Bebê nasce dentro de carro de aplicativo no Eixo Monumental

Parto inesperado mobilizou equipes do Samu-DF, nesta quinta-feira (18/6). Mãe e recém-nascido foram socorridos e passam bem

O trânsito do Eixo Monumental, no coração de Brasília, foi cenário de um nascimento inesperado, na manhã desta quinta-feira (18/6). Uma grávida, que tentava chegar ao hospital a bordo de um carro de aplicativo, entrou em trabalho de parto e deu à luz ao filho dentro do veículo, em meio aos carros e semáforos da capital.

O socorro começou quando pedestres e motoristas que presenciaram a cena acenaram para uma ambulância de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Distrito Federal (Samu-DF) que passava pelo local. Ao pararem o veículo, os socorristas encontraram Emanuelle Gama com o recém-nascido nos braços.

A técnica de enfermagem Karla Paulon iniciou os primeiros cuidados com a mãe e o bebê, enquanto o condutor-socorrista Welinson Nunes Menezes acionava a Central de Regulação Médica para pedir reforço. Em poucos minutos, duas motolâncias do Samu chegaram para apoiar os procedimentos pós-parto e a avaliação clínica da mãe e da criança.

“Foi uma experiência única no nosso serviço. Garantimos que a mãe e a criança fossem bem cuidadas. Conseguimos realizar o atendimento com brevidade e segurança”, relatou o socorrista Welinson Menezes. Após o atendimento de emergência na avenida, Emanuelle e o filho foram levados em segurança para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Emanuelle e o filho foram levados em segurança para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) | Foto: Divulgação/Samu-DF

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Divulgação/Samu-DF

Disputa presidencial no Distrito Federal apresenta empate técnico entre Flávio e Lula

Pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política mostra equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem de Caiado em cenário de segundo turno

A primeira rodada da pesquisa Correio-OPINIÃO Inteligência Política, realizada entre 11 e 15 de junho, indica que a corrida presidencial no Distrito Federal está tecnicamente empatada. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-08746/2026, ouviu 1.095 pessoas de forma presencial e apresenta margem de erro de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Na consulta estimulada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 34,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, soma 31,1%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 11,6%, desempenho superior ao observado em pesquisas nacionais. Romeu Zema (Novo) tem 2,7%, Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2,6% e Renan Santos (Missão) alcança 2,1%. Entre os entrevistados, 11,8% afirmaram que votarão em branco ou nulo e 3,9% não souberam responder.

Na consulta espontânea, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm a polarização. O presidente reúne 27,4% das intenções e o senador, 27,1%. Caiado aparece com 5,3%, Zema com 1,2% e Renan Santos com 1,1%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, foi citado por 0,9% dos entrevistados. Votos em branco ou nulos somam 13,2% e 20,8% não souberam responder.

Em cenários de segundo turno, Lula aparece em desvantagem. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 39% contra 45%. Em disputa com Caiado, o resultado seria 34,9% para Lula e 53,2% para o ex-governador goiano. Já contra Zema, o placar é de 39,2% para Lula e 40,3% para o adversário, dentro da margem de erro. Segundo Alexandre Garcia, CEO do OPINIÃO Inteligência Política, a alta rejeição ao presidente é determinante. O levantamento mostra que 53,9% dos eleitores do DF não votariam em Lula de forma alguma. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,5%. Caiado aparece com menor índice, 25,6%. Joaquim Barbosa registra 31,9%, Zema 33% e Renan Santos 36,7%.

O estudo também avaliou a influência dos pré-candidatos como apoiadores de outros nomes. Para 61,3% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro não altera a decisão de voto. No caso de Lula, o percentual é de 50,8%. Além da indiferença, há impacto negativo: 13,5% afirmam que não votariam em um candidato apoiado por Flávio Bolsonaro e 23,5% rejeitam nomes indicados por Lula. Por outro lado, 23,6% dizem que o apoio de Flávio Bolsonaro aumentaria a chance de voto, proporção semelhante à de Lula, com 23,2%.

A pesquisa reforça o cenário de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no Distrito Federal, mas também evidencia o espaço conquistado por Ronaldo Caiado, especialmente em simulações de segundo turno.

Alô Valparaíso/* Com as informações do Correio Braziliense | Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado

Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Deputados afirmam que ministro do Supremo cometeu crime de responsabilidade

Deputados da oposição enviaram ao Senado mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (17).

Na denúncia, os parlamentares alegam que o ministro cometeu crime de responsabilidade. O documento enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pede a apuração dos fatos e a criação de uma comissão especial para análise, instrução e emissão de parecer sobre os fatos narrados.

A decisão veio dias após a Corte Suprema de Cassação da Itália divulgar um documento que expõe os motivos que levaram à decisão de anular a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, citando Moraes.

Segundo as autoridades, ele teria agido de forma parcial, por ter sido vítima dos crimes praticados pela ex-parlamentar no contexto da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), uma vez que um mandado de prisão falso em nome de Moraes foi inserido no site do órgão.

De acordo com os parlamentares, a gravidade institucional desse episódio não pode ser subestimada.

“A Corte italiana identificou elementos capazes de comprometer a confiança objetiva na neutralidade da atuação jurisdicional desenvolvida no Brasil, especialmente em razão da concentração de funções investigatórias e jurisdicionais em torno da figura do Ministro Alexandre de Moraes”, destaca o documento protocolado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB).

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

IBGE abre nova seleção para preencher 1,4 mil vagas temporárias

Oportunidades são para os níveis médio e superior

As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a contratação temporária de 1.414 profissionais começam nesta quarta-feira (17) e seguem até as 23h59 de 15 de julho, no horário de Brasília.

Os aprovados atuarão nas operações do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e também no levantamento do Censo Nacional da População em Situação de Rua.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal da banca organizadora contratada, o Instituto Avalia.

Os contratos são temporários, com duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados até o limite de 48 meses, conforme a necessidade das operações.

Na semana passada, o IBGE abriu as inscrições para outro processo seletivo, que oferece 8.238 vagas para cinco cargos de nível médio: agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente operacional regional, agente censitário regional e agente censitário supervisor. 

Vagas

As 1.414 vagas são de nível médio e superior, sendo 1.020 vagas para o cargo de analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais para todos os cargos.

No quadro de vagas, há oportunidades para analista nas áreas de formação, como agronomia, assistência social, biblioteconomia, cartografia, ciência de dados, ciências contábeis, ciências sociais, design educacional, tecnologia da informação, economia, engenharia de produção, estatística, geografia, geoprocessamento, jornalismo, entre outras.

Também há oportunidades para atuação em gestão administrativa, infraestrutura, redes, produção audiovisual e webdesign.

Entre as atribuições previstas, destacam-se atividades de planejamento, coleta e análise de dados, elaboração de relatórios técnicos, desenvolvimento de sistemas, produção de conteúdo e apoio às equipes de campo, conforme a área de atuação.

Já o agente censitário de qualidade fará o controle e a verificação da qualidade das informações coletadas, supervisionará o trabalho dos recenseadores com o objetivo de assegurar o cumprimento dos padrões metodológicos do IBGE.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para a função de agente censitário de qualidade e R$ 37,50 para analista censitário.

O edital prevê isenção da taxa de inscrição no Processo Seletivo Simplificado para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), ou doador de medula óssea. 

A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre 17 de junho e 15 de julho.

O edital prevê reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência (PCD) e 30% para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas quilombolas, conforme a legislação vigente.

Remunerações

Os aprovados para o cargo de agente censitário de qualidade, que exige ensino médio completo, terão salário mensal de R$ 2.932. Já para as funções de analista censitário, que exigem nível superior em áreas específicas, a remuneração é de R$ 5.255,40.

Todos os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, além de auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais.

Provas

As provas objetivas serão aplicadas em 30 de agosto, em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Cada questão terá cinco alternativas, sendo apenas uma correta.

Os candidatos para o cargo de agente censitário de qualidade farão o concurso no período matutino. Para a função de analista censitário (todas as áreas), as provas serão no turno vespertino.

A versão completa do edital está disponível no portal da banca organizadora.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil