Bancos de leite humano do DF precisam de frascos de vidro para armazenamento de doações

Recipientes desempenham papel estratégico em toda a cadeia de coleta, garantindo que recém-nascidos internados recebam o alimento com segurança

Os bancos (BLHs) e os postos de cleta de leite humano (PCLHs) da Secretaria de Saúde (SES-DF) convidam a população a doar frascos de vidro de boca larga com tampa plástica, como os modelos utilizados na venda de café solúvel. Os recipientes são essenciais para armazenamento, transporte e processamento do leite materno coletado. 

As doações podem ser entregues diretamente no banco ou posto de coleta mais próximo. É possível, ainda, solicitar o recolhimento dos frascos pelo telefone 160, opção 4, informando à equipe que possui recipientes disponíveis para doação. Não é necessário higienizar os potes antes da entrega, uma vez que todos passam por rigorosos processos de limpeza, desinfecção e esterilização.

Embora a SES-DF esteja conduzindo o processo de aquisição desses materiais, as doações são fundamentais para assegurar a continuidade das atividades até a conclusão da compra e a reposição dos estoques.

Item essencial

Os frascos de vidro com tampa plástica desempenham papel estratégico em toda a cadeia de coleta do leite materno. São esses recipientes que permitem às doadoras armazenar o leite coletado em seus domicílios de forma segura, garantindo a qualidade do produto até sua chegada aos BLHs. 

Alimento que salva

O leite humano doado é destinado, principalmente, aos recém-nascidos internados em unidades neonatais, especialmente prematuros e bebês de baixo peso que, por diferentes razões, não podem ser amamentados diretamente por suas mães.

Reconhecido como alimento essencial para a recuperação e o desenvolvimento desses bebês, o leite materno contribui significativamente para a redução de infecções, complicações neonatais, tempo de internação e mortalidade infantil, sendo um importante aliado na assistência aos recém-nascidos mais vulneráveis.

Os frascos de vidro com tampa plástica desempenham papel estratégico em toda a cadeia de coleta do leite materno. São esses recipientes que permitem às doadoras armazenar o leite coletado em seus domicílios de forma segura, garantindo a qualidade do produto até sua chegada aos BLHs | Foto: Divulgação/Agência Saúde DF

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação SEL/DF

Brasília recebe mais de 360 atletas na abertura do Campeonato Brasiliense de Canoa Havaiana

Competição no Iate Clube reforça o Lago Paranoá como referência nacional para a prática da modalidade em águas doces

O Lago Paranoá será palco, neste sábado (27) e domingo (28), da primeira etapa do Track&Field Experience Campeonato Brasiliense de VA’A Maratona, reunindo mais de 360 atletas no Iate Clube de Brasília. Organizada pela Federação Brasiliense de VA’A (FebVaa), a competição reforça o protagonismo da capital como um dos principais polos brasileiros da canoa havaiana em águas doces.

Após sediar o campeonato brasileiro da modalidade no primeiro semestre, Brasília volta a receber uma das principais competições do calendário esportivo nacional. O evento deve reunir cerca de 500 pessoas por dia entre atletas, equipes técnicas, familiares e espectadores, além de contar com transmissão ao vivo pelo canal da Confederação Brasileira de VA’A no YouTube.

Mais do que cenário para competições, o Lago Paranoá tem se consolidado como espaço de convivência, lazer e prática esportiva. As condições favoráveis de navegação e a crescente comunidade de praticantes transformaram Brasília em referência para a modalidade, que alia atividade física, contato com a natureza e preservação de uma tradição milenar.

O secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, destaca a importância da utilização do Lago Paranoá para atividades esportivas e de lazer. “O Lago Paranoá é um recurso do Distrito Federal muito importante. Iniciativas que promovam lazer e esportes no espelho d’água são essenciais para a sociedade brasiliense. A canoa havaiana cumpre bem esse papel, trabalhando a inclusão com pessoas de várias idades, homens e mulheres praticando esse esporte.”

A competição contempla categorias que vão do Infantil (até 12 anos) ao Master 70+, além de provas destinadas a paratletas, evidenciando o caráter inclusivo da modalidade | Foto: Divulgação SEL/DF

Modalidade reúne atletas de todas as idades

A competição contempla categorias que vão do Infantil (até 12 anos) ao Master 70+, além de provas destinadas a paratletas, evidenciando o caráter inclusivo da modalidade, que registra crescimento contínuo no Distrito Federal.

Conhecida internacionalmente como VA’A, a canoa havaiana tem origem nos povos polinésios, que utilizavam a embarcação para percorrer longas distâncias pelo Oceano Pacífico há mais de três mil anos. Atualmente, a modalidade se expandiu para diversos países, preservando características tradicionais e promovendo a integração entre esporte, cultura e meio ambiente.

“O Lago Paranoá é um recurso do Distrito Federal muito importante. Iniciativas que promovam lazer e esportes no espelho d’água são essenciais para a sociedade brasiliense. A canoa havaiana cumpre bem esse papel, trabalhando a inclusão com pessoas de várias idades, homens e mulheres praticando esse esporte”Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer

Segurança reforçada

A Federação Brasiliense de VA’A adotará uma série de protocolos de segurança durante toda a competição. Será obrigatório o uso de colete salva-vidas, apito, remo reserva e balde em todas as embarcações. O evento contará ainda com quatro embarcações de apoio motorizadas, equipes de resgate aquático, ambulância e suporte do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Para o presidente da FebVaa, João Marcelo Marins, o número de participantes demonstra a consolidação da modalidade na capital.

“Tanto a categoria infantil quanto a categoria estreante estão maiores do que nunca, demonstrando o forte crescimento do VA’A no Distrito Federal. Isso é motivo de alegria e orgulho e aumenta nossa responsabilidade como comunidade em manter elevados os protocolos de segurança. A ocupação do Lago deve ser democrática, positiva e segura.”

Serviço

Track&Field Experience Campeonato Brasiliense de VA’A 2026 – Maratona

Data: 27 e 28 de junho

Local: Iate Clube de Brasília

Entrada: Gratuita

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação SEL/DF

Jogos do Brasil na Copa provocam altos e baixos no consumo de energia

Quando partida começa, carga tem redução drástica

Seleção brasileira em campo na Copa do Mundo é praticamente sinônimo de economia de energia. Na última quarta-feira (24), quando Vini Júnior e companhia iniciaram a partida contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA), o consumo de energia elétrica aqui, no Brasil, despencou.

Às 19h, horário da partida, a demanda era de aproximadamente 90 mil megawatts (MW). Até o fim do primeiro tempo, às 19h53, o consumo caiu 9.058 MW. Essa redução é equivalente à soma das cargas médias dos estados do Rio de Janeiro e do Pará.

As informações constam no painel de monitoramento em tempo real do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O ONS é o órgão responsável pela coordenação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Cabe ao ONS, por exemplo, determinar o aumento de produção de energia ou a interrupção de geração em momentos de excesso no SIN.

A instituição é formada por representantes de empresas de geração, transmissão, distribuição, sob fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor.

Padrão Copa

Durante a Copa do Mundo, o ONS montou uma operação especial para acompanhar oscilações de consumo provocadas pela mobilização dos torcedores, de forma a identificar reduções e elevações repentinas.

Com o monitoramento, por exemplo, o órgão identifica as chamadas rampas de carga. Nos três jogos do Brasil na primeira fase, os dados mostraram o padrão de redução vertiginosa do consumo durante as partidas e subidas expressivas no intervalo e ao fim do jogo.

As oscilações começam antes mesmo do jogo. No dia do confronto com a Escócia, o ONS notou que, às 18h25, a carga de consumo estava em 98 mil MW, caindo 7 mil MW até o momento em que a bola rolou. Essa “economia” equivale à carga média de Minas Gerais.

Rampa recorde

Com o fim do primeiro tempo, o consumo dos brasileiros disparou 5,6 mil MW em nove minutos. Isso equivale à soma das cargas médias dos estados de Santa Catarina e Mato Grosso.

De acordo com o ONS, esse foi o maior valor de rampa de elevação de carga em intervalos de jogos do Brasil em relação às últimas três Copas do Mundo.

Com o reinício da disputa, a demanda despencou novamente e atingiu o menor nível (78.236 MW) às 20h59, três minutos antes do fim da partida.

Decretada a classificação da seleção como líder do grupo C da Copa do Mundo, os brasileiros aqui no país fizeram o consumo subir 8.546 MW em aproximadamente 18 minutos. Esse incremento equivale à soma da carga média do Paraná e da Bahia.

Olho em grandes eventos

O ONS assinala que o monitoramento em tempo real evidencia como eventos de grande audiência impactam diretamente o consumo de energia elétrica no país, exigindo planejamento e resposta ágil da operação.

O diretor-geral do órgão, Marcio Rea, ressalta que o ONS tem a missão de coordenar um sistema elétrico de dimensões continentais.

“Da sala de casa às festas de rua, todos estes comportamentos influenciam nossa operação”, diz.

Na próxima segunda-feira, a seleção enfrenta o Japão às 14h, em Houston (EUA).

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Polícia resgata animais em situação de maus-tratos e prende responsáveis

A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Proteção Animal (GPA) de Goiânia – 1ª DRP, deflagrou, na quarta-feira (24/06), a Operação Filantropia de Fachada, em uma ação conjunta com a Polícia Técnico-Científica, a Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma) e a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic).

A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento. No dia 24/06/2026, em continuidade à investigação, a equipe policial foi até o local, resultando na autuação em flagrante de um homem e uma mulher responsáveis pelo estabelecimento.

Maus-tratos

No local, foi constatada uma situação grave de maus-tratos contra os cães e felinos, sendo encontrados 14 cães e 9 gatos em completa situação de maus-tratos, e no momento da abordagem foi encontrado um gato morto dentro de uma gaiola junto aos animais vivos.

Devido ao estado crítico de saúde dos animais, e à omissão deliberada e extrema dos responsáveis, cinco cães e dois gatos que estavam em estado crítico precisaram ser internados às pressas na Upavet, mas, infelizmente, um dos cães não resistiu e morreu logo após dar entrada na unidade, os demais animais em melhor estado ficaram sob a responsabilidade da Amma. No local, ainda foi encontrada uma ave silvestre em desacordo com a lei.

A perícia técnica confirmou a ocorrência dos crimes e os dois responsáveis foram presos em flagrante, pelos crimes de maus-tratos qualificado pela espécie canina e felina, e majorado pelo resultado morte, e ainda por manter um animal silvestre em sua guarda sem autorização legal.

Polícia resgata animais em situação de maus-tratos e prende responsáveis
A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento (Foto: PC)

Alô Valparaíso/* Com as informações da SSP-GO | Foto: PCGO