poderá conferir exposições de artes visuais, participar de oficinas de cenografia e acompanhar atividades como aulas de dança, teatro para pessoas com mais de 60 anos, percussão e canto coral.

Em Planaltina, o complexo cultural também promove atividades durante a semana, com aulas de balé, oficina de dança, ensaios artísticos e o curso de teatro Cumbucagem, ampliando a oferta cultural fora do Plano Piloto.

O Museu de Arte de Brasília aparece entre as opções na programação cultural de julho | Foto: Divulgação



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação

Daniel Vilela lidera pesquisa para o governo de Goiás; Marconi Perillo aparece na sequência

Pesquisa também mostra as intenções para Wilder Morais (PL), Luis Cesar Bueno (PT) e Telemaco Brandão (Novo)

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece na liderança das intenções de voto para o Governo do Estado nas eleições de 2026, segundo pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, 6 de julho. No cenário estimulado, Vilela soma 44,4% das preferências, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%.

O levantamento também incluiu os nomes do senador Wilder Morais (PL), que obteve 11,5%, do ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT), com 3,3%, e do ex-vereador de Goiânia Telêmaco Brandão (Novo), que registrou 1,1%. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 8,8%, enquanto 5,5% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa ouviu 1.300 pessoas entre os dias 3 e 5 de julho, em 61 municípios goianos. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-01366/2026.

Cenário espontâneo

No cenário espontâneo, em que os entrevistados indicam seus candidatos sem lista prévia, Daniel Vilela também lidera, com 14,8%. Em seguida aparecem Marconi Perillo, Ronaldo Caiado, Wilder Morais, Luis Cesar Bueno e Telêmaco Brandão.

Avaliação da gestão

A pesquisa também avaliou a administração estadual. Para 40% dos entrevistados, a gestão de Vilela é considerada “boa”, enquanto 14,1% a classificaram como “ótima”. Outros 31,2% disseram ser “regular”, 4,5% avaliaram como “ruim” e 7,2% como “péssima”.

No total, 74,5% afirmaram aprovar a gestão, 20,8% desaprovam e 4,8% não souberam ou não opinaram.

Rejeição eleitoral

Em relação à rejeição, Marconi Perillo aparece com 37,8%, seguido por Wilder Morais (20,5%). Daniel Vilela foi citado por 15,8% dos entrevistados, enquanto Luis Cesar Bueno e Telêmaco Brandão registraram 12,5% e 11,8%, respectivamente.

Disputa pelo Senado

O levantamento também mediu intenções de voto para as duas vagas ao Senado Federal. A primeira-dama do estado, Gracinha Caiado (União), lidera com 35,1%, seguida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD), com 25,8%.

Na sequência, aparecem Gustavo Gayer (PL), com 21,2%, e Dr. Zacharias Calil (MDB), com 19,8%, em situação de empate técnico.

Metodologia

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.300 eleitores em 61 municípios goianos entre os dias 3 e 5 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE sob o protocolo GO-01366/2026.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 e da CNN Brasil | Foto: Flickr/Daniel Vilela | Edilson Rodrigues/Agência Senado

Aposentada com Alzheimer é encontrada morta após 4 dias desaparecida

Rosinete Santos Pereira, 67 anos, desapareceu na quinta-feira (2/7), em Planaltina de Goiás. Corpo da aposentada foi encontrado em córrego

Rosinete Santos Pereira, conhecida como “Nete”, 67 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (6/7), em um córrego na região de Planaltina de Goiás (GO), Entorno do Distrito Federal. A aposentada, que era diagnosticada com Alzheimer, estava desaparecida desde a última quinta-feira (2/7).

Nete foi vista pela última vez no centro de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Planaltina de Goiás, por volta das 11h, quando estava acompanhada do marido. No entanto, ela saiu da supervisão do esposo e deixou o local.

Por volta das 17h, uma câmera de segurança registrou a mulher andando pela Quadra 5 Norte da cidade.

De acordo com Michael Santos, filho da vítima, a família recebeu relatos de que Rosinete também teria sido vista no dia em que desapareceu no Setor de Chácaras de Planaltina (GO).

Morte

O filho soube da morte da mãe ao buscar informações sobre atualizadas sobre a investigação do desaparecimento dela na delegacia da região.

“Chegou um senhor falando que queria registrar uma ocorrência porque havia encontrado um corpo na fazenda dele. A Polícia Civil foi lá para averiguar e, posteriormente, me confirmou que era o corpo da minha mãe”, afirma Michael.

De acordo com o filho de Nete, o corpo da vítima não tinha sinais de violência. A causa da morte será investigada pela Polícia Civil de Goiás.

Rosinete Santos Pereira, conhecida como “Nete”, 67 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (6/7)



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Reprodução