Pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF passa a ser realizada a cada dois anos

Decreto publicado no DODF garante continuidade do levantamento que subsidia políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero

A pesquisa “Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal” passa a integrar oficialmente o calendário de produção de informações estratégicas do Governo do Distrito Federal. O Decreto nº 48.775, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (15), institui a realização bienal do levantamento, assegurando sua continuidade e fortalecendo o monitoramento da violência de gênero no DF.

Produzida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), a pesquisa tem como objetivo mensurar a violência contra a mulher, identificar suas diferentes formas e contextos de ocorrência, além de fornecer subsídios para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de violência.

Entre outras coisas, a pesquisa identifica situações de violência doméstica e familiar e investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero | Foto: Agência Brasília

De acordo com o novo decreto, a pesquisa deverá ser realizada a cada dois anos, com coleta de dados preferencialmente entre os meses de abril e outubro. A medida garante a produção contínua de informações qualificadas sobre um dos principais desafios sociais enfrentados pelas mulheres no DF.

O estudo utiliza metodologia específica para identificar situações de violência doméstica e familiar, considerando tanto a autodeclaração das vítimas quanto relatos de experiências compatíveis com os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha. Além disso, investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero, violência contra a mulher e avaliação das políticas públicas existentes.

A norma estabelece que o IPEDF será responsável pela coordenação metodológica da pesquisa, incluindo a elaboração dos instrumentos de coleta e a articulação com órgãos governamentais que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher. Já a Secretaria da Mulher ficará responsável pela articulação institucional e pelo suporte operacional necessário à execução do levantamento.

Outro aspecto previsto no decreto é a garantia de transparência dos resultados. Os relatórios deverão detalhar procedimentos metodológicos, critérios de coleta e eventuais limitações da pesquisa. Os microdados também serão disponibilizados ao público no portal do IPEDF, respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A institucionalização da pesquisa representa um avanço para a consolidação de uma base permanente de evidências sobre a violência contra a mulher no Distrito Federal, contribuindo para o aperfeiçoamento das ações de prevenção, acolhimento, proteção e garantia de direitos das mulheres.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Exposição no Museu Nacional marca lançamento do projeto #conectaMuN

Com abertura no sábado (20), a mostra reúne obras de importantes nomes da arte brasileira, do modernismo à produção contemporânea

A partir de sábado (20), o público poderá visitar as exposições Acervo-Vetor: um recorte dos 20 anos do Museu Nacional da República e O Nascimento do Tempo: a matéria em transformação e permanência, mostras que integram o projeto #conectaMuN e celebram as duas décadas de trajetória do Museu Nacional da República.

Com entrada gratuita, as exposições apresentam diferentes perspectivas sobre a coleção da instituição. Enquanto Acervo-Vetor reúne obras que ajudam a narrar a história do acervo e a pluralidade de sua produção artística, O Nascimento do Tempo propõe um percurso sensorial sobre memória, transformação e permanência, explorando as relações entre matéria, gesto artístico e passagem do tempo.

As duas mostras reúnem mais de 250 obras selecionadas entre aproximadamente 1.500 trabalhos que integram o patrimônio artístico do Museu Nacional da República. Muitas dessas obras permanecem preservadas na reserva técnica da instituição e raramente são vistas pelo público. Com o #conectaMuN, passam a integrar uma ampla ação de difusão cultural que amplia sua visibilidade e acesso.

O conjunto reúne trabalhos de importantes nomes da arte brasileira, do modernismo à produção contemporânea. Entre os artistas presentes estão Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Amilcar de Castro e Cícero Dias, além de representantes da produção contemporânea como Cildo Meireles, Lúcia Laguna, Karin Lambrecht e Marcelo Solá. A seleção contempla ainda artistas locais de destaque, como Adriana Vignoli, Antônio Obá e Raquel Nava.

O artista Di Cavalcanti tem obra no projeto #conectaMuN  | Foto: Reprodução/Secec-DF

A abertura acontece no dia 20, às 19h, e marca o lançamento oficial do #conectaMuN. O projeto amplia o acesso ao patrimônio artístico do Museu Nacional da República ao unir preservação, tecnologia e difusão cultural.

“Ao celebrar os 20 anos do Museu Nacional da República, o projeto amplia o acesso da população a um patrimônio artístico de enorme relevância para a cultura brasileira. Ao reunir preservação, tecnologia, acessibilidade e difusão cultural, a iniciativa fortalece o papel dos equipamentos públicos como espaços de encontro, conhecimento e formação cidadã, permitindo que mais pessoas tenham contato com obras que ajudam a contar a nossa história e a diversidade da produção artística do país”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto.

A abertura do #conectaMuN marca também o lançamento da plataforma digital do projeto, que reunirá as obras do Museu Nacional da República em ambiente virtual, permitindo consultas, pesquisas e experiências de fruição artística de forma gratuita e acessível. A iniciativa contempla ainda catálogo digital e impresso, jogo educativo em formato RPG, além da roda de conversa com os profissionais envolvidos. Todas as obras disponibilizadas digitalmente contarão com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso de pessoas com deficiência ao patrimônio artístico da instituição.

Um dos destaques da programação será a projeção mapeada na cúpula externa do Museu Nacional. Obras selecionadas da coleção serão exibidas na arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, transformando o monumento em uma grande galeria digital visível a partir da Esplanada dos Ministérios. A ação propõe uma nova forma de encontro entre arte, cidade e tecnologia, ampliando o alcance das obras para além das paredes do museu. A programação de abertura será encerrada com apresentação musical do cantor e violonista brasiliense Alysson Takaki e confraternização entre convidados e público. As exposições ficarão em cartaz no Museu Nacional da República até 19 de julho.

Exposições #conectaMuN Abertura

Abertura: 20 de junho (sábado)
Horário: 19h
Entrada gratuita
Local: Museu Nacional da República
Endereço: Setor Cultural Sul, Lote 2 Esplanada dos Ministérios
Exposição aberta para visitação De 20 de junho a 19 de julho
De terça-feira a domingo e feriados das 9h às 18h30

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Reprodução/Secec-DF

Junho Violeta alerta população sobre violência contra a pessoa idosa

Grande parte das vítimas não denuncia por medo de retaliações

Com o tema A liberdade não tem prazo de validade, a campanha Junho Violeta de 2026  conscientiza a população sobre as formas de violência contra a pessoa idosa e estimula que a população denuncie casos.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), entre janeiro de 2024 e abril de 2026 foram registradas mais de 1,6 milhão de denúncias de violência contra idosos pelo canal Disque 100. Para efeito de comparação, só nos primeiros quatro meses de 2026 foram contabilizadas quase 250 mil denúncias, contra 209 mil no mesmo período do ano passado, um aumento de quase 19%. 

Os números ainda escondem a maior parte das vítimas, que, de acordo com o ministério, não denuncia as violações, muitas vezes por medo de retaliações.

De acordo com a servidora da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Mayra Magalhães, há registro de diversas formas de violência. “Violência física, psicológica, violência financeira ou patrimonial, negligência ou abandono, violência sexual.”

De acordo com o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), os tipos mais recorrentes são as violações físicas, psicológicas e a negligência, cometidas em sua maioria contra mulheres de idades entre 70 e 74 anos. Os principais suspeitos são membros da família.

Mayra Magalhães explica que a legislação brasileira prevê tanto sanções administrativas e civis quanto punições penais para quem viola os direitos da pessoa idosa, e as penas variam de detenção ou reclusão, além de multa, dependendo da gravidade.

“Além das esferas criminais para indivíduos, o Estatuto prevê punições severas para instituições também, como instituições de longa permanência que violam os direitos das pessoas idosas. Exemplos de sanções são multas, interdição do estabelecimento, proibição de contratar com o poder público e o afastamento de dirigentes.”

O alerta direciona as vítimas ou testemunhas para que usem os canais de denúncia. Disque 100, que funciona 24 horas por dia, e as denúncias podem ser anônimas, delegacias, Ministério Público, além do Centro de Referência de Assistência Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

Atacante trata lesão na panturrilha e está há quase um mês sem jogar

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o atacante Neymar foi submetido, nesta segunda-feira (15), a outro exame de controle. O procedimento faz parte do processo de recuperação do camisa 10, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita que o impossibilita de ir a campo – mesmo para treinar – desde a convocação para a Copa do Mundo, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

O atleta de 34 anos ficou novamente fora de um trabalho de campo da seleção brasileira no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown. A presença do atacante no jogo de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, é incerta e cada vez mais improvável, apesar da expectativa, reconhecida pelo técnico Carlo Ancelotti na última semana, de poder contar com o jogador.

Desde que se apresentou à seleção brasileira, no último dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), Neymar realizou apenas sessões de fisioterapia e atividades de fortalecimento e preparação física. Quando questionados sobre o estágio da recuperação do atacante, CBF e Ancelotti têm dito apenas que ele está “evoluindo bem”.

Ainda em Teresópolis, Neymar realizou um exame de ressonância magnética que confirmou a gravidade da lesão na panturrilha. No último dia 17, ou seja, dez dias antes de ele se apresentar na Granja Comary, o Santos informou que o atacante tinha somente um edema, por conta de uma “leve pancada” sofrida na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Posteriormente, o clube paulista comunicou que Neymar estaria “apto a voltar às atividades” até 31 de maio. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, porém, informou que o camisa 10 ainda precisaria de um tempo de recuperação entre duas e três semanas. O prazo termina nesta quarta-feira (17).

O Brasil estreou na Copa do Mundo com um empate por 1 a 1 com Marrocos no sábado (13), em Nova Jersey. As duas seleções somam um ponto. Na ocasião, Neymar ficou no banco de reservas e apoiou os companheiros durante a partida.

A liderança do Grupo C é da Escócia, que, no mesmo dia, venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. Os europeus têm três pontos, enquanto os caribenhos permanecem zerados.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva