Mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de apostar em bets

Medidas incluem autoexclusão e bloqueio de quem é do Bolsa Família

Mais de cinco milhões de brasileiros estão impedidos de fazer apostas em plataformas online, as chamadas bets, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (13). 

Cerca de 1,2 milhão de pessoas já haviam optado voluntariamente pela autoexclusão, por meio da plataforma que permite ao usuário bloquear o próprio acesso a esses sites.

Além disso, também são contabilizadas outras 800 mil pessoas que aderiram a nova rodada do Desenrola, iniciativa de renegociação de dívidas. Pelas regras do governo, elas ficam impedidas de realizar apostas online por seis meses. 

Outras 3 milhões de pessoas são as inscritas no Bolsa Família ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“A gente chega nesse total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil, nesse compromisso de tratar as bets como cigarro, no desincentivo ao jogo no país”, disse Durigan.

O ministro também informou que duas operações foram deflagradas nesta quarta-feira com apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas. Uma delas envolve uma empresa que atuava de forma ilegal. A outra mira uma empresa que havia chegado a obter autorização do Ministério da Fazenda, mas teve a atuação suspensa por medida cautelar durante um processo de fiscalização.

Segundo Durigan, as ações contam com compartilhamento de informações entre órgãos públicos e autoridades policiais e envolvem investigações relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Fazenda divulga documentos de bets autorizadas

O Ministério da Fazenda também começou a divulgar documentos que embasaram os processos de autorização das empresas de apostas que pretendem operar legalmente no Brasil. Na primeira etapa, foram disponibilizados documentos referentes a 80 das 85 empresas que passaram pelo processo de habilitação na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). São mais de 2 mil páginas de documentos.

Entre os materiais divulgados estão pareceres técnicos sobre a habilitação jurídica das empresas, a idoneidade de controladores e administradores, a origem dos recursos e os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Também foram disponibilizados pareceres sobre o pagamento da outorga e relatórios finais de análise.

Segundo o material divulgado pelo Ministério da Fazenda, a publicação permite que o público tenha acesso às análises técnicas que fundamentaram cada autorização.

A divulgação será gradual, com novas informações sendo disponibilizadas conforme os documentos possam ser publicados, sem comprometer dados pessoais ou informações protegidas por sigilo. O processo faz parte do esforço, segundo o ministério, de ampliar a transparência e o controle sobre o setor de apostas online.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Valparaíso de Goiás realiza audiência pública sobre Plano Municipal pela Primeira Infância

Encontro reuniu poder público e sociedade civil para apresentar diagnósticos, discutir desafios e definir prioridades para as políticas voltadas às crianças nos próximos dez anos. 

Valparaíso de Goiás realizou, na última quarta-feira (12), a Audiência Pública do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) 2026–2036. O encontro marcou mais uma etapa da construção do documento que irá orientar, pelos próximos dez anos, as políticas públicas municipais destinadas às crianças na primeira infância.

A audiência proporcionou um espaço de participação social, diálogo e escuta da comunidade, com a apresentação de diagnósticos, avanços e desafios relacionados à garantia dos direitos das crianças. A proposta é estabelecer prioridades, metas e estratégias que contribuam para o desenvolvimento integral na primeira infância, período que compreende os primeiros seis anos de vida.

A construção do PMPI envolve uma atuação integrada entre diferentes áreas e instituições, como Educação, Saúde, Promoção Social, Conselho Tutelar, famílias e sociedade civil. Essa articulação busca garantir que as necessidades das crianças sejam consideradas de forma ampla, desde o acesso à saúde e à educação até a proteção, o fortalecimento dos vínculos familiares e a garantia de direitos.

Com horizonte de atuação até 2036, o Plano Municipal pela Primeira Infância reforça o compromisso de Valparaíso de Goiás com o planejamento de políticas públicas contínuas e intersetoriais, colocando a criança no centro das decisões e reconhecendo que investir nos primeiros anos de vida é fundamental para o desenvolvimento social do município.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Gestão condominial será tema de curso promovido pelo INCC

O Instituto Nacional dos Condomínios e Cidades Inteligentes (INCC) realizará, nos dias 17 e 18 de agosto de 2026, o 197º Curso Básico de Síndico, em Valparaíso de Goiás. A capacitação acontecerá das 19h30 às 22h30, no Auditório do IPASVAL, localizado no Bairro Jardim Céu Azul

Com carga horária de 10 horas-aula, o curso é voltado para síndicos, subsíndicos, conselheiros e demais interessados em gestão condominial. A programação busca apresentar conhecimentos essenciais para a administração de condomínios, contribuindo para uma atuação mais organizada, responsável e eficiente.

Ao todo, serão disponibilizadas 100 vagas. Os participantes receberão material didático digital, coffee break e certificado reconhecido pelo MEC.

A participação será realizada por meio de ingresso social, com a entrega de 2 kg de alimento não perecível no dia do evento. A iniciativa também pretende contribuir com ações sociais na região.

Segundo Paulo Melo, presidente do INCC, a capacitação representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento dos responsáveis pela gestão dos condomínios.

“O síndico exerce uma função que exige responsabilidade, preparo e atualização constante. Nosso objetivo é oferecer conhecimento prático para que os participantes possam administrar seus condomínios com mais segurança, transparência e eficiência”, destaca Paulo Melo.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo formulário disponível no material de divulgação. Outras informações podem ser obtidas pelo site www.incc.com.br ou pelos telefones (61) 98232-2015 e 3054-0543.

Serviço:
Evento: 197º Curso Básico de Síndico
Data: 17 e 18 de agosto de 2026
Horário: das 19h30 às 22h30
Local: Auditório do IPASVAL
Endereço: Quadra 01, Lotes 15/18, Área Especial, Bairro Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás/GO
Ingresso: 2 kg de alimento não perecível
Vagas: 100 participantes

Inscrições: https://forms.gle/PDrcWYmY7WuFpjQTA



Alô Valparaíso/* Com as informações da Assessoria de imprensa | Foto: Secom PMVG

Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Líder de oposição acusa ministro do STF de violar o sigilo da fonte ao autorizar busca contra investigados ligados a jornalista que publicou matérias sobre Dino

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, apresentou nesta quarta-feira (12) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi apresentado após Moraes autorizar uma operação da Polícia Federal (PF) contra Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima. Os dois são investigados por supostamente fornecer informações ao jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino.

Segundo o deputado, a decisão representa uma possível violação ao artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que garante o acesso à informação e o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

Pedido cita investigação sobre Flávio Dino

O caso envolve reportagens sobre o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino, que também é ministro do STF.

De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de São Luís, são suspeitos de fornecer informações ao jornalista.

Moraes autorizou a apreensão de armas, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos que possam ter relação com os crimes investigados. A decisão também permitiu que a Polícia Federal acessasse o conteúdo dos aparelhos e dados armazenados em serviços de nuvem.

PF apura repasse de informações restritas

Segundo a investigação, Cutrim teria usado o acesso fornecido pelo cargo público para consultar sistemas restritos e obter informações protegidas. Parte desse material teria sido enviada ao jornalista por meio do WhatsApp.

A Polícia Federal apura se as informações foram usadas em reportagens sobre veículos oficiais e placas reservadas ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão e ao governo estadual.

Diogo Diniz Lima é suspeito de participar da articulação. A investigação também apura uma transferência de R$ 100 mil destinada a Luís Pablo, mas depositada na conta de um terceiro.

A PF busca esclarecer se a movimentação financeira estava relacionada à atividade jornalística investigada.

Entidades criticam operação contra supostas fontes

Luís Pablo já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em março, também autorizada por Alexandre de Moraes. Ele é investigado por perseguição após publicar reportagens sobre Flávio Dino.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) manifestaram preocupação com a decisão mais recente.

Em nota conjunta, as entidades afirmaram que a medida cria um precedente perigoso e não teria amparo legal. As organizações destacaram que a Constituição Federal protege o sigilo da fonte jornalística quando ele é necessário para o exercício profissional.

O pedido apresentado por Cabo Gilberto é classificado como denúncia por crime de responsabilidade. O documento sustenta que a decisão de Moraes teria violado a garantia constitucional do sigilo da fonte.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Rosinei Coutinho | STF