Velocidade máxima na via JK é reduzida de 80 km/h para 60 km/h 

Mudança permite a instalação de travessias sinalizadas para pedestre, além de semáforos e bolsões de motos

A via que liga a Estrada Parque das Nações (DF-004) à ponte Juscelino Kubitschek passa a ser classificada como arterial, conforme a Instrução nº 231, de 2 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (13). 

Estudos técnicos apontaram que, embora classificada como via de trânsito rápido, o trecho viário já operava com características de via de menor velocidade devido à densidade de ocupação no entorno. 

Os técnicos observaram que a redução da velocidade de 80 km/h para 60 km/h aumenta muito pouco o tempo de percurso e que, em horários críticos, como a via já opera em velocidade média inferior a 60 km/h, não há impacto. Logo, o aumento de tempo durante o percurso de 2,4 km é considerado insignificante para o condutor, comparado à preservação da vida de pessoas que transitam pela via. 

Com a requalificação da via, a sinalização vertical e horizontal será substituída para adequar a regulamentação da velocidade, com instalação de placas de advertência ao longo da via, implantação de zebrados, tachinhas e instalação de semáforos.

Serão instalados quatro cruzamentos semafóricos próximos às paradas de ônibus, faixas de pedestres e bolsões de motos, além de quebrar as barreiras de concreto em dois pontos para fazer a acomodação dos pedestres que deverão aguardar para fazer uma travessia segura.

Além de ajudar a preservar vidas, estudos apontam redução considerada insignificante no tempo de percurso dos veículos na ponte | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

CEO da Nexus: terceira via tem demanda, mas falta oferta

Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 34%; apesar da demanda, eleitores não encontram nomes viáveis fora da polarização

A demanda por uma terceira via é significativa, mas o problema não está na procura, e sim na oferta, avalia o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski. Em entrevista ao Poder Expresso nesta segunda-feira (13), o especialista comentou os resultados da nova pesquisa BTG Pactual/Nexus, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto na corrida pela reeleição. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 34%.

Segundo Tokarski, o percentual de eleitores que preferem “nenhum desses”, ou seja, uma alternativa fora da polarização, subiu de 21% para 27% em 15 dias, atingindo o maior nível desde março. Apesar disso, ele destaca que esses eleitores não encontram hoje um nome competitivo. No cenário estimulado de primeiro turno, mais da metade não escolhe candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.

Cerca de um terço migra para Lula ou Flávio Bolsonaro, enquanto aproximadamente 20% optam pelo voto nulo ou permanecem indecisos. Atualmente, os nomes associados à terceira via somam 18% das intenções de voto.

“Quando esses eleitores analisam o cenário estimulado de primeiro turno, mais da metade não escolhe nomes como Caiado, Zema, Renan ou outros. Cerca de um terço acaba migrando para Lula ou Flávio Bolsonaro, enquanto aproximadamente 20% optam pelo voto nulo ou permanecem indecisos”, explica o CEO.

Numericamente à frente nesse grupo aparece o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, tecnicamente empatado com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%.

Na sequência, dentro da margem de erro, estão Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante), com 2% cada, e Aécio Neves (PSDB), com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou.

A pesquisa ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07981/2026.

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em disputa acirrada. O petista tem 47% das intenções de voto, contra 44% do senador, configurando empate técnico, repetindo o resultado do levantamento anterior.

Os dados também indicam que a viabilidade de uma terceira via pode depender de uma eventual unificação em torno de um único nome fora da polarização. Na preferência geral para a Presidência, 36% defendem a continuidade de Lula, 32% apoiam Flávio Bolsonaro ou um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e 27% preferem uma alternativa independente.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Flávio diz que Moraes tenta interferir nas eleições ao suspender visitas a Bolsonaro

Pré-candidato ao Planalto diz que ministro tenta influenciar a disputa eleitoral com medidas contra Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu as visitas do senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro e determinou a apuração de possível propaganda eleitoral antecipada. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio classificou a medida como uma tentativa de interferência no processo eleitoral.

Durante a live, Flávio afirmou que a decisão é “desproporcional, desarrazoada” e “infundada”. Segundo ele, Moraes pretende deixar o ex-presidente “incomunicável” e busca “uma desculpinha para tirar meu pai da domiciliar a qualquer custo”. O senador também questionou o fato de a restrição às visitas valer até após o primeiro turno das eleições e afirmou que a medida representa uma tentativa de influenciar a disputa eleitoral.

“[Moraes] quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da domiciliar a qualquer custo. É uma desculpa esfarrapada, sem pé nem cabeça, sem nenhum fundamento”, afirmou.

O senador também questionou o momento da decisão judicial. “Faltando duas semanas para as nossas convenções, quando será confirmado o meu nome como candidato à Presidência, por que, desta vez, ele resolve questionar se estou descumprindo alguma decisão? Isso é uma tentativa de interferência nas eleições”, declarou.

Comparação com Lula

Na live, Flávio comparou o tratamento dado pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro com o recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve preso, entre 2018 e 2019.

Segundo o parlamentar, Lula pôde manter comunicação política durante o período em que esteve na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

“Lula, quando estava cumprindo pena, escreveu 22 cartas. Ele podia fazer tudo. Lula pôde dar entrevistas, e Bolsonaro tem vários pedidos de entrevistas que Alexandre de Moraes simplesmente não despacha. Veja o critério que havia com Lula e veja o que acontece com Bolsonaro”, afirmou.

Flávio também voltou a defender a inocência do pai e criticou a diferença de tratamento entre os dois ex-presidentes.“O presidente Bolsonaro está pagando por um crime que não cometeu. Não podemos ter os mesmos métodos da esquerda”, disse.

Defesa jurídica

O senador afirmou ainda que atua como advogado do ex-presidente e informou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá se manifestar sobre a decisão.

“Querem me deixar incomunicável com o meu próprio pai, algo desproporcional e infundado. Eu atuo como advogado dele nos autos, e a OAB vai entrar no processo, porque um advogado pode conversar com o seu cliente”, declarou.

Presidente do STF

Flávio Bolsonaro também fez um apelo ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para que intervenha na atuação da Corte.

“Presidente Fachin, peço aqui que o senhor restabeleça a ordem na Suprema Corte. O senhor tem poder para isso. Olha o pandemônio jurídico que o Brasil vive hoje. Isso afasta investidores”, afirmou.

Segundo o senador, a insegurança jurídica prejudica o ambiente de negócios no país.

“Por causa dessa insegurança jurídica, não dá para fazer um plano de negócios de dez anos, porque a cada ano mudam os precedentes. Uma lei que existe hoje muda de entendimento de uma hora para outra”, declarou.

Flávio também afirmou que investidores estariam aguardando o resultado das eleições antes de decidir sobre novos aportes no Brasil.“Está todo mundo esperando a eleição deste ano para ver se investe ou não no Brasil”, disse.

Tarifas

Flávio atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo agravamento das relações entre Brasil e Estados Unidos. O senador afirmou que atuou para defender os interesses do país no exterior, enquanto acusou o presidente Lula de não buscar uma solução diplomática para evitar a imposição de tarifas. “Eu fui lá defender os interesses da nação, e o Lula não mandou ninguém para negociar”, afirmou.

O senador também criticou a política do governo em relação às facções criminosas e às relações internacionais. “Eu fui lá atrás de declarar as facções como terroristas, e Lula foi lá atrás de passar a mão na cabeça deles”, disse.

Na sequência, o senador responsabilizou o presidente por uma eventual taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos. “Está na cara que o Lula ataca os Estados Unidos. Se as tarifas vierem, a culpa é do Lula. Ele não está nem aí para o povo brasileiro, quer que as empresas quebrem”, declarou.

O parlamentar ainda afirmou que o presidente é o único interessado na adoção das tarifas e criticou a aproximação do governo brasileiro com a China. “O Lula é o único no Brasil que quer a taxação dos Estados Unidos”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o governo “lambe bota da China” e classificou a postura do presidente como “incompetente e irresponsável”.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro na prisão domiciliar

Senador postou, nas redes sociais, carta escrita pelo pai em seu favor

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (13) suspender por 90 dias as visitas do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o senador postar nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.

Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a publicação da carta.

Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

“Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do parágrafo 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão”, concluiu o ministro.

O ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil