Colônia de férias com atividades gratuitas sobre astronomia abre inscrições 

Programação une ciência, criatividade e brincadeiras para crianças de 6 a 12 anos no Planetário de Brasília

O Planetário de Brasília está com inscrições abertas para a colônia de férias Universo em Jogo: Desbravando a Astronomia, que será realizada durante o mês de julho. A 12ª edição da programação oferece experiência educativa e divertida para crianças de 6 a 12 anos, utilizando jogos, oficinas e atividades práticas para despertar o interesse pela ciência. 

 A iniciativa busca proporcionar uma imersão no universo da astronomia por meio de atividades lúdicas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade, o raciocínio lógico e a interação entre os participantes, incentivando o aprendizado longe das telas e fortalecendo a convivência em grupo. As inscrições estão abertas até o próximo domingo (12) e devem ser feitas pela plataforma do Planetário

A programação será dividida em duas turmas. Entre os dias 14 e 17 de julho, a colônia receberá crianças de 6 a 8 anos, com atividades como jogo astronômico de tabuleiro, oficina Nebulosa no Pote, sessões na cúpula do Planetário, visita à exposição Universo Espacial: A Terra é Azul e lançamento de foguetes. Já entre 21 e 24 de julho, será a vez das crianças de 9 a 12 anos, que participarão de uma programação adaptada à faixa etária, incluindo atividades sobre escala de distância e tamanho no universo, além das sessões na cúpula, exposição e lançamento de foguetes. Cada turma contará com 25 vagas por dia.

Durante toda a programação, os participantes também terão momentos de convivência, atividades colaborativas e experiências interativas que tornam o aprendizado mais envolvente. A proposta pedagógica utiliza os jogos de tabuleiro como ferramenta para desenvolver habilidades como estratégia, cooperação, respeito às regras e resolução de problemas, promovendo o letramento científico de forma dinâmica.

Serviço:

⇒ 12ª Colônia de Férias do Planetário de Brasília

⇒ Inscrições: de 6 a 12 de julho

⇒ Faixa etária: 6 a 12 anos

⇒ Períodos das atividades: 

♦ 14 a 17 de julho – crianças de 6 a 8 anos 

♦ 21 a 24 de julho – crianças de 9 a 12 anos

⇒ Horário: das 8h às 12h

Proposta da colônia de férias é estimular o pensamento crítico das crianças, a criatividade, o raciocínio lógico e a interação com os outros participantes | Foto: Divulgação



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação Agência Brasília

Crianças são mais vulneráveis a envenenamento por picada de escorpião

Menina de 11 anos morreu nesta semana em hospital regional no DF

Casos recorrentes de envenenamento sistêmico grave por peçonha de escorpião, como o da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, que morreu após ser picada ao calçar o sapato no Distrito Federal, chamam a atenção para a vulnerabilidade de crianças.

Após o acidente, a família procurou o Corpo de Bombeiros, mas só teve acesso ao soro antiescorpiônico em um hospital regional. De lá, a criança foi encaminhada para uma unidade de terapia intensiva (UTI). Valentina foi intubada e permaneceu em coma induzido por 24 dias. Ela faleceu no último domingo (5).

No Brasil há mais de 170 espécies de escorpião e os efeitos das picadas podem ser mais ou menos perigosos, conforme a espécie e quem recebe o veneno. O escorpião-amarelo, com ampla distribuição em todas as macrorregiões do Brasil, é o responsável pelos acidentes mais graves.

Segundo Joelma Gonçalves Martin, especialista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças são mais vulneráveis à substância injetada pelo escorpião, por serem menores, com menos massa corporal que um adulto.

“É um veneno extremamente agressivo. A criança é picada, recebe a mesma quantidade de veneno que um adulto receberia, mas nela o veneno se distribui por um organismo que tem um peso corporal menor. Então isso vai resultar numa dose de toxina por quilo de peso maior nas crianças, do que no adulto”, explica a pediatra.

Sintomas

De acordo com Joelma, o veneno do escorpião possui toxinas que atuam no sistema nervoso, causando diferentes sintomas que afetam principalmente o coração e o sistema neurológico.

“Essas substâncias podem causar ataque cardíaco importante, podem levar à hipertensão, levar à edema agudo de pulmão. E, no caso do coraçãozinho da criança e do sistema nervoso isso é mais intenso, já que as crianças têm menor reserva fisiológica para suportar essas alterações”, diz.

De acordo com a pediatra, o agravamento do quadro logo apresenta outros sinais como taquicardia, sudorese, sinais de pressão alta, de pressão baixa, convulsão, agitação psicomotora, sonolência, falta de resposta neurológica, bradicardia (batimentos lentos), dor abdominal e falta de ar.

“A intensidade dos sintomas da picada do escorpião vai depender, claro, da quantidade de veneno que foi inoculada e da idade do paciente, sendo que as crianças têm sintomatologia mais grave”, reforça Joelma Martin.

Atendimento

Os sinais da picada na pele são pouco visíveis, mas a dor intensa é um forte sinal de que a picada existiu e que é necessário rapidez na resposta médica especialmente de crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas.

“É muito importante que nós tenhamos nos municípios um mapeamento de onde é o serviço mais próximo que tenha o soro antiescorpiônico, para que os pacientes possam ser imediatamente encaminhados para lá, porque efetivamente o tempo de recebimento deste soro é responsável pela melhor resposta”, explica a pediatra.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193) podem ser acionados para transportar o paciente até os  hospitais de referência para soroterapia de acidentes por animais peçonhentos.

Cada Secretaria Estadual de Saúde é responsável por manter atualizada a lista desses hospitais.

Segundo Joelma Martin é importante ter essa informação antes mesmo do acidente acontecer, para evitar perder tempo na busca por outros serviços de saúde que não possuam o soro antiescorpiônico.

“Higienizar o local [da picada]. Eventualmente, pode dar um remédio com analgésico via oral, que costuma ser pouco eficaz, mas é para minimizar um pouquinho a dor. Levantar o membro [que recebeu a picada], também pode ser complementos do tratamento importantes, mas que não devem atrasar o encaminhamento ao hospital”, diz a pediatra.

Prevenção

Como as crianças são mais vulneráveis aos casos graves de envenenamento, é necessário redobrar a prevenção entre elas.

“Orientar as crianças a chacoalhar os sapatinhos que estão ali debaixo da cama, as roupas que estão paradas há muito tempo, não irem brincar em lugares com muitos buracos na parede, com muitos resíduos, acúmulos de material de construção, trilhos de trem. Essas coisas todas retém ou escondem o escorpião”, destaca Joelma.

O manual do Ministério da Saúde que trata de acidentes por escorpiões, alerta que a limpeza de ambientes é fundamental para evitar a presença de insetos que sirvam de alimento ao escorpião. O uso de soleiras, telas e vedações de ralos, pias em taque fora de uso também são barreiras.

Afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama, mosquiteiro e outros tipos de panos encostem no chão, para evitar a subida do escorpião. E quando identificar a sua presença, comunicar a vigilância ambiental.

“Gostaria de enfatizar que os escorpiões se multiplicam por partenogênese, portanto eles têm os filhotinhos sozinhos mesmo. Quando uma pessoa encontra um escorpião, em geral, existe uma família deles por perto”, conclui a pediatra.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canalsaúde.Fiocruz

Operação nacional contra facções cumpre 274 mandados em 16 estados

Estão sendo cumpridas entre outras medidas 93 mandados de prisão

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.

Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.

As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).

Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).

Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Operação Corona/Polícia Federal

Justiça determina que Caiado reduza segurança pessoal de 51 para 4 PMs

Ministério Público de Goiás (MPGO) questionou na Justiça o número de policiais destacados para segurança de Ronaldo Caiado e familiares

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), terá de reduzir o número de policiais militares responsáveis pela segurança dele e de familiares. Em decisão liminar dada nessa segunda-feira (6/7), o juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiás, limitou o efetivo a quatro militares, atendendo parcialmente a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Caiado contava, até então, com um esquema de segurança formado por 51 policiais militares. O magistrado determinou que a equipe seja reduzida para quatro agentes no total, que poderão ser compartilhados entre o ex-governador e seus parentes, sem a formação de equipes exclusivas para cada um.

A ação foi proposta pelo MPGO, que acusa Caiado, a ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho, de improbidade administrativa. O MP questiona uma portaria assinada por Godinho que estendeu o benefício de escolta a familiares de ex-governadores e pediu o ressarcimento de eventuais danos ao erário.

Na decisão, o juiz entendeu que a proteção aos familiares pode ser mantida, mas dentro do limite legal de quatro policiais militares. Segundo ele, a extensão da segurança não autoriza a criação de estruturas paralelas ou ilimitadas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 300 mil.

“Caso seja necessária a proteção de familiares sem que haja a presença do ex-governador, será necessário o destacamento de policiais desse contingente de quatro”, escreveu o magistrado.

Para Vinícius Caldas, permitir equipes exclusivas para familiares retiraria policiais das ruas e geraria impacto indevido sobre os cofres públicos.

O juiz determinou, também, que a Secretaria da Casa Militar adeque o efetivo em até cinco dias e apresente um relatório detalhado com gastos relacionados à segurança de Caiado, incluindo despesas com diárias, passagens, hospedagens, combustíveis, veículos oficiais e aeronaves.

O que diz o governo de Goiás

Em resposta, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) alega que a proteção conferida ao ex-governador e familiares é prevista na Constituição do Estado e “não constitui benefício pessoal ou discricionário”.

“Trata-se de uma obrigação do Estado, prevista no artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Estadual, cujo entendimento é respaldado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz a nota enviada à reportagem.

A PGE-GO justifica, ainda, que a extensão da proteção aos familiares imediatos de Caiado “decorre do reconhecimento de que o núcleo familiar também pode estar sujeito a riscos em razão da atividade exercida pelo ex-chefe do Poder Executivo”, principalmente diante de eventuais ameaças por razões políticas, ideológicas ou relacionadas ao exercício do cargo.

“O efetivo utilizado é variável, atua em sistema de revezamento e é dimensionado conforme as necessidades operacionais, de deslocamento e de agenda, não havendo dedicação exclusiva dos profissionais do Estado de Goiás designados para essa atividade”, alega a PGE-GO.



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: José Cruz/Agência Brasil