Lei que autoriza venda de spray de pimenta para mulheres entra em vigor nesta sexta-feira

Medida vale para maiores de 18 anos, sem histórico de crimes graves; texto prevê cadastro, regras para o produto e treinamento

A lei que autoriza a venda de spray de pimenta para a defesa pessoal de mulheres começou a valer nesta sexta-feira (24). Publicada no DOU (Diário Oficial da União), a medida permite a comercialização, compra e posse do produto em todo o país para mulheres maiores de 18 anos.

O objetivo da nova legislação é aumentar a proteção e garantir a integridade física, psicológica e sexual das mulheres diante de situações de violência.

Para adquirir o produto, a mulher deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e atestado de antecedentes criminais sem condenações por crimes violentos. Já as lojas autorizadas a vender o equipamento terão de cadastrar os dados da compradora para garantir o rastreamento do item e fornecer orientações básicas sobre o uso seguro. Antes da nova lei, esse tipo de spray era de uso restrito das Forças Armadas e de órgãos de segurança pública.

A norma também estabelece regras para o equipamento. O spray deve ser de uso individual, não letal e ter apenas efeito temporário para deter o agressor. O produto tem de ser fabricado à base de oleorresina de capsicum ou outros extratos vegetais autorizados pelos órgãos competentes. A regulamentação do item, incluindo o limite de concentração e os padrões de segurança, ficará a cargo do governo e da Anvisa.

Além disso, a lei prevê a criação do Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. A iniciativa visa orientar sobre o que é legítima defesa, a fim de evitar excessos; divulgar informações sobre o ciclo da violência doméstica e os canais de denúncia e promover campanhas sobre o uso responsável do spray.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Bruno Collaço/Agência Alesc

Vagas abertas para caminhadas em trilhas ecológicas do DF

Atividades marcam a primeira celebração do Dia das Caminhadas nas Trilhas Ecológicas do Distrito Federal, instituído pelo Decreto Distrital nº 48.742/2026

O Distrito Federal celebra, no dia 1º de agosto, a primeira edição da Caminhada nas Trilhas Ecológicas, data instituída pelo Decreto Distrital nº 48.742/2026. A programação reúne caminhadas simultâneas em parques, unidades de conservação e áreas naturais de diferentes regiões administrativas, conduzidas por grupos, coletivos, condutores voluntários e instituições parceiras, com participação aberta à população.

Já são 18 trilhas confirmadas, entre elas percursos na Floresta Nacional de Brasília (Flona), no Parque Ecológico de Águas Claras, no Parque Ecológico Veredinha, no Parque Três Meninas, no Parque Urbano Ezechias Heringer, no Parque Mangueiral, no Parque do Cortado, no Parque Ecológico das Sucupiras e no Parque dos Pequizeiros, além de trajetos na Vila Planalto, na Comunidade CooperPalmas, na Enseada Norte, no Melchior e em outras áreas naturais do DF.

Cada grupo organizador define o perfil do seu percurso, o que garante variedade de níveis de dificuldade e propostas: caminhadas em ambientes naturais, interpretação ambiental, observação da biodiversidade, educação ambiental, contemplação da paisagem e valorização do bioma Cerrado.

A lista completa de trilhas, horários, locais e contatos dos condutores está disponível aqui

Serviço
Evento: 1ª Caminhada nas Trilhas Ecológicas do Distrito Federal
Data: 1º de agosto (sábado)
Participação: aberta ao público
Locais: trilhas distribuídas em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação

Comer bem também é cuidar do intestino

Alimentação equilibrada fortalece o intestino, reduz inflamações e ajuda a prevenir doenças

Muito além de matar a fome ou controlar o peso, a alimentação influencia diretamente o funcionamento do organismo. Estudos mostram que uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados, aliada à baixa ingestão de fibras, pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Apesar disso, pequenas mudanças na rotina já são capazes de promover benefícios importantes para a saúde.

Bilhões de microrganismos vivem no intestino e desempenham funções essenciais para o organismo. Eles auxiliam na digestão, participam da absorção de nutrientes e ajudam a proteger o corpo contra doenças. Quando essa comunidade está equilibrada, o organismo funciona melhor. No entanto, segundo a nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires, Bruna Pires, uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados pode alterar esse equilíbrio. 

Verduras, legumes e frutas estão entre os alimentos que devem fazer parte de uma dieta saudável | Fotos: Divulgação 

“Esse padrão alimentar reduz as bactérias benéficas e favorece o crescimento de outras que estimulam inflamações, prejudicando a proteção natural do intestino e dificultando o funcionamento adequado do organismo”, explica.

Como a alimentação protege o intestino

Esse desequilíbrio nem sempre provoca sintomas intensos no início, mas costuma dar sinais que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Inchaço abdominal, excesso de gases, prisão de ventre ou diarreia, desconforto após as refeições, sensação constante de cansaço e até uma maior frequência de infecções podem estar relacionados aos hábitos alimentares. 

“Preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva”Bruna Pires, nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires

Bruna destaca que esses sintomas merecem atenção, pois podem indicar que o intestino não está funcionando da forma como deveria e que o organismo já sofre as consequências desse desequilíbrio.

Além de participar da digestão, o intestino exerce papel importante na imunidade, na produção de vitaminas e na comunicação com o cérebro. Para a nutricionista, quando esse órgão está saudável, o organismo absorve melhor os nutrientes, fortalece as defesas naturais, reduz inflamações e favorece o bem-estar físico e emocional.

“Apesar dos riscos associados aos alimentos ultraprocessados, preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva”, afirma.

Alimentos como iogurte natural e kefir, uma bebida probiótica fermentada, também ajudam a manter o equilíbrio das bactérias benéficas do intestino. A especialista ressalta, no entanto, que probióticos devem ser consumidos apenas com orientação de um médico ou nutricionista.

Pequenas escolhas fazem diferença

Os benefícios de uma alimentação equilibrada podem ser percebidos por quem decide mudar os próprios hábitos. Foi o que aconteceu com a empresária Samila Espíndola, de 31 anos, que cresceu consumindo muitos alimentos industrializados, mas resolveu rever a rotina alimentar ao perceber que seu corpo já não respondia da mesma forma. 

Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e baixa ingestão de fibras pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares

“Eu consumia muitos ultraprocessados. Cresci com esse hábito, mas, com o passar dos anos, fui percebendo que quanto mais eu comia esse tipo de alimento, pior meu organismo reagia. Foi aí que comecei a reduzir esse consumo e senti uma melhora significativa”, relata Samila.

Para Bruna Pires, cuidar da alimentação não significa abrir mão do prazer de comer, mas fazer escolhas mais conscientes na maior parte do tempo. “Substituir refrigerantes por água, incluir uma fruta entre as refeições, trocar alimentos refinados por integrais e aumentar o consumo de legumes e verduras são atitudes que, mantidas ao longo dos anos, ajudam a proteger o intestino e reduzem o risco de doenças relacionadas à inflamação”, pontua.

A nutricionista explica que uma boa forma de compreender essas escolhas é observar o grau de processamento dos alimentos. A classificação Nova, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, leite e cereais integrais.

Ingredientes culinários, como óleo, manteiga, açúcar e sal, devem ser utilizados com equilíbrio no preparo das refeições. Já os alimentos processados, como queijos, pães e conservas, podem fazer parte da alimentação com moderação. Os ultraprocessados, por sua vez, ricos em aditivos químicos e formulações artificiais, devem ter o consumo reduzido.

Mais do que seguir tendências ou dietas da moda, manter uma alimentação equilibrada representa um investimento diário na saúde. Pequenas escolhas feitas à mesa ajudam a fortalecer o intestino, prevenir doenças e promover mais qualidade de vida. “Cada refeição oferece uma oportunidade de fortalecer o organismo, preservar a saúde e construir um futuro com mais qualidade de vida”, ressalta a nutricionista.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação

Simulado de acidente aeronáutico mobiliza forças de emergência na região central de Brasília no dia 28

Exercício terá movimentação de viaturas, ambulâncias e aeronaves de segurança pública; atividade é controlada e não representa risco à população

Quem passar pela área central de Brasília na manhã de 28 de julho poderá observar uma grande movimentação de equipes de emergência. Viaturas, ambulâncias, agentes de trânsito, equipes policiais e, conforme o planejamento operacional, aeronaves de segurança pública participarão de um simulado de acidente aeronáutico realizado em área urbana.

O exercício vai simular a queda de uma aeronave fora do sítio aeroportuário, com vítimas e fumaça cenográfica, permitindo que os órgãos envolvidos testem protocolos de atendimento, resgate, controle do tráfego e atuação integrada em uma ocorrência de grande porte.

O local exato da simulação não será divulgado antecipadamente para preservar o realismo da operação. Também não haverá utilização de fogo real nem qualquer risco para a população. Toda a atividade será acompanhada por equipes responsáveis pela segurança do exercício. Por questões de segurança, o simulado não será aberto ao público.

Durante o treinamento, cerca de dez vítimas serão caracterizadas para que bombeiros e profissionais do Samu realizem os procedimentos de triagem e atendimento, enquanto as forças de segurança atuarão no isolamento da área, organização do trânsito e coordenação da resposta.

Os reflexos na mobilidade devem ser pontuais e restritos ao entorno da operação e às rotas utilizadas pelos veículos de emergência, sem previsão de interdições prolongadas.

O exercício terá fogo, fumaça e vítimas cenográficos e não oferecerá risco à população | Foto: Divulgação



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação