Brasília teve maior aumento de área urbanizada do país em três anos, diz IBGE

Capital teve 72,08 km² incorporados ao espaço urbano entre 2019 e 2022, ocupando segundo lugar na lista de municípios brasileiros com maior extensão de áreas urbanizadas.

Brasília foi a cidade com a maior expansão absoluta de feições urbanizadasentre os municípios brasileiros entre 2019 e 2022. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 72,08 km² incorporados ao espaço urbano no período.

O crescimento foi mais que o dobro do registrado por São Luís (MA), que teve a segunda maior expansão, com 35,76 km². Os dados são do mapeamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, divulgados nessa terça-feira (18) pelo IBGE.

Com a expansão, a capital federal passou da terceira para a segunda posição entre os municípios brasileiros com maior extensão de áreas urbanizadas do país, chegando a 662,54 km² em 2022.

O levantamento feito pelo IBGE permite acompanhar a evolução da urbanização e comparar as transformações ocorridas entre 2019 e 2022, a partir da interpretação visual de imagens de satélite.

O que são feições urbanizadas?

As feições urbanizadas são formadas pela soma de três espaços:

O IBGE também usa o conceito de feições morfologicamente identificadas, queocorrem quando são acrescentados loteamentos vazios.

Ranking

No ranking dos municípios brasileiros com maiores extensões absolutas de feições urbanizadas, Brasília atingiu 662,54 km², ficando atrás apenas de São Paulo, que apresentou 922,41 km² de feições urbanizadas.

O Rio de Janeiro, que ocupava a segunda posição em 2019, passou para o terceiro lugar, com 644,36 km² em 2022.

Densidade

De acordo com o IBGE, a classificação por densidade das feições está ligada ao nível de ocupação humana da área.

Feições de áreas urbanizadas, outros equipamentos urbanos e vazios intraurbanos podem ser classificadas como “densas” ou “pouco densas”.

🔎 As áreas densas apresentam edificações próximas e poucos espaços livres, enquanto as pouco densas têm construções mais espaçadas (veja imagem acima).

Participação no conjunto

Em relação à área territorial (5.760,78 km²) do DF, 662,54 km² ou 11,5% eram de feições urbanizadas em 2022 – maior percentual do país quando comparado às outras unidades da federação – e 1,2 ponto percentual acima do registrado em 2019 (10,3%).

No entanto, apesar da elevada proporção de seu território ocupado por feições urbanizadas, Brasília respondeu por apenas 1,30% das feições urbanizadas do país em 2022, ficando entre as 13 unidades da Federação cuja participação foi inferior a 2%.

“Isso significa que embora o DF tenha uma grande concentração de feições urbanizadas em relação ao seu próprio território, sua participação no conjunto de áreas urbanizadas no Brasil é pequena”, afirma o IBGE.

A pesquisa

Segundo o IBGE, o mapeamento das áreas urbanizadas revela o ritmo e a intensidade com que áreas naturais ou rurais são convertidas em padrões urbanos.

“O principal objetivo é mapear e mensurar as formas urbanas e sua distribuição em todo território nacional, para retratar a evolução do fenômeno urbano. A pesquisa fornece dados essenciais para o planejamento urbano, para a implementação de infraestruturas públicas, impactando nas análises de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, diz o instituto.



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Pablo Marçal reafirma candidatura à Presidência apesar de decisões de inelegibilidade

Empresário afirma que aguardará análise de recursos da Justiça Eleitoral e mantém intenção de disputar o pleito

O empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) declarou nesta terça-feira (18), em entrevista ao SBT News, que pretende manter sua candidatura à Presidência da República até o fim, mesmo diante das decisões que o tornaram inelegível. Segundo ele, a definição sobre sua situação eleitoral ainda depende da análise de recursos pela Justiça Eleitoral.

Marçal teve o nome incluído no sistema da Justiça Eleitoral nos últimos minutos do prazo para registro de candidaturas, no sábado (15). O candidato acumula três condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que resultaram em declarações de inelegibilidade. Durante a entrevista, afirmou possuir certidões que permitiram o registro e destacou que ainda existem recursos possíveis. Também criticou a demora da Justiça Eleitoral na análise de casos envolvendo candidatos.

Posição sobre eventual inelegibilidade

Questionado sobre a possibilidade de ser declarado definitivamente inelegível, Marçal evitou indicar apoio a outro candidato ou a seu vice, Leonardo Avalanche. Ele afirmou que sua prioridade é derrotar o PT e retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência, mas não confirmou apoio a nenhum dos nomes já colocados na disputa.

O empresário disse que gostaria de disputar a eleição sem partido e sem vice, embora a legislação eleitoral exija a apresentação de candidatura acompanhada de vice-presidente. Ele explicou que Avalanche é o dono do partido e que, se pudesse, escolheria outra pessoa para ocupar a vaga. Segundo Marçal, uma disputa judicial envolvendo o comando do PRTB teria dificultado sua filiação à legenda.

Questionamentos sobre o vice Leonardo Avalanche

Durante a entrevista, Marçal também foi questionado sobre suspeitas de ligação de Avalanche com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Reportagens publicadas em 2024 levantaram dúvidas sobre uma possível relação do presidente do PRTB com integrantes da facção criminosa.

Marçal afirmou não ter certeza sobre a existência de qualquer vínculo e defendeu que sejam apresentados inquéritos ou processos, caso existam. Disse ainda que não está “pondo a mão no fogo” por Avalanche e reiterou que, se tivesse liberdade de escolha, indicaria outro nome para a vice-presidência.

Críticas ao governo e financiamento da campanha

Ao longo da entrevista, Marçal rejeitou o rótulo de “candidato meme” e declarou que pretende financiar a campanha sem utilizar recursos próprios ou públicos. Ele afirmou que sua candidatura representa uma tentativa de romper o que chamou de “ciclo” de governos do PT.

O empresário voltou a criticar o governo Lula, mencionando temas como endividamento público, Correios e situação econômica do país. As afirmações não foram detalhadas ou acompanhadas de propostas específicas durante a conversa.

Expectativas e próximos passos

No encerramento da entrevista, Marçal reafirmou sua intenção de permanecer na disputa enquanto houver possibilidade jurídica. “Eu estou firme até o fim”, declarou. Em outro momento, disse que pretende ser “o Davi que vai derrubar o Golias”.

A situação eleitoral do candidato ainda depende da análise da Justiça Eleitoral, que segue o calendário estabelecido para o julgamento dos registros de candidatura. Eventuais decisões desfavoráveis podem ser contestadas por meio dos recursos previstos na legislação.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/Youtube

Mega-Sena acumula para R$ 50 milhões; confira os números sorteados

Números sorteados são: 16 – 23 – 24 – 33 – 36 – 52

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.046 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (18). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 50 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 16 – 23 – 24 – 33 – 36 – 52

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (20), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eleitores com mais de 60 anos já são 23,2% do eleitorado e têm prioridade nas urnas; entenda

Grupo cresceu 74% em 16 anos e conta com voto facultativo a partir dos 70

Grupo que mais cresce nos últimos anos, a legislação eleitoral garante aos eleitores com 60 anos ou mais atendimento prioritário nas seções de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

Para os eleitores com 80 anos ou mais, a prioridade é absoluta, o que garante que sejam sempre os primeiros a votar, independentemente do horário de chegada.

Os eleitores com 60 anos ou mais correspondem hoje a 23,2% do eleitorado brasileiro. O grupo, batizado por pesquisadores de Geração Prateada, cresceu cinco vezes mais rápido que o eleitorado geral nos últimos 16 anos, segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados a partir de números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com corte em março de 2026.

Entre 2010 e 2026, o eleitorado total cresceu 15%. No mesmo período, o número de eleitores com mais de 60 anos aumentou 74%, passando de 20,8 milhões para 36,2 milhões de pessoas.

O avanço acompanha a mudança no perfil demográfico do país. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de idosos na população total passou de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 202.

Direitos do eleitorado idoso

A legislação eleitoral garante aos eleitores com 60 anos ou mais atendimento prioritário nas seções de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

O grupo também tem direito a medidas de acessibilidade e a recursos e tecnologias assistivas que facilitem o exercício do voto.

Acompanhantes de eleitores com 80 anos ou mais têm prioridade assegurada pela Lei 14.364/2022. A Justiça Eleitoral é obrigada a oferecer tratamento digno e respeitoso a esse eleitorado.

Voto facultativo ou obrigatório

No Brasil, o voto é obrigatório dos 18 aos 69 anos. É facultativo para maiores de 70 anos, analfabetos e jovens de 16 e 17 anos.

As abstenções do eleitorado em geral subiram nas últimas eleições, de 19,4% em 2014 para 20,9% em 2022.

O movimento entre os idosos foi oposto. Entre eleitores com 60 anos ou mais, a abstenção caiu de 37,1% para 34,5% no mesmo período, uma queda de 2,6 pontos percentuais.

Entre os maiores de 70 anos, para quem o voto não é obrigatório, a retração foi ainda maior, de 63,6% para 58,9%, uma queda de 4,7 pontos.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil