Caiado volta a chamar Itamaraty de ‘braço do PT’

Candidato do PSD a presidente disse que chancelaria virou “apêndice” partidário e que diálogo com os EUA se tornou “baixaria”

O ex-governador Ronaldo Caiado, oficializado no domingo (26) como candidato do PSD a presidente, voltou a chamar o Itamaraty de “braço do PT” durante entrevista nesta terça-feira (26) ao portal Metrópoles.

Questionado sobre como lidaria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso assumisse o Palácio do Planalto em 2027, Caiado alfinetou a chancelaria brasileira, que avaliou estar cooptada pelo atual governo Lula (PT), e indicou que deixaria o contato direto com o republicano a cargo do corpo diplomático.

“Eu vou fazer o que um estadista e um homem que tem a postura de um presidente da República deve fazer. Primeiro, eu vou resgatar o Itamaraty. A chancelaria será algo que sempre deu orgulho para nós brasileiros. Ela não vai ser um braço do partido como é hoje. Hoje o Itamaraty é um braço do PT, um apêndice petista. Não. Eu vou resgatar os bons diplomatas. Não existe essa intimidade de você chegar e falar com o presidente”, afirmou.

Há duas semanas, o candidato pessedista já havia feito comentário semelhante ao falar sobre o tarifaço aplicado pelos EUA a exportações brasileiras. Na ocasião, disse que o Ministério das Relações Exteriores teria virado uma “ala petista radical” alheia às preocupações do mercado e do setor produtivo afetadas pela punição.

Conforme Caiado, sob sua orientação, negociações do Brasil com outros países respeitarão a liturgia diplomática e não desembocarão em “baixaria” ou qualquer “prática rasteira”. Desde o anúncio das novas tarifas, o governo brasileiro subiu o tom contra a Casa Branca e reagiu a comentários do secretário de Estado Marco Rubio, que acusou Lula de não ter negociado de “boa-fé” com representantes comerciais americanos.

Trump não fez nenhuma declaração pública sobre o tarifaço desde então, e Lula disse que só faria a sua depois do americano.

“Você tirou totalmente a condição de diálogo. Virou briga de rua, é isso?”, criticou Caiado.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução

Caiado diz que Flávio Bolsonaro e Lula tentam ‘desviar o foco’ com disputas internacionais

Candidato à Presidência pelo PSD afirmou que rivais evitam discutir os problemas do Brasil e apostam em embates externos

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (28) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam “desviar a atenção” do eleitor ao priorizar disputas internacionais em vez de discutir os problemas do Brasil.

Para Caiado, os dois adversários que lideram as pesquisas de intenção de voto evitam apresentar propostas para temas considerados centrais para o país, recorrendo a embates externos para influenciar o debate eleitoral.

“O que eu acho importante é que as pessoas percebam o que Lula e Flávio querem fazer na eleição. Eles querem desviar o foco. Não querem discutir o Brasil porque não conhecem e não sabem. Não têm projeto para nenhum tema relevante do país”, criticou.

Na avaliação do ex-governador de Goiás, o crescimento de sua candidatura teria levado os dois grupos políticos a mudar a estratégia da campanha.

“Com o risco da nossa candidatura, trouxeram um clima de enfrentamento internacional. Aí xingam a ditadura do Trump, fazem uma falsa defesa da soberania, que o Lula já entregou ao narcotráfico há muito tempo. O outro vai lá e chama o Milei para fazer grosseria aqui dentro. De repente, pega a carta do pai para ler. Para ser candidato à Presidência da República não precisa de muleta. Tem que ser ele, assumir a função”, disse.

Caiado afirmou ainda que temas ligados à política externa não deveriam ocupar o centro da campanha eleitoral. “Não pode trazer essas situações internacionais para criar um falso positivo e tentar desviar a atenção do povo brasileiro. Os mais rejeitados são eles. Eleição de rejeitados não é possível”, declarou.

Durante entrevista, o candidato também defendeu que o debate eleitoral seja concentrado em temas como segurança pública, saúde, educação, desenvolvimento econômico, inteligência artificial e política industrial.

Segundo ele, um eventual segundo turno contra Lula permitiria discutir os resultados da atual gestão federal. Caiado voltou a afirmar que, na sua avaliação, é o único nome da oposição capaz de derrotar o presidente nas urnas.

“Eu terei condições de fazer um debate e não ter que ficar me explicando no segundo turno. O debate será sobre segurança, educação, saúde, política internacional, inteligência artificial e desenvolvimento do país”, argumentou.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Entorno e DF seguem em alerta amarelo para baixa umidade; previsão é de tempo seco até 3 de agosto

Umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, sem previsão de chuva nos próximos dias

O Distrito Federal continua em alerta amarelo para baixa umidade relativa do ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou, nesta terça-feira (28), o aviso de perigo potencial, válido das 10h às 21h. A previsão é de umidade entre 20% e 30% e de tempo seco pelo menos até a próxima segunda-feira (3).

Segundo o Inmet, não há previsão de chuva nem de aumento significativo da umidade nos próximos dias. O cenário é causado pela atuação de uma massa de ar seco, típica do inverno no Planalto Central. Sem chuva com acumulados expressivos desde junho, o ar continua cada vez mais seco, principalmente durante as tardes.

Cuidados com a saúde

Com o tempo seco, é importante reforçar alguns cuidados para evitar problemas de saúde. A recomendação é beber bastante água, evitar atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, usar roupas leves e manter a pele e as vias respiratórias hidratadas. Sempre que possível, também vale umidificar os ambientes.

O Inmet monitora as condições meteorológicas diariamente. Se a umidade cair ainda mais, novos alertas poderão ser emitidos, inclusive em níveis mais severos. Neste mês, o menor índice de umidade registrado no DF foi de 18%, em 7 de julho, na estação meteorológica do Gama/Ponte Alta. O recorde histórico do Distrito Federal é de 7%, registrado na mesma estação em 3 de setembro de 2024.

A previsão é de umidade entre 20% e 30% e de tempo seco pelo menos até a próxima segunda-feira (3) | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Diagnóstico precoce é a principal arma contra as hepatites virais

Doenças podem permanecer anos sem sintomas; vacinação e exames ajudam a prevenir complicações graves

Milhares de pessoas convivem com as hepatites virais sem saber. Na maioria dos casos, a infecção evolui durante anos sem provocar sintomas, fazendo com que muitos pacientes descubram a doença apenas quando o fígado já apresenta lesões importantes. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, a atenção se volta para uma doença que pode ser prevenida, controlada e tratada quando identificada precocemente.

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas por cinco vírus diferentes: A, B, C, D e E. No Brasil, os tipos A, B e C são os mais frequentes. Em muitos casos, os primeiros sinais, como cansaço, febre, mal-estar, tontura e pele ou olhos amarelados, só aparecem quando a doença já está mais avançada.

A hepatologista Liliana Mendes explica que identificar a doença precocemente permite iniciar o tratamento antes que ocorram danos mais graves ao fígado. Ela ressalta ainda que a vacinação é a principal forma de prevenção da hepatite B e recomenda que todos os adultos façam, pelo menos uma vez na vida, o exame de sorologia para rastreamento da doença.

“Quanto mais cedo a doença for identificada, mais cedo podemos iniciar o tratamento e evitar complicações. A principal forma de prevenção da hepatite B é a vacinação. Além disso, a recomendação é que todos os adultos realizem pelo menos uma vez na vida o exame de sorologia para rastreamento da doença”, explica. 

“Quanto mais cedo a doença for identificada, mais cedo podemos iniciar o tratamento e evitar complicações”Liliana Mendes, hepatologista

O paciente Adalto Pinheiro, de 63 anos, descobriu que tinha hepatite B há quase 20 anos durante um exame de rotina. Sem apresentar sintomas, ele recebeu o diagnóstico por acaso e, desde então, faz acompanhamento no HBDF para controlar a evolução da doença.

“Eu descobri totalmente por acaso, não sentia sintoma nenhum. Agora tomo os remédios e faço exames para garantir que não piore”, comenta.

Formas de transmissão

A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral, estando associada ao consumo de água e alimentos contaminados, além de condições inadequadas de saneamento básico e higiene.

Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes de uso pessoal, como lâminas de barbear, escovas de dente e alicates de unha, pelo compartilhamento de agulhas e seringas e também da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

As hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas | Foto: Divulgação

 
Pessoas com maior risco de exposição, como usuários de drogas e profissionais do sexo, devem realizar exames de rastreamento anualmente.

O tratamento varia conforme o tipo da hepatite e se a infecção é aguda ou crônica. Em todos os casos, a assistência e os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para realizar a sorologia de rastreamento, a população pode procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Nos casos agudos, o atendimento deve ser buscado em uma unidade de pronto atendimento (UPA). Quando necessário, o paciente é encaminhado para avaliação especializada e continuidade do tratamento.

Tipos de hepatites

Existem cinco tipos de hepatites virais, identificadas pelas letras A, B, C, D e E. A hepatite D ocorre principalmente na Região Norte do país, enquanto a hepatite E é rara no Brasil e mais comum em regiões da África e da Ásia.

Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais provocam cerca de 1,3 milhão de mortes por ano no mundo em decorrência de infecção aguda, cirrose ou câncer de fígado. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as hepatites B e C, juntas, causam mais mortes anuais do que o HIV e um número semelhante ao da tuberculose.

Como prevenir

Vacinação

Higiene e saneamento (especialmente para hepatites A e E)

Prevenção da transmissão sexual e pelo sangue (especialmente para hepatites B e C)

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação