Deputado Amilton Filho morre em acidente em Goiás

Parlamentar do MDB tinha 41 anos, disputava a reeleição e foi o único a morrer na colisão na BR-050

O deputado estadual Amilton Filho (MDB) morreu em um acidente de trânsito na madrugada deste sábado (26), na BR-050, em Cristalina, Goiás. O parlamentar tinha 41 anos, estava no segundo mandato e disputava a reeleição. A morte foi confirmada pela família e pelo gabinete do deputado.

O acidente ocorreu nas proximidades do aeroporto de Cristalina. Segundo nota publicada nas redes sociais de Amilton, o veículo em que ele estava bateu em um caminhão. O deputado foi o único a morrer. O motorista e um videomaker da equipe, que também estavam no carro, foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Chaud Salles.

Amilton cumpriria uma agenda de campanha em Cristalina, município que faz parte da Região Metropolitana do Entorno do Distrito Federal. As circunstâncias do acidente estão sendo apuradas pelas autoridades.

Morador de Anápolis, Amilton deixa esposa e dois filhos pequenos. A família informou que os detalhes sobre velório, sepultamento e homenagens serão divulgados posteriormente.

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (UB), decretou luto oficial de cinco dias no Legislativo e cancelou os compromissos políticos previstos para este sábado. Nas redes sociais, Peixoto lamentou a morte do colega. “É difícil encontrar palavras em um momento como esse, especialmente quando se perde alguém tão próximo e querido. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos e nos dê forças para enfrentar essa dor”, escreveu.

Trajetória política

Amilton Filho estava no segundo mandato como deputado estadual por Goiás. Foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa em 2018 e, quatro anos depois, conquistou a reeleição pelo MDB com 46.556 votos.

Antes, exerceu dois mandatos como vereador em Anápolis e presidiu a Câmara Municipal entre 2017 e 2018. Na Assembleia, comandou a Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e, mais recentemente, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Formado em Direito pela UniEvangélica, começou a participar da política ainda no movimento estudantil. Também foi servidor público estadual entre 2007 e 2017.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução Assembleia Legislativa de Goiás

Eleições 2026: saiba em quantos candidatos votar e a ordem de votação

Colinha em papel evita erros e filas. Celular é proibido na cabine

O eleitor poderá escolher até seis candidatos no 1º turno das Eleições 2026, que serão realizadas no próximo domingo, dia 4 de outubro. 

Cada cargo é identificado por uma sequência numérica: para votar em deputado federal, é necessário teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos.

A ordem de votação na urna eletrônica será: 

Cola 

A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores anotem os números dos seis candidatos em um papel antes de irem às zonas eleitorais. A medida ajuda a evitar erros e também contribui para reduzir filas. 

>> A cola pode ser baixada aqui <<

A colinha em papel é importante porque não será permitido entrar com o celular na cabine de votação. A restrição proíbe também o uso de câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico, mesmo que desligados. Os aparelhos deverão ser deixados perto dos mesários. A medida tem a finalidade de proteger o sigilo do voto. 

O celular poderá ser utilizado apenas para a identificação do eleitor aos mesários por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, como a CNH Digital e o RG Digital. 

“São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine. O lembrete tradicional em papel continua sendo o melhor amigo do eleitor para uma votação rápida”, destaca a coordenadora de Mídias e Web do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rakell Dimanski.

Identificação 

Além dos documentos digitais, o eleitor poderá se identificar na seção eleitoral com qualquer documento oficial com foto. 

São aceitos carteira de identidade, Carteira de Identidade Nacional (CIN), identidade social, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de trabalho física, carteira profissional emitida por conselho de classe.

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Força da esquerda nos governos do Nordeste pode diminuir, apontam pesquisas

Piauí é o único estado onde o PT aparece à frente com vantagem significativa nas últimas sondagens eleitorais

As mais recentes pesquisas de intenção de voto mostram que o Nordeste — região tradicionalmente governada por políticos alinhados à esquerda nas últimas duas décadas — pode passar por uma transformação a partir de 2027, caso o cenário que se desenha nos levantamentos eleitoraisse confirme.

O PT tem, hoje, quatro governadores no Brasil, todos em estados do Nordeste: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, sendo que os outros cinco chefes do Executivo da região estão alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. As sondagens eleitorais mostram, no entanto, que postulantes de siglas como União e PP, ideologicamente mais à direita, podem ultrapassar candidatos de esquerda nas urnas neste ano.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, Allyson Bezerra (União) lidera a disputa em primeiro turno com 30% das intenções de voto, segundo a mais recente sondagem da Real Time Big Data, divulgada em 10 de setembro. Na segunda posição, tecnicamente empatados, aparecem Cadu Xavier (PT), com 25%, e Álvaro Dias (PL), com 23%.

Já na Paraíba, quem figura à frente nas pesquisas é Lucas Ribeiro (PP), com 49% das intenções, contra 16% de Efraim Filho (PL) e 15% de Cícero Lucena (MDB), segundo levantamento Quaest publicado na terça-feira (22). Apesar de o candidato ter declarado apoio a Lula, o PP nacional se manteve neutro e pode apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno para presidente.

Indefinição

A disputa acirrada ainda causa dúvidas na maioria dos estados nordestinos. Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe são estados em que as pesquisas de intenção de voto indicam empates técnicos ou oscilações constantes nos resultados.

A disputa pelo Executivo baiano marca um dos cenários mais indefinidos. No fim de agosto, ACM Neto (União) e o candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, apareciam empatados tecnicamente, com ACM numericamente na frente. Já no início de setembro, outras pesquisas mostraram um resultado parecido, mas com o petista à frente.

Já no Maranhão, Eduardo Braide (PSD), que lidera as pesquisas, diz se manter neutro em relação à polarização na disputa presidencial.

O Piauí é o único estado onde o PT tem vantagem significativa, segundo as pesquisas, com Rafael Fonteles (PT) na liderança. O último levantamento do Datafolha, divulgado no dia 17, mostra o candidato com 55% das intenções de voto, 30 pontos à frente do segundo colocado, Joel Rodrigues (PP).



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/Campanha Lula

‘NYT’ repercute caso Moraes-Vorcaro e indica possível impacto nas eleições brasileiras

Reportagem destaca crise após revelações sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro e pagamentos ao escritório da esposa do ministro

O jornal The New York Times publicou nesta quinta-feira (24) um artigo repercutindo as relações descobertas pela Polícia Federal sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os efeitos para as instituições e eleições brasileiras.

O texto descreve as ações que fizeram Moraes ser considerado “herói” para uns e “vilão” para outros: a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados por golpe de Estado, a punição de manifestantes que alegaram fraude eleitoral e a remoção de postagem com alegações infundadas sobre fraude no pleito.

O jornal considera a atuação do STF, como um todo, e a conduta de Moraes, em especial na eleição de 2024, como importantes para repelir ameaças à democracia e garantir a integridade da votação e uma transição pacífica de poder.

Entretanto, afirma que a atual crise do STF, deflagrada após a revelação de troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, além de pagamentos feitos pelo banqueiro ao escritório de advocacia da mulher de Moraes, pode enfraquecer a Corte.

O texto diz ainda que as revelações provocaram questionamentos sobre a integridade e saúde da instituição, alimentando pedidos de impeachment e investigações de ministros do Supremo.

Eleições

O jornal americano também expressa preocupação de que a Corte e as autoridades eleitorais não possam reagir à “interferência eleitoral dos Estados Unidos, à desinformação impulsionada por inteligência artificial ou a uma votação contestada caso Bolsonaro perca”, aponta o artigo a partir da avaliação de especialistas.

A crise, o jornal defende, tem se aprofundado ainda mais com a descoberta de ligações de Vorcaro com outros ministros da Corte, entre eles Kassio Nunes Marques, que está no comando do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Além disso, a publicação afirma que a atual crise abastece a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O NYT destaca que o candidato tem se aproveitado de uma associação entre Moraes e o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como discurso político. Para isso, recuperam uma fala do filho de Jair Bolsonaro dita recentemente: “votar em Lula é votar em Alexandre de Moraes.”

Para o jornal, a crise do Judiciário traz mais uma vantagem para os bolsonaristas. “Ela eclipsou as revelações de que ele próprio [Flávio Bolsonaro] está sendo investigado pelas autoridades por ter recebido milhões de dólares de Vorcaro para financiar uma cinebiografia sobre seu pai.”

Às vésperas da eleição, que ocorrerá no próximo dia 4, o jornal questiona se a Corte pode ser chamada a arbitrar em prol da democracia e da lisura do processo eleitoral e se terá condições para tal.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Rosinei Coutinho/STF e Banco Master/Divulgação