Competições da CBF serão paralisadas durante Copa do Mundo Feminina de 2027

Pausa é uma das condições da Fifa para que o país receba o MundiaL. Interrupção de 31 dias afetará torneios masculinos e femininos organizados pela entidade

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio de ofício encaminhado aos clubes, que todas as competições profissionais sob sua organização serão paralisadas durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que ocorrerá no Brasil. A pausa abrangerá os torneios femininos, as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino e as Copas do Brasil em ambos os naipes. O período de interrupção será de 31 dias, entre 24 de junho e 25 de julho.

A medida já havia sido indicada em ofício anterior, enviado em 2024, e reforçada em outubro de 2025, quando a entidade divulgou o calendário para o ciclo 2026-2029. As datas específicas de 2027 ainda serão detalhadas pela CBF.

O Mundial terá oito cidades-sede, todas utilizadas na Copa do Mundo masculina de 2014: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Durante o torneio, os estádios escolhidos ficam à disposição da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o que inviabiliza a realização de partidas de outras competições. Essa pausa é uma das condições estabelecidas para que o país receba o evento.

Além dos estádios, centros de treinamento também foram selecionados para servir de base às 32 seleções participantes. Em abril, a Fifa divulgou uma lista inicial com 38 locais aprovados para receber as equipes.

Nos últimos anos, a CBF já havia realizado ajustes no calendário em razão de competições internacionais. Em 2025, a Série A do Campeonato Brasileiro foi interrompida entre 13 de junho e 11 de julho devido à participação de Flamengo, Fluminense, Botafogo e Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos.

Em 2026, a paralisação durou cerca de 50 dias e incluiu as três divisões do Brasileirão Feminino, em razão da Copa do Mundo disputada em Estados Unidos, Canadá e México. Naquele ano, apenas as Séries B, C e D masculinas seguiram com a programação normal.

Com a confirmação da pausa em 2027, os clubes já podem se preparar para adequar seus planejamentos à interrupção, que coincide com o período em que o Brasil sediará a principal competição do futebol feminino mundial.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sancionada lei com regras para garantir pagamento do piso do frete rodoviário

Norma reforça fiscalização sobre valor mínimo pago a caminhoneiros e amplia punições a transportadoras que descumprirem regras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) a lei que estabelece novas regras para garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário pago aos caminhoneiros.

A norma, aprovada pelo Congresso após tramitar como medida provisória, amplia a fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), endurece as punições para empresas que pagarem abaixo do valor mínimo e cria novos mecanismos de proteção aos transportadores autônomos.

Durante a cerimônia de sanção, Lula afirmou que a medida busca assegurar que uma conquista obtida pela categoria em 2018 passe a ser efetivamente cumprida.

“Agora tem um piso que todo empresário vai ter que pagar”, declarou o presidente, ao destacar que a legislação foi criada para garantir o cumprimento da tabela do frete e evitar que prevaleça “a lei do mais forte”.

O presidente também afirmou que o governo pretende manter diálogo permanente com os caminhoneiros para aperfeiçoar as políticas voltadas ao setor.

“Queremos tratar vocês com o mais profundo respeito, porque nós sabemos o que vocês fazem por esse país”, disse Lula.

Durante a cerimônia, Lula também defendeu a ampliação dos pontos de parada e descanso para caminhoneiros nas rodovias concedidas e pediu que a categoria ajude o governo a fiscalizar a qualidade da estrutura oferecida aos motoristas.

O que muda

A nova lei determina que o cumprimento do piso mínimo passe a ser fiscalizado já na emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), documento obrigatório que registra cada operação de transporte de cargas.

Com isso, a ANTT poderá identificar irregularidades de forma mais rápida e, em casos de reincidência, até suspender o registro de empresas transportadoras.

Entre as principais mudanças previstas na legislação estão:

Segundo o governo, as alterações buscam evitar que transportadoras optem por pagar multas em vez de cumprir a tabela mínima do frete, prática que, segundo integrantes do Executivo, vinha ocorrendo desde a criação da política, em 2018.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lula diz que a eleição presidencial de outubro vai ser o último pleito da vida dele

Durante entrevista, petista afirma que pretende pescar após o término de um eventual quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (5) que a disputa presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito da vida dele. Em tom de brincadeira, o presidente disse que deseja pescar após o término de um eventual quarto mandato.

“Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador”, declarou.

O petista também falou sobre projetos do Executivo para combater a desinformação nas redes sociais. “Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais”, afirmou, em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

“A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime. Isso não é liberdade de expressão, é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca”, frisou.

Avanço das vacinas

O presidente também afirmou que conseguiu aumentar a cobertura vacinal durante o governo dele, apesar das desinformações veiculadas durante a pandemia de covid-19, ocorrida na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Ex-chefe de gabinete de Lula deixa campanha após receber pagamento de amiga de Lulinha

Marcola nega qualquer irregularidade, afirma que a operação foi privada e diz estar à disposição da Justiça

Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a equipe da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída ocorre após a divulgação de informações de uma investigação da Polícia Federal que apontam que o ex-chefe de gabinete do presidente recebeu um pagamento da lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.

Marcola havia deixado o cargo no Palácio do Planalto em 21 de julho justamente para integrar a coordenação da campanha presidencial. Agora, diante da repercussão do caso, optou por se afastar da equipe.

Uma fonte que trabalha na campanha de Lula confirmou à reportagem que Marcola pediu afastamento para cuidar da sua defesa. O ex-chefe de gabinete do presidente disse a aliados estar confiante por não ter cometido nenhum crime.

A transação financeira foi citada pela Polícia Federal no pedido de abertura de inquérito que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.

Segundo a investigação, uma das hipóteses é que o pagamento ao ex-assessor pudesse representar vantagem indevida para facilitar o acesso da lobista a integrantes do governo.

Em nota, Marcola negou qualquer irregularidade. Segundo ele, o dinheiro recebido foi um “empréstimo pessoal contraído e já quitado”, sem relação com sua atuação no governo.

“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou.

O ex-assessor de Lula disse que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e informou que quitou o empréstimo com uma transferência bancária de R$ 249 mil.

“Jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil, uma movimentação de natureza estritamente privada”, declarou.

Investigação da PF

A Polícia Federal investiga se Roberta Luchsinger atuou, em conjunto com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para “abrir portas” no governo federal e intermediar negócios junto a órgãos públicos.

As apurações apontam que a lobista esteve mais de 40 vezes em órgãos do governo federal entre 2023 e 2025, sem que suas visitas constassem nas agendas oficiais. Ela também manteve contatos frequentes com o Ministério da Saúde, área de interesse do empresário investigado.

A PF já instaurou dois inquéritos para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o Ministério da Saúde, o Palácio do Planalto e a Dataprev. Um terceiro procedimento foi distribuído ao ministro do STF Flávio Dino, que autorizou nesta semana a abertura de outra investigação envolvendo Lulinha.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Redes sociais