Prisão domiciliar de Bolsonaro vence nesta semana; veja quais são os próximos passos

Em março, o ministro Alexandre de Moraes limitou contatos políticos, restringindo as visitas a familiares, advogados e médicos

O prazo de 90 dias estabelecido para a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidenteJair Bolsonaro acaba nesta semana. Autorizado em 24 de março pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o benefício temporário expira no próximo dia 25.

Ao conceder a medida em março, o ministro limitou contatos políticos de Bolsonaro, restringindo as visitas a familiares, advogados e médicos. Moraes pode prorrogar a prisão domiciliar do ex-presidente para evitar articulação política antes das eleições.

Com o encerramento do prazo fixado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a defesa do ex-presidente devem se manifestar antes da palavra final de Moraes.

O ministro poderá optar por alguns caminhos principais: a prorrogação do recolhimento domiciliar por igual período, a revogação da medida, mantendo apenas restrições mais brandas, ou o agravamento das sanções.

Moraes também deve exigir uma nova perícia médica oficial para embasar a decisão. A defesa de Bolsonaro já sinalizou que pedirá ao STF a prorrogação do prazo devido à persistência e agravamento de seus problemas de saúde.

Entretanto, a arma encontrada em blitz na semana passada também pode influenciar decisão de Moraes sobre o assunto.

Relatórios médicos semanais enviados ao Supremo apontam que, nos últimos dias, o ex-presidente sofreu uma piora considerável em crises de soluço crônico, necessitando de doses extras de medicamentos que atingiram o limite terapêutico de segurança.

Pena

O ex-presidente cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e comando de organização criminosa.

Antes de receber o direito ao regime domiciliar temporário, ele estava preso no 19° Batalhão da Polícia Militar, ala conhecida como “Papudinha”, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Acontecimentos

Nesses 90 dias, Bolsonaro operou o ombro direito no dia 1º de maio, no Hospital DF Star em Brasília. A cirurgia durou cerca de 5 horas e ocorreu sem complicações.

Em outro momento, pediu autorização para a entrada de técnicos responsáveis pela manutenção de um elevador em sua residência. Dias depois, pediu para receber a funcionária de um cartório e até um cabelereiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ton Molina/STF

Campeão mundial pela França é flagrado cochilando durante Espanha X Arábia Saudita

Youri Djorkaeff esteve em Atlanta para acompanhar a partida

A vitória da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita teve uma cena curiosa fora de campo. O ex-meia francês Youri Djorkaeff, campeão da Copa do Mundo de 1998, foi flagrado cochilando na tribuna de honra do estádio de Atlanta durante o segundo tempo de Espanha e Arábia Saudita, partida válida pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial de 2026.

As imagens mostraram o ex-jogador sentado ao lado de Fernando Hierro, ex-zagueiro da seleção espanhola e do Real Madrid. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também estava no mesmo setor do estádio. Djorkaeff, que disputou as Copas de 1998 e 2002 pela França, integrou a equipe que conquistou o primeiro título mundial do país ao vencer o Brasil na final disputada em Paris.

Como foi a goleada da Espanha

A Espanha conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo de 2026 ao golear a Arábia Saudita por 4 a 0, em Atlanta, pela segunda rodada do Grupo H. Após o empate sem gols com Cabo Verde na estreia, a equipe comandada por Luis de la Fuente assumiu a liderança provisória da chave.

Lamine Yamal abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, marcando seu primeiro gol em Copas do Mundo. Oyarzabal ampliou com dois gols em sequência, aos 20 e aos 23 minutos, deixando a seleção espanhola com larga vantagem ainda antes do intervalo.

No início da etapa final, a Espanha chegou ao quarto gol após jogada de Cucurella. A finalização do lateral resultou em gol contra do zagueiro saudita Tambakti.

Com a vantagem construída, a equipe espanhola passou a administrar o resultado e promoveu mudanças no time, incluindo as saídas de Yamal e Oyarzabal. A Arábia Saudita teve dificuldades defensivas durante toda a partida e pouco ameaçou o gol adversário.

Com o resultado, a Espanha chega embalada para a última rodada da fase de grupos, quando enfrentará o Uruguai. Já a Arábia Saudita segue pressionada na disputa por uma vaga nas oitavas de final.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Internet

Lucas Paquetá: “Ficamos muito felizes com a volta do Neymar”

Meio-campo não descartou hipótese de substituição de Raphinha

O meio-campo Lucas Paquetá, autor de uma assistência na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, na última sexta-feira (19), concedeu entrevista coletiva neste domingo (21) e, dentre outros assuntos, abordou o retorno de Neymar aos treinos com o restante do grupo.

“Estamos todos muito felizes com a volta dele, é um cara muito importante para a história da seleção. Esperamos que ele possa estar em campo para nos ajudar o quanto antes”, revelou Paquetá.

O camisa 10 participou pela primeira vez de uma atividade em grupo, já que antes vinha trabalhando em separado do grupo. O treino deste domingo teve apenas três titulares do último jogo presentes – Paquetá, Alisson e Vini Jr. Uma ausência importante foi o atacante Raphinha, que saiu da partida contra o Haiti ainda no primeiro tempo e teve uma lesão no músculo posterior da coxa direita constatada. Perguntado sobre a possibilidade de ocupar a faixa do campo e realizar a função destinada a Raphinha, Paquetá se limitou a dizer que, se preciso, fará isso.

“Eu sempre me coloco à disposição para ajudar e fazer o melhor, mas essa é uma dúvida para o professor (Ancelotti). É ele quem decide. Mas com certeza todo mundo está preparado para entrar e fazer o seu melhor”, disse Paquetá, que não disse se foi passado algum prazo para o retorno do atacante.

A respeito das comparações com outras seleções que estrearam com resultados melhores do que o Brasil (empate em 1 a 1 com o Marrocos), Paquetá garantiu que o grupo vem crescendo de produção.

“A gente sabe que as expectativas foram um pouco quebradas no primeiro jogo. Trabalhamos e melhoramos. Temos que focar no que a gente pode fazer. Somos a seleção brasileira e trabalhamos para conquistar o objetivo de vencer mais uma Copa. Se no final o objetivo for alcançado, nenhuma comparação vai importar”, opinou.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Rebeca Andrade conquista medalha de ouro no salto no Pan-Americano

Depois de dois anos afastada, ginasta retorna às competições com a maior nota da final

Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro no salto no Pan do Rio de Janeiro, Brasil, neste domingo (21). A ginasta brasileira alcançou a média de 14.266 pontos, marcando seu retorno triunfal aos ginásios após dois anos de pausa dedicados ao cuidado do corpo e da mente.

Para assegurar a primeira posição, Rebeca precisava da maior média entre as duas tentativas. Seu primeiro salto foi avaliado com a nota de 14.433, a mais alta de toda a competição, demonstrando um desempenho praticamente perfeito.

Embora o segundo salto tenha recebido 13.700 pontos devido a uma saída um pouco desalinhada na chegada, a média final de 14.266 foi suficiente para garantir o lugar mais alto do pódio. Esta é a primeira medalha de ouro do Brasil no salto feminino em um Pan-Americano.

Pódio do salto feminino

A medalha de prata foi conquistada pela canadense Lia Monica, que obteve a média de 14.249. Completando o pódio, a americana Claire Pease ficou com o bronze, registrando 13.916 pontos em suas apresentações.

Nas classificatórias para o Pan do Rio, Rebeca Andrade já havia se destacado, apresentando o melhor resultado individual entre todos os aparelhos. Ela competiu apenas no salto, modalidade onde possui duas medalhas olímpicas: ouro em Tóquio 2020 e prata em Paris 2024.

Rebeca anunciou seu retorno às competições em abril deste ano, após um período de ausência que se seguiu às Olimpíadas de Paris em 2024. Na ocasião, a ginasta conquistou um ouro, duas pratas e um bronze para o Brasil.

Outros destaques brasileiros

Além de Rebeca, o ginasta Vitaliy Guimarães também subiu ao pódio no Pan do Rio. Ele disputou as finais do solo masculino, a primeira prova com participação brasileira neste domingo, e emocionou a plateia presente.

Vitaliy Guimarães terminou sua apresentação sendo muito aplaudido e garantiu a medalha de bronze com a nota de 13.700. O ouro na categoria solo masculino ficou com o guatemalteco Jorge Vega, que marcou 14.166, seguido pelo colombiano Angel Barajas, prata com 13.900.

Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy decidiu representar o Brasil a partir de 2024. Esta conquista marca a primeira medalha do ginasta pela Seleção Brasileira em uma competição internacional.

“Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil”, declarou Vitaliy Guimarães, emocionado com o apoio do público.

Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva