Caiado diz que país não pode dar mais 4 anos ao mesmo governo sem resolver infraestrutura

Candidato do PSD criticou atraso de malha ferroviária durante fórum da CNT

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (19) que o Brasil usa menos de 40% da malha ferroviária que possui. A declaração foi dada durante sua participação no 11º Fórum CNT de Debates, em Brasília.

Segundo o candidato, o país tem cerca de 32 mil quilômetros de ferrovias, mas apenas entre 10 mil e 12 mil quilômetros estão de fato em operação.

Caiado também citou a Ferrovia Norte-Sul como exemplo de obra que, segundo ele, começou há cerca de 40 anos e ainda não foi totalmente concluída.

O candidato afirmou ainda que países como China e Estados Unidos têm redes ferroviárias bem maiores que a brasileira, da ordem de 150 mil e 200 mil quilômetros, respectivamente.

Investimento baixo

Para ele, o investimento em infraestrutura no Brasil é insuficiente diante dessa demanda. Ele afirmou que o investimento soma 0,89% do PIB no nível federal, percentual que sobe para 1,7% quando somados os aportes de estados e municípios.

Ao comentar o cenário eleitoral, Caiado disse que o Brasil não pode dar mais quatro anos a ‘esse governo’, em referência ao atual governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, que segundo Caiado não encara os problemas estruturantes da economia, como a infraestrutura.

Polarização

O candidato, que tenta se viabilizar entre eleitores descontentes tanto com Lula quanto com o bolsonarismo, relacionou o atraso nos investimentos de ferrovias, portos e aeroportos à polarização do debate eleitoral, que, na avaliação dele, afasta a discussão pública de temas concretos.

Caiado também citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek como referência de liderança voltada a esse tipo de projeto.

“Vocês conseguem imaginar o que teria sido do Brasil se tivéssemos tido cinco governos como o dele (Juscelino Kubitschek), com a visão de políticas estruturantes?”, questionou.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Reprodução PSD

Defensoria Pública da União realiza atendimento jurídico gratuito em Valparaíso de Goiás

Ação itinerante acontece entre 24 e 27 de agosto na unidade do CadÚnico, com agendamento prévio pela Secretaria Municipal de Assistência Social

A Defensoria Pública da União (DPU) realizará, entre os dias 24 e 27 de agosto, atendimento jurídico gratuito em Valparaíso de Goiás. A iniciativa, organizada em parceria com a Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, será voltada à população em situação de vulnerabilidade que se enquadre nos critérios de atendimento.

Serão oferecidas orientações e assistência em demandas relacionadas a aposentadorias, salário-maternidade, Bolsa Família, auxílio-reclusão, auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e outras questões de competência da DPU. O público-alvo inclui famílias com renda de até dois salários mínimos, renda per capita de até meio salário mínimo, beneficiários do Bolsa Família ou BPC/LOAS e idosos com renda de até um salário mínimo.

Atendimento precisa ser agendado

Para garantir a organização dos atendimentos, não haverá atendimento por ordem de chegada. Os interessados devem entrar em contato previamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social para realizar o agendamento.

O contato para agendamento e informações é o (61) 98350-8040. A ação será realizada na Sede do CadÚnico, localizada na Quadra 88, Lote 13, 2ª Etapa, Bairro Jardim Céu Azul, em Valparaíso de Goiás.

Confira os horários



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Myke Sena/Ascom/DPU

Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira

Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026

Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.

Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.

Adesão à paralisação

A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.

A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.

Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.

Negociações

A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.

O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.

No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.

A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais

Com a persistência das condições e sem previsão de precipitações para as próximas semanas, equipes de prevenção e combate se mobilizam para proteger unidades de conservação

O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate.

Região registra índices baixos de umidade relativa do ar, com temperaturas mais altas durante a tarde; condição aumenta risco de incêndios | Imagem: Divulgação 

As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada.


Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica.

No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais.

Ações de prevenção 

Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs).

A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios.

Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem.

Operação Verde Vivo 

A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones.

Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones.

Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano.

Impacto ambiental e legislação

Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d’água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa.

Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil

A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital.

A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental.

Orientações

Recomenda-se hidratação constante durante todo esse período de seca | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

 A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública.

► Evitar o uso do fogo
Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas.

► Descarte seguro
Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias.

► Cuidados com faíscas
Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes.

► Cuidados de saúde
Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h.

► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília