Ancelotti testa Martinelli como titular e Raphinha no banco

Seleção ajusta equipe para as oitavas da Copa do Mundo; Martinelli é testado como titular e Raphinha pode ser opção no banco

O técnico Carlo Ancelotti voltou a usar Gabriel Martinelli como titular no treino da Seleção neste sábado (04) e indicou que o atacante do Arsenal será o substituto de Lucas Paquetá no jogo entre Brasil e Noruega, neste domingo (05), pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

O atacante Raphinha estará no banco de reservas do Brasil neste domingo, na partida contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Raphinha deve começar no banco e ainda não está 100%

Mesmo relacionado, Raphinha será utilizado somente em um caso excepcional pelo técnico Carlo Ancelotti e por poucos minutos.

“Raphinha está avançando muito bem, não está 100%, mas pode estar disponível no banco e jogar alguns minutos ou ser útil em alguns momentos”, declarou Ancelotti.

Embora recuperado de lesão no músculo posterior da coxa direita, o camisa 11 não está em plenas condições físicas. Ele não atua há duas semanas, desde a partida contra o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos, e não realizou treinos completos com o elenco.

“Recuperou muito bem e muito rápido, estamos felizes com isso porque Raphinha é muito importante para a equipe” disse o treinador, em entrevista coletiva neste sábado.

Na última sexta-feira (03), ele participou apenas do aquecimento com o grupo e depois fez atividades separadas. Já neste sábado (04), esteve parcialmente integrado à atividade.

Raphinha ainda não deve enfrentar a Noruega, mas o departamento médico da Seleção espera deixá-lo apto para uma eventual disputa de quartas de final.

Martinelli foi testado por Ancelotti no time titular no lugar de Paquetá

Autor do gol da classificação contra o Japão na última segunda-feira (29), Martinelli chegou a ser testado no setor na quinta-feira (02).

Nos treinos de sexta e sábado, no entanto, Martinelli foi mantido entre os titulares na maior parte das atividades. A escalação só deve ser informada aos jogadores na preleção deste domingo (05).

Embora atue como atacante de origem, Martinelli deve jogar mais recuado, atuando entre a faixa esquerda e o centro do campo quando o Brasil estiver com a posse de bola.

A mudança na equipe foi motivada pela lesão de Lucas Paquetá, que sofreu um problema na coxa esquerda e, apesar de não ter sido cortado, não deve voltar a atuar nesta Copa do Mundo.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

El Niño avança e antecipa pico que deve chegar em setembro

ONU alerta para aumento do risco de ondas de calor, secas e chuvas intensas; especialista diz que Brasil deve reforçar medidas de prevenção

O fenômeno El Niño já está estabelecido no Oceano Pacífico e deve se intensificar nos próximos meses, atingindo seu pico entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul. O alerta foi feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da ONU, que prevê aumento da ocorrência de ondas de calor, secas, chuvas intensas e outros eventos extremos em diversas regiões do planeta.

Segundo o mais recente boletim da OMM, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial central e leste devem ultrapassar 2°C acima da média, caracterizando um episódio forte do fenômeno.

A previsão indica que o El Niño continuará se fortalecendo ao longo dos próximos meses, influenciando o clima global. Além do aquecimento do Pacífico, a OMM projeta temperaturas acima da média em grande parte das áreas continentais do planeta e mudanças no regime de chuvas, com maior probabilidade de precipitações intensas em algumas regiões e estiagem em outras.

O que isso significa?

O meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, em entrevista ao SBT News, explicou que o El Niño é um fenômeno natural que ocorre de forma periódica, alternando-se com a La Niña. No entanto, ele destacou que a intensidade prevista para este episódio chama atenção. “As projeções indicam que ele pode ser o El Niño mais forte dos últimos anos. Isso é o que tem despertado maior preocupação”, afirmou.

“O El Niño não é a única variável que modula o clima no planeta. O Oceano Atlântico, por exemplo, também exerce um papel muito importante, especialmente para o Brasil. Ainda estamos estudando as causas desse aquecimento tão expressivo, mas as mudanças climáticas provocadas pela ação humana podem, sim, influenciar esse comportamento”, completou.

Para o Brasil, o cenário esperado segue o padrão observado em outros episódios do fenômeno: tendência de chuvas acima da média na Região Sul e parte do Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

“Esse é um padrão médio. Em alguns anos, as chuvas avançam mais para o Sudeste, como já vimos recentemente, atingindo estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul”, disse.

Além dos impactos ambientais, o fortalecimento do El Niño também pode afetar a saúde da população. O aumento das temperaturas favorece casos de desidratação, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios, enquanto períodos de seca e queimadas agravam quadros de asma e alergias. Já episódios de chuva intensa elevam o risco de enchentes, proliferação de fungos e doenças associadas à umidade.

“Hoje o Brasil possui sistemas de previsão bastante eficientes. O principal é acompanhar os alertas meteorológicos e fortalecer obras de drenagem e outras medidas de infraestrutura para reduzir os impactos tanto do excesso quanto da falta de chuva”, afirmou sobre formas de o país se preparar para enfrentar o fenômeno.

A OMM reforça que os impactos do El Niño variam conforme sua intensidade e a região afetada, mas destaca que previsões sazonais e sistemas de alerta precoce são fundamentais para salvar vidas, proteger economias e permitir que governos adotem medidas antecipadas diante da evolução do fenômeno.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Matheus Cunha agradece “respeito” ao Brasil, mas rechaça favoritismo

Atacante cita evolução da seleção e desconversa sobre vaga de Paquetá

Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos da mão em direção ao também atacante Kento Shiogai. Uma resposta ao que foi entendido como provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, disse que o Brasil “não era como antigamente”.

Se considerou o comentário de Shiogai “desrespeitoso”, Matheus Cunha reagiu de forma diferente às palavras do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland, adversário da seleção canarinho neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Ambos colocaram o Brasil em um patamar de favoritismo no Mundial em recentes depoimentos à imprensa.

“O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto”, disse o atacante, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação canarinho está concentrada em Nova Jersey.

Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia, 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, e 2 a 1 sobre o Japão, em Nova Jersey.

“Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo”, afirmou o atacante.

“Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados”, completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.

Equipe

Para o jogo contra a Noruega, que pode levar o Brasil às quartas de final da Copa, a equipe não terá Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para o lugar do meia. O volante Danilo Santos e os também atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha colocou a decisão nas mãos do técnico.

“Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]”, descreveu o camisa 9.

“No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros”, concluiu.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Massa de ar frio derruba temperaturas e sul tem alerta para geadas; veja previsão

Onda de frio também atinge Sudeste; em São Paulo, previsão é de tempo parcialmente nublado e com possibilidade de chuva

Uma massa de ar polar chegou ao país neste sábado (4) e derrubou temperaturas, principalmente na região Sul. Ao longo do dia, ventos fortes devem atingir a costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e as máximas ficam em torno de 12°C em boa parte da região.

O efeito da onda de frio também chega a cidades do leste do Sudeste, e em Estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amazonas.

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, ventos úmidos deixarão a faixa leste do Estado parcialmente nublada e com possibilidade de chuva fraca ao longo do dia. No restante do território, porém uma massa de ar seco deixará o tempo estável e com predomínio de sol. Municípios da região de Franca, Barretos e Ribeirão Preto terão máximas de 27°C e 31°C.

No Sudeste, de forma geral, o sábado segue sem previsão de chuva. O destaque é para o sul de Minas Gerais, o Vale do Paraíba, região Metropolitana de São Paulo e as serras do Rio de Janeiro e Espírito Santo: as mínimas ficam entre 5 e 7°C.

Já parte do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba está em alerta laranja de perigo para chuvas.

Ao longo do fim de semana, a região Nordeste tem previsão de mínimas de 9°C a 12°C e as máximas ficam em torno de 33°C e 35°C – situação semelhante ao Centro-Oeste, com mínimas de 8°C e máximas de 36°C.

Previsão para domingo

A massa fria perde força no domingo, 5, e as temperaturas sobem gradativamente. Ainda assim, há chance de geada nas serras gaúcha e catarinense, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Sul, os termômetros podem chegar a 16°C em boa parte dos estados. Nas áreas de serra e na campanha gaúcha, as máximas continuam abaixo de 14°C.

No Sudeste, as temperaturas mínimas seguem entre 5 e 7°C. Em regiões como o extremo noroeste de São Paulo e o Triângulo Mineiro, as máximas podem chegar a 30°C.

Segundo a Climatempo, a capital paulista começa o domingo com nevoeiro e, à tarde, o céu abre. As máximas, em dia de jogo do Brasil, chegam aos 20°C.

A região Norte terá pancadas de chuva, enquanto o litoral nordestino registra chuva isolada.

Semana começa com frio e chuva

Já na segunda (6) uma nova frente fria derruba as temperaturas mais uma vez, principalmente no Rio Grande do Sul. As mínimas ficam próximas de 0°C na área da campanha gaúcha, enquanto as máximas na região ficam abaixo de 14°C.

No Sudeste, as chances de chuva serão reduzidas e as temperaturas continuam baixas: entre 6 e 8°C. Áreas como a costa de São Paulo e noroeste paulista têm máximas um pouco mais elevadas – de 24 a 30°C.

As chuvas atingem a região Sul, Norte e a faixa litorânea do Nordeste. No restante do País, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Arquivo/Agência Brasil